História Geral e as Fontes Históricas

História Geral e as Fontes Históricas

ESTUDO DA HISTÓRIA E AS FONTES HISTÓRICASHistória Geral

O Estudo da História é a ação do homem no tempo e no espaço, principalmente a constituição de suas sociedades e instituições, que expressam os conteúdos culturais, econômicos, políticos e sociais das épocas e lugares em que ocorreram.

Em virtude da enorme quantidade de fatos históricos protagonizados pelos seres humanos, é necessário ao estudo dessa área do conhecimento a sua divisão. Nesse sentido é que surge a História Geral, abarcando os fatos ocorridos no mundo desde a Pré-história, mas geralmente reservando para outras esferas o estudo da História do Brasil e História da América.

Apesar de se referir a uma perspectiva eurocêntrica de divisão temporal, geralmente a História Geral foi dividida em Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Mesmo com diversas críticas feitas atualmente por uma gama variada de historiadores, ainda se segue nos currículos escolares e universitários essa divisão.

As fontes históricas

Quando observamos a organização do tempo e das informações históricas em um livro didático, mal pensamos sobre todo o processo que envolveu a fabricação daquele material disponível para estudo. O passado, enquanto objeto de estudo, não está devidamente organizado e analisado em todas as suas dimensões. Para que seja possível conhecê-lo, o historiador tem que sair em busca dos vestígios que possam fornecer informações e respostas ao seu exercício de investigação.

Sob tal aspecto, notamos que o historiador deve estar à procura constante e regular de fontes que viabilizem o seu contato com as experiências que já se consumaram ao longo do tempo. Fora desse tipo de ação, a pesquisa histórica fica sujeita à produção de suposições e julgamentos que fogem ao compromisso do historiador em conferir voz ao tempo que ele observa e pesquisa. Sendo assim, as fontes históricas aparecem como elementos de suma importância em tal caminhada.

Ao contrário do que possa parecer, o reconhecimento e uso de uma determinada fonte histórica não é naturalmente realizado por aqueles que se colocam em busca do passado. Dependendo dos interesses e influências que marcam a trajetória do historiador, notamos que as fontes históricas podem ser empregadas ou não em seu trabalho. Desse modo, entendemos que nenhum historiador terá a capacidade ou disposição de esgotar o uso de todas as possíveis fontes relacionadas a um determinado evento ou tema.

Durante muito tempo, os historiadores acreditavam que o passado não poderia ser reconhecido para fora das fontes escritas oficiais. Tal critério, que perdurou até o século XIX, chegou a determinar que o tempo em que a escrita não fora dominada pelo homem ou as sociedades que não dominavam tal técnica não poderiam ter o seu passado escrito. Sendo assim, o trabalho de vários historiadores esteve preso aos documentos ou fontes escritas.

No século passado, a ação de outros historiadores e o desenvolvimento de novas formas de estudo foi gradativamente revelando que o conjunto de fontes a serem trabalhadas pelo historiador pode muito bem extrapolar o mundo letrado. A partir de então, fontes de natureza, visual, oral e sonora foram incorporadas ao conjunto de compreensão do passado. Com isso, observamos que determinados temas históricos tiveram a sua discussão renovada e ampliada para outros patamares.

Logicamente, não podemos deixar de frisar que o uso de diferentes fontes empreendeu o reconhecimento de novos desafios ao ofício do historiador. Em contrapartida, ofereceu ao historiador e ao público interessado uma oportunidade de renovar e determinar o crescimento da produção técnica, científica e didática sobre o assunto. De fato, o século XX foi marcado por um volume de publicações de temas históricos nunca antes observados em qualquer outro tempo.

http://www-storia.blogspot.com/