Literatura de Cordel


Literatura de Cordel

Literatura de Cordel
É um tipo de poesia popular impressa em folhetos ilustrados com xilogravuras. O nome, dado pelos estudiosos, vem da forma como os poemas são apresentados ao público: os livretos ficam pendurados em cordões em feiras e mercados populares. Essa, no entanto, não é a forma mais comum de exposição dos folhetos. Em geral, eles são apresentados sobre tabuleiros desmontáveis e malas de viagem. Trazido pelos portugueses na segunda metade do século XIX, esse gênero literário permanece até hoje bastante difundido no Nordeste, especialmente nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Alagoas. No Centro-Sul, o gênero torna-se conhecido a partir da década de 1960, principalmente por meio da poesia de Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, que, em julho de 2002, morre aos 93 anos no Ceará. Os poemas, geralmente vendidos pelos próprios autores, narram fatos do cotidiano, como acontecimentos políticos, festas, disputas, milagres, enchentes e secas. Além deles, a literatura de cordel possui um repertório permanente que descreve feitos heroicos ligados à vida dos cangaceiros e de bandidos famosos, milagres do padre Cícero, episódios da história do rei Carlos Magno e dos Doze Pares de França e fatos relacionados à história recente do Brasil. Nessa grande variedade de assuntos, algumas criações podem ser consideradas "clássicos" da literatura de cordel. Uma delas é o Romance do Pavão Misterioso, de José Camelo de Melo Rezende ou de João Melchiades (conforme a edição), outra é Juvenal e o Dragão, de Leandro Gomes de Barros. Autor de mais de mil títulos, Leandro Gomes de Barros era considerado por Carlos Drummond de Andrade o verdadeiro "príncipe dos poetas brasileiros".
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