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Linguagem e Comunicação


Linguagem e Comunicação

Linguagem e Comunicação
Linguagem e Comunicação
A propaganda é uma forma de comunicação. Trata-se de um conceito muito amplo, e para termos uma idéia mais precisa do que nele se inclui, temos que observar algumas atividades que a expressão compreende. Três distinções se destacam:
Comunicação verbal e não verbal
Propaganda Comunicação pública e particular
Comunicação em 1 sentido e em 2 sentidos
Comunicação Verbal e Não-Verbal
A linguagem verbal é o nosso veículo de comunicação mais importante.
A linguagem não – verbal consiste nos gestos, nas posturas que nos acompanha quando dialogamos.
O emprego simultâneo de linguagem verbal e não – verbal faz parte da nossa cultura e encontra-se no teatro, no cinema, na TV, HQ e na maior parte dos anúncios.
Comunicação Pública e Particular
Comunicação Particular: conversa entre pessoas que se conhecem (ex: amigos)
Comunicação Pública: - tem um público anônimo (ex: jornais – artigos, romances, filmes, propagandas)
- tem um número conhecido de pessoas, que estão ao mesmo tempo comunicando-se umas com as outras e com um público anônimo. (ex: mesas redondas de TV, rádio e debates parlamentares)
Comunicação em 1 sentido e em 2 sentidos
O redator / locutor emite uma comunicação pública para um público anônimo, que não pode lhe responder. Portanto, a propaganda constitui uma forma pública de comunicação verbal a não – verbal = cinema, TV, HQ...
Uma obra de arte como um todo representa a comunicação do artista com seu público – é comunicação pública em 1 sentido. Porém, dentro da obra, há um diálogo entre os personagens – comunicação particular em 2 sentidos. Há casos em que a propaganda emprega o mesmo recurso.
A Mensagem Verbal
TEXTO: é o objeto de estudo que passa entre os participantes do processo de comunicação.
No estudo do texto devem ser feitas as seguintes observações: - o texto existe numa situação particular de comunicação;
- o texto tem uma estrutura (textura);
- o texto comunica significado;
A situação de Comunicação
EMISSOR: quem fala a mensagem (anunciante)
RECEPTOR: quem recebe (leitor)
SIGNIFICADO: refere-se ao produto (tentativa de induzir o leitor a adquirir o produto
CÓDIGO: no anúncio impresso é a linguagem, mas há o código visual (imagem)
CANAL: por onde a mensagem passa
CONTEXTO: inclui aspectos como a situação do leitor (já tem o produto? Tem condições de adquirí-lo?). O leitor tem que saber que aquele texto é um anúncio. É por isso que às vezes escreve-se “informe publicitário” no alto da página.








Função da Comunicação

Função Expressiva: a linguagem focaliza o EMISSOR. Seus desejos, sentimentos, atitudes e vontades. É esta função que empregamos quando nos afirmamos como indivíduos.
Função Diretiva: a linguagem focaliza o RECEPTOR. Ela se destina a influenciar os atos, as emoções, crenças e atitudes do destinatário. Convencer, recomendar, convidar, permitir, ordenar, advertir e ameaçar são atos de fala diretivos.
Função Informacional: focaliza o SIGNIFICADO. Ao pedirmos uma informação usamos a linguagem de maneira informacional. Informar, relatar, descrever, afirmar, solicitar, confirmar são atos de fala informacionais.
Função Metalinguística: Focaliza o CÓDIGO. Quando se explica a línguagem através da língua. Ex: “Controvérsia é uma palavra que se pronuncia acentuando a terceira sílaba.”
Função Interacional: Ocupa-se do CANAL. A linguagem é aqui empregada para criar, manter e encerrar o contato entre o emissor e o receptor. Essa função adquirirá importãncia especial se os interlocutores não estiverem em contato visual um com o outro. Ex: uma conversa ao telefone.
Função Contextual: Relaciona-se com CONTEXTO. Há várias palavras cujo significado somente se define tendo os elementos do processo de comunicação. Ex: “eu”, “nós”, “você”, “este”, “aquele”, “aqui”, “lá”, “agora”, “então”. Denomina-se essa palavras que têm um siginificado diferente para cada situação como dêiticas, e sua função é ancorar o texto numa situação concreta.
Função Poética: Uso poético torna-se evidente quando se utilizam rimas, ritmo, metáforas, mas não é preciso que eles estejam presentes para que se diga que se trata de função poética. A metáfora causa a ambiguidade da mensagem, e isso é motivo de atenção, pois deve se considerar que o uso da metáfora em propaganda pode dar margem à significados não desejados ou fora do contexto. Portanto, a função poética está voltada ao mesmo tempo para o código e para o significado: o código é empregado de forma especial, a fim de comunicar um significado que, de outra maneira, não seria um objeto comunicacional.

Estrutura do Texto

Coesão e Coerência

Coesão é a ligação formal entre duas orações.

Coerência é o nexo lógico interno nos textos.

Nem todo texto é ao mesmo tempo coesivo e coerente. É perfeitamente normal e comum um texto ser coerente sem ser coesivo. Também acontece o contrário.

Exemplo de Coesão:
Propaganda da meia “Segreta”
O texto é coerente e eficaz, mas se você quisesse obter uma coesão formal entre cada frase, teria que anexar as palavras em vermelho:
A única meia de compressão com transparência, que é sucesso em mais de 40 países, acaba de chegar ao Brasil
“...Podendo apresentar-se nos modelos suave, média ou
(Em)
forte compressão, a meia Segreta previne celulites...”
(Ela)
Ainda nesta propaganda, percebemos o erro do “a” na frase “...proporcionar a mulher...” que deveria conter crase.
Exemplo de Coerência:
Propaganda da Payot
As duas frases que compõem o título do anúncio não têm coerência de idéia.
Caixa de texto: “Ame o sol.   Respeite sua pele.”
Estrutura da Informação
A estrutura do texto de um anúncio, além de conter coesão e coerência entre as frases, deve Ter uma estrutura de informação dentro das frases, que faça com que cada frase adquira um grau de importância diferente devido à informação que apresenta.
Três pares de conceitos devem ser analisados:
TEMA - REMA
de que se trata o que é dito sobre
a frase o tema
DADO - NOVO
Informações que a nova informação
já são conhecidas fornecida na frase
TEMA REMA
NÃO
FOCAL - FOCAL
a informação nova
de maior importância
recebe o
acento nuclear
Exemplo: Propaganda Maggi
Caixa de texto: “E você? O que vai fazer para o jantar?  Vou fazer um creme de cebola...”
Na última frase, “eu” (oculto) é o tema (a frase fala o que
eu vou fazer), sendo o rema “vou fazer um creme de cebola” (o que eu vou fazer). Os termos “eu” (oculto), “vou” e “fazer” são os dados (já foram citados na frase anterior, que é a pergunta “E você? O que vai fazer para o jantar?”. A informação nova, que recebe o acento nuclear, é o “creme de cebola”.
Sintaxe Disjuntiva
Os textos de propaganda tendem a seccionar as frases, ou seja, usar ponto-final onde normalmente seria usada uma vírgula. Essa técnica tem um efeito comunicativo. Observe:
Exemplo: Propaganda do Outrageous, da Revlon




Outrageous é a nova linha de shampoos da Revlon que deixa seus cabelos escandalosamente macios. Escandalosamente brilhantes. Escandalosamente fascinantes. Todos os dias. Como você nunca viu...”

Todos os pontos deste texto seriam substituídos por vírgula se este não fosse um texto publicitário. A conseqüência desta prática é a ruptura da frase em maior número de unidades de informação, aumentando assim o número de elementos focais (informações novas). Esse processo gera um efeito comunicativo, que é o de darmos maior ênfase a cada informação.
Conteúdo
É aquilo ao que o texto se refere, são palavras empregadas. O conteúdo pode ser comunicado de duas formas: a implicita e a explicita.
Conteúdo Implícito e Explícito
O princípio básico em que toda a comunicação se baseia é o de que nada se diz se não há razão para dizê-lo.
Do relativo do relativo grau de certeza com que tais deduções são feitas , é possível distinguir três graus de conteúdo implícito: Ilação, Pressuposição e Expectativa.
F Ilação: é aquilo que se pode concluir logicamente de um a declaração.
Ex 1: Paulo saiu há dois minutos.
Implica que: Paulo não está no momento.
FPressuposição: É aquilo que é obrigatório para que um enunciado seja verdadeiro. Dessa forma, no exemplo 1 , pressupõe-se que João estava aqui há dois minutos.
Uma particularidade da pressuposição é que ela é mais difícil de ser negada do que uma afirmação direta.
Agora veremos um exemplo de uma
afirmação direta
PERSONAGEM 1: “Você ás vezes batia na sua mulher”’
PERSONAGEM 2: “ É claro que não , isso é uma mentira”
Nesse mesmo caso se uma pressuposição fosse utilizada, a resposta do personagem 2 tornar-se-ia mais complexa. Observe o exemplo abaixo:
PERSONAGEM 1: “Quando é que você deixou de bater na sua mulher?”
PERSONAGEM 2: “Escute, essa é uma pergunta absurda: nunca bati na minha mulher e é isso de fato, que você está insinuando.”
Podemos perceber como a situação torná-se embaraçosa e constrangedora.
FExpectativa: se apoia no princípio da “boa razão”. Sempre que alguma coisa é dita, presume-se que deva haver uma boa razão para dizê-la.
As regras normais de Expectativa só se aplicam plenamente às funções informacionais e diretivas da linguagem. Porém, essas regras não se aplicam á função interacional . Por exemplo; quando dizemos: “ Que linda manhã” ou “ Há quanto tempo não nos vemos” , não partimos do princípio de que o interlocutor precise ser informado desses fatos.
Exemplo: Por que cada vez mais homens estão preferindo Levi’s?
O que pressupõe que cada vez mais homens estão preferindo Levi’s.
A razão do emprego dessas chamadas está na diferença entre asserção e pressuposição: é muito mais fácil negar ou questionar uma afirmação do quem uma pressuposição ( como ocorreu no exemplo acima ).
O jogo da Expectativa , na linguagem publicitária , talvez seja menos evidente do que com a pressuposição, mas pelo menos é tão comum e comprovado pelos publicitários profissionais que criticam os critérios de seu ofício.
Frases com expressões Negativas
Existem frases que contém expressões negativas seguidas por adjetivo comparativo. Observe a frase abaixo:
Atenta à beleza, atenta ao valor, você não pode comprar nada melhor que Rimmel.
( She, outubro de 1977)
Significando que:
Rimmel é o melhor que você pode comprar.
Embora, na realidade, somente afirme que :
Rimmel é tão bom quanto qualquer outro que você puder comprar.
De fato, sempre que se emprega uma negativa para proclamar que o produto está livre de certas características indesejáveis, o argumento só tem sentido porque as regras de expectativa nos permitem deduzir que os produtos concorrentes apresentam tais características. È o que acontece em casos como:
Ex: |X| é o leve creme hidratante.
Não é oleoso nem viscoso.
O que implica que:
Outros cremes hidratantes são oleosos e viscosos.
Frases com alegações positivas
No caso de alegações positivas, a regra é que o princípio da “ boa razão” nos leva a esperar que, se é feita uma alegação à favor de um produto, é porque ele difere dos concorrentes nesse particular. Por exemplo, se o anúncio de um analgésico menciona solubilidade várias vezes, deve haver alguma razão para isso, e, daí deduzimos que:
Nenhum outro analgésico é solúvel.
O que não é verdade.
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“Deve ser por isso que as
mulheres brasileiras são
tão bonitas”
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Função Contextual
Amor à primeira vista
Sabe aquela sensação gostosa do amor `a primeira
vista? Ela se repete quando você se apaixona
perdidamente por um pudim, um bolo, um frapê,
um sorvete ou uma outra delícia. E aí, pode
Ter certeza: essa maravilha tem o seu carinho e
Leite Moça. A Nestlé fez com amor para você.
Função Informacional
Novo gol 4 portas.
O carro que tem mais saída
Agora tem mais entrada.
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( Na verdade, é no Jardim Matilde)
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já que o bairro anda meio barra pesada. Sala com lareira
( nunca acenda, porque enfumaça tudo). O vizinho do lado
é excelente pessoa, principalmente se você gostar
de tuba. Visitas em qualquer dia e horário. Menos Quinta de
manhã, porque tem feira na rua.
Algumas pessoas são tão sinceras
que só poderiam escrever na Folha.
Função Poética
Contra
cabelos
oleosos,
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Não tem cheiro e não faz fumaça na cozinha.
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UAU !
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Que deixa o
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Mas chegar até esse fungo não foi nada simples. Foram anos e anos de pesquisa até a comunidade científica poder afirmar, com certeza, ser o Pityrosporum ovale a causa da caspa. Esser fungo vive inofensivamente no nosso coro cabeludo.
Porém, a ,á alimentação, mudanças climáticas e o stress contribuem para a proliferação do Pityrosporum ovale. E aí começam os problemas: inflamação da raiz do cabelo, a coceira, a descamação, a visível e desagradável caspa.
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Substantivos


Substantivos

Substantivos
1- Alguns exemplos de substantivos:
Teatro, restaurante, farmácia, barbeiro, cinema, etc.
2 - Nomes de criaturas reais ou inventadas:
Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.
Todos os Anos ele se veste de Papai Noel.
As assombrações assombram muito pouco e os crimes nas cidades grandes assustam muito mais.
3 - Nomes de objetos e outros seres:
Ou tem chuva e não tem sol
ou sem sol e não tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
(Cecília Meireles)
4 - Nomes das ações e fatos:
No horizonte, o
perigo de guerra
O vôo de balão é
uma aventura ao
sabor do vento
Outros exemplos:
corrida, queda, pancada, carícia.
5 - Nomes dos sentimentos:
amizade, amor, tristeza, ódio, alegria, simpatia.
6 - Nomes de qualidades das pessoas ou coisas:
Violência é
a pobreza
Outros exemplos:
riqueza, tranqüilidade, feiúra, suavidade, fraqueza.
Classificação
Os substantivos podem ser classificados em: próprio, comuns, concretos, abstratos, simples, compostos, primitivos, derivados, e coletivos.
I - Substantivos comuns e próprios
cidade s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Substantivo comum é aquele que dá nome ao grupo de seres de uma mesma espécie.
Exemplos de substantivos comuns:
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie cidade. Esse substantivo é próprio.
Substantivo próprio é aquele que dá nome a um ser entre todos os outros seres da mesma espécie.
Exemplos de substantivos próprios:
Londres, Paulinho, Pedro, Ivete, Brasil, Pingo.
II - Substantivos concretos e abstratos
LÂMPADA
MALA
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com existência própria e independente de outros seres. São substantivos concretos.
Substantivo concreto é aquele que designa o ser que existe independentemente de outros seres.
Os substantivos concretos designam seres do mundo real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d-água, fantasma etc.
Observe agora:
Beleza exposta
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual
· O substantivo beleza designa uma qualidade.
Substantivo abstrato é aquele que designa seres que dependem de outros para se manifestar ou existir.
· Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
III - Substantivos simples e compostos
Chuva subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra
Substantivo chuva é formado de um único elemento. É um substantivo simples.
Substantivo simples é aquele formado por um único elemento.
Outros substantivos simples: tempo, sol sofá.
Veja agora:
O substantivo guarda-chuva é formado de dois elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo composto é aquele formado por dois ou mais elementos.
IV - Substantivos primitivos de derivados
Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...
Substantivo limão é primitivo, porque não se formou de nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo primitivo é aquele que não deriva de nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa.
Substantivo limoeiro é derivado, porque se formou a partir do substantivo limão.
Substantivo derivado é aquele que se origina de outra pessoa.
V - Substantivos coletivos
Ele vinha pela estrada e foi picado uma abelha, outra abelha, mais outra abelha...
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Nome que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra abelha...
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie (abelhas).
Substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo coletivo é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie.
Flexão
Os substantivos podem variar em gênero, número e grau.
I - Gênero
Pertencem ao gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar
Um Natal inesquecível
Os reis da praia
Pertencem ao g6enero feminino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
A história sem fim
Uma cidade sem passado
As tartarugas ninjas
Substantivos biformes e substantivos uniformes
Substantivos biformes são aqueles que apresentam duas formas para indicar o gênero dos ser a que dão nome: uma forma para o masculino e uma forma diferente para o feminino.
gato - gata homem - mulher
cantor - cantora prefeito - prefeita
Substantivos uniformes são aqueles que apresentam uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o feminino.
zebra
estudante
pianista
indivíduo
1 - Formação de feminino dos substantivos biformes
a - Regra geral: Troca-se a terminação -o por -a:
aluno - aluna
b - Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao masculino
freguês - freguesa
c - Substantivos terminados em -ão: Fazem o feminino de três formas:
troca-se -ão por -ao: patrão - patroa
troca-se -ão por -ã: campeão - campeã
troca-se -ão por ona: solteirão - solteirona
Exceções:
barão - baronesa
ladrão - ladra
sultão - sultana
etc.
D - Substantivos terminados em -or:
acrescenta-se -a ao masculino:
doutor - doutora
troca-se -or por -triz:
imperador - imperatriz
E - Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
-esa -essa isa
cônsul - cosulesa abade - abadessa poeta - poetisa
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
F - Substantivos que formam o feminino trocando o -e final por -a:
elefante - elefanta
G - Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e no feminino:
bode - cabra
boi - vaca
H - Substantivos que formam o feminino de maneira especial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar - czarina
réu - ré
2 - Formação do feminino dos substantivos uniformes
a - Comuns de dois gêneros:
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notícia, pois a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante da notícia nos informa que se trata de um homem.
Outros exemplos de substantivos comuns de dois gêneros:
o colega - a colega
o imigrante - a imigrante
o jovem - a jovem
b - Sobrecomuns:
Entregue as crianças à natureza
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino quanto a seres do sexo feminino.
Nesse caso, nem o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria.
Outros substantivos sobrecomuns:
a criatura - João é uma boa criatura.
Maria é uma boa criatura.
o cônjuge - O cônjuge de João faleceu.
O cônjuge de Marcela faleceu.
C - Epicenos:
Observe:
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar o masculino e o feminino.
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
a cobra - A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Substantivos que mudam de sentido de acordo com gênero
Veja:
INVISTA SEU CAPITAL NO CENTRO DA CAPITAL
DINHEIRO CIDADE PRINCIPAL
o capital (dinheiro) a capital (cidade principal)
o caixa (pessoa) a caixa (objeto)
o grama (unidade de massa) a grama (relva)
II - Número
Os substantivos podem estar no singular ou no plural.
Estão no singular quando indicam:
1 - um só ser de uma espécie:
Li um livro interessante.
2 - um só conjunto de seres de uma espécie (coletivos):
Naquela biblioteca só há romances policiais!
Estão no plural quando indicam:
1 - mais de um ser de mesma espécie:
Li alguns livros interessantes.
2 - mais de um conjunto de seres de mesma espécie (coletivos):
Aquelas bibliotecas estão precisando de reforma.
Formação do plural
1- Plural dos substantivos simples:
Lembre-se de que são simples os substantivos que têm um só elemento.
a - Regra geral: acrescenta-se s ao singular:
lata - latas
b- Substantivos terminados em -ão:
Fazem o plural de três formas:
substituindo o -ão por -ões:
ação - ações
substituindo o -ão por -ães:
cão - cães
substituindo o -ão por -ãos:
grão - grãos
c - Substantivos terminados em r, z:
Acrescenta-se -es ao singular:
açúcar - açúcares
radar - radares
d - Substantivos terminados em s:
Acrescenta-se -es ao singular, quando o substantivo for oxitono:
ananás - ananases
mês - meses
e - Substantivos terminados em x:
São invaráveis:
o tórax - os tórax
o telex - os telex
f - Substantivos terminados em -al, -el, -ol, -ul:
Substitui-se o -l por -is:
canal - canais
animal - animais
g - Substantivos terminados em -il:
Quando o substantivo for oxítono, substitui-se o -l por -s:
canil - canis
barril - barris
Quando o substantivo for paroxítono, substitui-se o -l por -eis:
fóssil - fosseis
réptil - repteis
h - Plural metafônico:
Alguns substantivos apresentam a seguinte diferença de pronúncia: no singular, o o Tônico é fechado (ô) e no plural o som do o o é aberto (ó).
O plural desses substantivos é conhecido como plural metafônico.
Singular (ô) Plural (ó)
caroço caroços
coro coros
corpo corpos
fogo fogos
i - Substantivos que se empregam apenas no plural;
espadas/paus (naipes de baralho)
fezes
j - Mudança de número com mudança de sentido:
Alguns substantivos têm um sentido no singular e outro do plural:
l - Plural do nomes próprios:
Os nomes próprios fazem o plural de acordo com as regras dos substantivos comuns:
Os Maias
Os Almeidas
Os Silvas
m - Plural dos nomes de letras:
Também fazem o plural de acordo com as regras dos demais substantivos comuns:
Vamos pôr os pingos no is.
Os dês, os efes, e os agás, que você rabiscou estão ilegíveis.
n - Plural dos nomes de números:
Também fazem o plural como as demais substantivos comuns:
Os dozes que você escreveu estão feios.
No número 3333 há quatro três.
Ela sempre acerta os finais vintes na loteria.
o - Plural de siglas:
Algumas siglas passam a funcionar como verdadeiros substantivos, admitindo flexão de número:
Aqueles PMs tentaram socorrer a pobre mulher. (Policiais Militares)
Note que o s indicativo de plural é minúsculo.
2 - Plural dos substantivos compostos:
Lembre-se de que são compostos os substantivos formados por dois ou mais elementos, escritos numa só palavra ou separados por hífen.
a - Quando os elementos componentes do substantivo não são separados, o substantivo composto segue as mesmas regras do substantivo simples.
passatempo - passatempos
pontapé - pontapés
b - Quando os elementos componentes do substantivo são separados por hífen, temos que classificar esses elementos para formar o plural.
Regra geral: quando não houver preposição entre os elementos que compõem o substantivo, vão para o plural o elementos que pertencem à classe dos substantivos, adjetivos, numerais, pronomes. Veja:
amor-perfeito
O substantivo é formado da palavras amor (substantivo) e perfeito (adjetivo). Não há preposição entre os dois elementos. Portanto, no plural variam os dois elementos:
amores- perfeitos.
Veja agora:
guarda-chuva - guarda>verbo
chuva>substantivo
Só varia o substantivo. Portanto, no plural temos guardas-chuvas.
Observe:
bota-fora - bota>verbo (botar)
fora>adverbio
Nenhum dos elementos varia: os bota-fora.
Regras especiais
1 - Só vai para o plural o primeiro elemento quando o substantivo é composto de dois substantivos e o segundo funciona como uma espécie de adjetivo do primeiro. Veja:
caneta-tinteiro
A palavra tinteiro funciona como uma espécie de adjetivo, pois especifica a palavra caneta. Portanto, no plural: canetas-tinteiro.
cavalo-vapor cavalos-vapor
manga-espada mangas-espada
pombo-correio pombos-correio
Ele cedeu todo o espaço para outros quatros homens-chave do esquema.
2 - Só vai o plural o primeiro termo quando as palavras que compõem o substantivo são ligadas por uma preposição (de, a sem):
mula-sem-cabeça mulas-sem-cabeça
pão-de-ló pães-de-ló
Estão sempre cercados por um exército de anjos-da-guarda.
3 - Só vai para o plural o último elemento quando o substantivo for composto de palavras repetidas ou palavras que imitam algum tipo de som.
reco-reco reco-recos
tique-taque tique-taques
... os atrasos desembocam em violentos quebra-quebras.
III - Grau
1 - Normal - Refere-se a um ser de tamanho considerado normal: casa, menino, copo.
2 - Diminutivo - Refere-se a um ser de tamanho considerado baixo do normal: casinha, menininho, copinho.
3 - Aumentativo - refere-se a um ser de tamanho considerado acima do normal: casarão, meninão, copão.
Formação do Grau
Nos substantivos, pode-se expressar o grau de duas formas:
1 - Forma analítica: o substantivo fica na sua forma normal; o grau expressa-se através de adjetivos que indicam aumento ou diminuição.
normal aumentativo analítico diminutivo analítico
nariz nariz grande nariz pequeno
nariz imenso nariz minúsculo
2 - Forma sintética: muda-se a forma do substantivo, acrescentando-se sufixos ao substantivo no grau normal.
normal aumentativo sintético diminutivo sintético
nariz narigão narizinho
boca bocarra boquinha
Estilo
1 - Alguns diminutivos e aumentativos podem exprimir carinho, ternura, intimidade, e não tamanho. Nesse caso, são considerados diminutivos e aumentativos afetivos.
Ex: Meu amorzinho me empresta R$50,00.
2 - Muitas vezes empregamos os graus aumentativo ou diminutivo para indicar desprezo, ironia, pouco-caso.
... entrou para a História como um ditadorzinho de sejunda.
Morfossintaxe
Uma oração é normalmente formada por sujeito e predicado. No predicado, localiza-se o verbo. O termo da oração que com ele concorda é o sujeito, cujo núcleo é sempre um substantivo.
Nesta oraçào sem sujeito, não se observa a presença do substantivo.

A vida
A existência
A beleza
A amizade é frágil.
A carne
O amor
O silêncio
Nesta oração, cujo predicado é nominal, o substantivo é núcleo do sujeito.




Homens
Moços
Rapazes pedem carinho a mulheres.
Crianças
Tigres
Nesta oração, cujo predicado é verbal, o substantivo é núcleo do sujeito.

Mulheres
Moças
Crianças consideram homens inconstantes.
Animais
Poetas
Nesta oração, cujo predicado é verbo-nominal, o substantivo é núcleo do sujeito.
Assim, você percebeu que a função sujeito é uma função substantiva, ou seja, o papel de sujeito nas orações é exercido pelo substantivo. O sujeito é ao lado do predicado, um dos termos essenciais da oração.
Você deve ter notado que, além dos substantivos que exercem função de sujeito nas orações acima, ainda há outros que se relacionam com os verbos. Veja outro exemplo:











carinho mulheres.
compreensão amigos.
Homens pedem afeto a companheiras.
amizade cúmplices.
ternura crianças
Esses substantivos complementam os verbos a que se ligam: são chamados, pois complementos verbais. Os que se ligam ao verbo por intermédio de uma preposição (no exemplo acima, a preposição a) são chamados objetos indiretos; os que se ligam diretamente ao verbo, sem preposição intermediária, são chamados objetos diretos. As funções de objeto direto e indireto também são funções dos substantivos na oração.
No exemplo abaixo, os substantivos entre as barras estão exercendo a função de objeto direto:

artistas
homens
Mulheres consideram moços inconstantes
rapazes
crianças
Se passarmos essa oração para a voz passiva, abteremos:




mulheres
companheiras
Homens são considerados inconstantes pelas cúmplices
crianças
mães
Lembre-se de que na voz passiva o sujeito (no caso, homens) sofre a ação verbal sendo chamado sujeito paciente . O termo que indica o praticamente da ação na voz passiva (no caso, mulheres/companheiras/cúmplices/crianças/mães) é chamado agente da passiva. Essa é, como você pode observar, outra função substantiva na oração.
Façamos, agora, uma pequena modificação num exemplo já analisado na página anterior:

carinho
compreensão
Homens fazem pedido de afeto a mulheres
amizade
ternura
A alteração consistiu em substituir pedem por fazem pedido. Do mesmo modo que o verbo pedir era acompanhado por complementos, o substantivo pedido tem seu sentido complementado por outros substantivos (entre barras, no exemplo0, que exercem a função de complemento nominal. É fácil perceber que se trata de mais uma função substantiva na oração.
As funções de complemento nominal e complemento verbal (objeto direto e indireto) integram o significado de um nome ou de um verbo. Por essa razão, esses termos são chamados integrantes, e sua presença na oração é fundamental para que nomes e verbos adquiram significado plena.
Veja agora o exemplo abaixo:



canção
criação
A existência é combate
poesia
beleza
Temos uma oração cujo predicado é nominal. Sabemos que o verbo não é o núcleo desse tipo de predicado, sendo tal papel exercido pelo nome que o acompanha: o predicativo. Esta é, portanto, outra função substantiva. Neste caso, porém, não se trata de uma função exclusivamente substantiva, pois, como veremos mais adiante, também os adjetivos podem exercê-la.








criaturas
seres
Homens, poetas inconstantes, pedem carinho a mulheres
artistas
mendigos
Introduzimos nessa oração um termo que se refere ao sujeito homens, especificando-o, elucidando-o, qualificando. Observe que esse termo é equivalente sintaticamente ao sujeito (retirando o sujeito da oração, você verá que criaturas/seres/poetas/artistas/mendigos inconstantes passa a exercer essa função). O mesmo ocorre em:








criaturas
Homens pedem carinho a mulheres, seres inconstantes
companheiras
Só que agora esse termo especifica, elucida, qualifica o objeto indireto mulheres e eqüivale, sintaticamente, a ele.
Ora, o núcleo (palavra central) dos termos analisados é um substantivo, fato que nos leva a concluir que se trata de mais uma função substantiva. Neste caso, estamos analisando o aposto, termo acessório da oração, pois sua ausência não compromete a significação da mesma.
Finalmente, analisemos este exemplo também levemente modificado:

João,
Pedro,
Maria,
Vanessa,
Elisa, homens pedem carinho a mulheres,
Teresa,
Luís,
Zósimo,
Temos agora um substantivo próprio que indica o ser a quem dirigimos a palavra. Esse substantivo exerce a função de vocativo. Desnecessário dizer que se trata de mais uma função substantiva na oração.


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