Coreia do Norte | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Coreia do Norte

Coreia do Norte | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Coreia do Norte


Geografia: Área: 120.538 km². Hora local: +12h. Clima: temperado continental. Capital: Pyongyang. Cidades: Pyongyang (2.600.000), Namp'o (760.000), Hamhung (750.700), Ch'ongjin (600.000).

População: 26 milhões; nacionalidade: norte-coreana; composição: coreanos 99,8%, chineses 0,2%. Idioma: coreano (oficial). Religião: sem religião 55,6%, ateísmo 15,6%, novas religiões 12,9%, crenças tradicionais 12,3%, outras 3,7% .

Relações Exteriores: Organizações: ONU. Embaixada: Missão Permanente da Coreia do Norte junto às Nações Unidas. 820, Second Avenue, 13th Floor, New York, NY 10017, EUA; e-mail: dprk@un.int.

Governo: Regime de partido único (PTC) e um órgão supremo (Assembleia Suprema do Povo). Div. administrativa: 9 províncias e 2 cidades. Chefe de Estado: presidente da Comissão de Defesa Nacional Kim Jong-un (desde 2011). Primeiro-ministro: Hong Song Nam (desde 1997). Partido: Trabalhista da Coreia (PTC). Legislativo: unicameral – Assembleia Suprema do Povo, com 687 membros. Constituição: 1972.

*Método de cálculo com base na paridade de poder de compra (PPC) – Estimativa

Parte da antiga Coreia, dividida após a II Guerra Mundial, a Coreia do Norte tem um dos regimes mais fechados do mundo. Sua fronteira com a Coreia do Sul é fortemente vigiada. As duas nações permanecem tecnicamente em guerra desde 1950. Uma aproximação tem início em 2000, com o inédito encontro entre seus dirigentes.Localizada no leste da Ásia, a Coreia do Norte é montanhosa e grande parte de seu território não é habitável. Seguidas safras ruins contribuem para a escassez crônica de alimentos, que já matou 2 milhões de pessoas. A situação piora após o fim da União Soviética (URSS). Sem o apoio soviético, a economia, baseada na indústria pesada e na mecanização da agricultura, pára de crescer. O país tem cerca de 50% da reserva mundial de magnesita, além de depósitos de carvão, ferro, tungstênio e grafite.

COREIA DO NORTE, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA COREIA DO NORTE

História da Coreia do Norte

De acordo com a lenda, a atual península Coreana é dividida em três reinos no século anterior à Era Cristã. Os reinos de Silla, Koguryo e Paekche remontam, segundo a tradição, aos anos de 57 a.C., 37 a.C. e 18 a.C., respectivamente. O reino de Silla unifica a região em 668. Em 935 é fundada a dinastia Koryo, que dá origem ao nome ocidental do país, Coreia. Nos séculos seguintes, o território é disputado por chineses, mongóis, japoneses e russos.Em 1910, o Japão anexa a região e tenta suprimir a língua e a cultura coreanas. Na II Guerra Mundial, milhares de coreanos são levados para trabalhos forçados no Japão e em países sob seu domínio. Com a rendição japonesa, em 1945, a península Coreana é dividida em duas zonas de ocupação – uma norte-americana, no sul, e outra soviética, no norte –, correspondendo ao antagonismo da Guerra Fria. Em 1948 são criados dois Estados: Coreia do Norte e Coreia do Sul, ambos reivindicando direito sobre todo o território coreano. É oficializado o regime comunista na Coreia do Norte, sob a liderança de Kim Il Sung.

Bandeira da Coreia do NorteGuerra da Coreia - Após a Segunda Guerra Mundial, o antagonismo existente entre Estados Unidos e União Soviética era algo notório. Em 1945, os dois países firmaram um acordo que definiu sistemas políticos opostos em um importante e estratégico país na Ásia: a Coreia. Conforma havia sido estabelecido na Conferência de Postdam, a parte norte da Coreia seria de orientação socialista, enquanto a parte sul, capitalista. Nesta divisão, podemos observar claramente a bipolaridade da Guerra Fria: sul (apoiado pelos EUA) x norte (apoiado pela ex-URSS).

Em 1950, os norte-coreanos invadem o sul. A Organização das Nações Unidas (ONU) envia tropas, com grande maioria de soldados norte-americanos. Elas contra-atacam e ocupam a Coreia do Norte. A China entra na guerra e, em 1951, conquista Seul, a capital da Coreia do Sul. Nova ofensiva dos EUA empurra as tropas chinesas e norte-coreanas de volta ao paralelo 38 – a linha que separa as duas Coreias. Mais de 5 milhões de pessoas morrem em três anos de guerra, das quais pelos menos 2 milhões são civis. A trégua assinada em 1953 cria uma zona desmilitarizada entre as duas Coreias.

Segundo o acordo estabelecido logo após a Segunda Guerra, as Coreias seriam divididas pelo paralelo 38º. Em 25 de junho de 1950, tropas da Coreia do Norte invadiram e tomaram a capital da Coreia do Sul, Seul, sob o pretexto de violação de tal paralelo. No fundo, os comunistas queriam unificar todo o território em prol de seu sistema político.

No mesmo dia, vários países do mundo se reuniram na ONU para discutir a agressão. Assim, graças também ao fato  de a União Soviética não estar presente na reunião, a invasão foi considerada ilegítima. Desta forma, as tropas das Nações Unidas, sob a liderança dos Estados Unidos, entraram no conflito. As tropas da ONU e dos EUA, além de expulsar os norte-coreanos da Coreia do Sul, foram capazes de conquistar a capital da Coreia do Norte, Pyongyang.

Em função disso, a China, que também tinha um regime comunista, acabou se sentindo ameaçada pelas pretensões norte-americanas. Assim, os chineses também entraram no conflito e apoiaram os norte-coreanos. A entrada da China deu significativo equilíbrio à guerra, até que os Estados Unidos decidiram partir para a procura de uma solução diplomática. Em 1953 foi assinado o Armistício de Panmunjon, acordo que restabelecia os limites das Coreias e que foi capaz de dar fim aos intensos conflitos na região.

A Guerra da Coreia resultou na morte de cerca de três milhões e meio de pessoas.

Pyongyang, Capital da Coreia do Norte
Pyongyang, Capital da Coreia do Norte
Crise econômica - A Coreia do Norte é reconstruída com a ajuda da URSS e da China. O regime caracteriza-se pelo culto a Kim Il Sung, que governa o país ditatorialmente. Nos anos 1990, o país torna-se foco de atenção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), por suspeita de ter programa nuclear militar. Em 1991, a URSS passa a exigir o pagamento em moedas conversíveis por suas exportações à Coreia do Norte. Na prática, significa o fim dos subsídios ao país. No ano seguinte, a China faz o mesmo. Em 1994 morre Kim Il Sung. Em meio a uma crise econômica, seu filho e sucessor, Kim Jong Il, assina acordo com os EUA: promete abrir mão da tecnologia atômica bélica em troca de 500 mil toneladas de petróleo por ano. Grandes inundações em 1995 e 1996 e uma seca prolongada em 1997 destroem as plantações de arroz. Para sobreviver, a população depende da ajuda de EUA, Japão e Coreia do Sul.

Diálogo de paz - Melhoram as relações com os EUA, que retiram parte das sanções econômicas, em 1999, com o avanço das conversas sobre o fim dos testes com mísseis. A aproximação com a Coreia do Sul ganha impulso com a reunião de cúpula entre os dirigentes dos dois países, em 2000, que abre perspectivas de reunificação da península Coreana.

Em 2002, o presidente dos EUA, George W. Bush, acusa a Coreia do Norte de desenvolver mísseis de longo alcance clandestinamente e de formar, com o Iraque e o Irã, um eixo do mal – países acusados de apoiar organizações terroristas ou produzir armas de destruição em massa . Em meados do ano, navios do Sul e do Norte trocam tiros, matando mais de 30 militares. Um encontro ministerial, semanas depois, quebra o mal-estar, e os dois países começam a retirar minas da fronteira e a construir uma ferrovia ligando o norte e o sul da península.

Reformas econômicas - Ainda em 2002, a Coreia do Norte faz profundas mudanças orientadas para a economia de mercado: câmbio, preços, tarifas e salários são reajustados drasticamente. Em fins de 2002, o governo cria uma zona industrial especial em Kaesong e uma zona turística especial em Monte Kumgang.

Crise com o Japão - Em abril de 2004, a explosão de um trem na fronteira chinesa mata 150 pessoas e fere 1,3 mil. As causas do acidente não são reveladas, mas há suspeita de atentado contra Kim Jong Il, cujo trem passara pouco antes por ali, vindo da China. Em dezembro, abre-se uma crise com o Japão, em torno do caso das 13 japonesas seqüestradas nas décadas de 1970 e 1980, conforme o regime norte-coreano reconheceu em 2002. As mulheres serviam de modelo para treinar espiãs. Cinco delas haviam voltado para o Japão em 2002, e as outras foram dadas como mortas ou desaparecidas. Mas, em dezembro de 2004, ossos enviados ao Japão como sendo de uma das mortas eram, na verdade, de diversas pessoas. O Japão reage suspendendo toda a ajuda alimentar à Coreia do Norte, que classifica a medida de "declaração de guerra". Dias depois, o Japão ameniza o tom, concedendo mais tempo para a resolução do problema.

O crescimento da tensão com os EUA

As relações entre Coreia do Norte e EUA deterioram-se no início de 2002, com o discurso do presidente George W. Bush incluindo o país em um "eixo do mal". Em outubro desse ano, quando os EUA afirmam que a Coreia do Norte admitira, em conversações oficiais, ter um programa de armas nucleares, a tensão aumenta.Em novembro, um funcionário norte-coreano declara na rádio que o país possui armas nucleares. Pouco antes, Japão, Coreia do Sul, União Europeia e EUA já haviam bloqueado o fornecimento de petróleo enquanto a Coreia do Norte não permitisse a verificação das armas. Em dezembro, o regime norte-coreano expulsa os últimos funcionários da Agência Internacional de Energia Atômica presentes no país. Tensão no Pacífico Em janeiro de 2003, a Coreia do Norte rompe com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, acordo internacional de contenção de armas atômicas. No mês seguinte, ameaça os EUA com "ataques globais" se o país continuar a acumular armas no Pacífico. Ainda assim, os EUA enviam mais bombardeiros à região. Funcionários norte-americanos, norte-coreanos e chineses encontram-se em Pequim, mas não chegam a um acordo. Em julho, a Coreia do Norte afirma que reprocessou plutônio em quantidade suficiente para produzir bombas atômicas. No mês seguinte, começam as negociações com as duas Coreias, China, EUA, Federação Russa e Japão, que prosseguem em mais dois encontros, em 2004, sem superar o impasse. A Coreia do Norte recusa-se a realizar o quarto encontro (marcado para setembro de 2004). Em fevereiro de 2005, o país anuncia que possui armamento atômico e retira-se por período indeterminado das negociações.

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