Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e Religião

Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e Religião

Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e ReligiãoA palavra Mesopotâmia é de origem grega e significa "entre rios". Esta é justamente uma das principais características da região, localizada no Oriente Médio, entre os vales dos rios Tigre e Eufrates.

Por volta do VI milênio a.C. surgiram as primeiras cidades mesopotâmica: Lagash, Uma, Kish, Ur, Uruk e Gatium. Vale ressaltar que as mesmas não tinham uma unidade política; cada cidade-estado era dotada de autonomia política e econômica. Cada uma pertencia a um deus, representado pela figura divina do rei.

A principal atividade econômica da Mesopotâmia era a agricultura: trigo, cevada, linho, gergelim, entre outros gêneros. Os mesopotâmicos também sempre mantiveram contato com os povos vizinhos, desenvolvendo um comércio à base de trocas, uma vez que a moeda ainda não era utilizada. Estes povos eram politeístas, ou seja, acreditavam em muitos deuses: seres mais fortes, poderosos, superiores e imortais.

De fato, vários povos habitaram a região da Mesopotâmia. Os sumérios ficaram conhecidos por terem desenvolvido a escrita cuneiforme e criado grandes sistemas de irrigação e drenagem. Os babilônios criaram o primeiro código de leis da história, o Código de Hamurábi. Além disso, foram responsáveis pela construção dos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Já os assírios eram povos extremamente militares e cruéis com os povos dominados, fato que os levaram a conquistar diversos territórios.
Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e ReligiãoCultura e Religião
Mesopotâmia é uma palavra de origem grega que significa “entre rios”. Na Antiguidade, deu-se o nome de Mesopotâmia à região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates, que nascem nas montanhas da Turquia e desembocam no Golfo Pérsico. De maneira geral, a antiga Mesopotâmia corresponde ao atual Iraque.

A Mesopotâmia apresentava duas regiões bastantes diferenciadas: uma montanhosa e árida localizada no norte, e outra localizada no sul, onde as cheias periódicas dos rios Tigre e Eufrates fertilizavam os vales, possibilitando o desenvolvimento da agricultura.

Na Mesopotâmia estabeleceram-se vários povos que deram origem a grandes civilizações: sumérios, amoritas, assírios e caldeus.

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Sumérios

Os criadores da primeira grande Civilização Mesopotâmica foram os sumérios.

Provavelmente originaram a Ásia central, os sumérios, por volta do ano 3500 a.C., fixaram-se ao sul da Mesopotâmia, na região em que os rios Tigres e Eufrates desembocam no Golfo Pérsico. Aí estabelecidos, desenvolveram técnicas hidráulicas para armazenar a água que seria usada nos períodos de seca e para controlar as cheias dos dois grandes rios, evitando a destruição das plantações.

Os sumérios desenvolveram um sistema de leis baseados nos costumes, foram habilíssimos nas práticas comerciais e criaram o sistema de escrita cuneiforme, assim chamado porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha.

Os sumérios organizavam-se politicamente em cidades-Estados como Ur, Nipur e Lagash. Cidade-Estado é a comunidade urbana soberana, ou seja, uma unidade política com características de Estado soberano.

Cada uma dessas cidades era independente e governada por um patesi, que exercia as funções de primeiro-sacerdote do deus local, governador, chefe militar e supervisor das obras hidráulicas.

Depois de longo tempo de autonomia, as cidades sumerianas se enfraqueceram, devido às lutas pela hegemonia política. O enfraquecimento possibilitou as invasões de vários povos semitas.

Amoritas: O Primeiro Império BabilônicoAmoritas: O Primeiro Império Babilônico

Entre os invasores estavam os amoritas, que se estabeleceram na cidade de Babilônia, Na Média Mesopotâmia.

Hamurábi, o mais importante rei da Babilônia, tornou-se famoso por ter elaborado o primeiro código de leis escritas de que se tem notícia. As punições previstas pelos Código de Hamurábi variavam de acordo com condição social da vítima e do infrator. Dele se extraiu a Lei de Talião: “Olho por olho, dente por dente...”

Sob o comando de Hamurábi os babilônios conquistaram toda a Mesopotâmia e criaram um Estado unificado. Nascia então o primeiro Império Babilônico. Cada cidade passava a ser governada por homens escolhidos pelo imperador.

AssíriosAssírios

Depois da morte de Hamurábi, o esplendor da Babilônia não durou muito. Anos mais tarde toda a Mesopotâmia foi conquistada pelos assírios, povo que vivia nas regiões áridas e inférteis do norte mesopotâmico, em cidades como Nínive e Assur.

A crueldade era uma das principais características dos guerreiros assírios. Para eles a guerra era essencial, pois viviam do saque, da escravidão e dos impostos e tributos pagos pelos povos que submetiam.

O império assírio foi destruído em 612 a.C. pelos caldeus.

Caldeus: O Novo Império BabilônicoCaldeus: O Novo Império Babilônico

Com os caldeus, A Babilônia recuperou seu resplendor. No reinado de Nabucodonosor, o Novo Império Babilônico atingiu seu apogeu. Suas terras se estendiam por quase todo o Oriente Médio, limitando-se com o Egito.

A Babilônia enriqueceu-se e embelezou-se com grandes obras publicas, como os até hoje famosos jardins suspensos construídos por Nabucodonosor, tornando-se a mais notável cidade do Oriente .

Em 539 a.C. a Babilônia foi conquistado pelos exércitos dos persas. A vitória foi facilitada pelo apoio dos sacerdotes e comerciantes babilônicos, que se aliaram aos invasores em troca da manutenção de seus privilégios.

Sociedade e Economia na Mesopotâmia

Sociedade e Economia na Mesopotâmia

Independentemente dos povos que ocuparam a Mesopotâmia, podemos generalizar e dividir a sociedade, nos diferentes, em: classes privilegiadas (sacerdotes, nobres, militares e comerciantes) e não-privilegiadas (artesãos, camponeses e escravos).

No topo dessa organização social estava o rei, considerado como representante de um determinado deus na Terra.

As classes privilegiadas os altos cargos públicos e monopolizavam o poder, a riqueza e o saber. Viviam ricamente da exploração do trabalho das massas não-privilegiadas.

Na Mesopotâmia as terras cultiváveis pertenciam aos deuses; por isso a maior parte delas era propriedade dos templos e dos governantes.

Essas terras eram entregue aos camponeses para o cultivo de cevada, trigo, legumes, árvores frutíferas como a macieira, o pessegueiro, a ameixeira, a pereira e, principalmente, a tamareira. Pelo direito de cultivar o solo os camponeses eram obrigados a entregar aos sacerdotes parte do que produziam.

Como grandes proprietários e grandes exploradores do trabalho dos camponeses, artesãos e escravos, os sacerdotes acumulavam grandes fortunas.

Além de serem explorados em sua mão-de-obra pela elite latifundiária, os camponeses e os escravos eram obrigados a trabalhar coletivamente na construção de obras hidráulicas e de obras públicas.

Religião da MesopotâmiaReligião da Mesopotâmia

A religião da Mesopotâmia era politeísta e antropomórfica. Cada cidade tinha seu deus, cultuando como todo poderoso e imortal. Os principais deuses eram: Anu, deus do céu; Shamash, deus do Sol e da justiça; Ishtar, deusa do amor; e Marduk, criador do céu, da Terra, dos rios e dos homens.

Além de politeístas, os mesopotâmicos acreditavam e gênios, demônios, adivinhações e magias. Procuravam viver intensamente, pois achavam que os mortos permaneciam num mundo subterrâneo e sem esperanças de uma nova vida. Para eles a vida cotidiana e o futuro das pessoas podiam ser determinados pela posição dos astros no céu. Os sacerdotes se aproveitaram das crendices para divulgar a astrologia, elaborar os horóscopos e monopolizar as previsões diárias através da leitura dos astros.

Artes, Escrita e Ciências da MesopotâmiaArtes, Escrita e Ciências da Mesopotâmia

A principal arte da antiga Mesopotâmia foi, sem dúvida, a arquitetura, principalmente voltada para a construção de templos e palácios.

Os templos, chamados zigurates, possuíam na parte superior uma torre piramidal de base retangular, composta de vários pisos superiores. Provavelmente só os sacerdotes tinham acesso à torre, que tanto podia ser um santuário como um local de observação de astros.

A pintura e a escultura eram artes decorativas. Retratavam principalmente temas religiosos e guerreiros e embelezavam o interior dos templos e palácios, com destaque para baixos-relevos para assírios.

Os Povos mesopotâmicos utilizavam a escrita cuneiforme criada pelos sumérios. Essa escrita, como as demais, é uma extraordinária fonte histórica, pois, através da leitura das plaquetas que chegaram até nós, podemos conhecer parte das leis, da literatura, das criações científicas, das práticas comerciais e religiosas e do comportamento social dos povos que viveram entre os rios Tigre e Eufrates.

Os babilônicos acreditavam na existência de uma relação entre os astros e o destino dos homens, e, por isso mesmo, a astronomia era sua ciência predileta. Eles foram os primeiros a fazer a distinção entre planetas e estrelas, a observar várias fases da Lua, os eclipses e etc. Criaram os signos do zodíaco, dividiram o ano em 12 meses, a semana em 7 dias e o dia em 12 horas duplas. Foram também os principais responsáveis pelo desenvolvimento da matemática.

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Amazonas | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado do Amazonas

Amazonas | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado do Amazonas

AMAZONAS, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO ESTADO DO AMAZONAS

Geografia – Área: 1.570.745,7 km². Relevo: depressão na maior parte e faixa de planície perto do Rio Amazonas e planaltos a leste. Ponto mais elevado: pico da Neblina, na serra Imeri (2993,8 m). Rios principais: Amazonas, Icá, Japurá, Javari, Juruá, Madeira, Negro, Nhamundá, Purus, Solimões. Vegetação: floresta Amazônica. Clima: equatorial. Municípios mais populosos: Manaus (1.980.500), Parintins (125.000), Manacapuru (88.510), Coari (84.550), Itacoatiara (81.400), Tefé (73.700), Maués (46.500), Tabatinga (44.900), Iranduba (40.660), Manicoré (41.100) (2016). Hora local: -1h a leste da linha Tabatinga-Porto Acre e -2h a oeste. Habitante: amazonense.

População – 3.610.000.

Capital – Manaus. Habitante: manauara ou manauense. População: 1.980.500.

O Amazonas (AM) é o maior estado brasileiro em área e detém a maior biodiversidade do mundo. A bacia do Rio Amazonas concentra um quinto de toda a água doce do planeta. No estado estão os pontos mais elevados do Brasil: o pico da Neblina, com 3.014 metros de altitude, e o 31 de Março, com 2.994 metros, ambos na fronteira com a Venezuela. O território amazonense abriga ainda o maior número de índios do país: 101,8 mil, quase um quarto do total. Raízes indígenas e nordestinas estão presentes na culinária e na cultura da região, que tem no peixe a base de seus principais pratos, como a moqueca com postas de tucunaré ou de surubim. A maior festa do estado, o festival folclórico de Parintins, no mês de junho, atrai turistas de todo o Brasil.

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Economia do Amazonas

O Amazonas é o único estado da Região Norte em que a indústria é o principal setor da economia. O Polo Industrial de Manaus, que responde por 66,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, fabrica eletroeletrônicos, bens de informática, motos, bicicletas, químicos e concentrados de refrigerante. Entre 1994 e 2011, a economia amazonense tem o maior crescimento acumulado do país: 186%. De janeiro a setembro de 2004, a indústria do estado, com a de São Paulo, é a que apresenta o melhor desempenho no país, impulsionada principalmente pela produção de material eletrônico, equipamentos de comunicações, plástico e borracha.

O ecoturismo é o segmento econômico que mais se expande no Amazonas. Com isso, cresce também o número de hotéis de selva no estado, a maioria nos arredores de Manaus, Manacapuru e Itacoatiara. O estado é o maior produtor de borracha do Brasil. Destaca-se também a exploração da madeira, mas o corte predatório ainda é um problema. Desde os anos 1970, pelo menos 600 mil quilômetros quadrados de mata foram derrubados, uma área superior à da França. Experiências de uso racional da floresta vêm sendo feitas na região de Tefé, em Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), que preservam a fauna e a flora sem expulsar os ribeirinhos. As reservas de Mamirauá e Amanã e o Parque Nacional do Jaú somam 57,4 mil quilômetros quadrados – quase duas vezes a área da Bélgica. Entretanto, o avanço da soja começa a ameaçar a floresta no sul do estado. A maior parte do movimento de passageiros e carga está concentrada nos rios Madeira, Negro e Amazonas. O transporte aéreo é caro e o rodoviário, precário. Com baixo potencial hidrelétrico, o estado produz petróleo e gás natural. Em 2002, a Petrobras descobre uma reserva de gás natural de 6 bilhões de metros cúbicos em Itapiranga, a 200 quilômetros de Manaus. O rebanho bovino do Amazonas é o que mais cresce no país entre 2002 e 2003. A produção de carne no estado destina-se apenas ao consumo local. Mesmo assim, em setembro de 2004, a Federação Russa proíbe a importação de carne brasileira, após a descoberta de um foco de febre aftosa no município amazonense de Careiro da Várzea. Em junho, o governo russo já vetara a importação de Mato Grosso, em virtude da aparição da doença em região vizinha, no Pará. O embargo russo é suspenso em novembro apenas para a carne de Santa Catarina.

Zona Franca e Polo Industrial

Zona Franca e Polo Industrial

Instalada em Manaus, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) incentiva o setor industrial. Cerca de 450 indústrias se fixam em Manaus, formando o Polo Industrial. Após período de retração, provocado pelas crises econômica e energética nos últimos anos, o polo retoma o crescimento e impulsiona a economia do estado. O faturamento de 2011 é estimado em 35 bilhões de dólares, 18% maior que o de 2011. Apesar do crescimento de mais de 500% no volume de exportações nos últimos seis anos, apenas um décimo da produção do polo é vendido para o exterior. Pelo texto anterior da Constituição, os incentivos da Zona Franca de Manaus encerravam em 2023. Em março de 2015 o Executivo de prorroga até 207.

Índices sociais – O Amazonas tem baixa densidade demográfica. A maior parte dos municípios fica à beira dos rios, e nas áreas periodicamente alagadas é comum a construção de casas sobre palafitas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 a mortalidade infantil registrada no estado é de 16,8 por mil crianças nascidas vivas.

Capital – Em Manaus, há marcos arquitetônicos do período áureo da borracha, como o Teatro Amazonas, construído com materiais nobres importados de várias partes do mundo, no fim do século XIX. Com a criação da Zona Franca de Manaus, a cidade se transforma em grande polo de atração, abrigando metade dos habitantes do estado. Essa concentração traz vários problemas sociais, como altos índices de violência e prostituição infantil, déficit de moradia e precariedade nos serviços de saúde.
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História do Amazonas

Até meados do século XVIII, quase toda a atual Amazônia brasileira pertencia à América hispânica. Nessa época, é praticamente desconhecida, sendo visitada apenas por missionários e aventureiros, alguns enviados em expedições oficiais. Portugueses e espanhóis exploram apenas as "drogas do sertão" – madeiras, resinas, ervas e condimentos –, nenhuma delas de importância econômica significativa. Isso explica, em parte, por que a Espanha cede com relativa facilidade a imensa área a Portugal no Tratado de Madri, de 1750. Desde essa época até meados do século XX, o Amazonas tem dificuldade para romper o modelo extrativista que está na base de sua ocupação. Em 1669, o capitão português Francisco da Mota Falcão funda o pequeno forte de São José do Rio Negro, núcleo inicial do que é hoje a cidade de Manaus. Ele se torna o foco de expansão para o povoamento da Amazônia, com a possibilidade de subida do rio Negro. Em 1757, a região é transformada em capitania de São José do Rio Negro, e nas décadas seguintes constroem-se fortalezas para sua defesa. Com a independência, a capitania integra-se à província do Pará e se envolve nas lutas da Cabanagem, entre 1835 e 1840. Em 1850, o governo imperial cria a província do Amazonas, com capital em Manaus.

Ciclo da borracha

Ciclo da borracha 

Em 1866, quando cresce a importância da borracha para a economia local, o rio Amazonas é aberto à navegação internacional. Os seringais amazônicos atraem dezenas de milhares de migrantes, sobretudo nordestinos, para a coleta do látex. Tornam-se também objeto de interesse de grandes companhias estrangeiras. Entre 1890 e 1910, a produção de borracha do Amazonas corresponde a mais de 40% do total mundial. A população multiplica-se, a exportação da borracha chega a se igualar à do café e a economia cresce rapidamente. Em cerca de 50 anos, a população salta de 57.610 (Censo de 1872) para 1.439.052 habitantes (Censo de 1920). Chamada de Paris dos Trópicos, Manaus transforma-se em uma metrópole de estilo europeu – é a segunda cidade do país a instalar iluminação elétrica. Esse desenvolvimento não dura muito. Na década de 1910 e na de 1920, em razão da concorrência asiática, a borracha amazônica perde mercado, e a economia regional entra em rápido declínio. Depois do ciclo da borracha, a construção da rodovia Belém-Brasília, no fim dos anos 1950, é o primeiro passo para romper o isolamento e a estagnação econômica do estado. Em 1967 é instituída a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), com o objetivo de estabelecer um polo industrial integrado ao mercado nacional, incentivado pela redução dos impostos de importação e exportação. Na esteira do Polo Industrial da Zona Franca, desenvolvem-se o comércio, o turismo e a hotelaria, com a criação de aproximadamente 100 mil empregos.

Integração – No início da década de 1970 começa a ser estabelecido, por meio do Plano de Integração Nacional, um programa que prevê a construção de estradas, a ocupação planejada e o incentivo fiscal à instalação de empresas no estado. É dessa fase a criação de agrovilas ao longo das novas estradas, que atraem milhares de migrantes, especialmente das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul. A maioria dos projetos, porém, não dá certo. O solo da região, depois da retirada das árvores, raramente se mostra adequado à agricultura. Grande parte das estradas fica completamente abandonada e é engolida de novo pela floresta. É o caso da Transamazônica (BR-230), planejada para cruzar o estado de leste a oeste e conectá-lo à Região Nordeste. Atualmente, a rodovia fica transitável em apenas um pequeno trecho, durante a época da seca. A partir de meados dos anos 1980, a Zona Franca de Manaus começa a declinar, em decorrência do corte de incentivos, da queda de produção e da baixa demanda de mão-de-obra. Esse cenário se mantém nos anos 1990.

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Mapas Geográficos do Brasil

Urbanismo | Evolução Histórica do Urbanismo

Urbanismo | Evolução Histórica do Urbanismo

Urbanismo | Evolução Histórica do Urbanismo

O Urbanismo é a arte e a ciência do desenvolvimento dos espaços urbanos. Pode ser também definido como ciência e teoria dos estabelecimentos humanos. Ocupa-se com a planificação, funcionamento e organização racional dos ambientes urbanos e sua harmonização com os requisitos sociais, estéticos, políticos, culturais e econômicos necessários à vida humana.

As megacidades, fenômeno do final do século XX que se tornou sombria fonte de inspiração para o cinema e a literatura, são um desafio para urbanistas de todo o mundo, que buscam meios de conciliar os benefícios do dinamismo e da criatividade próprios dos grandes centros urbanos com os graves problemas de poluição, criminalidade e pobreza.

A aceleração do fenômeno da urbanização e de seus problemas correlatos em escala mundial levou o urbanismo, antes uma especialização de arquitetos e engenheiros, a ampliar sua área de atuação e assumir responsabilidades crescentes no trato dos complexos problemas da vida urbana. É função atual do urbanismo prover pelo menor custo possível tanto a instalação de sistemas eficientes de circulação e serviços públicos, como água, esgoto e lixo, quanto facilitar o acesso da população aos equipamentos de que necessita, como habitação, escolas, locais de diversão etc.

Predomina no urbanismo contemporâneo a tendência a integrar a cidade a seu contexto regional. Assim, o urbanista busca não só promover uma organização racional e a distribuição especial das funções urbanas (residencial, industrial, recreacional etc.) como relacionar o estudo das comunidades urbanas com o das regiões onde estão inseridas. A manutenção da qualidade ambiental dos núcleos urbanos é preocupação recente e fundamental, embora o planejamento nesse sentido ainda se limite ao controle de uns poucos fatores como a poluição do ar e da água, a poluição acústica e visual etc.

Urbanismo | Evolução Histórica do Urbanismo

Evolução Histórica
O ato consciente e deliberado de modificação do espaço é pelo menos tão antigo quanto as aldeias neolíticas do Oriente Médio, mas os exemplos mais nítidos do esforço de planejamento do espaço ocupado pelo homem encontram-se nos núcleos urbanos construídos pelas civilizações surgidas nos vales dos rios Nilo, Tigre, Eufrates e Indo. A estrutura e a organização desses núcleos obedeceram a linhas determinadas por condições geográficas, necessidades de defesa, sistema político, religião e desenvolvimento do comércio e da indústria.

Civilizações antigas e clássicas

Civilizações antigas e clássicas. No Egito, desde o III milênio a.C., o planejamento das cidades estava condicionado por suas funções religiosa e político-administrativa. A residência real ou da autoridade local dominava o centro urbano, ao qual se tinha acesso através de suntuosas avenidas processionais, profusamente decoradas com elementos escultóricos. As áreas contíguas a esse centro eram ocupadas por edifícios públicos e habitações de sacerdotes e guerreiros, enquanto a massa popular era relegada à periferia urbana. Um dos exemplos da urbanística egípcia mais conhecidos é a cidade de Kahun. Construída no século XIX a.C., foi planejada para alojar os operários que trabalharam na construção da pirâmide de Sesóstris II.

Os mais antigos mapas urbanos descobertos pela arqueologia foram elaborados na Mesopotâmia, como o mapa de Nippur (1500 a.C.) descoberto por Samuel Noah Kramer. Nessas civilizações da antiguidade, a exemplo da que deu origem à Babilônia, a grande avenida representou contribuição essencial para o progresso do urbanismo. Babilônia, dividida ao meio pelo rio Eufrates, tinha avenidas processionais majestosas, da mesma forma que Tebas, cuja avenida processional se estendia por cinco quilômetros e ligava os templos de Lúxor e Karnak.

Na Grécia, o centro da cidade era a praça pública, a ágora, símbolo urbano da democracia grega. A polis estruturava-se em torno de dois polos, a ágora, ponto focal da vida política, e a acrópole, conjunto fortificado que se localizava na parte mais elevada do terreno e onde se concentravam os templos principais e as sedes dos conselhos e tribunais.

As cidades romanas, nascidas muitas vezes de acampamentos militares, seguiam frequentemente um plano quadrado: duas vias axiais, que se cruzavam, dividiam a área urbana em quatro partes. No centro ficava o foro, espaço público onde a vida da cidade se concentrava. Em Roma, um dos grandes progressos foi a construção de um sistema de abastecimento de água, transportada por grandes aquedutos. A imponência das avenidas principais de Roma, que dispunham de colunatas, decoradas com arcos e monumentos, contrastava com seu sistema de esgotos, inadequado às necessidades da população, e com os graves problemas de congestionamento de tráfego.

Idade Média e Renascimento

Idade Média e Renascimento. O período medieval não produziu um tipo único e uniforme de estrutura urbana. As cidades se diferenciavam em função de fatores como origem histórica, peculiaridades topográficas e modo de desenvolvimento. O longo período de intranquilidade que se seguiu ao esfacelamento do Império Romano forçou os habitantes a procurar abrigo junto a castelos, mosteiros e bispados, localizados, por questões de segurança, em colinas. A partir desse ponto, as cidades cresciam de forma desordenada, com ruas estreitas, só alargadas para proporcionar melhor visão dos prédios mais importantes, sobretudo catedrais românicas ou góticas, pontos principais da estrutura urbana. Inúmeras cidades foram planejadas na forma de baluartes defensivos, com um espaço central para a localização do mercado e da assembleia pública.

No Renascimento, as ideias urbanísticas se restringiram quase exclusivamente à ampliação e reconstrução das cidades já existentes. Em Veneza ou Florença, por exemplo, os palácios dos ricos comerciantes, principais expressões arquitetônicas da nova ordem, foram construídos num cenário urbano ainda medieval. Os núcleos fortificados foram as exceções; o desenvolvimento de técnicas defensivas desempenhou papel importante na sistematização do urbanismo. A pólvora e os canhões tornaram extremamente vulneráveis os sistemas defensivos da cidade e levaram à renovação das técnicas da engenharia militar. Os anéis fortificados de defesa se expandiram sucessivamente com a finalidade de colocar as cidades fora do alcance dos projéteis de artilharia. Limitadas em seu crescimento pelas novas muralhas, as cidades foram forçadas a se concentrar em áreas reduzidas e congestionadas.

Fase pré-industrial

Fase pré-industrial. Entre os séculos XV e XVII, papas, reis, príncipes ou nobres, para simbolizar seu crescente poderio, projetaram a construção de novas cidades ou a reforma urbana de outros centros. Entre os exemplos mais expressivos destacam-se: Charleville, com uma praça central retangular, com ângulos fechados e aberturas laterais de entrada; Richelieu, em que as principais inovações foram a diferenciação dos quarteirões segundo sua utilização comercial ou residencial, a construção de um centro cívico e o tratamento da composição das praças com a criação de perspectivas axiais; Versalhes, cujo traçado teve origem nos bosques de caça medievais, que estabeleciam um emaranhado de caminhos em forma de teia de aranha de um modo tal que proporcionava uma boa vista da caça, um modelo seguido por todos os demais príncipes europeus; Karlsruhe, cujo plano partiu do princípio da radiação de 12 avenidas que convergem para o palácio real; e São Petersburgo, talvez a mais importante criação urbanística do século XVIII. Seu plano, que reflete a aplicação do desenho de jardins numa estrutura urbana, é um tabuleiro de xadrez, cortado por grandes diagonais.

A reforma de Roma, sede do papado, realizou-se nos pontificados de Sisto IV e Sisto V. Durante décadas foram reconstruídos alguns aquedutos e regularizado o abastecimento de água através de fontes públicas, que se tornaram importantes elementos da estética urbana. As alterações se concentraram sobretudo na área da Cidade do Vaticano. No século XVI, Michelangelo projetou a praça do conjunto de edifícios da colina do Campidoglio (Capitólio). Foi o primeiro projeto urbanístico a apresentar uma ruptura com o sistema medieval de praças totalmente fechadas.

As praças construídas na época, especialmente em cidades italianas e em Paris, representaram um papel importante no processo de formação da urbanística contemporânea. Entre elas destacam-se as praças Della Signoria, em Florença, cuja construção levou séculos; San Marco, em Veneza, uma das mais magníficas expressões da arte urbana de todos os tempos; e Vigevano, na cidade do mesmo nome, um retângulo fortificado limitado pela catedral e pelo palácio ducal. Em Paris, as mais importantes são Des Vosges, de 1605, a primeira grande praça construída em Paris; Des Victoires, a primeira praça circular construída no mundo; e Vendôme, de 1698, que excede as demais por suas grandes dimensões.

Urbanismo moderno

Urbanismo moderno
As profundas mudanças econômicas, políticas e sociais que marcaram o século XIX influenciaram a concepção urbanística moderna, que se materializou nas reformas empreendidas em muitas cidades europeias a partir da segunda metade do século XIX. O exemplo mais marcante dessa tendência foi a reforma de Paris realizada pelo barão Georges-Eugène Haussmann no segundo império.

Nomeado prefeito do departamento de Sena por Napoleão III, Haussmann se encarregou da tarefa de transformar uma Paris ainda medieval em sua estrutura urbana numa cidade moderna. Seu plano, essencialmente um projeto viário radiocêntrico, atendeu a numerosos objetivos. A abertura de novas avenidas, retas e largas, visou ao mesmo tempo a arejar os quarteirões insalubres e facilitar a circulação de tropas, permitindo o transporte rápido da artilharia para qualquer ponto da cidade que ficasse sob a ameaça de algum levante revolucionário. O plano se estruturou basicamente a partir de três obras: a reforma da Cité, o cruzamento viário da cidade e a construção de novos boulevards. Na periferia, construíram-se grandes jardins como o Bois de Boulogne, e os parques Monceau, das Buttes-Chaumont e Montsouris.

A influência do plano Haussmann foi praticamente universal e se traduziu em reformas realizadas não só em diversas cidades da França como em Roma, Viena, Madri, Barcelona, Cidade do México, Chicago, Nova Delhi e outras. No Brasil, Haussmann influiu em vários planos, como o Agache, para o Rio de Janeiro, de 1928; o Prestes Maia-Uchoa Cintra, para São Paulo, de 1930; o Gladosh, para Porto Alegre, de 1939; e o Atílio Correia Lima, para Goiânia, de 1933.

Cidade linear

Cidade linear. O primeiro modelo teórico de plano urbano linear foi elaborado em 1892 pelo espanhol Arturo Soria y Mata. Previa um novo tipo de cidade, para trinta mil habitantes, em que cada função urbana ocuparia uma faixa própria do solo. O projeto se desenvolvia sob a forma de uma espinha central, entrecortada por vias perpendiculares que davam acesso às zonas de habitação e trabalho. Sua principal vantagem é a capacidade de admitir uma expansão indefinida, sem que a cidade como um todo seja perturbada. Entre os exemplos de plano linear estão o de 1929 para a então cidade de Stalingrado (atual Volgogrado) e o de 1937 para Londres.

Cidades-jardins.

Cidades-jardins. Ebenezer Howard, autor de Garden Cities of Tomorrow (1902; Cidades-jardins de amanhã), formulou o conceito de uma cidade ideal, em cujas características incluiu a existência de um cinturão verde (green belt) em torno da área urbana, para assegurar um máximo de espaços verdes. Howard conseguiu empreender a implantação de duas cidades-jardins: Letchworth, projetada por Raymond Unwin, maior representante do movimento, e Welwyn.

Urbanismo orgânico

Urbanismo orgânico. O primeiro grande teórico do urbanismo orgânico no Reino Unido foi Patrick Geddes, biólogo escocês autor de dois livros clássicos: City Development (1904; Desenvolvimento urbano) e Cities in Evolution (1915; Cidades em evolução). A principal contribuição de Geddes, para quem a cidade funciona como um organismo vivo, foi a ênfase na necessidade de se efetuarem estudos e pesquisas antes da elaboração do plano urbanístico. A maioria dos manuais de urbanismo adotou praticamente na íntegra o roteiro de pesquisa que sugeriu.

Urbanismo racionalista

Urbanismo racionalista. O apogeu do urbanismo de expressão francesa foi alcançado com a obra teórica do arquiteto Charles Edouard Jeanneret-Gris, dito Le Corbusier. Difundiu suas teorias tanto em livros como em planos urbanísticos, dentre os quais se destacam: Une Ville contemporaine apresentado em 1922 no Salon d'Automne de Paris e concebido para abrigar uma população de três milhões de habitantes; Plan voisin, projeto para renovação e modernização de Paris (1925); La Ville radieuse, nascido de uma proposta para a renovação urbana de Moscou. O nome de Le Corbusier acha-se relacionado a planos urbanísticos esboçados para várias cidades, entre elas Argel, Rio de Janeiro, São Paulo e Montevidéu. O único plano urbanístico de Le Corbusier efetivamente realizado foi o de Chandigar, capital do estado de Punjab.

Sob a liderança de Le Corbusier, o movimento dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna    (CIAM) reuniu, além de arquitetos e urbanistas europeus como Victor Bourgeois, Walter Gropius, Alvar Aalto, Ludwig Hilberseimer (urbanista do grupo do Bauhaus), Gerrit Thomas Rietveld, José Luis Sert e Cor Van Eesteren, representantes dos Estados Unidos (Richard Joseph Neutra, Paul Lester Wiener), Brasil (Lúcio Costa), Japão (Junzo Sakakura) etc.

Urbanismo nos Estados Unidos

Urbanismo nos Estados Unidos. O plano em xadrez foi a forma mais comum de estrutura urbana utilizada pelos colonizadores na América do Norte. No final do século XIX renovou-se o pensamento urbanístico nos Estados Unidos com o sucesso da Feira Mundial da Exposição de Columbia, em Chicago (1893), quando se consolidou o City Beautiful Movement (Movimento da Cidade Bela). O apogeu desse movimento foi o plano de Daniel Burnhams para Chicago (1909). No tocante ao planejamento metropolitano contemporâneo, destacam-se, nos Estados Unidos, na década de 1960, o plano integrado de Chicago e o plano diretor integrado para o desenvolvimento de Detroit. Na atualidade, o desenvolvimento urbano americano tem-se caracterizado pela ênfase na recuperação dos bairros centrais das grandes cidades, degradados nas últimas décadas do século XX devido ao esvaziamento econômico e concentração de populações mais pobres, e pelo fim da primazia dada no passado aos arranha-céus.

Urbanismo na América espanhola

Urbanismo na América espanhola. A fundação e o desenvolvimento das cidades na América espanhola foram orientados pelo conjunto das Ordenações Filipinas, que determinavam tanto as regras para escolha do sítio das novas cidades como as condições formais para os planos das cidades. O plano e a expansão das cidades deveriam adotar uma estrutura viária em tabuleiro de xadrez. Exemplos de cidades cujos planos obedeceram rigorosamente a essas normas são Buenos Aires e Mendoza, na Argentina; Concepción, no Chile; Guadalajara e Cidade do México, no México; Lima, no Peru; e La Paz, na Bolívia.

Urbanismo no Brasil

Urbanismo no Brasil. Nas colônias portuguesas, as cidades foram construídas e se desenvolveram sem qualquer orientação normativa ou regulamento oficial. Os primeiros núcleos se desenvolveram um pouco à maneira das antigas cidades medievais, irradiando-se a partir de um elemento focal da estrutura urbana - igreja, casa da câmara etc. Somente a partir do fim do século XIX é que o urbanismo passou a ser usado efetivamente no Brasil, com a fundação de Belo Horizonte. O plano da cidade, construída para substituir Ouro Preto como capital de Minas Gerais, começou a ser elaborado em 1894 por Aarão Reis, substituído depois por Francisco Bicalho. Outros exemplos de cidades planejadas no Brasil são Goiânia e Brasília.

Ouro (Au) | Ocorrência e Obtenção de Ouro

Ouro (Au) | Ocorrência e Obtenção de Ouro

Ouro (Au) | Ocorrência e Obtenção de Ouro

O Ouro (Au), elemento químico de símbolo Au, é um metal de cor amarela, denso e brilhante. Graças a essas características, bem como a sua inalterabilidade e raridade, é o metal precioso por excelência. Apresenta certas propriedades físicas e químicas singulares: tem grande ductilidade, isto é, pode ser facilmente reduzido a fios sem se romper; sua maleabilidade é tão elevada que pode ser batido até alcançar uma espessura da ordem de 0,0001mm, em folhas translúcidas; e tem pouca dureza, pelo que é frequentemente usado em ligas com cobre e prata. Bom condutor de calor e eletricidade, o ouro não se altera em contato com o ar e a água, mas é atacado pelo cloro e dissolve-se no mercúrio. Não é atacável por ácidos isolados, mas somente por ação da água-régia, mistura dos ácidos clorídrico e nítrico.

Símbolo de riqueza e importante fator econômico em todas as épocas, a ponto de ter servido de padrão internacional de conversão de moedas por mais de um século, o ouro encontrou novas aplicações, no fim do século XX, nas indústrias eletrônica e espacial.

Mineral nativo, o ouro cristaliza-se no sistema cúbico (monométrico, isométrico ou regular), e são raros os cristais distintos e perfeitos. Ocorre comumente em formas arborescentes alongadas e não tem clivagem, ou seja, fragmentação em planos.

Ouro (Au) Ocorrência e obtençãoO ouro está amplamente distribuído na natureza, embora em concentrações escassas. Normalmente encontrado em rochas magmáticas, na forma de partículas de várias dimensões, o ouro também ocorre em rochas sedimentares e frequentemente em conexão com rochas metamórficas. Encontra-se, mais frequentemente e em quantidades apreciáveis, em depósitos sedimentares clásticos denominados placers.

Quando associado ao quartzo, o ouro é encontrado de maneira irregular: em pequenas lâminas (frequentemente invisíveis a olho nu), cordões e mesmo massas de cristais. Os minerais que comumente acompanham o ouro são: pirita, calcopirita, galena, esfalerita, arsenopirita, tetradimita, minerais de telúrio, bismuto nativo, arsênico nativo, estibinita, cinábrio, magnetita, hematita, barita, xilita, apatita, fluorita, siderita e crisocola.

Durante muito tempo o ouro foi obtido não diretamente dos veios de quartzo, mas de depósitos secundários encontrados nos vales, nas encostas de montanhas ou colinas e no leito dos rios. O ouro aí encontrado apresenta-se usualmente puro, em massas denominadas pepitas quando atingem certas dimensões. Atualmente são mais raros os depósitos sedimentares, e o ouro é obtido diretamente da rocha matriz.

Ouro (Au) - GoldEncontra-se ouro em quase todas as regiões da Terra, sob as mais diversas condições de ocorrência. No Brasil, durante muito tempo os depósitos mais importantes estiveram ao longo da serra do Espinhaço, em Minas Gerais, e a mina de Ouro Velho, nas proximidades de Belo Horizonte, é uma das mais profundas do mundo. Entretanto, na segunda metade do século XX a principal área de extração passou a ser a Amazônia, com destaque para os seguintes garimpos: Serra Pelada, rio Tapajós, rio Amana, rio Parauari, rio Madeira.

Sob o ponto de vista da extração, as minas de ouro pertencem a dois tipos. No primeiro tipo, as minas de rochas auríferas, geralmente localizadas em filões, o teor do minério é da ordem de 6 a 12 gramas de ouro puro por tonelada de terra e rocha. A exploração desse tipo de mina pode ser feita a mais de três mil metros de profundidade. O segundo tipo, as minas de depósitos aluvionais auríferos, é de exploração bem mais fácil. O trabalho se faz por meio de dragas, e os teores minerais são mais baixos que nas minas do primeiro tipo.

Na exploração de veios subterrâneos (filões), o metal é triturado, lavado e submetido à amalgamação, processo que consiste na mistura dos grânulos de ouro com mercúrio em placas de cobre, para separá-los da ganga. O metal puro é obtido por destilação do amálgama. Em outros casos, essa última fase é substituída pela reação do ouro com cianureto de sódio, com posterior precipitação do metal puro por reação com zinco ou alumínio.

#Ouro - Gold

O tratamento do ouro encontrado nas areias de aluvião é bem mais simples. A massa arenosa fina passa por calhas transportadoras equipadas de desbastadores e chega a coadores com fundo revestido de veludo filetado. Também se podem utilizar as mesas de balanço e eventualmente a flotação. O ciclo da extração, quase sempre finalizado com a amalgamação, inclui ainda a refinação, quando o ouro contém impurezas, que podem ser eliminadas por copelação, por via química (pela ação do cloro ou do ácido sulfúrico) ou por eletrólise.

Aplicações Por ser encontrado em forma relativamente pura na natureza, e pela singularidade de suas propriedades físicas, o ouro tornou-se o mais apreciado dos metais, muito utilizado desde a antiguidade em joalheria, ourivesaria e decoração. Artesãos egípcios, minoicos, assírios e etruscos criaram belos e elaborados trabalhos de arte em ouro, material que era aceito na troca por bens e serviços.

Em joalheria, o ouro é geralmente empregado em liga com prata e cobre (ouro amarelo), com níquel (ouro branco), paládio ou platina. O ouro puro diz-se ouro fino; e a liga com menor teor de ouro é chamada de ouro baixo. O ouro é classificado por quilate, que é cada uma das partes em peso de ouro puro contidas em 24 partes do metal usado para a liga. Uma liga de 12 quilates contém cinquenta por cento de ouro, enquanto o de 24 quilates é ouro em estado puro. Quando os quilates são estipulados por lei, diz-se que o ouro é de lei.

Por sua elevada condutibilidade elétrica e resistência a agentes corrosivos, o ouro é empregado na indústria elétrica e eletrônica, no revestimento de circuitos impressos, contatos, terminais e sistemas semicondutores. Películas muito finas de ouro, que refletem mais de 98% da radiação infravermelha incidente, são usadas em satélites artificiais para controle de temperatura e nos visores dos trajes espaciais, como proteção. Da mesma forma, essas películas, aplicadas às janelas dos grandes edifícios comerciais, reduzem a necessidade de ar-condicionado e conferem maior beleza às fachadas. Na área de saúde, o ouro tem aplicação na odontologia, para obturação, e o ouro radioativo se usa na cintilografia do fígado.

Mais de metade da produção mundial de ouro é adquirida pelos bancos centrais de todos os países para constituir reserva monetária. Além disso, como garantia do papel moeda em circulação, o ouro pode ser utilizado para cobrir diferenças nas balanças de pagamentos dos diferentes países.

A adoção do ouro como unidade de conta pelos diferentes sistemas monetários conduziu ao estabelecimento do padrão-ouro, posto em vigor pela primeira vez no Reino Unido em 1821. Tal padrão estipulava relações fixas pelas quais qualquer moeda poderia ser convertida em seu valor em ouro. Depois da primeira guerra mundial, no entanto, o número de países que garantiam a conversão de sua moeda em ouro passou a ser cada vez menor, e a prática foi totalmente extinta após ter sido abandonada pelos Estados Unidos, último país a adotá-la.

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Veterinária ou Medicina Veterinária

Veterinária ou Medicina Veterinária

Veterinária ou Medicina Veterinária
Veterinária ou Medicina Veterinária (do latim veterina, "animal de carga") é a ciência que se ocupa da prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças dos animais, bem como do melhoramento das espécies animais úteis e de seus produtos. Entretanto, muitas outras atividades se inserem no campo de interesse da veterinária: (1) as condições sanitárias globais dos rebanhos e dos animais domésticos; (2) seus reflexos no estado de saúde da população humana; (3) os cuidados aplicáveis aos animais em jardins zoológicos e reservas ecológicas; (4) a obtenção, manipulação, industrialização, conservação e higiene dos alimentos de origem animal; (5) as doenças de animais transmissíveis ao homem; (6) e ainda a polícia sanitária animal em portos e fronteiras.

A domesticação de animais gerou não só a necessidade de alimentá-los e curá-los quando doentes, mas também de mantê-los saudáveis. Assim surgiu a veterinária, que, como a medicina, de início limitava-se à aplicação empírica de remédios e só depois tornou-se uma disciplina científica.

História da Medicina Veterinária

História da Medicina Veterinária

Praticamente desde que se domesticaram os animais existem pessoas ocupadas em tratar das doenças que os afetam. Já em 2000 a.C. a veterinária se firmara como especialidade na Babilônia e no Egito, e uma das primeiras referências conhecidas sobre a atividade se encontra no código de Hamurabi, que claramente se refere a médicos de animais, prevendo sanções para os que não fossem corretos no exercício da profissão. Os gregos tinham uma classe de médicos especializados em cavalos, e Hipócrates descreveu doenças articulares em bovinos, epilepsia em carneiros e cabras, além de outros males. Também em Roma houve abundante literatura veterinária.

No começo da Idade Média o tratamento das doenças dos animais era feito por ferreiros, pastores e magarefes, mas, a partir do princípio do século XIII, trabalhavam como veterinários - especialmente em cirurgias - os encarregados das cavalariças e dos estábulos. O mais famoso foi Jordanus Ruffus, no século XIII. No século XVI havia grandes clínicas veterinárias na China, onde também se publicaram tratados sobre doenças animais, embora por essa época persas e árabes já estivessem bem mais avançados no que tange especificamente ao conhecimento da medicina de cavalos. A afirmação da cavalaria como arma fundamental dos exércitos europeus e o interesse econômico por trás das epidemias nos rebanhos (epizootias), causas de grandes prejuízos econômicos, foram as principais razões do avanço da veterinária a partir do final do século XVI, quando se publicou Anatomia do cavalo (1598), do italiano Carlo Ruini.

Malgrado os progressos eventuais, a situação da medicina animal era ainda muito precária em 1762, quando surgiu, em Lyon (França), a primeira escola de veterinária, mais concentrada nos cavalos. Fundada por Claude Bourgelat, inspirou a criação de outras em diversos países, dentre as quais logo se destacou a escola de Alfort, perto de Paris, também de Bourgelat. Na Prússia, Frederico o Grande mandou criar uma escola de nível superior ao das francesas, que iniciou suas atividades em 1786.

O século XIX foi de esplendor para a veterinária, cujos profissionais, na França, estiveram associados de perto aos progressos da incipiente ciência da microbiologia. Na classe veterinária, mais do que na médica, Louis Pasteur encontrou apoio para suas experiências e teorias renovadoras. Foi, aliás, com doenças animais que Pasteur realizou algumas de suas mais famosas descobertas, que levaram à idéia de vacinação pela atenuação dos germes causadores das doenças. O descobrimento, pelos microbiologistas, das causas das infecções e dos mecanismos de contágio, bem como dos procedimentos de esterilização e cultura bacteriana, teve profunda repercussão no tratamento dos animais domésticos.

Ao longo do século XX, avanços em áreas básicas como bioquímica, citologia, farmacologia e genética propiciaram maior rigor na pesquisa e na prática veterinária e maior aproveitamento na prevenção e controle das epizootias, o que resultou em benefícios econômicos para os criadores de gado, possibilitando-lhes rendimentos sem precedentes. Cabe citar a importância de veterinários como o francês Gaston Ramon, descobridor das anatoxinas (toxinas tratadas, em geral com formaldeído, de modo a destruir sua propriedade tóxica, mas preservando sua capacidade de estimular a produção de anticorpos); o americano Daniel Elmer Salmon, primeiro observador da Salmonella (gênero de bactérias patogênicas para o homem e outros animais); e o sueco Bernhard Bang, descobridor do agente do aborto bovino e da brucelose em seres humanos.

Campos de atividade da Medicina Veterinária

Campos de atividade da Medicina Veterinária

O trabalho do veterinário vai além dos cuidados de ordem sanitária e curativa, envolvendo também todos os aspectos da criação e manutenção de cada espécie animal: reprodução, alimentação e controle dos vários fatores que influem no rendimento e na produção pecuária. É evidente a importância da veterinária na criação de gado, na indústria alimentícia e na saúde pública. Nos aspectos científico e curativo, a veterinária estuda basicamente anatomia, fisiologia e patologia animal. Interessa em especial a pesquisa de epizootias como pestes bovinas, suínas e de aves, a raiva etc.

O melhoramento da qualidade e da produção animal cobre campos bem variados, como nutrição, criação e seleção do gado. Na nutrição, o veterinário intervém em todas as questões relacionadas com a prescrição de dietas, a preparação de rações, análise das matérias-primas utilizadas, estudo de processos metabólicos, índices de digestibilidade e assimilação etc.

O capítulo da reprodução envolve desde a inibição ou indução do período de cio até a inseminação artificial e o parto. No que diz respeito à cria, são numerosos os fatores físicos, ambientais etc. cujo controle e conhecimento permitem assegurar qualidade e produtividade ótimas, o que, unido à prática de métodos bem precisos e refinados de seleção e melhoria genética tornou possíveis os enormes progressos na exploração pecuária. Os estudos veterinários encontraram extenso campo de desenvolvimento na criação de várias espécies de peixes e moluscos de mar e de rio.

No setor de tecnologia de alimentos, a veterinária se ocupa sobretudo do controle higiênico-sanitário da produção, manuseio, industrialização e conserva de alimentos de origem animal, como leite e laticínios em geral, ovos, carne e pescado. A atividade inclui a inspeção sanitária de matadouros, mercados, lojas e centros de abastecimento com a finalidade de verificar a qualidade e a higiene dos produtos oferecidos e impedir a transmissão de parasitos, ou a comercialização de artigos em mau estado de conservação.

Constituem campo relevante da veterinária a pesquisa, acompanhamento e controle das zoonoses (enfermidades transmissíveis por animais a seres humanos). A propagação de parasitos é outro capítulo prioritário, sobretudo no que se refere a animais de estimação. O conhecimento mais profundo dos ciclos das espécies parasitárias contribuiu em muito para a redução dos perigos representados por esses agentes.

Além desses campos tradicionais, a veterinária ampliou notavelmente suas áreas de atuação devido ao aumento da população de animais de estimação nas últimas décadas do século XX, particularmente nos países desenvolvidos. Além das espécies tipicamente domésticas como o cão, o gato e algumas aves canoras, muitas outras, desde cobaias a tartarugas, têm sido incorporadas ao grupo dos animais que vivem em residências humanas e requerem assistência veterinária. Cabe mencionar ainda a manutenção de aquários, que contam com numerosos aficionados em muitos países, a criação de animais (tais como visom e chinchila) para a indústria de peles e o surgimento de grandes reservas naturais e jardins zoológicos, que exigem a mobilização de equipes de veterinários para atender a múltiplas necessidades sanitárias.

Ramificações e procedimentos Veterinários

Ramificações e procedimentos Veterinários

Os campos de interesse da veterinária envolvem grande número de áreas e de materiais. Por isso, são múltiplas as ciências auxiliares que lhe fornecem suporte: biologia, zoologia, parasitologia, medicina, microbiologia, genética, farmácia e agronomia, entre outras. As principais especialidades da veterinária são: clínica (médica e cirúrgica), indústria, defesa sanitária e extensão rural (em geral promovidas pelo governo), além da pesquisa e do ensino. O veterinário pode ainda especializar-se no tratamento de animais de pequeno porte (como animais de estimação) ou de grande porte (como bovinos e equinos). Há veterinários especializados no tratamento de animais selvagens mantidos em zoológicos.

A prática veterinária abrange um conjunto de procedimentos relativos à inspeção periódica e ao acompanhamento sanitário de populações domésticas sob controle, bem como à adoção de medidas higiênicas e preventivas que impeçam a aparição de epizootias. Quando estas se produzirem, o profissional coordenará operações para isolar os animais infectados, desinfetar granjas, estábulos e locais de criação, destruir os cadáveres de animais mortos pela infecção e sacrificar os enfermos.

A seleção de reprodutores, a marcação de animais para identificação posterior, o controle de seu crescimento, desenvolvimento, produtividade etc., assim como as operações de castração, biópsia, aplicação de injeção ou cateterização são algumas das muitas tarefas rotineiras exercidas pelo veterinário. A extirpação dos órgãos reprodutores dos machos ocasiona sua engorda, evita a reprodução de animais considerados inaptos e facilita seu manejo, ao torná-los mais dóceis e mansos.
Formação. No Brasil, a profissão de veterinários é disciplinada por leis que definem suas atribuições e as características dos cursos de formação de profissionais etc.

O curso de medicina veterinária dura em geral cinco anos. Abrange as seguintes matérias básicas, que podem se dividir em disciplinas especializadas: (1) fisiologia, bioquímica, biofísica; (2) anatomia, histologia e embriologia dos animais domésticos; (3) clínicas médica e cirúrgica; (4) higiene e saúde pública; (5) tecnologia de produtos animais.

Aves | Ilustração