Ilhas Salomão, Aspectos Gerais das Ilhas Salomão

Ilhas Salomão, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos das Ilhas Salomão

Ilhas Salomão, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos das Ilhas SalomãoGeografia: Área: 28.370 km². Hora local: +14h. Clima: equatorial. Capital: Honiara (ilha de Guadalcanal). Cidades: Honiara (54.100), Gizo (8.300), Auki (5.800), Kirakira (3.100), Buala (2.200) (2016).

População: 515 mil (2016); nacionalidade: salomônica; composição: melanésios 93%, polinésios 4%, micronésios 2%, outros 1%. Idiomas: inglês (oficial), inglês dialetal, línguas regionais. Religião: cristianismo 95,7% (anglicanos 38,2%, protestantes 35,8%, católicos 10,8%, outros 10,9%), outras 3,9%, sem religião 0,3%. Moeda: dólar salomônico

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU. Embaixada: Missão Permanente das Ilhas Salomão junto às Nações Unidas. 800, Second Avenue, suite 400L, New York, NY 10017, EUA; e-mail: solomonislands@un.int.

Governo: Monarquia parlamentarista. Div. administrativa: 4 distritos subdivididos em conselhos de governo. Chefe de Estado: rainha Elizabeth II, do Reino Unido, representada pelo governador-geral, Nathaniel Waena (desde 2004). Primeiro-ministro: Allan Kemakeza (PAP) (desde 2001). Partidos: da Aliança do Povo (PAP), Coalizão Aliança por Mudanças nas Ilhas Salomão (Siacc) (Liberal das Ilhas Salomão – Silp, entre outros), Progressista do Povo (PPP). Legislativo: unicameral – Parlamento Nacional, com 50 membros. Constituição: 1978.

As Ilhas Salomão é um arquipélago da Melanésia formado por centenas de ilhas de origem vulcânica no centro-oeste da Oceania. As principais apresentam cadeias de montanhas com picos de grande altitude e vulcões ativos. A economia é centrada na agricultura de subsistência e na exportação de madeira. Há grande dependência de ajuda externa, em particular da Austrália. São falados no país mais de 80 dialetos nativos, além do inglês.

Bandeira das Ilhas SalomãoHistória das Ilhas Salomão

Habitadas desde o segundo milênio antes de Cristo, as ilhas são descobertas por navegadores espanhóis no século XVI. O norte do arquipélago torna-se protetorado alemão em 1885, e o sul, protetorado britânico em 1893. O Reino Unido amplia seu domínio para todo o território, transformando-o em colônia após a I Guerra Mundial. O Japão invade as ilhas em 1942, mas, com o término da II Guerra Mundial, a maioria é retomada pelo Reino Unido, que deixa a parte oriental sob o domínio da Austrália. Em julho de 1978, o país conquista a independência, adota regime de monarquia parlamentarista e adere à Comunidade Britânica.

Honiara, Capital das Ilhas Salomão
Conflitos étnicos - Em 1998 crescem os conflitos étnicos na ilha de Guadalcanal, que opõem os nativos isatabus a imigrantes provenientes de Malaita, acusados de tomar empregos e terras locais. Em dois anos, perseguições provocam a fuga de 20 mil malaitas e a morte de cerca de 100 pessoas. A tensão leva a um golpe de Estado, em junho de 2000, liderado pela milícia Forças da Águia de Malaita (MEF). O grupo mantém em cativeiro por alguns dias o primeiro-ministro Bartholomew Ulufa’alu. Depois de solto, ele renuncia. Há lutas entre o MEF e o grupo paramilitar Movimento de Libertação Isatabu, leal a Ulufa’alu. No fim do mês, o Parlamento escolhe Manasseh Sogavare, do oposicionista Partido Progressista do Povo (PPP), como novo primeiro-ministro. Em outubro é assinado acordo de paz, e, em dezembro, o Parlamento aprova anistia geral aos envolvidos nos conflitos.

Allan Kemakeza, do Partido da Aliança do Povo (PAP), é eleito primeiro-ministro em 2001. A violência política continua. Em julho de 2003, a pedido do governo, chega ao país uma força de paz multinacional liderada pela Austrália. Além de soldados e policiais, é integrada por civis que assumem postos de direção no governo. Em junho de 2004, o governo australiano informa que a missão de paz realizou 3 mil prisões, recolheu 3,7 mil armas e estabilizou as finanças das Ilhas Salomão.

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