Fausto | Goethe


Fausto | Goethe

Fausto | Goethe
" Mefistóteles
Não brinques mais com os teus pesares,
Que a tua vida, qual abutres, comem;
Na pior companhia em que te achares.
Entre homens sentirás ser homem,
Mas não digo isso no sentido
De te empurrar por entre a malta.
Não sou lá gente da mais alta;
Mas, se te apraz, a mim unido,
Tomar os passos pela vida,
Pronto estou, sem medida,
A ser teu, neste instante;
Companheiro constsante,
E se assim for do teu agrado,
Sou teu lacaio, teu criado!

Fausto
E com que ofício retribuo os teus?

Mefistóteles
Tens tempo, que isso não se paga à vista.

Fausto
Não, não! o diabo é um egoísta
E não fará, só por amor a Deus,
Aquilo que algum outro assista.
Dize bem clara a condição;
Traz servo tal perigos ao patrão.

Mefistóteles
Obrigo-me, eu te sirvo, eu te secundo,
Aqui, em tudo, sem descanso ou paz;
No encontro nosso, no outro mundo,
O mesmo para mim farás."


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