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Fenomenologia

Fenomenologia

FenomenologiaHusserl, Criador da Fenomenologia

Corrente filosófica iniciada pelo filósofo e matemático alemão Edmund Husserl (1859-1938) que pretende estabelecer um método de fundamentação da ciência e da filosofia, esta última como ciência rigorosa. Baseia-se no conceito de fenômeno (aquilo que é percebido pela consciência) para investigar a vida perceptiva: como a percepção torna possível a consciência dos objetos do mundo; como atos subjetivos, o juízo e a memória, por exemplo, podem ser examinados por uma faculdade superior da própria consciência, chamada de eu transcendental, responsável pela síntese que torna possível a apreensão de objetos. A primeira grande obra em que aparecem os frutos do método fenomenológico é Investigações Lógicas (1900-1901).

A investigação deve ater-se ao modo como as coisas aparecem ao homem, como ele unifica a multiplicidade de aparições e como projeta significações sobre os objetos percebidos. Para o fenomenólogo, não existe a consciência pura, mas sempre a "consciência de alguma coisa". Esse conceito, fundamental para a fenomenologia, é chamado de intencionalidade.

Os grandes temas da fenomenologia são questões clássicas da filosofia desde Descartes. Por isso uma das principais obras de Husserl é uma discussão da obra do filósofo francês: Meditações Cartesianas. A fenomenologia serve de fonte a vários filósofos, em especial aos ligados ao existencialismo.

O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) utiliza a fenomenologia em sua maior obra, Ser e Tempo (1927), para estudar a essência do ser, a temporalidade e o sujeito sempre em um contexto. É na França, porém, que a fenomenologia alcança maior sucesso, por causa dos existencialistas. Filósofos como Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty (1908-1961) usam o método para o estudo das estruturas da percepção, da consciência e da imaginação.

A atenção dispensada ao olhar, à percepção, à imaginação, às coisas e ao outro faz o método fenomenológico ir além das fronteiras da filosofia. Fala-se hoje de uma sociologia, uma psicologia e uma teoria literária fenomenológicas. O método volta-se principalmente para as artes, nas quais proporciona um novo modo de consideração das obras artísticas.

“A Fenomenologia pura como ciência, enquanto pura e prescindindo da posição existencial da Natureza, pode ser unicamente investigação do Ser, e não pode de maneira alguma ser investigação de existência; toda a 'auto–observação' e todos os juízos baseados numa tal 'experiência' não cabem nela. O singular da sua imanência só pode ser posto e quando muito subordinado aos conceitos rigorosos do Ser devidos à análise dos seres, como indicado, como percepção, recordação transitória, etc, indicadas. Pois, embora o indivíduo não seja Ser, tem um Ser, cuja afirmação pode ter valor evidente. Esta mera subordinação, porém, aparentemente não pode chegar a fixá–los como indivíduo, a situá–lo num 'mundo' de existência individual. Para ela, o singular é eternamente o apeiron [ilimitado]. Com valor objectivo, apenas pode chegar à intelecção de Seres e de relações de Seres, e assim, a realizar – e definitivamente – tudo quanto for possível para o entendimento elucidativo de toda a intelecção empírica, e de toda e qualquer intelecção: o esclarecimento da 'origem' de todos os princípios lógico–formais, lógico–naturais e de qualquer modo orientadores, e de todos os problemas intrínsecos a eles, da correlação de 'Ser'(da Natureza, de valores, etc.) e 'consciência'” (HUSSERL, E. G. A. A Filosofia como Ciência de Rigor, “Filosofia Naturalística”).

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Lógica Filosófica


Lógica Filosófica


Lógica FilosóficaEntendida popularmente como o estudo do raciocínio correto, a lógica surge no Ocidente com o filósofo grego Aristóteles. Para mostrar que os sofistas (mestres da retórica e da oratória) podem enganar os cidadãos utilizando argumentos incorretos, Aristóteles estuda a estrutura lógica da argumentação. Revela, assim, que alguns argumentos podem ser convincentes, embora não sejam corretos. A lógica, segundo Aristóteles, é um instrumento para atingir o conhecimento científico. Só se pode chamar de ciência aquilo que é metódico e sistemático, ou seja, lógico.

Na obra Organon, Aristóteles define a lógica como um método do discurso demonstrativo, que utiliza três operações da inteligência: o conceito, o juízo e o raciocínio. O conceito é a representação mental dos objetos. O juízo é a afirmação ou negação da relação entre o sujeito (neste caso, o próprio objeto) e seu predicado. E o raciocínio é o que leva à conclusão sobre os vários juízos contidos no discurso. Os raciocínios podem ser analisados como silogismos, nos quais uma conclusão decorre de duas premissas.

"Todo homem é mortal. Sócrates é homem, logo, Sócrates é mortal", diz ele, para exemplificar. "Sócrates", "homem" e "mortal" são conceitos. "Sócrates é mortal" e "Sócrates é homem" são juízos. O raciocínio é a progressão do pensamento que se dá entre as premissas "Todo homem é mortal", "Sócrates é homem" e, a conclusão, "Sócrates é mortal".

O matemático e filósofo alemão G.W. Leibniz (1646-1716) critica a lógica aristotélica por demonstrar verdades conhecidas, mas não revelar novas verdades. Além disso, a lógica tradicional sistematiza apenas juízos do tipo sujeito e predicado, como "Sócrates é mortal". Já os modernos sentem necessidade de um método capaz de estudar também relações entre objetos, como "A Terra é maior do que a Lua".

No final do século XIX, o alemão Gottlob Frege (1848-1925) cria uma lógica baseada em símbolos matemáticos e na análise formal do discurso, lançando as bases da lógica moderna, que formaliza os raciocínios, organizando-os numa espécie de gramática, que pode ser empregada em diversas linguagens, como a proposicional, que estuda a relação dos juízos entre si, e a de predicados, que analisa a estrutura interna das sentenças. Como a matemática, ambas se utilizam de símbolos lógicos (de negação, conjunção e implicação, por exemplo) e não-lógicos (que representam proposições, funções, relações etc.) para criar cálculos ou sistemas de dedução.

A validade de um argumento depende exclusivamente de sua fórmula lógica e não do conteúdo das afirmações. Então, se no exemplo aristotélico o conceito "mortal" for substituído pelo conceito "verde" ("Todo homem é verde. Sócrates é homem, logo, Sócrates é verde."), o argumento permanece válido, ou correto, embora não existam homens verdes. Válido, porém, não quer dizer verdadeiro. Para que a conclusão de um argumento válido seja verdadeira, as premissas têm de ser verdadeiras.

Ao estudar a estrutura e a natureza do raciocínio humano e reproduzi-las em fórmulas matemáticas, torna-se possível, por exemplo, a criação de uma linguagem binária, que é a base de funcionamento dos softwares para computadores.
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Filosofia e Idealismo

Filosofia e Idealismo

Filosofia e IdealismoTendência filosófica que reduz toda a existência ao pensamento. Opõe-se ao realismo, que afirma a existência dos objetos independentemente do pensamento. No idealismo absoluto, o ser é reduzido à consciência. Ao longo da história da filosofia, ele aparece sob formas menos radicais -não nega categoricamente a existência dos objetos no mundo, mas reduz o problema à questão do conhecimento.

O idealismo toma como ponto de partida para a reflexão o sujeito, não o mundo exterior. O idealismo metódico de Descartes é uma doutrina racionalista que, colocando em dúvida todo o conhecimento estabelecido, parte da certeza do pensar para deduzir, por meio da ideia da existência de Deus, a existência do mundo material. O idealismo dogmático surge com George Berkeley (1685-1753), que considera a realidade do mundo exterior justificada somente pela sua existência anterior na mente divina ou na mente humana. Para ele, "ser é ser percebido". Immanuel Kant formula o idealismo transcendental, no qual o objeto é algo que só existe em uma relação de conhecimento. Ele distingue, portanto, o conhecimento que temos dos objetos, sempre submetidos a modos especificamente humanos de conhecer, como as idéias de espaço e tempo, dos objetos em si, que jamais serão conhecidos.

Na literatura, o romantismo adota boa parte dessas idéias. Johann Gottlieb Fichte (1762-1814) e Friedrich von Schelling (1775-1854) desenvolvem esse conceito e se tornam expoentes do idealismo alemão pós-kantiano. Eles conferem às idéias de Kant um sentido mais subjetivo e menos crítico: desconsideram a noção da coisa-em-si e tomam o real como produto da consciência humana. Friedrich Hegel (1770-1831) emprega o termo idealismo absoluto para caracterizar sua metafísica. Ao considerar a realidade como um processo, ele discute o desenvolvimento da ideia pura (tese), que cria um objeto oposto a si - a natureza (antítese) -, e a superação dessa contradição no espírito (síntese). Esse movimento se dá na história até que o espírito se torne espírito absoluto, ou seja, supere todas as contradições, por meio da dialética, e veja o mundo como uma criação sua.
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Filosofia


Filosofia


FilosofiaDe origem grega, a palavra filosofia significa amor à sabedoria. Desde a Antiguidade, a surpresa e o espanto perante o mundo levam o homem a formular questões sobre a origem e a razão do Universo e a buscar o sentido da própria existência. Todos os aspectos da cultura humana podem ser objeto de reflexão. A questão central de cada corrente filosófica está inserida na estrutura econômica, social e política de determinado momento histórico.

A palavra filosofia é utilizada pela primeira vez por Pitágoras, por volta do século VI a.C., quando se dá a passagem do mundo mítico para a consciência racional. Nessa época surgem os primeiros sábios (sophos, em grego), principalmente nas cidades jônicas que estabeleceram relações comerciais com o Oriente.

FILOSOFIA PRÉ-SOCRÁTICA
Pré-socráticos são os filósofos anteriores a Sócrates que viveram na Grécia por volta do século VI a.C., considerados os criadores da filosofia ocidental. Essa fase, que corresponde à época de formação da civilização helênica, se caracteriza pela preocupação com a natureza e o cosmo. Ela inaugura uma mentalidade baseada na razão e não mais no sobrenatural e na tradição mítica. As escolas jônica, eleática, atomista e pitagórica são as principais do período.

Os físicos da Jônia, como Tales de Mileto, Anaximandro, Anaxímenes e Heráclito, procuram explicar o mundo pelo desenvolvimento de uma natureza comum a todas as coisas e em eterno movimento. Heráclito afirma a estrutura contraditória e dinâmica do real. Para ele, tudo está em constante modificação. Daí sua frase "Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio", já que nem o rio nem quem nele se banha são os mesmos em dois momentos diferentes da existência. Os pensadores de Eléa, como Parmênides e Anaxágoras, ao contrário, dizem que o ser é unidade e imobilidade e que a mutação não passa de aparência. Para Parmênides, o ser é ainda completo, eterno e perfeito. Os atomistas, como Leucipo e Demócrito, sustentam que o Universo é constituído de átomos eternos, indivisíveis e infinitos reunidos aleatoriamente.

Pitágoras afirma que a verdadeira substância original é a alma imortal, que preexiste ao corpo e no qual se encarna como em uma prisão, como castigo pelas culpas da existência anterior. O pitagorismo representa a primeira tentativa de apreender o conteúdo inteligível das coisas, a essência, prenúncio do mundo das idéias de Platão.

FILOSOFIA CLÁSSICA
De 470 a.C. a 320 a.C., a filosofia da Grécia antiga teve nos sofistas e em Sócrates seus principais expoentes. Eles se distinguem pela preocupação metafísica, ou procura do ser, e pelo interesse político em criar a cidade harmoniosa e justa que tornasse possível a formação do homem e da vida de acordo com a sabedoria. Esse período corresponde ao apogeu da democracia e é marcado pela hegemonia política de Atenas.

Os sofistas, como Protágoras de Abdera e Górgias de Leontinos, são educadores pagos pelos alunos. Pretendem substituir a educação tradicional, destinada a preparar guerreiros e atletas, por uma nova pedagogia, preocupada em formar o cidadão da nova democracia ateniense. Com eles, a arte da retórica - falar bem e de maneira convincente a respeito de qualquer assunto - alcança grande desenvolvimento.

Conhecido somente pelo testemunho de Platão, já que não deixou nenhum documento escrito, Sócrates desloca a reflexão filosófica da natureza para o homem e define, pela primeira vez, o universal como objeto da ciência. Dedica-se à procura metódica da verdade identificada com o bem moral. Seu método se divide em duas partes. Pela ironia (do grego eironéia, perguntar) ele força seu interlocutor a reconhecer que ignora o que pensava saber. Descoberta a ignorância, tenta extrair do interlocutor a verdade contida em sua consciência (método denominado maiêutica).

Discípulo de Sócrates, Platão afirma que as idéias são o próprio objeto do conhecimento intelectual, a realidade metafísica. Para melhor expor sua teoria, utiliza-se de uma alegoria, o mito da caverna, no qual a caverna simboliza o mundo sensível, a prisão, os juízos de valor em que só se percebem as sombras das coisas. O exterior é o mundo das idéias, do conhecimento racional ou científico. Feito de corpo e alma, o homem pertenceria simultaneamente a esses dois mundos. A tarefa da filosofia seria libertar o homem da caverna, do mundo das aparências para o mundo real, das essências.

Aristóteles aperfeiçoa e sistematiza as descobertas de Platão e Sócrates. Desenvolve a lógica dedutiva clássica, que postula o encadeamento das proposições e das ligações dos conceitos mais gerais para os menos gerais. A lógica, segundo ele, é um instrumento para atingir o conhecimento científico, ou seja, aquilo que é metódico e sistemático. Ao contrário de Platão, afirma que a idéia não possui uma existência separada - ela só existe no ser real e concreto.

FILOSOFIA PÓS-SOCRÁTICA
De 320 a.C. até o início da Era Cristã, as correntes filosóficas do ceticismo, epicurismo e estoicismo traduzem a decadência política e militar da Grécia.

Primeira grande corrente filosófica após o aristotelismo, o ceticismo afirma que as limitações do espírito humano não permitem conhecer nada seguramente. Assim, conclui pela suspensão do julgamento e permanência da dúvida. Ao recusar toda afirmação dogmática, prega que o ideal do sábio é o total despojamento, o perfeito equilíbrio da alma, que nada pode perturbar.

Epicuro e seus seguidores, os epicuristas, viam no prazer, obtido pela prática da virtude, o bem. O prazer consiste no não-sofrimento do corpo e na não-perturbação da alma. Os estóicos, como Sêneca e Marco Aurélio, pregam que o homem deve permanecer indiferente a circunstâncias exteriores, como dor, prazer e emoção. Procuram submeter sua conduta à razão, mesmo que isso traga dor e sofrimento, e não prazer.

No século III da Era Cristã, Plotino pensa o platonismo na perspectiva histórica do Império Romano. As doutrinas neoplatônicas têm grande influência sobre os pensadores cristãos.

FILOSOFIA MEDIEVAL
Ao retomar o platonismo, o teólogo romano Santo Agostinho identifica o mundo das idéias com o mundo das idéias divinas. Pela iluminação, o homem recebe de Deus o conhecimento das verdades eternas. Essa corrente é conhecida como patrística por ser elaborada pelos padres da Igreja Católica. Entre os séculos V e XIII predomina a escolástica, conjunto das doutrinas oficiais da Igreja, influenciadas pelos pensamentos de Platão e Aristóteles. Os representantes da escolástica estão preocupados em conciliar razão e fé e desenvolver a discussão, a argumentação e o pensamento discursivo. Uma das principais correntes filosóficas da época é o tomismo, doutrina escolástica do teólogo italiano Santo Tomás de Aquino.

FILOSOFIA MODERNA
A desintegração das estruturas feudais, as grandes descobertas da ciência e a ascensão da burguesia assinalam a emergência do Renascimento. Em contraste à filosofia medieval, dogmática e submissa à Igreja, a filosofia moderna é profana e crítica. Representada por leigos que procuram pensar de acordo com as leis da razão e do conhecimento científico, caracteriza-se pelo antropocentrismo - que considera o homem o centro do Universo - e pelo humanismo. O único método aceitável de investigação filosófica é o que recorre à razão. René Descartes, criador do cartesianismo, é considerado o fundador da filosofia moderna. Ele inaugura o racionalismo, doutrina que privilegia a razão, considerada alicerce de todo o conhecimento possível. Ao contrário dos antigos pensadores que partiam da certeza, Descartes parte da dúvida metódica, que põe em questão todas as supostas certezas. Ocorre a descoberta da subjetividade, ou seja, o conhecimento do mundo não se faz sem o sujeito que conhece. O foco é deslocado do objeto para o sujeito, da realidade para a razão ("Penso, logo existo").

Além do racionalismo, as principais correntes da filosofia moderna são o empirismo e o idealismo, movimentos que têm relação com a ascensão da burguesia e com a Revolução Industrial.

No século XVII, o inglês Francis Bacon esboça as bases do método experimental, o empirismo, que considera o conhecimento como resultado da experiência sensível. Na mesma linha estão Thomas Hobbes, John Locke e David Hume.

SÉCULO XVIII
O racionalismo cartesiano e o empirismo inglês preparam o surgimento do iluminismo no século XVIII. Immanuel Kant deseja fazer a síntese do racionalismo e do empirismo a partir de uma análise crítica da razão. Supera esses dois movimentos ao afirmar que o conhecimento só existe a partir dos conceitos de matéria e forma: a matéria vem da experiência sensível e a forma é dada pelo sujeito que pensa.

O idealismo consiste na interpretação da realidade exterior e material a partir do mundo interior, subjetivo e espiritual. Isso implica na redução do objeto do conhecimento ao sujeito conhecedor. Ou seja, o que se conhece sobre o homem e o mundo é produto de idéias, representações e conceitos elaborados pela consciência humana. Um dos principais expoentes é o alemão Friedrich Hegel. Para explicar a realidade em constante processo, Hegel estabelece uma nova lógica, a dialética. Defende que todas as coisas e idéias morrem. Essa força destruidora é também a força motriz do processo histórico.

SÉCULO XIX
O positivismo do francês Auguste Comte considera apenas o fato positivo (aquele que pode ser medido e controlado pela experiência) como adequado para estudo. O método é retomado no século XX, no neopositivismo, representado pelo austríaco Ludwig Wittgenstein.

Ainda no século XIX, Karl Marx utiliza o método dialético e o adapta à sua teoria, o materialismo histórico, que considera o modo de produção da vida material como condicionante da história. O marxismo propõe não só pensar o mundo mas transformá-lo. Assim formula os princípios de uma prática política voltada para a revolução.

Nessa época surgem também nomes cuja obra permanece isolada, sem se filiar a uma escola determinada, como Friedrich Nietzsche. Ele elabora uma crítica aos valores tradicionais da cultura ocidental, como o cristianismo, que considera decadente e contrário à criatividade e à espontaneidade humana. A tarefa da filosofia seria, então, libertar o homem dessa tradição. No fim do século XIX, o pragmatismo defende o empirismo no campo da teoria do conhecimento e o utilitarismo (busca a obtenção da maior felicidade possível para o maior número possível de pessoas) no campo da moral. Valoriza a prática mais do que a teoria e dá mais importância às conseqüências e aos efeitos da ação do que a seus princípios e pressupostos.

FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
No século XX, vários pensadores reinterpretam o marxismo, como o húngaro Gyorgy Lukács, o italiano Antonio Gramsci, os franceses Henri Lefebvre, Louis Althusser e Michel Foucault e os filósofos ligados à Escola de Frankfurt. Paralelamente, o tcheco Edmund Husserl dá início à fenomenologia, que tenta superar a cisão entre racionalismo e empirismo. Consiste no estudo descritivo dos fenômenos, ou seja, das coisas como são percebidas pela consciência, que são diferentes das coisas em si mesmas. Seus seguidores são Martin Heidegger, Maurice Merleau-Ponty e os filósofos do existencialismo, como Jean-Paul Sartre, que consideram a existência humana o primeiro objeto da reflexão filosófica ("a existência precede a essência").

Com o avanço da ciência e da tecnologia, e o maior domínio do homem sobre a natureza, a epistemologia, estudo crítico de princípios, hipóteses e resultados das ciências, alcança grande desenvolvimento. O estruturalismo surge a partir da pesquisa de duas ciências humanas: a linguística, com o suíço Ferdinand de Saussure, e a antropologia, com Claude Lévi-Strauss. O estruturalismo parte do princípio de que há estruturas comuns a várias culturas, que precisam ser investigadas independentemente dos fatores históricos.
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Cartesianismo


Cartesianismo


CartesianismoMovimento filosófico cuja origem é o pensamento do francês René Descartes (1596-1650), considerado o fundador da filosofia moderna. Para Descartes, nem os sentidos, que podem enganar-nos, nem as idéias, que são confusas, podem nos dar certezas e, portanto, nos conduzir ao entendimento da realidade. Por isso, com a finalidade de estabelecer um método de pensamento que permita chegar à verdade, desenvolve um sistema de raciocínio que se baseia na dúvida metódica e não pressupõe certezas e verdades, como era tradição entre os pensadores que o antecederam. O método cartesiano põe em dúvida tanto o mundo das coisas sensíveis quanto o das inteligíveis, ou seja, o que pode ser apreendido por meio das sensações ou do conhecimento intelectual. 

A evidência da própria existência, o "Penso, logo existo", traz uma primeira certeza. A razão seria a única coisa verdadeira da qual se deve partir para alcançar o conhecimento. "Eu sou uma coisa que pensa, e só do meu pensamento posso ter certeza ou intuição imediata", diz Descartes. Para reconhecer algo como verdadeiro, ele considera necessário usar a razão como filtro e decompor esse algo em partes isoladas, em idéias claras e distintas. Para garantir que a razão não se deixe enganar pela realidade, tomando como evidência o que de fato pode não passar de um erro de pensamento ou ilusão dos sentidos, Descartes formula sua segunda certeza: a existência de Deus. Entre outras provas, usa a ideia de Deus como o ser perfeito. A noção de perfeição não poderia nascer de um ser imperfeito como o homem, mas de outro ser perfeito, argumenta. Logo, se um ser é perfeito, deve ter a perfeição da existência. Caso contrário, lhe faltaria algo para ser perfeito. Portanto, Deus existe. O método cartesiano revoluciona todos os campos do pensamento de sua época, possibilitando o desenvolvimento da ciência moderna e abrindo caminho para o homem dominar a natureza. A realidade das idéias claras e distintas, que Descartes apresenta a partir do método da dúvida e da evidência, transforma o mundo em algo que pode ser quantificado. Com isso, a ciência, que até então se baseava em qualidades obscuras e duvidosas, a partir do início do século XVII torna-se matemática, capaz de reduzir o Universo a coisas e mecanismos mensuráveis, que a geometria pode explicar.

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Filosofia e Materialismo


Filosofia e Materialismo


Filosofia e MaterialismoDoutrina filosófica que admite como realidade apenas a matéria. Nega a existência da alma e do mundo espiritual ou divino. Formulada pela primeira vez no século VI a.C., na Grécia, ganha impulso no século XVI, quando assume diferentes formas. Para os gregos, os fenômenos devem ser explicados não por mitos religiosos mas pela observação da realidade. A matéria é a substância de todas as coisas. A geração e a degeneração do que existe obedecem a leis físicas. A matéria encontra-se em permanente metamorfose. A alma faz parte da natureza e obedece às suas leis. Essas teses são a base de todo o materialismo posterior.

No século XVIII, o francês Julien de la Mettrie (1709-1751), os pensadores da Enciclopédia e o barão de Holbach (1723-1789) lançam o materialismo filosófico, doutrina que considera o homem uma máquina e nega a existência da alma, em oposição ao espiritualismo. No século XIX surge na Alemanha o materialismo científico, que substitui Deus pela razão ou pelo homem, prega que toda explicação científica resulta de um processo psicoquímico e que o pensamento é apenas um produto do cérebro. Seus principais formuladores são Karl Vogt (1817-1895), Ludwig Büchner (1824-1899) e Ludwig Feuerbach (1804-1872). O marxismo, por sua vez, baseia-se numa concepção materialista da história - denominada materialismo histórico por Friedrich Engels (1820-1895) –, pela qual a história do homem é a da luta entre as diferentes classes sociais, determinada pelas relações econômicas da época. O materialismo dialético é constituído como doutrina por Lênin e recebe esse nome porque sua teoria é materialista e seu método, a dialética. No início do século XX, as idéias de pensadores como Richard Avenarius (1843-1896), Ernst Mach (1838-1916) e Wilhelm Ostwald (1853-1932) dão origem ao materialismo energetista, teoria mais filosófica que científica, pela qual espírito e matéria são apenas formas da energia que constituem a realidade.

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Metafísica e Filosofia


Metafísica e Filosofia


Metafísica e FilosofiaParte mais central da filosofia que busca o princípio e as causas fundamentais de tudo, tratando de questões que, em geral, não podem ser confirmadas pela experiência direta. Constitui a filosofia primeira, o ponto de partida do sistema filosófico. O termo surge por volta de 50 a.C., quando Andronico de Rodes (século I a.C.), ao organizar a coleção da obra de Aristóteles, dá o nome de ta metà ta physiká ao conjunto de textos que se seguiam aos da física ("metà" quer dizer além). Historicamente, a palavra passa a significar tudo o que transcende à física, porque nesses estudos Aristóteles examina a natureza do ser em geral e não de suas formas particulares, postulando a ideia de Deus como substância fundamental.

As bases do pensamento de Aristóteles podem ser encontradas no platonismo. Para Platão, a filosofia é a única ciência capaz de atingir o verdadeiro conhecimento. Por meio da dialética, o filósofo aproxima-se das idéias puras, como a verdade, a beleza, o bem e a justiça.

Na Idade Média, a metafísica confunde-se com a teologia. O italiano santo Tomás de Aquino afirma que a metafísica estuda a causa primeira, e, como a causa primeira é Deus, ele é o objeto da metafísica.

Na Idade Moderna a experiência passa a ser extremamente valorizada e a metafísica deixa de ser considerada a base do conhecimento filosófico. O escocês David Hume diz que o homem está completamente submetido aos sentidos, portanto não pode criar idéias, e não é possível formular nenhuma teoria geral da realidade. Para ele, ciência alguma é capaz de atingir a verdade, seus conhecimentos são sempre probabilidade.

No século XVIII, o alemão Immanuel Kant afirma que o domínio da razão e o rigor científico podem recriar a metafísica como conjunto dos conhecimentos dados apenas pela razão, sem utilizar os dados da experiência. Nesse sentido, a metafísica para Kant reduz-se ao estudo das condições e limites do conhecimento. No século XIX, o positivismo de Auguste Comte coloca a metafísica como uma ciência superada. Segundo ele, a história da humanidade (e, por analogia, o conhecimento humano) passa por três períodos: o teológico, o metafísico e o positivo, ou científico, sendo que este último é superior aos anteriores.

No século XX, o filósofo alemão Martin Heidegger faz uma revisão da história da metafísica e sustenta que ela confunde o estudo do ser, o verdadeiro objeto da filosofia, com outros temas, como a ideia, a natureza e a razão.

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Existencialismo


Existencialismo

Existencialismo
Termo usado para designar a filosofia de pensadores que se preocupam com a existência finita do homem no mundo, descartando questões metafísicas como a imortalidade e a transcendência. Como é aplicado a filósofos muito diferentes, há quem negue sua existência como escola de pensamento. Os nomes mais identificados com o existencialismo são os dos franceses Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty (1908-1961). É um movimento do século XX, mas tem fortes raízes na obra de filósofos do século XIX, como Sören Kierkegaard (1813-1855) e Nietzsche.

Os existencialistas rejeitam o princípio do cartesianismo de que o homem existe porque pensa. Para eles, o ser humano pensa porque existe. A consciência, para os existencialistas, não antecede a experiência. Ela é parte da existência, que, por sua vez, é construída com a vivência, o contato com outras pessoas e objetos. O próprio homem cria essa existência em função de seus sentimentos, desejos e, principalmente, de suas ações. Ele se forma a partir de suas escolhas.

Por isso, os existencialistas prezam a liberdade e a responsabilidade e rejeitam o conformismo. Para eles, essa posição estende-se à política. Depois da II Guerra Mundial, o movimento influencia a literatura.
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Empirismo

Empirismo

EmpirismoNome genérico das doutrinas filosóficas em que o conhecimento é visto como resultado da experiência sensível. Limita o conhecimento à vivência, só aceitando verdades que possam ser comprovadas pelos sentidos. Rejeita os enunciados metafísicos, baseados em conceitos que extrapolam o mundo físico, devido à impossibilidade de teste ou controle. A noção de gravidade, por exemplo, faz parte do mundo sensível; já o conceito de bem é do mundo metafísico.

O empirismo provoca revolução na ciência. A partir da valorização da experiência, o conhecimento científico, que antes se contentava em contemplar a natureza, passa a querer dominá-la, buscando resultados práticos.

O inglês John Locke (1632-1704) funda a escola empirista, uma das mais importantes da filosofia moderna. Apesar de partir do cartesianismo, Locke discorda de Descartes sobre a existência de idéias inatas produzidas pela capacidade de pensar da razão. Para Locke, as idéias vêm da experiência externa, pela sensação, ou da interna, via reflexão. São também simples ou compostas. A ideia de comprimento, por exemplo, é simples: vem da visão. A de doença, fruto da associação de idéias, é composta.

No século XVIII, o escocês David Hume (1711-1776) leva mais longe o empirismo ao negar a validade universal do princípio de causalidade, uma vez que não pode ser observado. O que se observa é a seqüência temporal de eventos, e não sua conexão causal. Só por uma questão de hábito pensamos que o fato atual se comportará como outros que já observamos no passado. Para o empirismo contemporâneo, também chamado de positivismo lógico, representado pelo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951), a filosofia deve limitar-se à análise da linguagem científica, expressão do conhecimento baseado na experiência.

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Ceticismo

Ceticismo

CeticismoEscola filosófica fundada pelo grego Pirro (360 a.C.-272 a.C.) que questiona as bases do conhecimento metafísico, científico, moral e, especialmente, religioso. Nega a possibilidade de se conhecer com certeza qualquer verdade e recusa toda afirmação dogmática - aquela que é aceita como verdadeira, sem provas. O termo deriva do verbo grego sképtomai, que significa olhar, observar, investigar. Para os céticos, uma afirmação para ser provada exige outra, que requer outra, até o infinito. O conhecimento, para eles, é relativo: depende da natureza do sujeito e das condições do objeto por ele estudado. Costumes, leis e opiniões variam segundo a sociedade e o período histórico, tornando impossível chegar a conceitos de real e irreal, de correto e incorreto. Condições como juventude ou velhice, saúde ou doença, lucidez ou embriaguez influenciam o julgamento e, conseqüentemente, o conhecimento. Por isso, os seguidores de Pirro defendem a suspensão do juízo, o total despojamento e uma postura neutra diante da realidade. Se é impossível conhecer a verdade, tudo se torna indiferente e equilibrado. Para eles, o ideal do sábio é a indiferença. Ainda na Antiguidade, o grego Sexto Empírico (século III) e os empiristas vêem o ceticismo como um modo de obter o conhecimento pela experiência. Não excluem a ciência, mas procuram fundamentá-la sobre representações e fenômenos encontrados de modo indiscutível e inevitável na experiência. Esse ceticismo positivo tem papel fundamental no pensamento do escocês David Hume (1711-1776), um dos maiores expoentes da filosofia moderna. Para os empiristas modernos, na impossibilidade de conhecer as coisas em si, o homem se utiliza da crença e do hábito para poder agir. A filosofia contemporânea, inspirada no ceticismo, discute questões da relatividade do conhecimento e dos limites da razão humana.

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Platão x Aristóteles


Platão x Aristóteles

Platão x AristótelesO objetivo desse trabalho é comparar duas formas diferentes de explicar a origem das idéias . A primeira forma de explicar a origem das idéias foi elaborada por Platão, o Inatismo; a segunda forma foi elaborada por Aristóteles, o Realismo que mais tarde seus princípios serviram de base para o Empirismo. Platão defendia o Inatismo, nascemos como princípios racionais e idéias inatas. A origem das idéias segundo Platão é dado por dois mundos que são o mundo inteligível, que é o mundo que nós, antes de nascer, passamos para ter as idéias assimiladas em nossas mentes.

Quando nós nascemos no mundo conhecidos por todos, o mundo em que vivemos, denominado por Platão como mundo sensível nós já temos as idéias formuladas em nossas mentes mas muito guardadas que para serem utilizadas é necessário “relembrar” as idéias já conhecidas através do mundo inteligível. Para Platão existem quatro formas ou graus de conhecimento que são a crença, opinião, raciocínio e indução. Para ele as duas primeiras podem ser descartadas da filosofia pois não são concretas, sendo as duas últimas são as formas de fazer filosofia. Para Platão tudo se justifica através da matemática e através dessa que nós chegamos a verdadeira realidade. Para Platão o conhecimento sensível ( crença e opinião ) é apenas uma da realidade, como se fosse uma visão dos homens da caverna do texto “Alegoria da Caverna” e o conhecimento intelectual (raciocínio e indução) alcança a essência das coisas, as idéias. Já Aristóteles era um filosofo que defendia o Empirismo, as idéias são adquiridas através de experiência, na realidade o Empirismo não era concreto na época de Aristóteles, muitos filósofos como eu defendo que Aristóteles foi um dos criadores das principais idéias do Empirismo e para outros filósofos ele é apenas um realista, um filósofo que dá muita importância para o mundo exterior e para os sentidos, como a única fonte do conhecimento e aprimoramento do intelecto. Ao contrário de Platão, Aristóteles defendia que a origem das idéias é através da observação de objetos para após a formulação da ideia dos mesmos. Para Aristóteles o único mundo é o sensível e que também é o inteligível. Aristóteles diz que existem seis formas ou grau de conhecimento: sensação, percepção, imaginação, memória, raciocínio e intuição. Para ele o conhecimento é formado e enriquecido por informações trazidas de todos os graus citados e não há diferença entre o conhecimento sensível e intelectual, um é continuação do outro, a única separação existente é entre as seis primeiras formas e a última forma pois a intuição é puramente intelectual, mas isso não quer dizer que as outras formas não sejam verdadeiras mas sim formas de conhecimento diferentes que utilizam coisas concretas. Podemos defender Aristóteles, dizendo os problemas sobre a teoria das idéias apresentada por Platão, como por exemplo sua teoria diz que você vem ao mundo com suas idéias já formuladas e que essas idéias são intemporais, e como Platão explica diferentes idéias sobre oque é justiça? Ideia que segundo ele é inata e todos tem a mesma fonte do que seria a justiça. Já a tese formulada por Aristóteles permite essa diferença, pois as idéias não são assimiladas por todas as pessoas na mesma fonte, pois a fonte é a experiência e nem todos tem as mesmas experiências. A teoria Platônica não permite a introdução de novas idéias no mundo inteligível, já através da observação, princípio Aristotélico, a introdução de novas idéias é perfeitamente possível. Com isso podemos concluir, ser a teoria Aristotélica mais defensável.

Budismo

Budismo

BudismoSistema ético, filosófico e religioso criado na Índia pelo príncipe Sidarta Gautama (563?-483 a.C.?), o Buda (liberto, em sânscrito), por volta do século VI a.C. Buda é venerado como um ser espiritual, e não um deus. A origem do budismo está no hinduísmo, religião na qual Buda é considerado a nona encarnação, ou avatar, de Vishnu. O budismo tem a expansão freada na Índia a partir do século VII, após a invasão muçulmana. Mas difunde-se intensamente pela Ásia. Os ensinamentos de Buda têm como base o preceito hinduísta do samsara, segundo o qual o ser humano está condenado a reencarnar após cada morte e a enfrentar os sofrimentos do mundo. Os atos praticados em cada encarnação definem a condição na vida futura, preceito conhecido como carma. Buda ensina a atingir o nirvana, evolução e aprimoramento total do espírito, que permite ao homem encerrar a corrente de reencarnações. A meditação é o caminho-chave para alcançá-lo.

Filosofia & Ética


Filosofia & Ética


Filosofia & ÉticaEm filosofia, é a área que estuda os valores morais. Reflete sobre o bem e o mal, o que é certo ou errado e procura responder, por exemplo, se os fins justificam os meios ou os meios justificam os fins.

A partir de Sócrates (470 a.C-399 a.C.), a filosofia passa a se ocupar de problemas relativos ao valor da vida, ou seja, das virtudes. O primeiro a organizar essas questões é Aristóteles. Em sua obra destacam-se os estudos da relação entre a ética individual e a social e entre a vida teórica e a prática. Ele também classifica as virtudes. A justiça, a amizade e os valores morais derivam dos costumes e servem para promover a ordem política. A sabedoria e a prudência estão vinculadas à inteligência ou à razão.

Ética cristã
Na Idade Média predomina a ética cristã, impregnada de valores religiosos e baseada no amor ao próximo, que incorpora as noções gregas de que a felicidade é um objetivo do homem e a prática do bem, um meio de atingi-la. Para os filósofos cristãos, a natureza humana tem destino predeterminado e Deus é o princípio da felicidade e da virtude. Os critérios de bem e mal estão vinculados à fé e à esperança de vida após a morte.

Ética iluminista
Entre a Idade Média e a Moderna, o italiano Nicolau Maquiavel rompe com a moral cristã, que impõe os valores espirituais como superiores aos políticos. Defende a adoção de uma moral própria em relação ao Estado. O que importa são os resultados, e não a ação política em si. Por isso, considera legítimo o uso da violência contra os que se opõem aos interesses estatais. Maquiavel influencia o inglês Thomas Hobbes (1588-1679) e o holandês Benedito Spinoza (1632-1677), pensadores modernos extremamente realistas no que se refere à ética.

Nos séculos XVIII e XIX, o francês Jean-Jacques Rousseau e os alemães Immanuel Kant e Friedrich Hegel (1770-1831) são os principais filósofos a discutir a ética. Segundo Rousseau, o homem é bom por natureza e seu espírito pode sofrer aprimoramento quase ilimitado. Para Kant, ética é a obrigação de agir segundo regras universais, comuns a todos os seres humanos por ser derivadas da razão. O fundamento da moral é dado pela própria razão humana: a noção de dever. O reconhecimento dos outros homens, como fim em si e não como meio para alcançar algo, é o principal motivador da conduta individual.

Hegel divide a ética em subjetiva ou pessoal e objetiva ou social. A primeira é uma consciência de dever; a segunda, formada por costumes, leis e normas de uma sociedade. O Estado reúne esses dois aspectos em uma "totalidade ética".

Nietzsche critica a moral tradicional, derivada da religião judaico-cristã, pelo fato de subjugar os instintos e as paixões à razão. Essa é a "moral dos escravos", que nega os valores vitais e promove a passividade e o conformismo, resultando no ressentimento. Em oposição a ela, propõe a "transvaloração de todos os valores", que funda a "moral dos senhores", preconizando a capacidade de criação, de invenção, de potência. O ser humano que assim consegue superar-se é o super-homem, o que transpõe os limites do humano.

Ética contemporânea
A valorização da autonomia do sujeito moral leva à busca de valores subjetivos e ao reconhecimento do valor das paixões, o que acarreta o individualismo exacerbado e a anarquia dos valores. Resulta ainda na descoberta de várias situações particulares com suas respectivas morais: dos jovens, de grupos religiosos, de movimentos ecológicos, de homossexuais, de feministas, e assim por diante.

Essa divisão leva ao relativismo moral, que, sem fundamentos mais profundos e universais, baseia a ação sobre o interesse imediato. É dentro dessa perspectiva que o filósofo inglês Bertrand Russell (1872-1970) afirma que a ética é subjetiva, não contendo afirmações verdadeiras ou falsas. Defende, porém, que o ser humano deve reprimir certos desejos e reforçar outros se pretende atingir a felicidade ou o equilíbrio.

Como reação a essas posições, o novo iluminismo, representado por Jürgen Habermas (1929-), desenvolve a Teoria da Ação Comunicativa, dentro da qual fundamenta a ética discursiva, baseada em diálogo, por sujeitos capazes de se posicionar criticamente diante de normas. É pelo uso de argumentos racionais que um grupo pode chegar ao consenso, à solidariedade e à cooperação.
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Ventos da Vida


Ventos da Vida

Ventos da Vida
Ventos
Quatro ventos para os pontos do compasso;
O Vento Sul, é caprichoso e feminino, chamado de ´Respiração de Enki`,
O Vento Norte, chamado Istanu, tido como moderado e aprazível;
O Vento Sul, chamado Sadu, literalmente Vento da Montanha;
Vento Leste, ou Amurru.
Também existem sete ventos maldosos, referidos como 'ventos do mal' ou 'Imhullu"
Tempestade: Mehu
Redemoinho: Asamsatu
Tornado Imsuhhu


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Linguística Geral e Linguística Românica | Fusão e Confusão Entre Objetos e Métodos da Linguística e da Filologia


Linguística Geral e Linguística Românica | Fusão e Confusão Entre Objetos e Métodos da Linguística e da Filologia

Linguística Geral e Linguística Românica | Fusão e Confusão Entre Objetos e Métodos da Linguística e da Filologia Pretendemos, aqui, levantar as diversas conceituações, em diversos autores, das ciências que se ocupam da Linguagem Humana, nos diversos aspectos:

Sincrônico e Diacrônico;

Textual, Contextual e Intertextual:

Descritivo, Prescritivo / Proscritivo e Produtivo.

Estando as tarefas dos filólogos e lingüistas em regime de interseção e de interdepêndencia, torna-se interessante observar como autores em diferentes épocas e em diferentes escolas as delimitaram, ou procuraram delimitar. Sendo esse um aspecto dos mais controvertidos em nossos tempos, cumpre-se fazer levantamento, ao menos sumário, da abrangência dos termos Filologia Românica e Lingüística Românica.

O título desse artigo fez-me lembrar texto apresentado pelo Prof. Celso Cunha, em 1973, em CONGRESSO INTERNACIONAL DE FILOLOGIA PORTUGUESA. Por diversas razões, só recentemente esse texto chegou-me às mãos, em forma mimeografada.

Logo no primeiro parágrafo, manifestou o prof. Cunha sua estranheza, pelo título do Congresso, pois já estava se habituando à diminuição do prestígio, no País, dos termos filologia e filólogo, diminuição por ele atribuída (lembremo-nos, em 1973) “à influência da lingüística monocrônica americana, de técnica descritiva e não explicativa.”

Ressalta, ainda, o prezado mestre, estar, mesmo na França, “o campo semântico de filologia restrito aos estudos dos textos literários e à sua transmissão, revestido, até certo ponto, de caráter pejorativo, pela rudeza com que alguns semiólogos ou formalistas da nova crítica, ridicularizavam os métodos de alguns de seus cultores”.

Também em outros países, onde o termo filologia já gozou de grande prestígio, (que em parte ainda conserva ) como Itália, Espanha, Alemanha, o aspecto tradicionalista da disciplina tem dado ocasião a críticas de lingüistas erroneamente fixados apenas à hora presente e que, por sua vez, acusam os filólogos de não se utilizarem de conquistas recentes, mantendo uma anacrônica fidelidade a métodos superados. No mesmo texto, o Prof. Cunha cita Hammarström, 1959: “A bem dizer, há um abismo entre a descrição dos filólogos e dos lingüistas. A primeira não faz progressos há cincoenta anos. Ela é, ainda, pré-saussuriana. Quanto tempo os filólogos, eruditos, e competentes em domínios distintos da descrição lingüística, prosseguirão nas maneiras de proceder que hoje pertencem ao diletantismo? Já não seria tempo de escolher: ou a renovação, ou o silêncio?”

Como não é situação para se provocar brigas, muito pelo contrário, sou levada a pensar que Hammarström via na filologia apenas a conservação e transmissão de textos medievais de línguas européias, com o registro de formas fonéticas arcaizadas e o seu possível étimo, latino ou não, o que já não seria pouco trabalho, pois incluiria o levantamento, dos documentos, sua autenticação, o desdobramento de abreviaturas etc. São operações delicadas que exigem domínio dos grafemas em relação aos fonemas, nem sempre fácil de ser obtido. “Deve o filólogo reconstituir a língua de seu autor, como um sistema em si, a um tempo sincrônico, sintópico, sinstrático e sinfásico e, por outro lado, deve estar em condições de observá-lo dentro do diassistema, ou seja, de um panorama que se desenrola em sua amplitude diacrônica, diatópica, diastrática e diafásica.”

A uma filologia atomística, linear, amesquinhadora, opõem-se, também, os bons filólogos, como, da mesma forma, os bons lingüistas. Façamos todos o exame da língua oral, no seu dia-a-dia, no seu sobreviver e renovar-se, assim como também da língua escrita, conservada nos textos mais ou menos antigos, como comprovantes de diversidades, de supostas “modernidades”, de formas regionais, tidas como desaparecidas. Se não os explicarmos, na totalidade, teremos, ao menos, a sua saborosa fruição como recompensa.

Situando a questão nos dias de hoje ( lingüística x filologia ), consultamos algumas obras, aleatoriamente, a ver como os diversos autores dividem, se é que dividem, as tarefas que competem ao lingüista e as tarefas que competem ao filólogo.

Segue-se, logo nesse ponto, por razões práticas, a bibliografia consultada, a qual será codificada para melhor manuseio:

CAMARA Jr, J. Mattoso. Princípios de lingüística geral.Rio: Acadêmica, 1964. (CAM)
FARACO, Carlos Alberto. Lingüística histórica. S. Paulo: Ática, 1991. (FAR)
IORDAN, Iorgu. Introdução à lingüística românica. Lisboa: Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 1962. (IOR)
MELO, Gladstone C. de. Iniciação à filologia e à lingüística portuguesa. Rio: Acadêmica, 1971. (MEL)
MIAZZI, Maria Luísa Fernandez. Introdução à lingüística românica. S. Paulo: Cultrix, 1976 .(MIA)
SILVA NETO, Serafim, Manual de filologia portuguesa: história, problemas, métodos. Rio: Presença / Brasília: INL, 1988. (SIL)

Excetuando-se a obra de Mattoso Câmara, que se propõe e, de fato é, uma lingüística geral, nos demais só temos o título filologia, nas obras dos mestres Gladstone e Silva Neto, sendo que, com exclusividade, apenas nesse último.

Faremos, comparativamente, o traçado das definições e tarefas, atribuídas, por esses vários autores às disciplinas em questão:

FILOLOGIA GERAL / ROMÂNICA
LINGÜÍSTICA GERAL / ROMÂNICA
CAM

A lingüística propõe-se a estudar a língua e não o discurso, a fala, (a parole);nos discursos individuais, só devem interessar os elementos vocais coletivos e a sua organização normal. Se os discursos, que a cada passo, se nos apresentam à observação são atos mentais individuais, o indivíduo não cria a sua linguagem, apenas faz aplicação daquela que lhe foi passada e, até mesmo imposta no interior de uma sociedade . É, portanto a língua o objeto de estudo da lingüística. Ressalte-se a hipótese de depreender do ato lingüístico, o que há nele de individual, isto é, o esforço do falante em expressar-se da maneira mais adequada à situação em que se encontra, fugindo a automatização. A língua será, então, de maneira geral, coletiva; terá peculiaridades, ou, ao menos, preferências, constituindo assim, de certo modo, múltiplas línguas individuais, ou idioletos, mais adequadamente estudados pela estilística . O estilo é, em princípio, individual, mas os traços estilísticos coincidem, em grande parte, nos indivíduos pertencentes a uma sociedade. Em resumo, cada ato de linguagem se fundamenta num sistema lingüístico, que é, propriamente, a língua , e também sistematiza os recursos lingüísticos usados nas peculiaridades individuais e coletivas dos membros de uma comunidade. (p 12 e seguintes)
FAR

A lingüística histórica lida com o fato de que as línguas mudam com o passar do tempo: não são estáticas, pelo contrario, sua configuração se altera continuamente, no tempo e, também, no espaço. Essa dinâmica é o objeto de estudo da lingüística histórica. A maioria dos falantes, ou não tem consciência das mudanças, ou as têm como erros , com base num padrão , que deveria ser permanente, uma vez que não sofre variações uniformes, num mesmo ritmo. Culturas que possuem língua escrita tendem a desejar para essa uma uniformidade, cuja rutura só é observada e “perdoada” em textos muito antigos ou “regionalistas” O autor faz, ainda, distinção entre historia da lingüística e lingüística histórica, ressaltando ser a tarefa dessa última estudar as mudanças que ocorrem na língua à medida em que o tempo passa. (p. 7 e seguintes) .
IOR
Embora só há algumas décadas se fale de filologia românica, como uma ciência histórica, necessária ao estudo da língua românica escrita e falada, o certo é que ela não é descoberta das últimas gerações. Já na Idade Média se tinha desenvolvido o seu estudo, com fins práticos e teóricos, à maneira do que se fazia em Grécia e Roma com a língua e a literatura gregas e latinas. A partir do século XVIII, os estudos sobre as línguas e as literaturas românicas apoiaram-se nas ciências aparentadas, tidas como exatas, na época, compartimentada e enfileirada, alimentada e delimitada como o determinismo, o evolucionismo, o naturalismo, etc. Por outro lado, enquanto o nacionalismo favorecia o estudo dos falares locais, não deixando de opô-los aos falares padrão, o imperialismo tomava em consideração as línguas ditas selvagens. Também o estudo da história do país e das ciências jurídicas obrigava à coleta e à determinação do significado de palavras arcaicas existentes nas obras da história e do direito. A filologia passou a trabalhar sobre textos já existentes e ter a tarefa de separar a palavra dialetal da expressão equivalente da língua culta. Já, no século XIX, graças aos irmãos Grimm, Friedrich Diez e Franz Bopp, formou-se uma visão histórica da língua, com método e objetos próprios ( p. 8 e seguintes ).
Considerando Friedrich Diez como o pai da lingüística românica, o autor afirma ter sido esse estudioso o primeiro a dedicar-se ao estudo sistemático das línguas românicas, analisando e comparando, pela primeira vez, seu patrimônio, sua evolução fonética, seu sistema de flexão, de derivação e de sintaxe, servindo o método histórico-comparativo de elemento de confirmação de fatos já evidentes a muitos estudiosos do assunto. (p.7 e seguintes)
MEL
A filologia, confundida com a pior deformação da gramática, andou .entregue a indivíduos corregedores de erros. A conseqüência é que se foi filtrando entre os leigos um conceito bem pouco lisonjeiro de ser a filologia especulação de desocupados. Se ninguém pergunta a um matemático qual sua opinião sobre determinado ponto de sua matéria, não falta quem pergunte ao filólogo o que ele acha disso ou daquilo . O objeto da filologia é nitidamente estabelecido, com seus métodos próprios, seguros e apurados, com suas conclusões definitivas. Esse objeto é a forma de língua atestada por documentos escritos. Trata-se de uma ciência muito antiga e pode abranger um tipo de língua ou uma família de línguas. É, sem dúvida, uma ciência aplicada, onde se pode, ainda, incluir a história da literatura , já que, quem estuda cientificamente a língua culta portuguesa, tem que conhecer, muito bem seus monumentos literários. (p. 20 a 23)
Se a filologia stricto-sensu é o estudo científico de uma língua, atestada em seus documentos escritos, logo se deduz que, onde não há documentos escritos, não pode haver filologia. Não é, portanto, possível, uma filologia carajá . Cumpre ressaltar ser a filologia uma ciência aplicada, seu papel é fixar, interpretar e comentar os textos.
A lingüística, porém, ou glotologia, é ciência especulativa.
O seu objeto é a língua em si mesma, a língua como fato social. Não a língua A ou B, mas o fenômeno-língua, sua estrutura, seu conteúdo, sua essência, seus processos, suas relações com o pensamento, com o sentimento, com a vontade, com a sociedade, com a cultura, sua desagregação, causas de estabilidade e fatores de diferenciação, interação lingüística, etc. Onde houver atividade lingüística, haverá matéria para a curiosidade científica do lingüista: línguas de minorias, gírias , falar de crianças, jargões técnicos, etc. ( p. 20 a 23)
MIA
Costuma-se chamar filologia românica o estudo das línguas românicas, desde os tempos mais remotos até às fases atuais. A rigor, deve-se estabelecer diferença entre filologia e lingüística românica, ou seja, estudo de textos neolatinos (não apenas literários, como de ordem pragmática) e o das várias línguas oriundas do latim, tanto sincrônica como diacronicamente. Do ponto de vista filológico, portanto, cabe ao romanista a pesquisa e publicação de textos. ( p. 15 a 17) (A autora cita ainda o Prof. Sílvio Elia, que considera a filologia um aspecto da lingüística histórica, do plano diacrônico, em oposição ao plano sincrônico que seria a gramática) - (parênteses meus)
No plano lingüístico estudam-se os vários aspectos da história das línguas neolatinas, sua evolução a partir do latim vulgar, as influências externas que receberam, os contatos que mantiveram entre si, a sua fragmentação dialetal, enfim todos os fenômenos concernentes ao léxico, à fonêmica, à morfo-sintaxe, considerados dentro do conjunto neolatino. ( p. 15 a 17)
SIL
Não é absoluta e impermeável a distinção entre sincronia e diacronia . Cada estado de língua é continuação de um anterior e, por sua vez, encerra os germens que o tornarão um novo estado lingüístico . Se a filologia encerra os estudos possíveis sobre uma língua ou grupo de línguas, para tanto vai necessitar, muitas vezes, do fio condutor constituído por sólida base lingüística. Nas atividades filológicas há Marta e há Maria. Há o trabalho de campo, os estudos dialetológicos, a geografia lingüística, como há concentração na análise de antigo texto da língua, ou nas várias fases evolutivas dela. ( p. 15 a 18)
A lingüística é uma ciência de princípios gerais, aplicáveis a quaisquer línguas. Desse modo, não podemos falar em lingüística francesa, lingüística inglesa, etc.; lingüística será sempre geral. Por sua vez, o lingüista tem que conhecer os fatos da história de várias línguas, para poder alcançar seus princípios gerais. (p. 15 a 18)
Fizemos, aqui, transcrições não aspeadas dos autores citados, pois vimo-nos na necessidade de resumí-las, na esperança de não ter faltado à fidelidade ao que foi dito.

Podemos observar, assim diversos pontos de vista, ou diversas colocações, como se diz mais modernamente. Podemos escolher entre elas, ou somar umas com as outras, no todo ou em parte, ou ficarmos numa atitude, tão conciliatória como ávida de trabalho, com todas elas.

Espero que os senhores linguistas/filólogos, assim como os senhores filólogos/linguistas tenham material que nos leve a meditar e a unir cada vez mais nossos esforços.

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Técnica de Meditação do Budismo Zen

Técnica de Meditação do Budismo Zen

Técnica de Meditação do Budismo ZenConsiste basicamente em sentar-se em uma posição confortável, com a coluna ereta, em períodos de até 40 minutos, intercalados com meditação andando (Kinhin). Durante esse tempo deve-se procurar observar os pensamentos e sensações que surgem, sem buscar reprimi-los, causá-los ou julgá-los.

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Filosofia e Dialética


Filosofia e Dialética

Filosofia e Dialética
Originalmente, é a arte do diálogo, da contraposição de ideias que leva a outras ideias. O conceito de dialética, porém, é utilizado por diferentes doutrinas filosóficas e, de acordo com cada uma, assume um significado distinto. Para Platão, a dialética é sinônimo de filosofia, o método mais eficaz de aproximação entre as ideias particulares e as ideias universais ou puras. É a técnica de perguntar, responder e refutar que ele teria aprendido com Sócrates (470 a.C.-399 a.C.). Platão considera que apenas através do diálogo o filósofo deve procurar atingir o verdadeiro conhecimento, partindo do mundo sensível e chegando ao mundo das ideias. Pela decomposição e investigação racional de um conceito, chega-se a uma síntese, que também deve ser examinada, num processo infinito que busca a verdade. Aristóteles define a dialética como a lógica do provável, do processo racional que não pode ser demonstrado. "Provável é o que parece aceitável a todos, ou à maioria, ou aos mais conhecidos e ilustres", diz o filósofo. O alemão Immanuel Kant retoma a noção aristotélica quando define a dialética como a "lógica da aparência". Para ele, a dialética é uma ilusão, pois baseia-se em princípios que, na verdade, são subjetivos.

Dialética e história
No início do século XIX Georg Wilhelm Hegel (1770-1831), desejando solucionar o problema das transformações às quais a realidade está submetida, apresenta a dialética como um movimento racional que permite transpor uma contradição. Uma tese inicial contradiz-se e é ultrapassada por sua antítese. Essa antítese, que conserva elementos da tese, é superada pela síntese, que combina elementos das duas primeiras, num progressivo enriquecimento. A dialética hegeliana não é um método, mas um movimento conjunto do pensamento e da realidade. Segundo Hegel, a história da humanidade cumpre uma trajetória dialética marcada por três momentos: tese, antítese e síntese. O primeiro vai das civilizações orientais antigas até o surgimento da filosofia na Grécia. Hegel o classifica como objetivo, porque considera que o espírito está imerso na natureza. O segundo é influenciado pelos gregos, mas começa efetivamente com o cristianismo e termina com Descartes. É um momento subjetivo, no qual o espírito toma consciência de sua existência e surge o desejo de liberdade. O terceiro, ou a síntese absoluta, acontece a partir da Revolução Francesa, quando o espírito consciente controla a natureza e o desejo de liberdade concretiza-se na concepção do Estado moderno.

Dialética marxista
Karl Marx e Friedrich Engels (1820-1895) reformam o conceito hegeliano de dialética: utilizam a mesma forma, mas introduzem um novo conteúdo. Chamam essa nova dialética de materialista, porque o movimento histórico, para eles, é derivado das condições materiais da vida. A dialética materialista analisa a história do ponto de vista dos processos econômicos e sociais e a divide em quatro momentos: Antiguidade, feudalismo, capitalismo e socialismo. Cada um dos três primeiros é superado por uma contradição interna, chamada "germe da destruição". A contradição da Antiguidade é a escravidão; do feudalismo, os servos; e do capitalismo, o proletariado. O socialismo seria a síntese final, em que a história cumpre seu desenvolvimento dialético.
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