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Santo Petrônio

Santo Petrônio

Santo PetrônioPetrônio era descendente da nobre e a influente família Petrônia, de cônsules romanos. O que lhe propiciou ocupar cargos importantes na política. Alguns historiadores afirmam que era cunhado do imperador Teodósio II, apelidado de o Moço.

Ao certo temos que foi ordenado sacerdote pelo Bispo de Milão, Santo Ambrósio, no ano 421. Até então levava uma vida fútil e mundana na Gália, atual França, quando teve uma profunda crise existencial e largou tudo para vestir o hábito. Inclusive, por isso, ele foi usado como exemplo, por Euquério, Bispo de Lião. Em carta a um cunhado, esse Bispo diz que ele deveria agir como Petrônio, que largou a corte para abraçar o serviço de Deus.

Mais tarde Petrônio foi nomeado o oitavo Bispo de Bolonha. Um dos melhores, porque marcou seu mandato nos dois planos, espiritual e material. Conduziu seu rebanho nos caminhos do cristianismo, mas também trabalhou muito na reconstrução da cidade, destruída por ordem do imperador Teodósio I, chamado o Grande. Uma antiga tradição local conta que Petrônio teria sido nomeado e consagrado pelo próprio Papa Celestino I, no ano 430. O pontífice tivera um sonho no qual São Pedro o auxiliou nessa escolha.

Contudo a nomeação foi perfeita, pois Petrônio enfrentou até invasões dos povos bárbaros durante a reconstrução. E não deixou o povo esmorecer, revigorando a fé e estimulando o trabalho duro. Depois de sua morte em 480, a população passou a venera-lo como padroeiro de Bolonha, guardando-o com carinho e respeito no coração.

Para conservar as suas relíquias, construíram uma das mais grandiosas basílicas do cristianismo, bem no centro da cidade. Iniciada em 1390, a construção demorou muitos anos para ser concluída, embora, de geração em geração, venha sendo embelezada por pintores e escultores de grande renome.

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Zambi (Nzambi) ou Nzambi Mpungu | Candoblé

Zambi (Nzambi) ou Nzambi Mpungu | Candoblé

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Zambi (Nzambi) ou Nzambi Mpungu - O Deus supremo e Criador nos candomblés de Nação Angola, equivalente à Olorun do Candomblé Ketu.

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Yom Kipur | Judaísmo

Yom Kipur | Judaísmo

Yom Kipur | Judaísmo
O Yom Kipur, comemorado no dia 15 de Setembro marca o início do Kipur, e é um dos dias mais importantes do judaísmo.

Proibições
Como pouca gente sabe verdadeiramente as 5 proibições de Yom Kipur, são elas:

Comer (desde um pouco antes do pôr-do-sol de Domingo(dia 15) até o nascer das estrelas da segunda-feira, (dia 16);
Usar calçados de couro;
Relacionamento conjugal;
Passar cremes, desodorante, etc. no corpo;
Banhar-se por prazer.

A essência destas proibições é causar aflição ao corpo, dando, então, prioridade à alma. Pela perspectiva judaica, o ser humano é constituído pelo yétzer hatóv (o desejo de fazer as coisas corretamente, que é identificado com a alma) e o yétzer hará (o desejo de seguir os próprios instintos, que corresponde ao corpo). Nosso desafio na vida é "sincronizar" nosso corpo com o yétzer hatóv. Uma analogia é feita no Talmud entre um cavalo (o corpo) e um cavaleiro (a alma). É sempre melhor o cavaleiro estar em cima do cavalo!

Orações
Durante as orações falamos o Vidúy, uma confissão, e Ál Chét, uma lista de transgressões entre o homem e Deus e o homem e seu semelhante. É interessante notar duas coisas: primeiro, as transgressões estão em ordem alfabética (em hebraico). Isto torna a lista bastante abrangente, além de permitir a inclusão de qualquer transgressão que se queira na letra apropriada.

Em segundo, o Vidúy e Ál Chét estão no plural. Isto nos ensina que somos um povo "entrelaçado", responsáveis uns pelos outros. Mesmo se não cometemos uma determinada ofensa, carregamos uma certa responsabilidade por aqueles que o fizeram - especialmente se poderíamos ter evitado tal transgressão.

Natureza do Yom Kippur
Mas o que é o Yom Kippur? São proibições como no Pessach?

NÃO, Yom Kipur é o tempo em que se eleva a alma para perto do Trono e Balança Divina.
Mas então é a época em que se pede perdão?

NÃO, o tempo de pedir perdão é entre Rosh Hashaná e Yom Kippur. No decorrer das rezas de Kipur, é que concluímos este apelo ao Senhor, mas de nada adianta pedir perdão a Deus se o pecado foi cometido ao próximo - deve-se pedir desculpas, para depois clamar perdão a Deus.

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Pentecostalismo no Brasil


Pentecostalismo no Brasil

Pentecostalismo no Brasil
Herdeiro do protestantismo, distingue-se dele em alguns pontos. Os principais são a convicção dos poderes de cura do Espírito Santo, o dom de falar línguas desconhecidas (glossolalia) – manifestação iniciada com os apóstolos no dia de Pentecostes.

As correntes pentecostais – O movimento pentecostal pode ser dividido em duas correntes. A primeira, chamada pentecostalismo clássico, abrange o período de 1910 a 1950 e vai de sua implantação no país, com a fundação da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus, à sua difusão pelo território nacional. Desde o início, ambas as igrejas caracterizam-se pelo anticatolicismo e pela ênfase na crença no Espírito Santo. A segunda corrente, denominada pentecostalismo autônomo, começa a surgir na década de 1950, quando chegam a São Paulo dois missionários norte-americanos da International Church of the Foursquare Gospel. Na capital paulista, eles criam a Cruzada Nacional de Evangelização e, centrados na cura divina, iniciam a evangelização das massas, principalmente pelo rádio, o que contribui bastante para a expansão do pentecostalismo no Brasil. O próximo passo foi a fundação da Igreja do Evangelho Quadrangular.

Congregação Cristã no Brasil – Primeira igreja pentecostal do Brasil. Surge em 1910, por iniciativa do italiano Luigi Francescon, de origem presbiteriana, que vem dos Estados Unidos para ensinar imigrantes na América Latina. Começa a pregar em Santo Antônio da Platina (PR) e na capital paulista. Nos primeiros 20 anos, a igreja restringe-se aos imigrantes italianos. Está concentrada no Sudeste, principalmente em São Paulo. Durante os cultos nos templos, homens e mulheres sentam-se em áreas separadas. Segundo o Censo de 2000, há 3,6 milhões de adeptos da Congregação Cristã no Brasil.

Assembléia de Deus – É a maior igreja evangélica da América Latina e a segunda a surgir no Brasil. É fundada em Belém (PA), em 1911. No início dos anos 1920, cria-se a Assembléia de Deus do Rio de Janeiro, que passa a ser sede do grupo. Atualmente, a igreja está presente em todo o território nacional e continua crescendo. Segundo o Censo de 2000, seus adeptos já somam 12,6 milhões
milhões.
Evangelho Quadrangular – Foi fundada em 1953, na capital de São Paulo, pelos missionários norte-americanos Harold Williams e Raymond Boatright. Um ano antes eles haviam empreendido a Cruzada Nacional de Evangelização e pregado em todo o país. Sua presença é mais forte nas regiões Sul e Sudeste, principalmente no estado de São Paulo. Enfatiza o dom da cura e a capacidade de falar idiomas desconhecidos (glossolalia). O número de adeptos da igreja, segundo o Censo de 2000, é de 1,3 milhão.

Deus É Amor – Criada por David Miranda, em 1962, mantém sede na cidade de São Paulo. Predomina nos estados do Sul e do Sudeste, principalmente em São Paulo e no Paraná. É bastante rígida quanto aos costumes e à moral e ressalta os cultos exorcistas. A igreja tem 774,8 mil adeptos, segundo o Censo de 2000.

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Umbanda | Religião Brasileira Surgida no Rio de Janeiro


Umbanda | Religião Brasileira Surgida no Rio de Janeiro

Umbanda | Religião Brasileira Surgida no Rio de Janeiro
Religião brasileira nascida no Rio de Janeiro, nos anos 1920, da mistura de crenças e rituais africanos e europeus. As raízes umbandistas encontram-se em duas religiões trazidas da África pelos escravos: a cabula, dos bantos, e o candomblé, da nação nagô. A umbanda considera o universo povoado por entidades espirituais, os guias, que entram em contato com os homens por intermédio de um iniciado (o médium), que os incorpora. Tais guias se apresentam por meio de figuras, como o caboclo, o preto-velho e a pombajira. Os elementos africanos misturam-se ao catolicismo, criando a identificação de orixás com santos. Outras influências são o espiritismo kardecista, os ritos indígenas e práticas mágicas européias. Segundo dados do Censo de 2000, a umbanda, que contava com cerca de 542 mil devotos declarados em 1991, teve o contingente reduzido para 397 mil em 2000, uma perda de 26,8% de fiéis.

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Candomblé | Religião Afro-Brasileira


Candomblé | Religião Afro-Brasileira

Candomblé | Religião Afro-Brasileira

Religião afro-brasileira que cultua os orixás, deuses das nações africanas de língua ioruba dotados de sentimentos humanos, como ciúme, raiva e vaidade. O candomblé chegou ao Brasil entre os séculos XVI e XIX com o tráfico de escravos negros da África Ocidental. Sofreu grande repressão dos colonizadores portugueses, que o consideravam feitiçaria. Para sobreviver às perseguições, os adeptos passaram a associar os orixás aos santos católicos, em um fenômeno de sincretismo religioso. As cerimônias ocorrem em templos chamados terreiros, sua preparação é fechada e envolve muitas vezes o sacrifício de pequenos animais. São celebradas em língua africana e marcadas por cantos e pelo som dos atabaques (tambores), cujo ritmo varia segundo o orixá homenageado. A consulta aos orixás é realizada por meio de jogos de adivinhação, como o de búzios. No Brasil, a religião cultua, ao lado do Deus supremo criador dos orixás, Olodumaré, apenas 16 dos mais de 200 orixás existentes na África Ocidental. Os seguidores declarados do candomblé eram cerca de 107 mil em 1991 e quase 128 mil em 2000, o que representa um crescimento de 30,8%.

Oxalá - O mais elevado dos deuses iorubás

Ogum - Deus dos guerreiros

Xangô - Deus do trovão

Oxum - Deusa das água doces, da fecundidade e do amor

Oiá-Iansã - Deusa das tempestades, dos ventos e dos relâmpagos

Oxóssi - Deus dos caçadores

Iemanjá - Deusa dos mares e oceanos

Obaluaê/Omulu - Deus da varíola e das doenças

Oxumaré - Deusa da chuva e do arco-íris

Exu - Mensageiro e guardião dos templos, das casas e das pessoas

Ossain - Divindade das plantas medicinais e litúrgicas

Obá - Deusa dos rios

Nanã - Deusa da lama

Logum Edé - Deus andrógino, considerado o príncipe das matas

Ibejis - Deuses da alegria, das brincadeiras e da infância

Olodumaré - Deus supremo, Criador dos orixás
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Semana Santa | Os Dias da Semana Santa e a Páscoa

Semana Santa | Os Dias da Semana Santa e a Páscoa

Semana Santa | Os Dias da Semana Santa e a Páscoa

A Semana Santa é uma tradição religiosa do Cristianismo que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. A Semana Santa se inicia na quarta feira de Jesus Cristo em Jerusalém, que ocorre do domingo de ramos, e tem seu término com a ressurreição de Jesus Cristo, que ocorre no domingo de Páscoa.

A Semana Santa é um dia que sempre ocorre no primeiro domingo de Lua Cheia, que praticamente sempre começou no dia 21 de março (equinócio) ou um pouco depois, mas nunca antes desta mesma data acima citada. Sendo dessa maneira,a cada ano que vai se passando a semana santa esta sendo comemorada em uma data diferente, o que faz com que a Páscoa seja uma espécie de festa ‘’móvel’’.

O mais interessante é que a seqüência das datas relacionadas à páscoa é somente repetida a cada 5.700.000 anos, mais ou menos, no calendário dos gregos.

Santuário de Aparecida - SPSantuário de Aparecida - SP

Na semana santa, a distinção para ela é que ela é uma tradição religiosa que vem do Cristianismo que celebra tanto a paixão quanto a morte de cristo, além de sua Ressurreição. Ela começa com o triunfo de Jesus em Jerusalém, que ocorre sempre no domingo de ramos, e tem seu término na ressurreição, que ocorre no domingo de páscoa. Portanto, os dias da semana santa deste ano estão chegando e os de 2011 já já chegarão.

Os dias da Semana Santa

Domingo de Ramos
O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a da entrada de Jesus em Jerusalém. Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa o condenaram à morte. Jesus é recebido com ramos de palmeiras. O Domingo de Ramos é a festa litúrgica que celebra a entrada de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém. É também a abertura da Semana Santa. Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração. Segundo os Evangelhos, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os(discípulos). Entrou na cidade como um Rei, mas sentado num jumentinho - o simbolo da humildade - e foi aclamado pela população como o Messias, o Rei de Israel. A multidão o aclamava: "Hosana ao Filho de Davi!" Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição. A Páscoa Cristã celebra então a Ressurreição de Jesus Cristo.

História A procissão do Domingo de Ramos surgiu depois que um grupo de cristãos da Etéria fez uma peregrinação a Jerusalém e, ao retornar, procedeu na sua região da mesma forma que havia feito nos lugares santos, lembrando os momentos da Semana Santa. O costume passou a ser utilizado gradualmente por outras igrejas e, ao final da Idade Média, foi incorporado aos ritos da Semana Santa.... O Rito A celebração do Domingo de Ramos começa em uma capela ou igreja afastada de onde será rezada a Missa. Os ramos que os fiéis levam consigo são abençoados pelo sacerdote. Então, este proclama o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, e inicia-se a procissão com algumas orações próprias da festa, rumo à igreja principal ou matriz. Em algumas cidades históricas como: Ouro Preto, Pirenópolis, Resende Costa e São João Del Rei, esta procissão é acompanhada de Banda de Música. Durante a procissão, os fiéis entoam a antífona: "Hosana ao Filho de Davi! Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, Hosana nas alturas!" Ao chegar onde será celebrada a missa solene, a festa muda de caráter, passando a celebrar a Paixão de Cristo. É narrado o Evangelho da Paixão, e segue a Liturgia Eucarística como de costume. O sentido da festa do Domingo de Ramos tratar tanto da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, e depois recordar sua Paixão, é que essas duas datas estão intrinsicamente unidas. A Igreja recorda que o mesmo Cristo que foi aclamado como Rei pela multidão no Domingo, é cruficidado sob o pedido da mesma multidão na Sexta. Assim, o Domingo de Ramos é um resumo dos acontecimentos da Semana Santa, e também sua solene abertura

Segunda-Feira Santa
é o segundo dia Onde o Nosso Jesus começa sua caminhada rumo ao calvário..

Terça-Feira Santa
É o terceiro dia da Semana Santa.Onde é celebrada, as sete dores de Nossa Senhora a Santa e Imaculada Virgem Maria.

Quarta-Feira Santa
É o quarto dia da Semana Santa. Encerra-se na Quarta-feira Santa o período quaresmal. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebra o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quinta-Feira da Ceia
É o quinto dia da Semana Santa. Neste dia é relembrada especialmente a Última Ceia. É também celebrada a Missa de Lava-pés, onde se relembra o gesto de humildade que Jesus realizou lavando os pés dos seus doze discípulos e comendo com eles a ceia derradeira. É neste momento que Judas Iscariotes sai correndo e vai entregar Jesus por trinta moedas de prata. É nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e no amanhecer da Sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos começados por Jesus nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza desnudando os altares, quando é retirado todos os enfeites, toalhas, flores, velas, tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Neste dia cobre-se todas as imagens existentes no templo pois a igreja se inluta pela vespera da morte

Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão
É quando a Igreja recorda a Morte do Salvador. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e Adoração da Cruz. A celebração da morte do Senhor consiste, resumidamente, na adoração de Cristo crucificado, precedida por uma liturgia da Palavra e seguida pela comunhão eucarística dos participantes. Presidida por um padre, presbítero ou bispo, paramentado como para a missa, de cor vermelha.

Sábado Santo
Também era chamado de Sábado de Aleluia, é o dia antes da Páscoa no calendário de feriados religiosos do Cristianismo.

Domingo de Páscoa
É o dia da ressurreição de Jesus, e as comemorações mais importantes do cristianismo, que celebra a vida, o amor e a misericórdia de Deus.

Semana Santa 2011
  • Em 17 de abril de 2011 é o Domingo de Ramos
  • Em 18 abril de 2011 é segunda-feira de Páscoa
  • Em 19 de abril de 2011 é a terça-feira Santa
  • Em 20 de abril de 2011 é Quarta Feira de Cinzas
  • Em 21 de abril de 2011 é nesta quinta-feira Santa
  • Em 22 abril de 2011 é Sexta-feira Santa
  • Em 23 de abril de 2011 é o Sábado Santo
  • Em 24 de abril de 2011 é o domingo de Páscoa

Destruição dos Budas de Bemiyan no Afeganistão

Destruição dos Budas de Bemiyan no Afeganistão

Destruição dos Budas de Bemiyan no Afeganistão

Os Buddhas de Bamiyan foram duas monumentais estátuas de Buddhas em pé entalhadas na rocha no vale de Bamiyan no centro do Afeganistão, situadas a 230 km a noroeste de Kabul em uma altitude de 2500 metros. Mais provavelmente eregidas no quinto ou sexto século, as estátuas representavam uma clássica combinação de arte Grega e Buddhista.

Os corpos foram entalhados diretamente nas rochas, mas detalhes foram modelados com barro misturado com palha, encoberto com estuque. Este revestimento, que praticamente desgastou-se há muito, foi pintada para destacar as expressões das faces, mãos e dobras dos mantos. As partes inferiores dos braços das estátuas foram construídos da mesma mistura de barro e palha ao passo que servia de suporte à armações de madeira. Acredita-se que as partes superiores de suas faces foram feitas de grandes máscaras de madeira, ou moldes. As carreiras de buracos que podem ser vistas em fotografias eram espaços que abrigavam estacas de madeira que serviam para estabilizar o estuque de fora.

Bamiyan fica na Rota da Seda, uma rota de caravanas ligando a China e a Índia. Foi o lugar de vários mosteiros Buddhistas, e um próspero centro para religião, filosofia, e arte Greco-Buddhista. Foi um local religioso Buddhista do século segundo até a época da invasão Islâmica no século nono.

Monges nos mosteiros viviam como eremitas em pequenas cavernas esculpidas nas laterais das rochas de Bamiyan. Muitos desses monges embelezavam suas cavernas com estatuários relegiosos e produziam, brilhantes e coloridos afrescos.

As duas estátuas mais proeminentes eram os gigantes, Buddhas em pé, medindo 55 e 37 metros de altura respectivamente, os maiores exemplares de Buddhas em pé esculpidos no mundo. Eles foram referências culturais por muitos anos, o local sendo listado entre os locais que são Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

O peregrino chinês buddhista Hsüan-tsang (Xuanzang) viajou pela área por volta de 630 d.C. e descreveu Bamiyan como um florescente centro Buddhista "com mais de dez mosteiros e mais de mil monges", e ele destacou que ambas estátuas do Buddha estavam "decoradas com ouro e pedras preciosas".

Um monumental Buddha sentado similar em estilo àqueles de Bamiyan ainda existe nas cavernas do templo de Bingling na província chinesa de Gansu.

Quando Mahmud de Ghazni conquistou o Afeganistão no século XII, os Buddhas e afrescos foram poupados da destruição. Ainda, ao longo dos anos iconoclastas Muçulmanos destruíram alguns dos detalhes das estátuas, a maior parte as características da face e das mãos. Aurangzeb, o último emperador Mongol distinto por sua severidade religiosa, endossou-se de artilharia pesada em tentativa de destruir as estátuas.

Em Julho de 1999, Mullah Mohammed Omar emitiu um decreto a favor da preservação dos Buddhas de Bamiyan. Devido ao fato de não haver mais populações Buddhistas no Afeganistão, que removia a possibilidade das estátuas serem cultuadas, ele adicionou: "O governo considera as estátuas de Bamiyan como um exemplo de uma grande fonte de renda em potencial para o Afeganistão de visitantes estrangeiros. O Taliban declara que as estátuas de Bamiyan não devem ser destruídas mas protegidas.

Clérigos Islamistas Afegãos começariam uma campanha a estreitar as relações aos segmentos "não-Islâmicos" da sociedade Afegã. O Taliban em pouco tempo baniu todas as formas de imagem, música e esportes, incluindo televisão. Há razões para acreditar que isso foi em concordância à estrita interpretação da lei Islâmica.

Em Março de 2001, de acordo com a Agence France Presse em Kabul, o decreto declarava, "Baseado no veredito dos membros do clérigo e da decisão da Suprema Corte do Emirado Islâmico (Taliban) todas as estátuas na área do Afeganistão devem ser destruídas. Todas as estátuas no país devem ser destruídas porque as estátuas têm sido usadas como ídolos e deidades por não-crentes no passado. Elas são respeitadas agora e podem se tornar ídolos no futuro também. Somente Allah, o Todo-Poderoso, merece ser cultuado, ninguém mais ou qualquer outra coisa."

Informações e o Ministro da Cultura Qadratullah Jamal relatou à Associated Press da decisão de 400 clérigos religiosos de todo o Afeganistão declarando as estátuas Buddhistas como sendo contra os princípios do Islam. "Eles vieram com um consenso de que as estátuas eram não-Islâmicas," disse Jamal.

Em Março 6, o London Times citou Mullah Mohammed Omar dizendo, "Os Muçulmanos deveriam se orgulhar de esmagar ídolos. É glorificando Deus que nós temos as destruído." Ele teve mudado claramente sua posição de estar a favor das estátuas para estar contra. Durante uma entrevista em Março 13 para o jornal japonês Mainichi Shimbum, o ministro afegão exterior Wakil Ahmad Mutawakel declarou que a destruição foi senão uma retaliação contra a comunidade internacional por sanções econômicas: "Nós estamos destruindo as estátuas de Buddha em concordância com a lei Islâmica e é puramente um assunto religioso".

Em Março 18, o The New York Times reportou, que um enviado Taliban disse que o governo Islâmico tomou sua decisão em fúria após uma delegação estrangeira ter oferecido dinheiro para preservar os monumentos antigos ao passo que um milhão de Afegãos passam fome. Mas também adicionou, Outros relatos, apesar disso, disseram que os líderes religiosos estavam debatendo a ação por meses, e finalmente decidiram que as estátuas eram idólatras e deveriam ser obliteradas.

O Embaixador do Taliban foragido, (e atual estudante de Yale) Sayed Rahmatullah Hashemi, disse que a destruição das estátuas foi executada durante a fome no Afeganistão depois de o governo Sueco destinou dinheiro a ser provido para restaurar as estátuas e negaram o uso do dinheiro para ajudar as Crianças Afegãs. Hashimi é relatado como dizendo: " Quando o conselho de frente Afegão pediu a eles para que provessem o dinheiro para alimentar as crianças ao invés de recuperar as estátuas, eles negaram e disseram, "Não, o dinheiro é somente para as estátuas, não para as crianças". Assim, eles tomaram a decisão de destruir as estátuas."

O governo Islâmico Taliban decretou que as estátuas, que sobreviveram intactas por mais de 1.500 anos, eram idólatras e não-islâmicas. Durante a destruição, O Ministro das Comunicações do Taliban Qudratullah Jamal lamentou que, "esse trabalho da destruição não é tão fácil como as pessoas poderiam pensar. Você não pode derrubar as estátuas por bombardeio ao passo que ambas estão esculpidas na rocha; elas estão firmemente unidas à montanha." Os dois gigantescos Buddhas foram atacados com dinamite e bombardeio de tanques e foram demolidos depois de quase um mês de intenso bombardeamento.

De acordo com o Diretor-Geral da UNESCO Koïchiro Matsuura, um encontro de embaixadores de 54 membros de estado da Organização da Conferência Islâmica (OCI) foi conduzida. Todos os estadosda OCI - incluindo o Paquistão, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, três países que reconheceram oficialmente o governo Taliban - uniram-se ao protesto de poupar os monumentos (CNN). Uma declaração atribuída ao ministro de assuntos religiosos do regime Taliban justificou a destruição como sendo de acordo com a lei Islâmica [AFP News]. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos condenariam a destruição depois como "selvagem".

Embora as figuras dos dois Buddhas gigantes estarem quase completamente destruídas, seus contornos e algumas feições são ainda reconhecíveis entre os recessos. É também ainda possível para visitantes explorar as cavernas dos monges e as passagens que as conectam. Como parte do esforço internacional para reconstruir o Afeganistão depois da guerra do Taliban, o governo do Japão comprometeu-se a reconstruir os dois Buddhas gigantes.

Em Maio de 2002, uma escultura do Buddha no lado de uma montanha foi esculpida no Sri Lanka. Foi desenhada para lembrar muito proximamente um dos Buddhas de Bamiyan.

Em Dezembro de 2004, pesquisadores Japoneses descobriram que as pinturas de parede de Bamiyan foram na verdade pintadas entres os séculos V e IX, ao invés de VI a VIII como previamente se acreditava. A descoberta foi realizada ao analisarem isótopos radioativos contidos em fibras de palha abaixo das pinturas. Futuras descobertas são esperadas a serem feitas depois da comparação de datas e estilos das pinturas.

O governo do Afeganistão encarregou o artista Japonês Hiro Yamagata para recriar os Buddhas de Bamiyan usando quatorze sistemas de laser para projetar as imagens dos Buddhas na rocha onde eles um dia estavam. Os sistemas de laser serão alimentados por energia solar e eólica. O projeto, que custará um estimado de $9 milhões, está no momento esperando aprovação pela UNESCO. Se aprovado, estima-se que o projeto será completado em 2007.

Em Setembro de 2005, Mawlawi Mohammed Islam Mohammadi, governador Taliban da província de Bamiyan no momento da destruição, foi eleito ao Parlamento Afegão.

O diretor suíço Christian Frei produziu um documentário de 95 minutos "The Giant Buddhas" (em cartaz em Março de 2006), sobre as estátuas, as reações internacionais ao acontecido, e uma visão geral da controvérsia. O filme faz a controversa declaração (citando um nativo Afegão) de que a destruição teria sido comprada por Osama Bin Laden e que inicialmente, Mullah Omar e os Afegãos em Bamiyan teriam se oposto à destruição (Times of India Mar 27 2006).ordered by Osama Bin Laden and that initially, Mullah Omar and the Afghans in Bamiyan had opposed the destruction.

Bibliografia
Buddhas of Bamiyan discussion at History Forum
[4] Buddhas of Bamiyan and more recent pictures from Afghanistan]
Japanese researchers make breakthrough on destroyed Bamiyan paintings. Mainichi Shimbun, Japan, 2004-12-11.
Wriggins, Sally Hovey. Xuanzang: A Buddhist Pilgrim on the Silk Road. Boulder: Westview Press, 1996
Theosophical website with pictures
Buddhas of Bamiyan and more photographs from Afghanistan
Artist to recreate Afghan Buddhas. BBC News, 9 Aug 2005.
"The Giant Buddhas" trilingual site (English, Deustch, Français) - a film about the destruction of the giant statues. By Christian Frei, Switzerland (2005).
The Giant Buddhas at The Internet Movie Database
"World appeals to Taleban to stop destroying statues". CNN, Mar 3 2001. (New York) 

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Dicionário de Nomes de Deuses e Demônios

Dicionário de Nomes de Deuses e Demônios

Dicionário de Nomes de Deuses e Demônios

Abaddon - (hebreu) o destruidor.
Adramelech - demonio sumeriano.
Ahpuch - demonio maia.
Ahriman - demonio mazdeano
Amon - deus egipcio da vida e reproducao, com cabeca de carneiro
Apollyon - sinonimo grego para Satan, o arquidemonio.
Asmodeus - demonio hebreu da sensualidade e luxuria, originalmente "criatura do julgamento".
Astaroth - deusa fenicia da lascivia, equivalente da Ishtar babilonica.
Azazel - (hebreu) instruiu os homens a criarem armas de guerra, introduziu os cosmeticos.
Baalberith - senhor canaanita da Convencao, que se tornou mais tarde um demonio.
Balaam - demonio grego da avareza e cobiça.
Baphomet - adorado pelos Templarios como simbolo de Satan.
Bast - deusa egípcia do prazer representada pelo gato.
Beelzebuth - (hebreu) senhor das moscas, tomada do simbolismo do escaravelho.
Behemoth - personificacao hebraica de Satan na forma de um elefante.
Beherit - nome sirio para Satan.
Bile - deus celta do inferno.
Chemosh - deus nacional de Moabites, mais tarde um demonio.
Cimeries - monta um cavalo negro e rege a Africa.
Coyote - demonio do indio americano.
Dagon - demonio filisteu vingativo do mar.
Damballa - deusa serpente do Vodu.
Demogorgon - nome grego para demonio, diz-se que não seria conhecido pelos mortais
Diabolus - (grego) "fluindo para baixo".
Dracula - nome romenio para demonio.
Emma-O - regente japones do inferno.
Euronymous - princepe grego da morte.
Fenriz - filho de Loki, descrito como um lobo.
Gorgo - diminutivo de Demogorgon, nome grego para demonio.
Haborym - sinonimo grego para Satan.
Hecate - deusa grega do mundo subterraneo e feiticaria.
Ishtar - deusa babilonica da fertilidade.
Kali - (hindu) filha de Shiva, alta sacerdotisa de Thuggees.
Lilith - demonio feminino hebraico, primeira mulher de Adao que lhe ensinou as cordas.
Loki - demonio teutonico.
Mammon - deus aramaico da riqueza e do lucro.
Mania - deusa etrusca do inferno.
Mantus - deus etrusco do inferno.
Marduk - deus da cidade de Babilonia.
Mastema - sinonimo hebreu para Satan.
Melek Taus - demonio yesidi.
Mephistopheles - (grego) quem evita luz, Faustus.
Metzli - deusa azteca da noite.
Mictian - deus azteca da morte.
Midgard - filho de Loki, descrito como uma serpente.
Milcom - demonio amonita.
Moloch - demonio fenicio e canaanita.
Mormo - (grego) rei dos Ghouls, consorte de Hecate.
Naamah - demonio feminino grego da seducao.
Nergal - deus babilonico do Hades.
Nihasa - demonio do indio americano.
Nija - deus polaco do mundo subterraneo.
O-Yama - nome japones para Satan.
Pan - deus grego da luxuria, depois relegado ao demonismo.
Pluto - deus grego do mundo subterraneo.
Proserpine - rainha grega do mundo subterraneo.
Pwcca - nome gales para Satan.
Rimmon - demonio sirio adorado em Damasco.
Sabazios - demonio frigio, identificado com Dyonisus, adorado como serpente.
Saitan - equivalente enoquiano de Satan.
Sammael - (hebreu) "Veneno de Deus".
Samnu - demonio da Asia Central.
Sedit - demonio do indio americano.
Sekhmet - deusa egipcia da vinganca.
Set - demonio egipcio.
Shaitan - nome arabe para Satan.
Shiva - o destruidor.
Supay - deus inca do mundo subterraneo.
T'an-mo - contraparte chinesa para demonio, cobica, desejo.
Tchort - nome russo para Satan, "Deus Negro".
Tezcatlipoca - nome azteca do inferno.
Thamuz - deus sumeriano que mais tarde foi relegado ao demonismo.
Thoth - deus egipcio da magia.
Tunrida - demonio feminino escandinavo.
Typhon - personificacao grega de Satan.
Yaotzin - deus azteca do inferno.
Yen-lo-Wang - regente chines do inferno

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Zomadonu | Candoblé

Zomadonu | Candoblé

Zomadonu | CandobléZomadonu, significa em fon "Não se põe fogo na boca" era um tohossu, ou seja um bebê deformado filho de Rei Akaba (1680-1704) do Daomé. Conta a lenda que Zomadonu, junto de Kpelu, tohossu nascido do Rei Agadjá (1708-1732) e Adomu, tohossu filho de Rei Tegbessu (1732-1775) invadiram Abomei liderando um exército de tohossus matando indiscriminadamente os cidadãos que fugiram apavorados, ficando apenas um homem chamado Abadá Homedovó, que sofria de elefantíase. A vida do homem foi poupada, graças à amizade que ele tinha com Azaká, um tohossu da cidade de Savalu. Ele foi curado por Zomadonu, e ensinado por ele nos mistérios para se propiciar a boa vontade dos tohossu reais. Após isso, o exército dos temíveis pigmeus monstruosos abandona Abomei, entrando no rio. E com Abadá Homedovó começa o culto dos tohossu reais de Abomei, com Zomadonu sendo o principal deles. Ele é considerado o guardião do bairro real de Abomei e seu hunkpame principal fica no bairro de Legó.

Na Diáspora, o nome de Zomadonu é conhecido tanto no vodu haitiano, como no Candomblé de Nação Jeje, onde é o patrono do terreiro da Casa das Minas, em São Luís (MA).

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Nzumba, Zumbarandá, Ganzumba | Candoblé

Nzumba, Zumbarandá, Ganzumba | Candoblé

 Nzumba, Zumbarandá, Ganzumba  | CandobléNzumba, Zumbarandá, Ganzumba - o mais velho dos Inkice, associado à morte assim como Nanã Buruku.

É considerada a divindade mais antiga e cultuada que se conhece . Carrega nas mãos um IBIRI , feito com talo de dendezeiro e ornado de búzios e panos de suas cores . Leva uma coroa de palha da costa com búzios e missangas . O IBIRI da-lhe o poder sôbre a vida e a morte . O pé de OBI e o seu fruto lhe pertence . O fruto representa o corpo . A ave ONIMI ( coruja ) é seu principal fundamento . Nem todas as qualidades de ZUMBARANDÁ podem ser feitas , pois, um pequeno erro chama IKÙ . É a dona do portal da vida e da morte .

Seu assentamento é um IBÁ de barro , otá , lodo, água de canjica, canjica, azeite doce e mel . Ao lado o alguidar com canjica e sua água, onde vai cortar-se os bichos de pena ( galinha branca e velha , arranca-se a cabeça ) . Só o pombo é cortado em cima do santo . Pinta-se este ibá com pintas vermelhas.

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O Que é Religião | A Religião no Contexto Social


O Que é Religião | A Religião no Contexto Social

O Que é Religião | A Religião no Contexto Social

RELIGIÃO deriva do termo latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.

Sendo assim o hábito, geralmente por parte de grupos religiosos de taxarem tal ou qual grupo religioso rival de seita, não têm apoio na definição do termo. SEITA, derivado da palavra latina "Secta", nada mais é do que um segmento minoritário que se diferencia das crenças majoritárias, mas como tal também é religião.

HERESIA é outro termo mal compreendido. Significa simplesmente um conteúdo que vai contra a estrutura teórica de uma religião dominante. Sendo assim o Cristianismo foi uma Heresia Judáica assim como o Protestantismo uma Heresia Católica, ou o Budismo uma Heresia Hinduísta.

A MITOLOGIA é uma coleção de contos e lendas com uma concepção mística em comum, sendo parte integrante da maioria das religiões, mas suas formas variam grandemente dependendo da estrutura fundamental da crença religiosa. Não há religião sem mitos, mas podem existir mitos que não participem de uma religião.

MÍSTICA pode ser entendida como qualquer coisa que diga respeito a um plano sobre material. Um "Mistério".

PRESENÇA DA RELIGIÃO EM TODA A CULTURA HUMANA
Não há registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra "ciência" social, de um grupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa. As religiões são então um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas.

Grande parte de todos os movimentos humanos significativos tiveram a religião como impulsor, diversas guerras, geralmente as mais terríveis, tiveram legitimação religiosa, estruturas sociais foram definidas com base em religiões e grande parte do conhecimento científico, "filosófico" e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que durante a maior parte da história da humanidade estiveram vinculados ao poder político e social.

Hoje em dia, apesar de todo o avanço científico, o fenômeno religioso sobrevive e cresce, desafiando previsões que anteveram seu fim. A grande maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente e a Religião continua a promover diversos movimentos humanos, e mantendo estatutos políticos e sociais.

Tal como a Ciência, a Arte e a Filosofia, a Religião é parte integrante e inseparável da cultura humana, é muito provavelmente sempre continuará sendo.


TIPOS DE RELIGIÕES
Há várias formas de religião, e são muitos os modos que vários estudiosos utilizam para classificá-las. Porém há características comuns às religiões que aparecem com maior ou menor destaque em praticamente todas as divisões.

A primeira destas características e cronológica, pois as formas religiosas predominantes evoluem através dos tempos nos sucessivos estágios culturais de qualquer sociedade.

Outro modo é classificá-las de acordo com sua solidez de princípios e sua profundidade filosófica, o que irá separá-las em religiões com e sem Livros Sagrados.

Pessoalmente como um estudioso do assunto, prefiro uma classificação que leva em conta essas duas características, e divide as religiões nos seguintes 4 grandes grupos distintos.

PANTEÍSTAS
POLITEÍSTAS
MONOTEÍSTAS
ATEÍSTAS

Nessa divisão há uma ordem cronológica. As Religiões PANTEÍSTAS são as mais antigas, dominando em sociedades menores e mais "primitivas". Tanto nos primórdios da civilização mesopotâmica, européia e asiática, quanto nas culturas das Américas, África e Oceania.

As Religiões POLITEÍSTAS por vezes se confundem com as Panteístas, mas surgem num estágio posterior do desenvolvimento de uma cultura. Quanto mais a sociedade se torna complexa, mais o Panteísmo vai se tornando Politeísmo.

Já as MONOTEÍSTAS são mais recentes, e atualmente as mais disseminadas, o Monoteísmo quantitativamente ainda domina mais de metade da humanidade.

E embora possa parecer estranho, existem religiões ATEÍSTAS, que negam a existência de um ser supremo central, embora possam admitir a existência de entidades espirituais diversas. Essas religiões geralmente surgem como um reação a um sistema religioso Monoteísta ou pelo menos Politeísta, e em muitos aspectos se confunde com o Panteísmo embora possua características exclusivas.

Essa divisão também traça uma hierarquia de rebuscamento filosófico nas religiões. As Panteístas por serem as mais antigas, não têm Livros Sagrados ou qualquer estabelecimento mais sólido do que a tradição oral, embora na atualidade o renascimento panteísta esteja mudando isso. Já as politeístas muitas vezes possuem registros de suas lendas e mitos em versão escrita, mas Nenhuma possui uma REVELAÇÃO propriamente dita. Isto é um privilégio do Monoteísmo. TODAS as grandes religiões monoteístas possuem sua Revelação Divina em forma de Livro Sagrado. As Ateístas também possuem seus livros guias, mas por não acreditarem num Deus pessoal, não tem o peso dogmático de uma revelação divina, sendo vistas em geral como tratados filosóficos.

Vejamos alguns quadros comparativos.


ÉPOCAS DE SURGIMENTO E PREDOMÍNIO.

PANTEÍSMO:
As mais antigas, remontando a pré-história onde tinham predominância absoluta, e também presentes em muitos dos povos silvícolas das Américas, África e Oceania.

POLITEÍSMO:
Surgem num estágio posterior de desenvolvimento social, tendo sido predominantes na Idade Antiga em todo o velho mundo, e mesmo nas civilizações mais avançadas das Américas pré-colombianas.

MONOTEÍSMO:
Mais recentes, surgindo a partir do último milênio aC e predominando da Idade Média até a atualidade.

ATEÍSMO:
Surgem a partir do século V aC, tendo vingado somente no Oriente e no Ocidente ressurgindo somente após a renascença numa forma mais filosófica que religiosa.

Neo PANTEÍSMO:
Embora possuam representantes em todos os períodos históricos, popularizam-se ou surgem a partir do século XVIII.




BASE LITERÁRIA

PANTEÍSMO:
Próprias de culturas ágrafas, não possuem em geral qualquer forma de base escrita, sendo transmitidas por tradição oral.

POLITEÍSMO:
Nas sociedades letradas possuem frequentemente registros literários sobre seus mitos, e mesmo nas ágrafas possuem tradições icônicas mais elaboradas.

MONOTEÍSMO:
Possuem Livros Sagrados definidos e que padronizam as formas de crença, servindo como referência obrigatória e trazendo códigos de leis. São tidos como detentores de verdades absolutas.

ATEÍSMO:
Possuem textos básicos de conteúdo predominantemente filosófico, não possuindo entretanto força dogmática arbitrária ainda que sendo também revelados por sábios ou seres iluminados.

Neo PANTEÍSMO:
Seus textos são em geral filosóficos, embora possuam mais força doutrinária, não incorrendo porém em dogmas arbitrários.




MITOLOGIA

PANTEÍSMO:
Deus é o próprio mundo, tudo está interligado num equilíbrio ecossistêmico e místico. Crê-se em espíritos e geralmente em reencarnação, é comum também o culto aos antepassados. Procura-se manter a harmonia com a natureza, e o mundo comummente é tido como eterno.

POLITEÍSMO:
Diversos deuses criaram, regem e destroem o mundo. Se relacionam de forma tensa com os seres humanos, não raro hostil. As lendas dos deuses se assemelham a dramas humanos, havendo contos dos mais diversos tipos.

MONOTEÍSMO:
Um Ser transcendente criou o mundo e o ser humano, há uma relação paternal entre criador e criaturas. Na maioria dos casos um semi-deus se rebela contra o criador trazendo males sobre todos os seres. Messias são enviados para conduzir os povos, profetiza-se um evento renovador violento no final dos tempos, onde a ordem será restaurada pela divindade.

ATEÍSMO:
O Universo é uma emanação de um princípio primordial "vazio", um Não-Ser. Crê-se na possibilidade de evolução espiritual através de um trabalho íntimo, crê-se em diversos seres conscientes dos mais variados níveis, e geralmente em reencarnação.

Neo PANTEÍSMO:
Acredita-se em geral no Monismo, um substância única que permeia todo o Universo num Ser único. São em geral reencarnacionistas e evolutivas. A desatribuição de qualidades do Ser supremo por vezes as confunde com o Ateísmo.




SÍMBOLOS

PANTEÍSMO:
Utilizam no máximo totens e alguns outros fetiches, é comum o uso de vegetais, ossos, ou animais vivos ou mortos.

POLITEÍSMO:
Surgem os ídolos zoo ou antropomórficos na forma de pinturas e esculturas em larga escala. A simbologia icônica se torna complexa em alguns casos resultando em formas de escrita ideográfica.

MONOTEÍSMO:
O Deus supremo geralmente não possui representação visual, mas os secundários sim. Utilizam símbolos mais abstratos e de significados complexos.

ATEÍSMO:
O Não-Ser supremo não pode ser representado, mas há muitas retratações dos seres iluminados. Há vários símbolos representativos da natureza e metafísica do Universo.

Neo PANTEÍSMO:
Diversos símbolos e mitos de diversas outras religiões são resgatados e reinterpretados, também não há representação específica do Ser Supremo mas pode haver de outros seres elevados.




RITUAIS

PANTEÍSMO:
Geralmente ligados a natureza e ocorrendo em contato com esta. É comum o uso de infusões de ervas, danças, oráculos e cerimônias ao ar livre.

POLITEÍSMO:
Passam a surgir os templos, embora em geral não abandonem totalmente os rituais ao ar livre. Em muitos casos ocorrem os sacrifícios humanos, oráculos e as feitiçarias de controle ambiental.

MONOTEÍSMO:
Geralmente restritas ao templos, as hierarquias ritualistas são mais rígidas, não há oráculos pessoais mas sim profecias generalizadas com base no livro sagrado. Não há rituais de controle ambiental.

ATEÍSMO:
Embora ainda comuns nos templos são também frequentes fora destes. Desenvolvem-se técnicas de concentração, meditação e purificação mais específicas, baseadas antes de tudo no controle dos impulsos e emoções.

Neo PANTEÍSMO:
Em geral baseados no uso de "energias" da natureza. Não mais têm influência nos processos civis, sendo restritos a curas, proteção contra ameaças físicas e extrafísicas.




EXEMPLOS

PANTEÍSMO:
Religiões silvícolas, xamanismo, religiões célticas, druidismo, amazônicas, indígenas norte americanas, africanas e etc.

POLITEÍSMO:
Religião Grega, Egípcia, Xintoísmo, Mitologia Nórdica, Religião Azteca, Maia etc.

MONOTEÍSMO:
Bhramanismo, Zoroastrismo, Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Sikhismo.

ATEÍSMO:
Orientais: Taoísmo, Confucionismo, Budismo, Jainismo.
Ocidentais: Filosofias NeoPlantônicas, Ateísmo Filosófico (Não Religioso)

Neo PANTEÍSMO:
Espiritsmo Kardecista*, Racionalismo Cristão, Neo-Gnosticismo, Teosofia, Wicca, "Esotéricas", etc.

*Apesar do Kardecismo não se considerar Panteísta e sim antes Monoteísta.

PANTEÍSMO
As religiões primitivas são PANTEÍSTAS, acredita-se num grande "Deus-Natureza". Todos os elementos naturais são divinizados, se atribuí "inteligências" espirituais ao vento, a água, fogo, populações animais e etc.

Há uma clara noção de equilíbrio ecossistêmico, onde é comum ritos de agradecimento pelas dádivas naturais e pedidos às divindades da natureza, em alguns casos requisitando autorização mesmo para o consumo da caça que embora tenha sido obtida pelo esforço humano, seria na verdade permitida, se não ofertada, pelos entes espirituais.

A relação de dependência do ser humano com o ecossistema é clara, assim como a de parentesco e de submissão. As entidades elementais da natureza estão presentes em toda a parte, conferindo a onisciência do espírito divino. Embora haja a tendência da predominância de um presença mística feminina, a "mãe-terra", o elemento masculino também é notável a partir do momento que os seres humanos passam a compreender o papel do macho na reprodução. Ocorre então a presença de dois elementos divinos básicos, o Feminino e Masculino universal.

É um domínio de pensamento transcendente, mais compatível com a subjetividade e a síntese, não sendo então casual que este seja o tipo religioso onde as mulheres mais tenham influência. A presença de sacerdotisas, bruxas e feiticeiras é em muitos casos, muito mais significativa que a de seus equivalentes masculinos.

Todas essas religiões são ágrafas, sem escrita, com exceção é claro dos NeoPanteísmos contemporâneos. Portanto são as mais envoltas em obscuridade e mistérios, não tendo deixado nenhum registro além da tradição oral e de vestígios arqueológicos.


POLITEÍSMO
Com o tempo e o desenvolvimento as necessidades humanas passam a se tornar mais complexas. A sobrevivência assume contornos mais específicos, o crescimento populacional hipertrofiado graças a tecnologia que garante maior sucesso na preservação da prole e da longevidade, gera um série de atividades competitivas e estruturalistas nas sociedades, que se tornam cada vez mais estratificadas.

Nesse meio tempo a influência racional em franca ascensão tenta decifrar as transcendentes essências espirituais da natureza. Surge então o POLITEÍSMO, onde os elementos divinos são então personificados com qualidades cada vez mais humanas. O que era antes apenas a Água, um ser de essência espiritual metafísica e sagrada, agora passa a ser representada por uma entidade antropomórfica ou zoomórfica relacionada a água.

No princípio as características dessas divindades não são muito afetadas, mas com o tempo, a imaginação humana ou a tentativa de se adequar as religiões às estruturas sociais, elas ficam cada vez mais parecidas com os seres humanos comuns, surgindo então entre os deuses relacionamentos similares aos humanos inclusive com conflitos, ciúmes, traições, romances e etc. E cada vez mais os deuses perdem características transcendentes até que a "degeneração" chegue a ponto destes se relacionarem sexualmente com seres humanos, o que significa a perda da natureza metafísica, da característica invisível, ou mais, de haver relações físicas e pessoais de violência entre humanos e divindades, sem qualquer caráter transcendente.

Em muitos casos é difícil distinguir com clareza se determinadas religiões são Pan ou Politeístas. Mesmo no estágio Panteísta por vezes pode-se identificar com muita evidência algumas personificações das entidades divinas, mas algumas características como as citadas no parágrafo anterior são exclusivas do politeísmo. É possível que os elementos que contribuam ou realizem essa transição sejam o Animismo, Fetichismo e Totemismo.

Ocorre também uma relativa equivalência entre deidades femininas e masculinas, embora as masculinas mostrem sinais de predominância a medida que o sistema de crenças se torne mais mundano, características de uma fase mais racional e técnica onde muitas vezes a religião politeísta caminha junto com filosofias da natureza.

É sempre nesse estágio também que as sociedades desenvolvem escrita, ou pelo menos passa a utilizar símbolos abstratos e códigos visuais mais elaborados, no caso do politeísmo asiático, egípcio e europeu por exemplo, evoluiu para um sistema de escrita complexo.

Muitas destas religiões têm então, narrativas de seus mitos em forma escrita, mas tais não possuem o valor e a significância de uma Revelação propriamente dita.

Num estágio final tende a ocorrer o fenômeno da Monolatria, onde a adoração se concentra numa única divindade, o que pode ser o ponto de partida para o Monoteísmo.


MONOTEÍSMO
Chega um momento onde o Politeísmo está tão confuso, que parece forçar o "inconsciente coletivo", ou a "intuição global" a buscar uma nova forma de crença. Alguém precisa pôr ordem na casa, surge então um poderoso Deus que acaba com a confusão e se proclama como o Único soberano. Acabam-se as adorações isoladas e hierarquiza-se rigidamente as deidades, de modo a se submeter toda a autoridade do universo a um ente máximo.

O MONOTEÍSMO não é a crença em uma única divindade, mas sim a soberania absoluta de uma. A própria teologia judáico-cristã-islâmica adota hierarquias angélicas que são inclusive encarregadas de reger elementos específicos da natureza.

Um elemento que caracteriza mais claramente o MONOTEÍSMO mais específico, Zoroastrista, Judáico, Cristão, Islâmico e Sikh, é antes de tudo a ausência ou escassez de representações icônicas do Deus supremo, e sua desatribuição parcial de qualidades humanas, nem sempre bem sucedida. Já as entidades secundárias são comumente retratadas artisticamente.

A própria mitologia grega através da Monolatria, já estaria a dar sinais de se dirigir a um monoteísmo similar ao que chegou a religião Hindu, ou a egípcia com a instituição do deus único Akhenaton, embora ainda impregnadas fortemente de Politeísmo a até de reminiscências Panteístas no caso do Bhramanismo. Zeus assomava-se cada vez mais como o regente absoluto do universo. Entretanto um certo obstáculo teológico impedia que tal mitologia atingisse um estágio sequer semi-Monoteísta. Zeus é filho de Chronos, neto de Urano, essa descendência evidencia sua natureza subordinada ao tempo, ele não é eterno ou sequer o princípio em si próprio, que é uma característica obrigatória de um Deus Uno e absoluto como Bhraman ou Jeová.

Um fator complicador é que todas essas religiões apesar de seu princípio Uno, são também Dualistas, pois contrapõem um deus do Bem contra um do Mal. Entretanto não se presta "Sob Hipótese Alguma!", qualquer culto ao deus maligno, como ocorre nas Politeístas. Saber se o deus maligno está ou não sujeito afinal ao deus supremo é uma discussão que vem rendendo há mais de 3.000 anos.

Diferente do estado Panteísta original não ocorre harmonia entre os opostos, e um deles passa a ser privilegiado em detrimento do outro. Sendo assim onde antes ocorria a divinização dos aspectos Masculinos e Femininos do Universo, e a sacralidade da união, aqui ocorre a associação de um com o maligno, fatalmente do elemento Feminino uma vez que todas as religiões monoteístas surgiram na fase patriarcal da humanidade.

O Bhramanismo sendo o mais antigo, ainda conserva qualidades tais como veneração a manifestações femininas da divindade, não condena a relação sexual e ainda detém a crença reencarnacionista que é uma quase constante no Panteísmo. Do Politeísmo guarda toda um miríade de deuses personificados, com estórias bastante humanas que envolvem conflitos e paixões. Mas a subordinação a um Uno supremo, no caso representado pela trindade Bhrama-Vinshu-Shiva, é clara. O panteão anterior Hindu foi completamente absorvido pelo monoteísmo Bhraman, e conservou até mesmo a deusa Aditi, que outrora fora a divindade suprema.

Já os monoteísmos posteriores, mais afastados do fenômeno panteísta, entram em choque mais evidente com o Politeísmo que geralmente está em estado caótico. Ocorre um abafamento da religião anterior pela nova e seu caráter patriarcal e associado a violência, especialmente a partir do Judaísmo, se impõe de forma opressiva. As divindades femininas são erradicadas ou demonizadas, sendo então obrigatoriamente associadas ao elemento maligno do universo. Esse fenômeno acompanha a queda da condição social feminina na sociedade.

Embora as teologias monoteístas, especialmente na atualidade, se esforcem para afirmar o contrário, o deus único Hebreu, Cristão e Islâmico, basicamente o mesmo, assim como o do anterior Zoroastrismo e posterior Sikhismo, são nitidamente masculinos, aparentemente renegando o aspecto feminino divino do universo, mas na verdade o absorvendo, uma vez que ao contrário de deuses "supremos" Politeístas como Zeus, Osíris e Odin, eles são carregados de atribuições de amor e compaixão, embora ainda conservem sua Ira divina e seus atributos violentos, o que resulta em entidades complexas, que possuem aspectos paternos e maternos simultâneamente.

Tal como a própria emocionalidade, esse é o período mais contraditório da evolução do pensamento Teológico. Apesar de estar sob o domínio de uma característica de predominância subjetiva, é o momento onde as sociedades se mostraram paradoxalmente mais androcráticas. Os elementos femininos são absorvidos pelo Deus Único dando a ele o poder de atrair e seduzir as massas pela sua bondade, mostrando sua face benevolente, mas por outro lado a espada da masculinidade está sempre pronta a desferir o golpe fatal em quem se opuser a sua soberania.

Tal união, confere aos deuses monoteístas um poder supremo inigualável, e tal contradição, tal desarmonia intrínseca, resultou não por acaso no período religiosamente mais violento da história. As religiões monoteístas, especialmente o trio Judaísmo-Cristianismo-Islamismo, são as mais intolerantes e sanguinárias da história.


ATEÍSMO
As religiões aqui caracterizadas como Ateístas negam simplesmente a existência de um Ser Supremo central, que tudo tenha criado e a tudo controle, e talvez seja nesse grupo que se sinta mais radicalmente a ruptura entre Ocidente e Oriente, mas basicamente o Ateísmo religioso tende a funcionar da seguinte forma.

Se o Monoteísmo tenta acabar com o "pandemonium" Politeísta e estabelecer uma nova ordem por algum tempo, acaba por também se mundanizar. As autoridades religiosas interferindo fortemente na política e na estruturação social, enfraquecem como símbolos transcendentes. A inflexibilidade fundamentalista do sistema se revela injustificável ante a problemática social e as conquistas e descobertas filosóficas e científicas e num dado momento o sentimento de descrença é tal que deixa-se de acreditar num deus. Surge o ATEÍSMO.

Esse é o ponto crucial, a razão pela qual de fato não acredito que existam Ateus no sentido mais profundo do termo, no máximo "agnósticos".

Geralmente o ateu não é aquele que desacredita do "invisível", de qualquer forma de Téos, mas sim o que descrê dos deuses personificados e corrompidos. Afinal até o mais materialista e cético dos cientistas trabalha com forças invisíveis! Fenômenos da natureza ainda inexplicáveis.

Gravitação Universal, Lei de Entropia, Mecânica Quântica e etc. não podem ser vistas! Apenas seus efeitos. Tal como sempre se alegou com relação aos deuses.

No que se refere a uma visão do Princípio, não creio fazer diferença acreditar que um corpo é atraído para o centro da Terra por uma força invisível da natureza ou pela vontade de um deus também invisível. Há apenas uma maior compreensão racional do fenômeno, com maiores resultado práticos, mas de um modo ou de outro, a explicação possui um certo caráter de fé, tão racionalmente satisfatório para o cientista quanto para o religioso, capaz de explicar com clareza o funcionamento do mundo e mesmo quando isso não ocorre, admiti-se como mistérios divinos, ou causas científicas ainda desconhecidas.

No caso do Oriente, o Ateísmo religioso surge principalmente na Índia, sob a forma do Budismo e do Jainísmo, e na China, sob o Taoísmo e o Confucionismo. Todas essas religiões possuem textos base com certo grau de respeitabilidade mística ou filosófica, mas o grau de liberdade com que se pode reinterpretar ou mesmo discordar destes textos é incomparável em relação aos livros sagrados Monoteístas.

E nesse nível que muitas posturas passam a ser desconsideradas como religiões, sendo tidas em geral como filosofias. No Ocidente, tal movimento ocorreu também na Grécia Antiga, através de Filósofos da Natureza que estabeleciam como princípio primário universal alguma "substância" completamente impessoal. Mais especificamente, Aristóteles colocava o MOTOR IMÓVEL como o princípio primário, e PLOTINO, estabelecia o UNO. Porém essa breve ascensão do Ateísmo filosófico e científico ocidental foi logo minada pelo sucesso do Monoteísmo cristão.

O Ateísmo no Ocidente só surgiu novamente após a renascença, no Iluminismo, onde outras formas filosóficas se desenvolveram, mas a mistura destas com os Neo Panteísmos e o avanço científico em geral resulta num quadro difícil de se diferenciar.

Mas o ponto mais complexo na verdade, e que Ateísmo e Panteísmo se confundem.


Religiões ATEÍSTAS e NEO-PANTEÍSTAS
As religiões Ateístas não crêem numa entidade suprema central, mas pregam a interdependência harmônica do Universo, da mesma forma que o Panteísmo.

Pregam a harmonia dos opostos como Yin e Yang, da mesma forma que a harmonia entre a Deusa e o Deus no Panteísmo, e constantemente adotam um posição de neutralidade em relação aos eventos.

Provavelmente não por acaso TAOÍSMO e BUDISMO são as mais avançadas das grandes religiões num sentido metafísico, racional e mesmo científico. São imunes a contestação racional pois seus conceitos trabalham num plano mais abstrato mas ao mesmo tempo capaz de explicar a realidade, e fartos de paradoxos escapistas, sendo extremamente mais flexíveis que as religiões monoteístas por exemplo. Não há casos significativos de atrocidades cometidas em nome destas religiões em larga escala como as monoteístas ou nas politeístas monolátricas.

Porém, barreiras intransponíveis impedem que essas religiões sejam nesse esquema de divisão, classificadas como Panteístas. TAOÍSMO e CONFUCIONISMO que são chinesas equanto o BUDISMO e o JAINISMO Indianos, são religiões letradas. Possuem seus escritos fundamentais como os Sutras Budistas, o Tao Te-King Taoísta e os Anacletos Confucianos e os textos dos Tirthankaras Jainistas. Todas possuem seus mentores, Buda, Lao-Tsé, Confúcio e Mahavira. E todas são muito desenvolvidas filosoficamente, por vezes sendo consideradas não religiões, mas filosofia. Todas essas características inexistem no Panteísmo primitivo.

Portanto isso me leva a classificá-las como RELIGIÕES ATEÍSTAS, por declararem a inexistência de um Ser Supremo. Pelo contrário, o TAO ou o NIRVANA, o centro de todo o Universo segundo o Taoísmo e Confucionismo, e o Budismo, são uma espécie de Vazio, um Não-Ser.

Já o Neo-Panteísmo possui sim seus textos. É o caso do Espiritismo Kardecista, do Bahaísmo, do Racionalismo Cristão e etc. Embora muitos insistam em negar-se como Panteístas se inclinando para o Monoteísmo, porém uma série de fatores a distanciam muito deste grupo. Tais como:

A ênfase atenuada dada ao livro base da doutrina, que embora seja uma revelação, não tem o mesmo peso dogmático e em geral se apresenta de forma predominantemente racional. A postura passiva e não proselitista, e muito menos violenta, do Monoteísmo tradicional. A caraterização de seu fundador que mesmo sendo dotado de dons supra-naturais, não reivindica deificação e nem mesmo reverência especial. E o mais importante, diferenciando-as principalmente do Monoteísmo "Ocidental", o tratamento totalmente diferenciado dado a questão da existência do "Mal". Esses são alguns exemplos que tendem a afastar essas novas religiões, que prefiro agrupar na categoria Neo-Panteísmo, do grupo das Monoteístas.

PANTEÍSMO

=>
Deus é Tudo

POLITEÍSMO

=>
Deus é Plural

MONOTEÍSMO

=>
Deus é Um

ATEÍSMO

=>
Deus é Nada


Evidentemente, afirmar que DEUS é TUDO é muito similar a afirmar que é NADA. O ZERO é tão imensurável e incalculável quanto o INFINITO. Eles não podem ser medidos ou divididos, assim como não se divide por eles.

Vale lembrar que não se pode também rotular tal ou qual religião como meramente Pan, Poli ou Monoteísta. Muitas passaram pelas várias fases nem sempre de maneira perceptível e consensual. O próprio Budismo tem várias escolas bastante diferentes entre si, e mesmo o Cristianismo tem suas variantes com direito a reencarnação e sexo tântrico, e cujas atribuições de Deus o afastam das características monoteístas. Mas o processo macro, inconsciente, me parece ser esse! O de fases "psicohistóricas" que vão na forma:

?-PANTEÍSMO-POLITEÍSMO-MONOTEÍSMO-ATEÍSMO-?PANTEÍSMO
Outro ponto importante é que jamais uma dessas formas religiosas deixou de existir totalmente, principalmente na atualidade onde a intolerância religiosa não é mais "tolerada" na maior parte do mundo. Esses tipos de religiões se misturam e se confundem, o que explica porque qualquer tentativa de se classificar as religiões é tão complexa.

Até mesmo essa divisão esquemática apresenta problemas, como a notável diferença entre o Monoteísmo "Ocidental", Judaísmo-Cristianismo-Islamismo, fortemente interligadas, o Monoteísmo Oriental, Hindu, Bhramanismo e Sikhismo, e o sempre complexo Zoroastrismo, de características fortemente Maniqueistas, o que viria por vezes a suscintar a questão de se o Maniqueísmo, que tem forte influência sobre o Gnosticismo e o Catolicismo, poderia ser considerado Monoteísta.

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