Afeganistão | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Afeganistão

Afeganistão | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Afeganistão

Afeganistão | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Afeganistão

Geografia - Área: 652.225 km². Hora local: +7h30. Clima: subtropical árido (maior parte). Capital: Cabul. Cidades: Cabul (1.424.400), Qandahar (225.500), Herat (177.300), Mazar-e-Sharif (130.600).

População - 29 milhões ; nacionalidade: afegane; composição: pashtun* 38%, tadjiques 25%, hazarás 19%, uzbeques 6%, outros 12% (2015). Idiomas: dari, pashtun* (oficiais). Religião: islamismo 98,1%, outras 1,8% (2016).

Relações Exteriores - Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU. Embaixada: 2341, Wyoming Avenue NW, Washington D.C. 20008, EUA.

Governo - República presidencialista. Div. administrativa: 34 províncias. Presidente: Ashraf Ghani. Partidos: em formação. Legislativo: bicameral – Casa do Povo (até 250 membros) e Casa dos Anciãos (com representantes dos conselhos de província, de distrito e membros indicados pelo presidente). Constituição: 2004.

Economia do Afeganistão
O Afeganistão é um país extremamente pobre, muito dependente da agricultura (principalmente da papoula -, matéria-prima do ópio) e da criação de gado. A economia sofreu fortemente com a recente agitação política e militar, e uma severa seca veio se juntar às dificuldades da nação entre 1998 e 2001. A maior parte da população continua a ter alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde insuficientes, e estes problemas são agravados pelas operações militares e pela incerteza política. A inflação continua a ser um problema sério.

Depois do ataque da coligação liderada pelos Estados Unidos que levou à derrota dos Talibã em Novembro de 2001 e à formação da Autoridade Afegã Interina (AAI) resultante do acordo de Bona de Dezembro de 2001, os esforços internacionais para reconstruir o Afeganistão foram o tema da Conferência de Doadores de Tóquio para a Reconstrução do Afeganistão em Janeiro de 2002, onde foram atribuídos 4,5 bilhões de dólares a um fundo a ser administrado pelo Banco Mundial. As áreas prioritárias de reconstrução são: a construção de instalações de educação, saúde e saneamento, o aumento das capacidades de administração, o desenvolvimento de setores agrícolas e o de reconstrução das ligações rodoviárias, energéticas e de telecomunicações. Dois terços da população vivem com menos de dois dólares por dia. A taxa de mortalidade infantil é de 160.23 por 1000 nascimentos.

A queda do regime do Taliban, em 2001, desencadeada pela ofensiva militar dos Estados Unidos (EUA), inicia um novo capítulo na conflituosa história do Afeganistão. Localizado na Ásia Central, o país está em guerra há mais de duas décadas. Guerrilheiros islâmicos (mujahedins) uniram-se na luta contra a invasão soviética de 1979 a 1989. Quando as forças de ocupação foram expulsas, esses mesmos combatentes, divididos em facções religiosas e étnicas, passaram a guerrear entre si. A milícia Taliban despontou no cenário afegane em 1995.Nos anos seguintes, assumiu o domínio sobre 90% do território e tornou o país uma teocracia islâmica. O abrigo dado ao terrorista saudita Osama bin Laden levou o Taliban ao isolamento e à derrota militar. Um governo aliado dos EUA toma posse, com o desafio de pacificar o país. Em 2004, a Loya Jirga, assembléia tradicional afegã, aprova a nova Constituição.

Cabul, Capital do AfeganistãoHistória do Afeganistão

Desde a Antiguidade, a região correspondente ao atual Afeganistão é ponto de confluência de comércio e conquistas na Ásia. As primeiras civilizações, das quais pouco se sabe, surgem há mais de 2,5 mil anos. Por volta de 500 a.C., a região integra o Império Persa, sob Dario I. Um século mais tarde, é ocupada por Alexandre, o Grande, da Macedônia (356 a.C.-323 a.C.), que funda a cidade de Alexandrópolis, hoje Qandahar, que passa a exercer importante papel na difusão da cultura helenística na Ásia Central. Povos de origem celta fundam, no século II a.C., o Império Kushana, responsável pela difusão do budismo e por sua entrada na China. A região é integrada ao Império Persa sassânida do século III ao século VII, quando se inicia a influência islâmica. O domínio mongol começa no século XII, com Gênghis Khan (1155?-1227), e se estende até o século XVI. Só em 1747 o monarca Ahmad Shah Durrani unifica a região e consolida o Estado, fundando uma dinastia que se mantém no poder até 1973. Em 1880, a monarquia é posta sob tutela inglesa, que dura até a independência, em 1919. Invasão soviética Em 1973, o ex-primeiro-ministro Daud Khan, simpático à União Soviética (URSS), derruba o rei Mohammad Zahir Shah e proclama a República. Em 1978, Daud é deposto e executado por militares. Um regime de inspiração comunista é adotado, com a oposição de guerrilheiros islâmicos. Em 1979, tropas soviéticas invadem o país e põem no poder Babrak Karmal, sucedido por Nadjibollah Mohammad em 1986.A URSS não consegue derrotar os combatentes islâmicos afegãos, chamados mujahedins, armados e apoiados por EUA, Irã e Paquistão, e se retira em 1989. O governo pró-Moscou renuncia em 1992, e facções guerrilheiras rivais iniciam nova fase da guerra. Uma Loya Jirga – tradicional conselho de notáveis formado por líderes tribais, autoridades religiosas e anciãos – instala um governo islâmico moderado, liderado por Burhanuddin Rabbani. Mas o poder de fato fica com chefes militares regionais corruptos e bandos armados.

Bandeira do Afeganistão

Taliban em cena - No início de 1995, a milícia islâmica Taliban (plural de talib, que significa estudante, na língua pashtun) ganha poder no país. É um grupo fundamentalista sunita da etnia pashtun, surgido das escolas religiosas (madrassas) do Paquistão e apoiado pelo governo desse país. Em setembro de 1996, o Taliban conquista Cabul e institui a Sharia, a lei islâmica. As mulheres são proibidas de trabalhar e obrigadas a usar a burca, traje que cobre todo o corpo, inclusive o rosto. Em agosto de 1998, o Taliban domina 90% do território ao tomar Mazar-e-Sharif, última grande cidade da oposicionista Aliança do Norte, liderada pelo ex-ministro da Defesa Ahmad Shah Massud, cujas tropas ficam restritas ao extremo norte do território. No mesmo mês, os EUA disparam mísseis sobre supostos campos de treinamento de terroristas no país, como represália aos atentados contra suas embaixadas na África, pelos quais o terrorista saudita Osama bin Laden, protegido do Taliban, é responsabilizado. A Organização das Nações Unidas (ONU) anuncia, em 1999, sanções contra o país até que o governo extradite Bin Laden.

Em março de 2001, como resultado de uma campanha do Taliban para destruir todos os objetos de idolatria do país, a milícia demole duas gigantescas estátuas de Buda, declaradas patrimônio da humanidade. Dados da ONU indicam que, sob o comando do Taliban, o país se converteu no maior produtor mundial de ópio – droga extraída da papoula e matéria-prima para a heroína. Em 9 de setembro, Shah Massud é morto num atentado atribuído a Bin Laden.

Ataques anglo-americanos - Os EUA acusam Bin Laden e a rede terrorista Al Qaeda dos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington e exigem a entrega do saudita para não atacarem o Afeganistão. O mulá Mohammed Omar, líder do Taliban e sogro de Bin Laden, não o expulsa. Em outubro, os EUA e o Reino Unido bombardeiam cidades afeganes. O Paquistão apóia os EUA, e o Taliban perde seu aliado. Os ataques causam a fuga de milhares de civis para o Paquistão. A Aliança do Norte se aproveita da ajuda militar anglo-americana e avança.

Queda do Taliban – Cerca de 500 combatentes talibans são mortos em novembro, numa ofensiva da Aliança do Norte apoiada por forças norte-americanas. Em seguida, a aliança toma Mazar-e-Sharif e Cabul. O mulá Omar foge de Qandahar em dezembro e sela a última etapa da era taliban. Os EUA não capturam Bin Laden nem Omar. Os afeganes comemoram o fim do regime. Cinemas e emissoras de TV são reabertos. As mulheres retomam o direito de não usar a burca e de trabalhar e estudar.

Novo governo – O líder pashtun moderado Hamid Karzai, com o apoio dos EUA e do ex-rei Zahir Shah, é escolhido para formar um governo interino a partir de dezembro de 2001.Um contingente de 5,5 mil soldados da Força Internacional de Segurança para o Afeganistão (Isaf), da ONU, chega ao país em janeiro de 2002. Karzai é escolhido em junho pela Loya Jirga para prosseguir na chefia do governo provisório. A oposição das outras facções torna-se mais evidente e violenta. Representantes de mais de 60 países dispostos a ajudar na reconstrução da economia afegã reúnem apenas 4,5 bilhões de dólares, menos da metade dos 10 bilhões que a ONU considera necessários.

Volta dos rebeldes – No início de 2003 fica claro que o Taliban está se reorganizando. Ao mesmo tempo, os conflitos intensificam-se no norte. Em março, as forças dos EUA no Afeganistão lançam uma ofensiva aérea e terrestre contra o Taliban. Em junho começa outra investida dos EUA no sul. Em agosto, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar ocidental, assume o controle da segurança em Cabul. O Fundo Monetário Internacional (FMI) adverte que o ópio responde por metade da renda do Afeganistão. Em outubro, o Conselho de Segurança da ONU permite a ampliação das operações das forças de paz fora de Cabul.

Constituição e eleições – Em janeiro de 2004, a Loya Jirga aprova uma nova Constituição, que institui um regime presidencialista islâmico, com direitos iguais para os dois sexos. A Constituição também procura equilibrar conflitos étnicos. Em março, Karzai obtém financiamentos internacionais no valor de 8,2 bilhões de dólares, no decorrer de três anos. Os atentados continuam, mas as eleições presidenciais são marcadas para outubro. Karzai, que já havia escapado de vários atentados, é alvo em setembro de um míssil disparado, sem sucesso, na direção do helicóptero em que estava. No mês seguinte, ele obtém 55% dos votos e é eleito para um mandato de cinco anos. A guerra ao ópio se intensifica. Em dezembro, produtores agrícolas queixam-se de uma pulverização com agentes químicos contra plantações, cuja autoria não é assumida nem pelo governo nem pelos norte-americanos, que controlam militarmente o país.

Principais grupos étnicos do Afeganistão
Situado num território montanhoso e desértico, o Afeganistão tem sido objeto, desde a Antiguidade, de invasões e conquistas. No decorrer da história, converte-se em ponto de encontro de culturas e etnias. Os principais grupos são os pashtuns (etnia do presidente Hamid Karzai), tadjiques, uzbeques e hazarás. O restante da população é formado por tribos nômades que vivem na região há séculos, atraídas pelo comércio ao longo da Rota da Seda, que ligava a China ao Ocidente. Estima-se que haja no Afeganistão 1,2 mil facções étnico-tribais armadas. Comandados por "senhores da guerra" – chefes militares regionais –, esses grupos têm se digladiado na luta pelo poder, quase sempre nas mãos da maioria pashtun. Durante o regime dos taliban (de etnia pashtun), tadjiques, uzbeques e hazarás, que nem sempre conviveram harmoniosamente, unem-se na coalizão Aliança do Norte. A nova Constituição estabelece o pashtun e o dari (persa) como línguas do Estado, mas apóia ainda o uso do uzbeki, do turcomeno, do baluchi, do pashaei, do nuristano e "de outras línguas faladas no país".

Cultura do Afeganistão
A Cultura do Afeganistão é milenar. É bastante influenciada pelo Islã, porém recebeu, ao longo dos séculos, influências do budismo e do zoroastrismo.

Há objetos da Arte Gandara do século I ao século VII, com marcante influência greco-romana. Desde o início do século XX a arte afegã começou a utilizar-se de técnicas ocidentais. A arte era uma tarefa essencialmente masculina, porém recentemente mulheres começaram a se destacar.

Os monumentos históricos do país foram muito danificados por anos de guerra, e um exemplo disso foram as duas gigantescas estátuas de Buda existentes na província de Bamiyan, que foram destruídas pelos Talibã por serem consideradas idólatras.

Outros famosos sítios (lugares) históricos incluem as cidades de Herat, Gázni e Balkh. O minarete de Jam, no vale de Hari Rud, é um Património Mundial da Humanidade, segundo a UNESCO.

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Alagoas | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado de Alagoas

Alagoas | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado de Alagoas

Alagoas | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado de Alagoas

Geografia – Área: 27.767,7 km². Relevo: planície litorânea, planalto a norte e depressão no centro. Ponto mais elevado: serra Santa Cruz (844 m). Rios principais: Ipanema, Moxotó, Mundaú, Paraíba, São Francisco. Vegetação: floresta tropical, mangues litorâneos e caatinga. Clima: tropical. Municípios mais populosos: Maceió (1.010.000), Arapiraca (121.520), Palmeira dos Índios (73.211), Rio Largo (69.915), Penedo (62.429), União dos Palmares (61.233), Coruripe (46.313), Santana do Ipanema (45.254), Delmiro Gouveia (44.909), São Miguel dos Campos (44.265). Hora local: a mesma. Habitante: alagoano.

População – 3.320.000 (2019).

Capital – Maceió. Habitante: maceioense. População:1.010.000 (2019).

Localizado na Região Nordeste, Alagoas (AL) tem um litoral recortado, rico em belezas naturais, com muitas áreas de mangue e lagoas. O traçado da rodovia BR-101 acompanha toda a costa, desde a foz do rio São Francisco, que desenha a divisa sul com Sergipe, até o norte, em direção ao estado de Pernambuco. O clima na maior parte do território alagoano é o tropical, com temperaturas entre 18 ºC e 26 ºC e maior concentração de chuvas no inverno. No interior do estado, há regiões com clima semi-árido, onde as poucas chuvas são distribuídas irregularmente.

Turismo – A atividade econômica que mais cresce em Alagoas é o turismo, apoiado na existência de belas praias, variedade de paisagens e diversidade cultural e gastronômica. Dos 101 municípios do estado, 40 têm potencial turístico e 32 se tornaram prioridade de investimentos do Programa de Ação para o Desenvolvimento Integrado do Turismo (Prodetur), uma iniciativa do governo federal, que criou os projetos Costa Dourada, para o litoral norte, e Paraíso das Águas, para o litoral sul. O Costa Dourada prevê o investimento de 32 milhões de reais em ações de gestão, informatização e treinamento. O Paraíso das Águas engloba a área das lagoas na região metropolitana de Maceió, municípios importantes, como Marechal Deodoro e Arapiraca, até o rio São Francisco, na divisa com o estado de Sergipe. A cidade de Marechal Deodoro, antiga capital alagoana, atrai pelo rico acervo arquitetônico do período colonial. Em seu litoral está localizada a praia do Francês, a mais conhecida do estado. Com águas azuis, a praia é parcialmente protegida por uma orla de recifes que deixam o mar calmo. Na área não protegida, as fortes ondas permitem a prática de surfe.

Bandeira de AlagoasEconomia – Alagoas contribui com apenas 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de serviços corresponde a 59,1% da economia alagoana, boa parte apoiada nas atrações do turismo. A indústria responde por 32,6%. Apesar de ser um estado conhecido pelas plantações de cana destinadas à agroindústria do açúcar e do álcool, a agropecuária responde por apenas 8,2% da atividade econômica. Pobre e de baixa mecanização, a indústria do açúcar e do álcool depende das grandes plantações de cana-de-açúcar, que se estendem do litoral à Zona da Mata. Maior produtor de cana do Nordeste, com cerca de 25 milhões de toneladas, Alagoas só fica atrás de São Paulo e Paraná no ranking nacional. Açúcar e etileno respondem pela maior parte dos produtos exportados. Além da cana-de-açúcar, sobressai a produção de fumo, coco, algodão, arroz, feijão, milho, mandioca, mangaba, laranja, abacaxi, banana e leite.

O estado produz petróleo e gás natural. Destacam-se também o Polo cloroquímico e os setores industriais de alimentos, tecidos e vestuário. Trigo e fertilizantes são os principais produtos importados. Mas o estado ainda é pobre, com renda per capita de 3.012 reais, menos da metade da média do país.

Índices sociais – Alagoas detém a maior taxa de mortalidade infantil do Brasil. A cada mil crianças nascidas vivas, 57,7 morrem antes de completar 1 ano, mais que o dobro da média do país, que é de 27,5 mortes por mil nascidos vivos. Um em cada cinco alagoanos com mais de 10 anos vive com até um salário mínimo. O saneamento básico é outro grave problema: menos de 30% dos domicílios do estado têm rede de esgoto. Em 1991, sete dos dez municípios brasileiros mais pobres, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), eram alagoanos. Em 2015, o IDH de Alagoas havia melhorado, mas continuava sendo o segundo menor do país. Nesse ano, o estado também apresentava a pior distribuição de renda. Com 14,2%, a taxa de analfabetismo é a mais alta do país.


Maceió

Capital – O destino preferido dos turistas é a capital, Maceió, uma das cidades mais visitadas da Região Nordeste. A rica culinária, à base de frutos do mar, é um dos principais atrativos. O prato típico do litoral é o sururu, uma espécie de marisco. A maior atração, no entanto, são as praias da região. Entre elas destaca-se a de Pajuçara, onde, durante a maré baixa, se forma uma piscina natural a 2 quilômetros da costa. O passeio até lá pode ser feito de jangada. O bairro do Pontal da Barra oferece os mais variados tipos de renda, um dos mais conhecidos produtos de artesanato da capital.

Maceió, Capital de Alagoas

História de Alagoas

A região do atual estado de Alagoas desenvolve e consolida sua economia no período colonial com a produção de açúcar e a criação de gado, atividades em que predominava o trabalho escravo de negros e mestiços. No século XVI, piratas estrangeiros aportam no litoral e pilham o pau-brasil. No século seguinte, a região é submetida ao domínio holandês. Para manter o controle do território, os colonizadores portugueses entram em choque com os nativos e dizimam tribos indígenas hostis, como os caetés. Alagoas e Pernambuco sediam, no decorrer do século XVII, o mais importante centro de resistência dos negros à escravidão, o Quilombo dos Palmares, comunidade fundada por volta de 1590 que logo se transformaria num polo de atração para os escravos das plantações canavieiras. O quilombo é destruído em 1694, por Domingos Jorge Velho. Zumbi, o mais conhecido líder de Palmares, escapa do ataque e continua a luta. Em 1695 é traído e morre numa emboscada. Durante quase todo o período colonial, a região de Alagoas integra a capitania de Pernambuco. Torna-se comarca em 1711 e se separa em 1817, para se transformar em capitania autônoma. A separação é uma represália do governo central à Revolta Pernambucana. Com a independência do Brasil, em 1822, torna-se província. Em 1839, Maceió passa a ser a capital, em substituição à cidade de Alagoas. A antiga capital passa posteriormente a chamar-se Marechal Deodoro, homenagem a seu filho mais ilustre, que proclamou a República em 1889 e foi o primeiro presidente do país. No período republicano, Alagoas mantém as características econômicas e sociais de seu passado colonial: economia agrícola da Zona da Mata e do Agreste e pequena industrialização. A sociedade permanece dependente do poder e do clientelismo dos coronéis, latifundiários e chefes das oligarquias locais. Só a partir dos anos 1960 a economia alagoana começa a se diversificar, em virtude dos programas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para a exploração do sal-gema e da aplicação de recursos da Petrobras para a produção de petróleo. O estado tem se beneficiado dos investimentos em turismo, concentrados principalmente na capital.

Após o escândalo que levou Renan Calheiros a renunciar à presidência do Senado Federal do Brasil, em 2007, seu filho, Renan Filho (PMDB), foi eleito prefeito de Murici, em outubro de 2008. O prefeito Cícero Almeida (PP), foi reeleito com 81,49% dos votos.

Em setembro de 2008, o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Antônio Albuquerque (PT do B), foi destituído do cargo. Ele foi o principal suspeito do desvio de R$ 280 milhões do poder legislativo, investrigado na Operação Taturana. Catorze deputados foram indiciados. O deputado Fernando Toledo (PSDB) assumiu a presidência da Casa. Em julho de 2009, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, determinou que oito dos 14 deputados retornassem à Assembleia, entre eles Antonio Albuquerque.

Em outubro de 2006, Teotônio Vilela (PSDB) foi eleito governador do estado, sendo reeleito, em outubro de 2010, com 52,74% dos votos, em segundo turno, contra o seu adversário, o candidato Ronaldo Lessa (PDT), que ficou com 47,26%.

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Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes
Peixe, qualquer uma das mais de 30.000 espécies de animais vertebrados (filo Chordata) encontrados nas águas doces e salgadas do mundo. As espécies vivas vão desde as lampreias e gaivotas primitivas e sem mandíbula, passando pelos tubarões, patins e raias cartilaginosos até os abundantes e diversos peixes ósseos. A maioria das espécies de peixes é de sangue frio; no entanto, uma espécie, a opah (Lampris guttatus), é de sangue quente.

O termo peixe é aplicado a uma variedade de vertebrados de várias linhas evolutivas. Descreve uma forma de vida e não um grupo taxonômico. Como membros do filo Chordata, os peixes compartilham certas características com outros vertebrados. Essas características são fendas branquiais em algum momento do ciclo de vida, uma notocorda ou haste de apoio esquelética, um cordão nervoso dorsal oco e uma cauda. Os peixes vivos representam cinco classes, que são tão distintas uma da outra quanto as quatro classes de animais que respiram ar - anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos. Por exemplo, os peixes sem mandíbula (Agnatha) têm brânquias em bolsas e não possuem cintas dos membros. Os agnathans existentes são as lampreias e os hagfishes. Como o nome indica, os esqueletos de peixes da classe Chondrichthyes (de chondr, “cartilagem” e ichthyes, “peixe”) são feitos inteiramente de cartilagem. Peixes modernos dessa classe não têm bexiga natatória, e suas escamas e dentes são feitos do mesmo material placoide. Tubarões, patins e raios são exemplos de peixes cartilaginosos. Os peixes ósseos são de longe a maior classe. Os exemplos vão desde o minúsculo cavalo-marinho até o marlim-azul de 450 kg (1.000 libras), das solas achatadas e solhas aos puffers quadrados e aos peixes-lua marinhos. Ao contrário das escamas dos peixes cartilaginosos, os peixes ósseos, quando presentes, crescem ao longo da vida e são constituídos por finas placas sobrepostas de osso. Os peixes ósseos também têm um opérculo que cobre as fendas branquiais.


Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Os peixes existem há mais de 450 milhões de anos, durante os quais evoluíram repetidamente para se adaptarem a quase todos os tipos de habitats aquáticos. Em certo sentido, os vertebrados terrestres são simplesmente peixes altamente modificados: quando os peixes colonizaram o habitat da terra, eles se tornaram vertebrados terrestres tetrápodes (quadrúpedes). A concepção popular de um peixe como um animal aquático escorregadio e aerodinâmico que possui barbatanas e respirações por brânquias se aplica a muitos peixes, mas muito mais peixes se desviam dessa concepção do que se conformam a ela. Por exemplo, o corpo é alongado em muitas formas e grandemente encurtado em outras; o corpo é achatado em alguns (principalmente em peixes de fundo) e comprimido lateralmente em muitos outros; as barbatanas podem ser elaboradamente estendidas, formando formas complexas, ou podem ser reduzidas ou mesmo perdidas; e as posições da boca, olhos, narinas e aberturas de guelras variam muito. Respiradores de ar apareceram em várias linhas evolutivas.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

O estudo dos peixes é a ciência da ictiologia, é de grande importância. Os peixes são de interesse para os seres humanos por muitas razões, sendo a mais importante a sua relação com a dependência do ambiente. Uma razão mais óbvia para o interesse em peixes é seu papel como uma parte moderada, mas importante, do suprimento mundial de alimentos. Esse recurso, outrora considerado ilimitado, agora é percebido como finito e em delicado equilíbrio com os fatores biológicos, químicos e físicos do ambiente aquático. A sobrepesca, a poluição e a alteração do meio ambiente são os principais inimigos do manejo adequado da pesca, tanto em águas doces quanto no oceano. (Para uma discussão detalhada da tecnologia e economia da pesca, veja a pesca comercial.) Outra razão prática para o estudo de peixes é seu uso no controle de doenças. Como predadores de larvas de mosquitos, eles ajudam a combater a malária e outras doenças transmitidas por mosquitos.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Os peixes são valiosos animais para estudo de laboratório em muitos aspectos da pesquisa médica e biológica. Por exemplo, a prontidão de muitos peixes para se adaptarem ao cativeiro permitiu que os biólogos estudassem o comportamento, a fisiologia e até mesmo a ecologia sob condições relativamente naturais. Os peixes têm sido especialmente importantes no estudo do comportamento animal, onde a pesquisa sobre peixes forneceu uma ampla base para a compreensão do comportamento mais flexível dos vertebrados superiores. O peixe-zebra é usado como modelo em estudos de expressão gênica.

Há razões estéticas e recreativas para um interesse em peixes. Milhões de pessoas mantêm peixes vivos em aquários domésticos pelo simples prazer de observar a beleza e o comportamento de animais que de outra forma não lhes eram familiares. Os peixes de aquário são um desafio pessoal para muitos aquaristas, permitindo que eles testem sua capacidade de manter uma pequena parte do ambiente natural em suas casas. A pesca esportiva é outra maneira de desfrutar do ambiente natural, também aproveitado por milhões de pessoas todos os anos. O interesse em peixes de aquário e pesca esportiva apoia indústrias multimilionárias em todo o mundo.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Muitos peixes são coloridos e formados de forma enigmática, combinando com seus respectivos ambientes; outros estão entre os mais brilhantemente coloridos de todos os organismos, com uma ampla gama de matizes, geralmente de intensidade impressionante, em um único indivíduo. O brilho dos pigmentos pode ser melhorado pela estrutura da superfície do peixe, de modo que quase parece brilhar. Um número de peixes não aparentados possui órgãos produtores de luz. Muitos peixes são capazes de alterar sua coloração - alguns para camuflagem, outros para o aprimoramento de sinais comportamentais.

Os peixes variam em comprimento adulto de menos de 10 mm (0,4 polegadas) a mais de 20 metros (60 pés) e em peso de cerca de 1,5 gramas (menos de 0,06 onças) a muitos milhares de quilos. Alguns vivem em fontes termais rasas a temperaturas ligeiramente superiores a 42 ° C (100 ° F), outros em mares árticos frios alguns graus abaixo de 0 ° C (32 ° F) ou em águas profundas frias mais de 4.000 metros (13.100 pés) abaixo a superfície do oceano. As adaptações estruturais e, principalmente, fisiológicas para a vida nesses extremos são relativamente pouco conhecidas e proporcionam aos cientistas curiosos com grande incentivo ao estudo.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Distribuição e abundância
Quase todos os corpos naturais de água têm vida de peixes, com exceção de lagos térmicos muito quentes e lagos extremamente salgados e alcalinos, como o Mar Morto na Ásia e o Grande Lago Salgado na América do Norte. A distribuição atual de peixes é um resultado da história geológica e do desenvolvimento da Terra, bem como a capacidade dos peixes de sofrer mudanças evolutivas e de se adaptarem aos habitats disponíveis. Os peixes podem ser vistos como distribuídos de acordo com o habitat e de acordo com a área geográfica. As principais diferenças de habitat são marinhas e de água doce. Na maior parte, os peixes em um habitat marinho diferem daqueles em um habitat de água doce, mesmo em áreas adjacentes, mas alguns, como o salmão, migram de um para o outro. Os habitats de água doce podem ser vistos de vários tipos. Peixes encontrados em torrentes de montanhas, lagos do Ártico, lagos tropicais, córregos temperados e rios tropicais serão todos diferentes, tanto na estrutura bruta óbvia quanto nos atributos fisiológicos. Mesmo em habitats próximos, onde, por exemplo, uma torrente de montanha tropical entra em um riacho de várzea, a fauna de peixes será diferente. Os habitats marinhos podem ser divididos em profundos oceanos (bentônico), médio-oceânico (batipelágico), superficial oceânico (pelágico), costa rochosa, costa arenosa, encostas lamacentas, baías, estuários e outros. Além disso, por exemplo, as costas costeiras rochosas em regiões tropicais e temperadas terão diferentes faunas de peixes, mesmo quando tais habitats ocorrem ao longo da mesma costa.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Todos os aspectos da vida de um peixe estão intimamente correlacionados com a adaptação ao ambiente total, físico, químico e biológico. Em estudos, todos os aspectos interdependentes do peixe, como comportamento, locomoção, reprodução e características físicas e fisiológicas, devem ser levados em consideração.

Correlacionado com a sua adaptação a uma variedade extremamente ampla de habitats está a variedade extremamente grande de ciclos de vida que os peixes exibem. A grande maioria eclode de ovos relativamente pequenos, alguns dias a várias semanas ou mais, depois que os ovos são espalhados na água. Jovens recém-nascidos ainda são parcialmente subdesenvolvidos e são chamados de larvas até que estruturas do corpo como barbatanas, esqueleto e alguns órgãos estejam completamente formados. A vida das larvas é muitas vezes muito curta, geralmente menos de algumas semanas, mas pode ser muito longa, algumas lampreias continuam como larvas por pelo menos cinco anos. Os peixes jovens e larvais, antes de atingirem a maturidade sexual, devem crescer consideravelmente, e seu pequeno tamanho e outros fatores frequentemente ditam que eles vivem em um habitat diferente daquele dos adultos. Por exemplo, a maioria dos peixes marinhos tropicais tem larvas pelágicas. O alimento larval também é diferente, e os peixes larvais geralmente vivem em águas rasas, onde podem estar menos expostos a predadores.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Depois que um peixe atinge o tamanho adulto, a duração de sua vida está sujeita a muitos fatores, como taxas inatas de envelhecimento, pressão de predação e a natureza do clima local. A longevidade de uma espécie no ambiente protegido de um aquário pode não ter nada a ver com o tempo que os membros dessa espécie vivem na natureza. Muitos pequenos peixes vivem apenas um a três anos no máximo. Em algumas espécies, no entanto, os indivíduos podem viver até 10, 20 ou até 100 anos.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes
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Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes
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Cingapura ou Singapura | Mapas Geográficos de Singapura

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Cingapura ou Singapura é uma nação "Cidade Estado' insular localizada no extremo sul da Península Malaia. Fica a 137 quilômetros ao norte do Equador, ao sul do estado de Johor, na Malásia, e ao norte das Ilhas Riau, na Indonésia. Com 704,0 km² (272 sq mi), é uma das poucas cidades-estados remanescentes no mundo e o menor país do sudeste asiático.

Cingapura consiste de 63 ilhas, incluindo a parte continental de Cingapura. Existem duas conexões feitas pelo homem para Johor, Malásia - Johor-Singapore Causeway, no norte, e Tuas Second Link, no oeste. A Ilha Jurong, Pulau Tekong, Pulau Ubin e Sentosa são as maiores ilhas menores de Cingapura. O ponto natural mais alto de Cingapura é o Bukit Timah Hill, a 166 m (545 pés).

Cingapura tem projetos de recuperação de terras em curso com a terra obtida de suas próprias colinas, do leito do mar e dos países vizinhos. Como resultado, a área de Cingapura cresceu de 581,5 km² (224,5 sq mi) na década de 1960 para 704 km² (271,8 sq mi) hoje, e pode crescer em mais 100 km² (38,6 sq mi) até 2030. [29] Os projetos algumas vezes envolvem algumas das ilhas menores sendo fundidas por meio da recuperação de terras, a fim de formar ilhas maiores e mais funcionais, como no caso da Ilha Jurong.

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Catar ou Qatar | Mapas Geográficos do Catar

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O Catar ou Qatar, oficialmente o Estado do Catar, é um emirado árabe no sudoeste da Ásia, ocupando a pequena península do Catar, na costa nordeste da maior Península Arábica. É limitado pela Arábia Saudita ao sul; caso contrário, o Golfo Pérsico rodeia o estado.

A península do Catar se projeta para 160 milhas (160 km) no Golfo Pérsico da Arábia Saudita e é ligeiramente menor que Connecticut. Grande parte do país consiste de uma planície baixa e estéril, coberta de areia. A sudeste está o espetacular Khor al Adaid ("Mar Interior"), uma área de dunas de areia em volta de uma enseada do Golfo. Há invernos amenos e verões muito quentes e úmidos.

O ponto mais alto no Qatar ocorre no Jebel Dukhan a oeste, uma gama de afloramentos de calcário baixo correndo de norte a sul de Zikrit através de Umm Bab até a fronteira sul, atingindo cerca de 16 pés (90 m) de ASL. Essa área também contém os principais depósitos de petróleo em terra do Qatar, enquanto os campos de gás natural ficam no mar, a noroeste da península.


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Ásia | Mapas Geográficos da Ásia

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A Ásia é o maior dos continentes do Planeta, tanto em área como em população. Abrange um terço das partes sólidas da superfície da Terra e é responsável por abrigar quase três quintos da população mundial. A Ásia faz fronteira no lado ocidental com a África e com a Europa, e no lado oriental com o oceano Pacífico, a Oceania e, em menor proporção, com a América do Norte, pelo Estreito de Bering. O ponto extremo setentrional do continente está localizado no oceano Glacial Ártico. Mas na parte meridional, a Ásia chega ao seu final na região mais quente dos trópicos, nas imediações da linha do equador.

Na Ásia são encontradas algumas das mais importantes planícies e platôs; as selvas e florestas mais densas. A altitude máxima e a mínima está localizada na Ásia. O monte Everest, , está localizada a 8 848 m acima do nível do mar; ao longo da linha fronteiriça da República Democrática Federal do Nepal com a região autônoma chinesa do Tibete. O litoral do mar Morto, a planície de menor altitude do mundo, estão localizadas a 396 m abaixo do nível do mar, na região fronteiriça do Estado de Israel com o Reino Hashemita da Jordânia. A Federação Russa, cuja parte europeia corresponde a um quarto de seu território, mas o restante é igual a três quartos na parte asiática, é duas vezes maior que os Estados Unidos e o Canadá juntos. Mas três nações asiáticas Reino do Bahrein, República de Cingapura e República das Maldivas juntas corresponderiam à extensão territorial da ilha de Marajó. A população da República Popular da China ou da República da Índia é maior do que as populações dos continentes norte-americano e sul-americano somadas. Porém, aproximadamente dois terços dos países da Ásia tem uma população pequena em relação à da Região Metropolitana de São Paulo.

As nações asiáticas têm vários sistemas de governo. Os comunistas são responsáveis pelo governo da China e de alguns outros países. Os monarcas governam os reinos da Arábia Saudita e a Tailândia, por exemplo. Os xeques são os controladores do Reino do Barein, do Estado do Catar e dos Emirados Árabes Unidos. Dos países da Ásia que são seguidores dos princípios da democracia, podemos citar Israel e Japão. Líderes das forças armadas passaram a exercer o controle de muitas nações da Ásia em períodos de conturbação. Os sultões de nove estados malaios ocupam a função no cargo de chefe supremo da nação.

A população asiática é muito diversificada quanto tudo o que se refere ao continente. O povo é enormemente diferente em árvores genealógicas, práticas ou comportamentos habituais, idiomas, crenças de religião o modus vivendi.

A civilização asiática teve início há mais de 4 000 anos, muito antes de começar no mundo ocidental, em termos de atividades econômicas, manifestações culturais e desenvolvimento da ciência. O povo da Ásia fundou as cidades mais antigas, estabeleceu os sistemas de leis mais antigos e criou a figura dos agricultores e comerciantes mais antigos. Os cidadãos da Ásia foram os inventores da escrita e criaram as primeiras literaturas. Os fundadores de todas as religiões mais relevantes do mundo foram asiáticos: Buda, Confúcio, Jesus Cristo e Maomé. Os asiáticos também foram os inventores do papel, da pólvora, da bússola e do tipo móvel.

A economia asiática declinou-se, enquanto o mundo ocidental teve rápido progresso. As nações do Oeste da Europa foram os conquistadores da parte predominante da Ásia dos século XVI até o século XIX.

A economia defasada entre o continente asiático e o mundo ocidental teve aumento ainda mais na época da colonização vinda da Europa. Os cidadãos da Europa e dos Estados Unidos foram responsáveis pelo desenvolvimento do sistema industrial e tiveram o início da utilização de máquinas e de outros recursos na atividade agrícola. Isto tornou possível a criação de novos empregos, o aumento produtivo, e a melhoria do nível de vida. Mas a maior parte dos países da Ásia não se desenvolveram industrialmente. Continuaram sendo países de economia baseada na agricultura, e seus agricultores empregavam na utilização de ferramentas, manuais e métodos nada modernos.

Ao mesmo tempo, a explosão populacional que ainda está a ocorrer aumentou de modo incrível a população asiática como do mundo ocidental. Mais e mais produtos alimentícios, ocupações empregatícias, instituições de ensino, além de outras coisas básicas, tornavam-se necessidade de acordo com o aumento populacional. O mundo ocidental, por causa do desenvolvimento de sua economia, teve mais recursos do que o continente asiático para enfrentar os problemas que foram as consequências da explosão demográfica.

Quase toda a Ásia colonial teve sua independência conquistada em meados do . A partir de então, muitos cidadãos da Ásia têm trabalhado para ter o padrão de vida elevado, incentivando as atividades industrial, a agrícola, e diminuindo o crescimento da população. As disputas políticas já dificultaram essa tarefa. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a continente asiático foi convertido no centro das lutas entre países que adotam o comunismo como sistema de governo e países que utilizam o capitalismo como sistema econômico. Na maioria dos países da Ásia, a luta começou, quando os comunistas tiveram o desejo de ocupar o poder executivo do novo país independente. Fora disso, outras disputas que não se relacionam com os políticos do comunismo foram provocadores de brigas entre diversos grupos no continente asiático. Sendo assim, a Ásia, quase de modo ininterrupto, enfrenta conflitos militares e civis e ameaças bélicas enquanto tenta a solução de todos os problemas.


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