Eritreia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Eritreia

Eritreia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Eritreia


Geografia: Área: 121.143 km². Hora local: +6h. Clima: árido tropical. Capital: Asmará. Cidades: Asmará (470.000), Assab (61.300), Keren (42.000), Massawa (32.700).

População: 5,2 milhões; nacionalidade: eritréia; composição: tigrinas 50%, tigres e cunamas 30%, afars 4%, sahos 3%, outros 13%. Idiomas: árabe, tigrina (principais), inglês, tigre, saho, afar, edareb, cunama, nara, bilieno, rashaida. Religião: cristianismo 50,5% (ortodoxos 46,1%, outros 4,4%), islamismo 44,7%, sem religião 4,1%, crenças tradicionais 0,6%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU, UA. Embaixada: 1708, New Hampshire Avenue NW, Washington D.C. 20009, EUA; e-mail: veronica@embassyeritrea.org.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 6 regiões. Partidos: Frente Popular pela Democracia e Justiça (PFDJ) (único legal). Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional Provisória, com 150 membros. Constituição: 1997.

Nação mais jovem da África, a Eritreia obtém a independência em 1993. Os mais de 30 anos da guerra de secessão com a Etiópia devastam o país, deixando cerca de 100 mil mortos e 350 mil refugiados. Os dois Estados entram novamente em guerra em 1998, para disputar áreas fronteiriças, e chegam a um acordo de paz em 2000, supervisionado por tropas da Organização das Nações Unidas (ONU). Situada na região conhecida por Chifre da África e banhada pelo mar Vermelho, a Eritreia ocupa importante posição no estreito de Bab el Mandeb, ponto de passagem entre o Canal de Suez e o oceano Índico. O território é predominantemente desértico. Nas montanhas do norte – várias ultrapassam 2 mil metros de altura –, o clima é ameno. Para reconstruir a economia, debilitada pela seca e pela guerra, o governo procura atrair investimentos externos. O turismo é promissor, e um dos maiores atrativos é o arquipélago de corais Dahlak, hoje um parque nacional.

ERITREIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA ERITREIA

História da Eritreia

Bandeira da EritreiaÀs margens do mar Vermelho, a dinastia Aksum, da Etiópia, reina na região da atual Eritréia nos primeiros séculos da Era Cristã. Sua relativa independência entra em colapso com o domínio otomano no século XVI. A partir de então, e até o colonialismo europeu do século XIX, a região é disputada por diversos povos, entre os quais etíopes, egípcios e otomanos. Em 1890 torna-se colônia da Itália, separando-se da Etiópia. A possessão italiana é reconhecida pelo governo etíope em 1889, após a assinatura do Tratado de Wichale. Durante a II Guerra Mundial, tropas britânicas ocupam a área (1941), expulsando os italianos do Chifre da África. O Reino Unido administra a região até 1952, quando a ONU aprova a união da Eritreia com a Etiópia em uma federação sob controle da Coroa etíope, com uma assembléia legislativa local. Mas o imperador etíope Haile Selassie obriga a assembléia a aceitar a anexação do território à Etiópia.
Asmará, Capital da Eritreia
Asmará, Capital da Eritreia
Guerra de libertação - Depois da criação da Frente de Libertação da Eritreia (ELF), no fim da década de 1950, inicia-se em 1961 a rebelião armada contra a Etiópia. Selassie suprime a federação em 1962, anexando a Eritreia como província. Surge na década de 1970 a Frente Popular de Libertação da Eritreia (EPLF), de orientação marxista. A luta separatista contribui para a queda de Selassie em 1974. Em 1991, a guerrilha passa a controlar todo o território eritreu. Seu sucesso estimula a derrubada da ditadura de Mengistu Mariam, na Etiópia, pela Frente Revolucionária Democrática do Povo Etíope (EPRDF), apoiada e treinada pela EPLF. O novo governo etíope reconhece a independência da Eritreia, aprovada em plebiscito por 99,8% dos habitantes.

Independência - A EPLF assume o poder em 1993 e instala um governo de transição de quatro anos, período para elaborar a Constituição e preparar eleições pluripartidárias. A Assembleia Nacional provisória elege o secretário-geral da EPLF, Issaias Afewerki, presidente do país. O apoio dos Estados Unidos e da Itália ao governo de transição garante investimentos na área de mineração. Em 1994, a EPLF muda o nome para Frente Popular pela Democracia e Justiça (PFDJ) e se torna o único partido político legal. Uma Constituição é adotada em 1997, mas as eleições não ocorrem. A entrada em ação do grupo fundamentalista Jihad Islâmica da Eritreia, até 1993 baseado no Sudão, provoca uma crise entre os dois países. Em 1994, Eritreia e Sudão assinam acordo para demarcar fronteiras e repatriar 350 mil refugiados eritreus.

Guerra com a Etiópia - As relações com a Etiópia começam a se deteriorar quando, em 1997, a Eritreia adota a própria moeda, o nakfa. Até então, usava o birr etíope. Principal parceiro comercial do país, a Etiópia escoava a maior parte da produção externa pelo porto eritreu de Assab e comprava mais de 60% das exportações da Eritreia. Em 1998, os dois países acusam-se de invasão territorial e entram em guerra. Após dois anos de conflito, um acordo de paz é assinado em dezembro de 2000. O fim das hostilidades deve-se, em grande parte, ao esgotamento econômico e militar da Eritreia. O esforço de guerra deixa o país semidestruído. Os prejuízos agravam-se com a decisão da Etiópia de exportar pelo Djibuti. O governo busca financiamento externo, com o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.
Em 2001, Afewerki demite ministros que haviam criticado a concentração de poder em suas mãos. Nos meses seguintes, o Exército ocupa a universidade e detém centenas de estudantes, acusados de desestabilizar o regime (dois deles morrem), e prende jornalistas e dissidentes. Os dissidentes formam, em 2002, o Partido da Frente Democrática pela Libertação do Povo Eritreu, mas o Parlamento proíbe a legalização de qualquer outro partido além da PFDJ. Em 2003, as relações com a Etiópia pioram depois que esta se opõe à decisão da Comissão de Demarcação de Fronteiras das Nações Unidas de conceder a vila de Badme à Eritreia. A comissão havia sido aceita pelos dois lados, no acordo de paz em 2000. Em janeiro de 2004, a ONU lança um apelo por comida e ajuda humanitária à Eritreia, buscando totalizar 147 milhões de dólares para combater os efeitos devastadores para a agricultura da prolongada seca que assola o país. Em novembro, a Etiópia declara que aceita, "em princípio", a autoridade da comissão para delimitar a fronteira com a Eritreia.

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