Etiópia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Etiópia

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Etiópia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Etiópia


Geografia: Área: 1.130.139 km². Hora local: +6h. Clima: árido tropical (N) e tropical (S). Capital: Adis-Abeba. Cidades: Adis-Abeba (2.300.000), Dire Dawa (175.00), Harrar (141.000), Nazret (135.800), Mek´ele (125.00).

População: 85 milhões; nacionalidade: etíope; composição: oromos 40%, aimarás e tigrinas 32%, sidamos 9%, chanquelas 6%, somalis 6%, outros 7%. Idiomas: amárico (principal), inglês, línguas regionais. Religião: cristianismo 57,7% (ortodoxos 36,5%, protestantes 13,6%, outros 10% - dupla filiação 2,4%), islamismo 30,4%, crenças tradicionais 11,7%, sem religião 0,2%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU, UA. Embaixada: 3506, International Drive, NW, Washington D.C. 20008, EUA; e-mail: info@ethiopianembassy.org, site na internet: www.ethiopianembassy.org.

Governo: República parlamentarista. Div. administrativa: 9 estados e 2 áreas metropolitanas (Adis-Abeba e Dire Dawa). Partidos: coalizão Frente Revolucionária Democrática do Povo Etíope (EPRDF), Movimento Nacional Democrático Amhara (ANDM), Organização Democrática do Povo de Oromo (ODPO), Frente de Libertação do Povo do Tigre (TPLF), Organização Democrática do Povo de Walayta, Gamo, Gofa, Dawro e Konta (WGGPDO). Legislativo: bicameral – Conselho da Federação, com 117 membros; Conselho dos Representantes do Povo, com 548 membros. Constituição: 1995.

A Etiópia é uma das duas nações africanas (a outra é a Libéria) não colonizadas por europeus, cuja dominação sobre o país se limita ao curto período da ocupação italiana, de 1936 a 1941. Também se opôs ao domínio do Império Árabe, conservando ainda forte tradição cristã. A maior parte do território etíope, localizado no chamado Chifre da África, está acima dos 2 mil metros de altitude. Situada a 2.408 metros de altitude, Adis-Abeba é a mais elevada capital africana. Secas periódicas assolam a nação, onde fica o local com a mais alta temperatura média do mundo: 34 ºC, em Dalol, na depressão de Denakil. Campos e pastagens cobrem cerca de três quartos das terras etíopes e sustentam um significativo rebanho bovino. Couro e café são os principais produtos de exportação do país.Com a independência da província da Eritreia, em 1993, a Etiópia perde o estratégico acesso ao mar Vermelho. A guerra entre os dois países, de 1998 a 2000, causa milhares de mortes, prejudica a economia e agrava ainda mais as condições de vida . Metade da população da Etiópia – a terceira maior da África – sofre de subnutrição crônica.

ETIÓPIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA ETIÓPIA

História da Etiópia

Bandeira da EtiópiaA tradição etíope considera como marco da fundação de sua dinastia real a união entre a rainha de Sabá e o rei Salomão. Dessa união nasce Menelik I, pai de toda a linhagem. As culturas pastorais e agrícolas prosperam entre os séculos VIII e VI a.C. O reino de Da’amat se estabelece no século VII a.C. No começo da Era Cristã firma-se o reino de Aksum, que estende seu domínio sobre a região do mar Vermelho no século V. O cristianismo torna-se a religião oficial do imperador Ezana, do reino de Aksum, no século IV. A Etiópia resiste à invasão árabe, no século VII, à presença de missionários católicos portugueses, no século XVII, e à tentativa de colonização italiana em fins do século XIX. Em 1930, Ras Tafari toma o poder e é coroado imperador com o nome de Haile Selassie – que significa "o poder da trindade". A Itália invade o país em 1935. O Reino Unido dá asilo a Selassie (1936) e envia tropas à Etiópia, que expulsam os italianos em 1941 e reconduzem o imperador ao trono. Soldados britânicos ficam no país até 1952. Com o apoio dos Estados Unidos (EUA), a Organização das Nações Unidas (ONU) aprova a incorporação da Eritreia pela Etiópia, numa federação sob a soberania da Coroa etíope. A federação, que vigora de 1952 a 1962, funciona apenas no papel, pois Selassie não admite autonomia e anexa a Eritreia como província. Os guerrilheiros eritreus reagem e deflagram a luta pela independência.
Adis-Abeba, Capital da Etiópia
Adis-Abeba, Capital da Etiópia
Regime militar - Em 1974, Selassie é destronado por um golpe liderado pelo general Aman Michael Andom. Selassie morre na prisão um ano depois. Em 1977, o coronel Mengistu Haile Mariam toma o poder e acentua a tendência, existente desde 1974, por um regime de orientação socialista. Seu governo nacionaliza empresas privadas, realiza a reforma agrária e aproxima o país da União Soviética. Também em 1977, a Somália invade a Etiópia em apoio ao movimento separatista de comunidades somalis no deserto de Ogaden. Os agressores são expulsos com a ajuda de soldados cubanos. O regime enfrenta separatistas da Eritréia e da província de Tigre. O período de 1977 a 1978 fica conhecido como "terror vermelho", em razão do assassinato de milhares de opositores.

Fome e rebelião - A fome devasta o país em 1984, matando quase 1 milhão de pessoas. Enfraquecido, o regime sofre derrotas na Eritréia e enfrenta avanços da Frente Revolucionária Democrática do Povo Etíope (EPRDF), criada em 1989 e apoiada pelos guerrilheiros eritreus. Em 1991, uma ofensiva derruba o governo de Mengistu, que foge do país. Os rebeldes tomam Adis-Abeba e instauram um governo provisório, que mantém a promessa de dar a independência à Eritréia, obtida em 1993. O governo de transição, entre 1991 e 1994, institui o pluripartidarismo e a economia de mercado. Nas eleições de 1994, a EPRDF obtém maioria na Assembleia Constituinte e elabora nova Constituição. No ano seguinte, o Parlamento elege Negasso Gidada presidente e Meles Zenawi primeiro-ministro. Em maio de 1998, litígios de fronteira levam Etiópia e Eritreia à guerra, que vai até 2000.

Em 2001, o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprova acordo com o país. O Clube de Paris cancela 33% de uma dívida de 430 milhões de dólares e adia o pagamento de 288 milhões para 2004. Novo empréstimo, de 150 milhões de dólares, é dado pelo Banco Mundial. O clima político interno, porém, continua tenso. Repressão a manifestações estudantis em Adis-Abeba mata 31 pessoas e deixa 250 feridos. Em outubro, o Parlamento elege para presidente o tenente Girma Woldegiorgis, da etnia oromo, sem partido e pouco conhecido. No mês seguinte, o FMI anuncia uma redução de 1,3 bilhão na dívida externa, equivalente a 47% do total.

Ameaça da fome - Em 2002, o primeiro-ministro Zenawi declara que o país está ameaçado por uma onda de fome pior que a de 1984. Em 2004, o governo anuncia a transferência de 2 milhões de pessoas de regiões secas do planalto central para o oeste do país, onde as terras são mais férteis. É uma estratégia para reduzir a dependência da ajuda externa, que alimenta 15 milhões de etíopes.

Guerra deixa mais de 120 mil mortos

A guerra entre Etiópia e Eritreia causa mais de 120 mil mortes e deixa 1,5 milhão de refugiados. O conflito opôs dois países que cooperaram durante anos. Antes do conflito, a Etiópia acolhia mais de 60% das exportações da Eritreia e usava o porto eritreu de Assab, no mar Vermelho. O regime de colaboração começa a ruir em 1997, quando a Eritreia adota a própria moeda, o nakfa – até então, a nação usava o birr etíope. Combates Os primeiros ataques dos dois lados, em maio de 1998, matam dezenas de civis. O conflito se agrava em fevereiro de 1999, com a formação de frentes de batalha em toda a fronteira. Em março, os etíopes lançam uma ofensiva contra o noroeste da Eritreia, causando milhares de mortes. A Eritreia aceita então um plano de paz proposto pela Organização da Unidade Africana (OUA), mas a Etiópia recusa o diálogo. Em maio de 2000, mais de 110 mil soldados etíopes invadem a Eritreia, que entra em colapso. Acordo de paz Em junho de 2000, os países acertam um cessar-fogo. O acordo de paz é assinado em dezembro, na presença do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan. Uma força de paz da ONU, com 4,2 mil soldados, passa a patrulhar a região por prazo indeterminado. Em 2002, Etiópia e Eritreia entregam a definição da nova linha de fronteira a uma comissão independente. Quando a comissão decide, porém, que a vila de Badme fica ligada à Eritreia, a Etiópia volta atrás. Mas, após meses de pressão internacional, o presidente Woldegiorgis anuncia, em novembro de 2004, que aceita a decisão "a princípio". Em janeiro de 2005, 50 mil pessoas protestam em Adis-Abeba contra o acordo.

Adis-Abeba, Capital Etíope

Adis-Abeba, Capital da Etiópia

Situada no centro geográfico da Etiópia, Adis Abeba (o nome significa "nova flor") é a capital política, econômica e cultural do país. Ponto de encontro de vários povos, ali se falam diferentes línguas. E sua arquitetura testemunha a convivência do moderno com o primitivo.

Capital também da província de Shoa, Adis Abeba fica a cerca de 2.400m de altitude, o que lhe proporciona temperaturas médias entre 14,4o e 18,9o C, embora esteja situada em região equatorial. As máximas do verão não ultrapassam 24o C, nem as mínimas do inverno caem abaixo de 9o C. A cidade é cortada por numerosos rios e caracteriza-se por encostas íngremes.

Adis Abeba é sede da Organização para a Unidade Africana OUA e da Comissão Econômica para a África, das Nações Unidas. Suas principais indústrias são as de produtos têxteis, alimentícios, plásticos e químicos. Os produtos destinados à exportação são enviados a Massaua e Assab, principais portos do país, e também, por via ferroviária, para Djibuti, capital da república do mesmo nome, cujo porto é responsável por grande parte do comércio externo da Etiópia.

A cidade desenvolveu também uma indústria leve --fabrico de sabão, cimento, produtos químicos e sapatos, moagem de trigo e beneficiamento de café e fumo. Também a atividade artesanal se tornou significativa, principalmente em madeira, marfim e couro: produzem-se cestas, tapetes e jóias. Típicos de Adis Abeba são campos cultivados no perímetro urbano.

Já no tempo do rei hebreu Salomão essa área, que na época se chamava Finfinai, estava povoada. Adis Abeba só foi construída, porém, em 1887, a instâncias da imperatriz Taitou, que, segundo consta, estaria insatisfeita com a antiga capital, Entotto, e ganhou para sua causa o imperador Menelik II. Tomada pelos italianos em 1936, foi libertada pelos ingleses em 1941, durante a segunda guerra mundial.

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