Rio Ródano na Europa

Rio Ródano na Europa

Rio Ródano na Europa
O rio Ródano banha a França e a Suíça. Nasce nos Alpes centrais, no extremo leste do cantão de Valais, alimentado por geleiras alpinas a 1.798m de altitude. Daí ao golfo de Lyon, onde desemboca, percorre 812km, inclusive 72km correspondentes à maior extensão do lago Genebra, que o Ródano atravessa.

Único dos grandes rios europeus a desaguar diretamente no mar Mediterrâneo, o Ródano tem servido como via de penetração das culturas mediterrâneas na Europa central desde a antiguidade.

Na Suíça, o rio recebe afluentes, todos alimentados por geleiras que, no verão, elevam ao triplo o volume de água atingido no inverno. O curso médio do Ródano estende-se entre as cidades de Genebra e Lyon, e contorna a cadeia do Jura. Na parte em que seu leito é interrompido por corredeiras, o Ródano acolhe o rio Ain como afluente pela margem direita; pela esquerda, recebe águas dos lagos de Annecy e Bourget. A parte navegável do médio curso, desde Le Parc, comporta embarcações de pequeno calado. Em Lyon, 140km abaixo, o Ródano se encontra com seu principal afluente, o Saône, que vem do norte e recolhe as águas de boa parte da Borgonha.

O baixo Ródano, de Lyon a Arles, apresenta tráfego fluvial que atende o comércio local. Através do Saône, a navegação do Ródano pode juntar-se, por canais, aos rios Loire, Sena, Reno e Mosela. A partir de Lyon, o Ródano toma a direção norte-sul e desliza pelo sulco formado entre o maciço Central francês e os Alpes, até desaguar no golfo de Lyon, no Mediterrâneo, onde forma amplo delta.
Na década de 1960, o leito do Ródano passou por reformas que transformaram o rio em extensa artéria navegável e fonte de energia hidrelétrica. Entre tais realizações, destacam-se as usinas de Génissiat, Montélimar, Baix e André-Blondel.

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Rio São Lourenço na América do Norte

Rio São Lourenço na América do Norte

Rio São Lourenço na América do Norte
Rio São Lourenço
O rio São Lourenço é um sistema hidrográfico que liga a nascente do rio Saint Louis, no estado de Minnesota, Estados Unidos, ao estreito de Cabot, no Atlântico, no leste do Canadá. Entre os dois pontos, o São Lourenço percorre 4.023km em três diferentes trechos. No primeiro, une, por canais fluviais, os Grandes Lagos americanos, que podem ser considerados imensos alargamentos de seu curso. O segundo trecho, entre o lago Ontário e a ilha de Orleans, é o único que se pode definir como rio. O terceiro, abaixo da ilha de Orleans, é um estuário gigantesco, sujeito à variação das marés, que se abre em amplo golfo e se comunica com o oceano Atlântico pelo estreito de Cabot, entre Terra Nova e Nova Escócia.

Grande artéria navegável entre os Estados Unidos e o Canadá, o rio São Lourenço percorre mais de quatro mil quilômetros e permite a chegada de navios de todo o mundo ao coração da América do Norte.

O explorador francês Jacques Cartier percorreu o São Lourenço em 1535, em busca de uma passagem para o oceano Pacífico. A escavação de canais pouco profundos no início da década de 1780; a construção do canal Erie, de Buffalo até o rio Hudson, em 1825; a abertura do primeiro canal junto às cataratas do Niágara, em 1829; e a conclusão da primeira eclusa, em Sault Sainte-Marie, em 1855, alimentaram o sonho de criar uma via navegável até o interior do continente.

Em 1959, foi concluída a Via Marítima do São Lourenço, que, com 15.200km de águas navegáveis, abriu o interior agrícola e industrial da América do Norte a navios de médio calado. As diferenças de nível entre os lagos, que chegam a quase cem metros, são superadas por sistemas de eclusas e barreiras, como as que se distribuem pelo canal de Welland.

O projeto teve importante impacto econômico sobre os Estados Unidos e o Canadá. Uma das principais razões para sua implantação foi a descoberta, em Québec e Labrador, de vastos depósitos de minério de ferro, essenciais para as siderúrgicas americanas. O Canadá, importador do minério de ferro americano antes da abertura da via, passou depois a exportá-lo para os Estados Unidos.

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Rio Senegal na África

Rio Senegal na África

Rio Senegal na África

O Rio Senegal é um dos mais importantes rios da África ocidental e o principal do Senegal e da Mauritânia. Nasce na confluência dos rios Bafing e Bakoi, no maciço de Fouta Djallon, na Guiné, a 750m de altitude. Atravessa o Mali e corre em direção noroeste; a partir de Bakel delimita a fronteira entre o Senegal, pela margem esquerda, e a Mauritânia, pela direita. Com 1.641km de extensão, banha uma superfície de 450.000km2.

O "rio de Ouro" de que ouviram falar os navegantes europeus no início da Idade Média é desde o século XVI uma das principais vias de penetração no continente africano.

Já em território senegalês, o Rio Senegal recebe na cidade de Bakel seu principal afluente, o Falémé, e percorre um vale de vinte quilômetros de largura. Segue depois para Dagana, onde entra em seu delta. Areias trazidas pelas correntes marinhas e ventos do norte desviam então para o sul o curso do Senegal, que depois deságua no oceano Atlântico. Na embocadura do Senegal navegantes franceses estabeleceram uma base em 1558, e a cidade de Saint-Louis, construída numa ilha do rio, durante séculos serviu de ponto de partida para numerosas expedições ao continente.

Mapa do Rio Senegal

Rio Yukon - Canadá/Estados Unidos

Rio Yukon - Canadá/Estados Unidos

Rio Yukon - Canadá/Estados Unidos
Rio Yukon
O Rio Yukon, um dos maiores rios da América do Norte, tem uma extensão de 2.554km e uma bacia de 830.000km2. Nasce no lago Tagish, a uma altitude de 656m, entre a Colúmbia Britânica e o território do Yukon, no oeste do Canadá. Atravessa o território de Yukon na direção noroeste e é aproveitado em seu curso alto para a produção hidrelétrica. Depois de entrar no Alasca, onde se desvia para sudoeste, faz uma curva pronunciada e desemboca no estreito de Norton, no mar de Bering, num delta pantanoso e pontilhado de lagos.

Grande rio do Alasca, o Yukon desliza por uma paisagem de extraordinária beleza na qual a atividade humana realizou poucas alterações.

O caudal médio na foz cresce bastante após o degelo, em junho e julho, e diminui no inverno. Seu curso baixo foi explorado por comerciantes russos de peles por volta de 1846. Na confluência com o rio Klondike, fica a cidade de Dawson, famosa durante a febre do ouro do fim do século XIX. Embora a riqueza mineral tenha sido importante fator de povoamento da região no passado, o futuro econômico da região parece estar no turismo.

Rios Tigre e Eufrates - Ásia

Rios Tigre e Eufrates - Ásia

Rios Tigre e Eufrates - Ásia
Rios Tigre e Eufrates - Mapa
O Tigre e o Eufrates nascem nas montanhas do leste da Turquia e, depois de atravessarem esse país e o norte da Síria, penetram no Iraque, onde formam uma extensa planície fluvial antes de confluírem e desembocarem no golfo Pérsico. As bacias de ambos os rios somam 673.400km2 e em sua maior parte são áridas ou semi-áridas. Entretanto, as chuvas e neves invernais da cordilheira do Taurus, na Turquia, e de Zagros, no Irã, alimentam um caudal considerável, que na foz alcança média de 1.400 m3/s. A irregularidade do fluxo de água é notável. As maiores cheias verificam-se em abril e maio, o que fertiliza a região. Os cultivos de regadio, com tradição de milhares de anos, alimentam uma densa população.

No território delimitado pelos rios Tigre e Eufrates, a Mesopotâmia, floresceram importantes civilizações antigas, como a dos sumérios e a babilônica.

O Eufrates estende-se por cerca de 2.700km e origina-se de dois rios que nascem nas montanhas armênias, o Kara-Su e o Murat. Esses rios, após um percurso acidentado na direção oeste, confluem em Keban, onde se construiu uma grande represa. Mais abaixo, o Eufrates segue para sul, atravessa a cordilheira do Taurus e penetra na Síria, onde se desvia para sudeste e recebe pela esquerda o rio al-Kabur. Entra depois no Iraque e seu curso converge com o do Tigre, ficando entre eles uma língua de terra, chamada al-Yazira ("a ilha").

O Tigre, com 1.900km, nasce também nas montanhas da Turquia e se dirige para sudeste até a fronteira turco-síria, a qual contorna num breve trecho antes de penetrar no Iraque. Recolhe as águas de boa parte da Taurus e recebe vários grandes afluentes procedentes dos montes Zagros, como o Grande Zab, o Pequeno Zab e o Diyala, que lhe dão um caudal maior que o do Eufrates.

Abaixo de Bagdá estende-se o delta comum a ambos os rios. As águas do Eufrates formam um amplo lago, o Jawral-Hamar, e uma parte considerável das águas do Tigre é desviada pelo canal de Garraf até o rio gêmeo. Por fim, ambos convergem para formar o Chat-al-Arab, que desemboca no golfo Pérsico após um percurso de 193km. Pelo Chat-al-Arab, navios sobem até Bassora, no Iraque, e Jurramshahr, no Irã. Embarcações de pequeno calado podem navegar pelo Tigre até Bagdá ou até Mossul, no norte do Iraque.

Rio Tigre
Rio Tigre 
Rio Eufrates
Rio Eufrates

Golfo e Baía, Definições e Diferenças Entre Golfos e Baías

Golfo e Baía, Definições e Diferenças Entre Golfos e Baías

Golfo e Baía, Definições e Diferenças Entre Golfos e Baías

Para o desenvolvimento das comunidades litorâneas e das atividades humanas ligadas ao mar, os golfos e baías são de grande valia, pois atuam como zonas de transição e comunicação entre o meio terrestre e o marinho.

Golfo é o acidente geográfico que consiste numa grande entrada de mar terra adentro. Baía é uma entrada menor. Também se costuma definir baía como um pequeno golfo de boca estreita, que se alarga para o interior. Essa nomenclatura, contudo, nem sempre se emprega de modo rígido. Assim, por exemplo, a baía de Hudson, no Canadá, é maior que muitos golfos pequenos. Da mesma forma, os mares de Mármara e de Azov poderiam, com mais propriedade, classificar-se como golfos.

A forma e a topografia de um golfo dependem diretamente da estrutura geológica da região em que se situa. Assim, suas margens serão muito escarpadas se os materiais sobre os quais se formou forem muito resistentes à erosão; e suaves, se o material for inconsistente. Outras vezes, os golfos e baías se constituem a partir de uma enorme falha (fratura) da crosta terrestre, como é o caso do golfo da Califórnia, em que o braço de mar acompanha o traçado da falha e cria um golfo muito alongado de margens paralelas. Essa forma é comum em outros golfos de mesma origem.

O modo como os golfos e baías se ligam ao mar varia muito, mas é possível estabelecer alguns tipos principais de ligação: (1) por meio de um ou mais estreitos, como na baía de Hudson; (2) com formação de um arquipélago, como no golfo da Bótnia, no mar Báltico; e (3) através de uma ampla abertura para o mar, como no golfo de Omã, no mar de mesmo nome.

O tamanho da abertura do golfo para o oceano determina a magnitude da troca de águas entre eles. Quando os golfos e baías são muito estreitos, ou apresentam algum obstáculo na abertura, a entrada de água do mar é muito reduzida, o que determina uma oxigenação pobre das águas interiores, com prejuízo para a fauna. Como as águas do interior da baía estão praticamente separadas das águas do oceano, pode surgir uma circulação independente, resultante de ventos locais e do desaguamento de rios. As marés e outros movimentos das águas oceânicas afetam em maior ou menor medida as águas interiores dos golfos e baías também em função do tamanho e forma de sua abertura para o mar. Esses fatores determinam ainda a capacidade do golfo de desalojar sedimentos trazidos pelos rios que nele desembocam.

As características climáticas e a topografia da região onde se encontram os golfos e as baías também interferem nas relações entre esses acidentes geográficos e o mar. A salinidade é uma das características determinadas pelo clima. Nas zonas de umidade elevada, os rios trazem continuamente grandes quantidades de água doce, o que diminui a salinidade da água, como ocorre no golfo da Bótnia. Já nas zonas áridas, a escassez de cargas fluviais e a forte evaporação elevam muito o índice de salinidade, como é o caso do golfo Pérsico.

Os golfos e as baías, de modo geral, são lugares privilegiados para a ocupação humana, uma vez que costumam oferecer portos naturais. Constituem, além disso, importantes vias de transporte e neles a navegação e a pesca são habitualmente intensas. Por constituírem zonas protegidas das correntes marinhas, são também adequados para a construção de portos. Sua forma, no entanto, pode ter consequências desastrosas para as povoações próximas. Assim, por exemplo, os golfos em forma de funil, cuja abertura se vai estreitando em direção à terra, sofrem marés várias vezes mais altas que as do mar aberto, como acontece na baía de Fundy, na costa oeste do Canadá, onde já se registraram marcas de 18m. Nos golfos de forma alongada e estreita, o nível da água pode aumentar brusca e exageradamente, em consequência de ventos prolongados procedentes do mar, o que às vezes provoca inundações.

A Terra apresenta grande quantidade e variedade de golfos e baías, que ocupam superfícies exíguas ou se estendem por milhares de quilômetros quadrados. Por suas enormes dimensões destacam-se o golfo de Bengala, o maior do planeta, com superfície de 2.172.000km2 e comprimento de 1.850km; a Grande Baía Australiana, que tem a maior abertura (2.800km); e o golfo da Guiné, que é o mais profundo, com 6.363m.

No Brasil, a maior baía é a de Todos os Santos, no litoral da Bahia, de forma aproximadamente quadrangular, com cerca de 35km no eixo norte-sul e trinta no eixo este-oeste. Divide-se em três baías menores, numa das quais, localizada entre a ilha de Itaparica e a margem oriental, encontra-se a cidade de Salvador. Possui barra larga, que se abre amplamente para o oceano. A segunda baía brasileira é a de Guanabara, com abertura de barra de apenas 1,5km que se alarga muito para o interior e chega a medir cerca de trinta quilômetros no eixo norte-sul. Tem perímetro de 143km e área aproximada de 412km2. A entrada da barra abre-se entre dois maciços litorâneos, o da Tijuca, a oeste, e o de Niterói, a leste.

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Rio Minho, Portugal/Espanha

Rio Minho, Portugal/Espanha

Rio Minho, Portugal/Espanha
Rio Minho
Com apenas um quarto de seu curso em Portugal, onde dá nome à principal região histórica do país, o rio Minho delimita parte da fronteira com a Espanha.

Situado no noroeste da península ibérica, o Minho nasce na serra de Meira, Espanha, corre de norte para sul e, depois de receber as águas do Sil, toma a direção geral nordeste-sudoeste até desembocar no Atlântico, num percurso de 300km. Banha uma bacia de 22.500km, cuja maior parte se situa na Espanha.

No curso superior, o Minho atravessa o maciço da Galícia e forma um vale em garganta, mas no curso médio abre-se largamente, para estreitar-se outra vez no curso inferior, quando separa Portugal da Espanha. A jusante da cidade portuguesa de Monção, adentra a planície litorânea e abre-se numa foz de 350m. Devido às corredeiras, é impróprio para a navegação em grande parte de seu curso, mas tem grande potencial hidrelétrico e para a pesca, em especial de salmões.

O Minho banha, entre outras, as cidades de Lugo, Orense, Ribadavia e Tui, na Espanha, e de Valença do Minho, em Portugal. Seus afluentes incluem os rios Parga, Ferreira, Louro, Barjas e Coura. A estrada de ferro que liga a cidade do Porto à Espanha atravessa o vale do Minho desde sua foz em Caminha, cidade onde nasceu o escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral.

Rio Mekong, Maior Rio do Sudeste Asiático

Rio Mekong, Maior Rio do Sudeste Asiático

Rio Mekong, Maior Rio do Sudeste Asiático
Rio Mekong
Com grandes possibilidades de aproveitamento, tanto para produção de eletricidade como para irrigação, pesca e cultivo de arroz, o Rio Mekong é o rio mais extenso do Sudeste Asiático.

O Rio Mekong nasce na província chinesa de Qinghai (Tsinghai), no planalto tibetano. Tem 4.350km de extensão e drena uma bacia de 810.600km2. Em seu alto curso, percorre a província de Yunnan em direção ao sul, num vale estreito e profundo entre montanhas de mais de cinco mil metros de altitude. O vale se amplia no sul de Yunnan e mais adiante delimita a fronteira entre Myanmar e Laos.

Após penetrar em território laosiano, banha a cidade de Louangphrabang e, na fronteira com a Tailândia, passa junto à capital administrativa do Laos, Vientiane. Entra depois no Camboja, em cuja capital, Phnom Penh, se localiza o principal porto do rio. Vários afluentes do médio curso do Mekong drenam os planaltos do Laos, Vietnã e Tailândia. No baixo curso, o Mekong liga-se ao lago Tonle Sap, que exerce uma função reguladora de descarga. Nesse trecho, o volume de água é mantido principalmente pelas chuvas: aumenta entre julho e outubro, como conseqüência da monção (vento sazonal) de sudoeste, e diminui entre novembro e maio. Ao entrar no Vietnã, o rio forma um delta ao sul da Cidade Ho Chi Minh (antiga Saigon). A população ribeirinha concentra-se nesse delta e no planalto tailandês de Korat.