Panamá | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Panamá

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Panamá | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Panamá

PANAMÁ, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO PANAMÁ

Geografia – Área: 75.517 km². Hora local: -2h. Clima: equatorial. Capital: Cidade do Panamá. Cidades: Cidade do Panamá (500.000), San Miguelito (310.000), Tocumen (87.000), David (82.000) (2017).

População – 3,5 milhões (2017); nacionalidade: panamenha; composição: eurameríndios 70%, ameríndios 20%, europeus ibéricos 10%. Idioma: espanhol (oficial). Religião: cristianismo 88,2% (católicos 77,4%, protestantes 11,9%, outros 7,1% - dupla filiação 8,2%), islamismo 4,4%, outras 4,4%, sem religião e ateísmo 3%. Moeda: balboa.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, FMI, Grupo do Rio, OEA, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 248-7309, fax (61) 248-2834 – Brasília (DF).

Governo – República presidencialista. Div. administrativa: 9 províncias e 3 reservas indígenas autônomas. Partidos: coalizão Pátria Nova (Revolucionário Democrático – PRD, Popular – PP), coalizão Visão de País (Arnulfista – PA, Movimento Liberal Republicano Nacionalista – Molirena, Liberal Nacional – PLN), Solidariedade (PS). Legislativo: unicameral – Assembleia Legislativa, com 78 membros. Constituição: 1978.

O Panamá situa-se no ponto mais estreito da parte continental da América Central, no istmo que se estende até a América do Sul. É dividido ao meio pelo canal do Panamá, que liga o oceano Atlântico e o Pacífico. A cada ano, cerca de 14 mil embarcações (5% do comércio marítimo mundial) cruzam os 82 quilômetros do canal – que passou do controle dos Estados Unidos (EUA) para o Panamá em 2000. A população do país é formada por uma maioria de mestiços de índios e europeus. O setor econômico mais importante é o de serviços, que abrange as atividades financeiras e as rendas obtidas com a zona de livre comércio de Colón, a exploração do canal e o registro de navios mercantes.

Bandeira do PanamáHistória do Panamá

Centro de uma cultura importante da América Central, os chibcha, a região do atual Panamá é alcançada pelo espanhol Rodrigo de Bastidas em 1501, seguido de Cristóvão Colombo, no ano seguinte. Vasco Núñez de Balboa inicia o povoamento em 1513. Os índios que ali vivem – cunas, guaymís, chocós – são dizimados ou se mesclam aos espanhóis. Desde o século XVIII, Panamá e Colômbia constituem uma unidade administrativa que, como parte do Vice-Reino de Nova Granada (com Equador e Venezuela), tem a independência proclamada por Simón Bolívar, em 1821. A partir de meados do século XIX, o istmo prospera como rota principal entre a costa leste dos EUA e a Califórnia. A ferrovia transcontinental Panamá Railway é financiada e inaugurada pelos EUA em 1855. Em 1880, o francês Ferdinand Lesseps – que havia chefiado a construção do canal de Suez – dá início à construção do canal do Panamá, mas o empreendimento vai à falência.

Cidade do Panamá
Cidade do Panamá
Independência – Até a virada para o século XX ocorrem cinco tentativas de separação da Colômbia e 13 intervenções norte-americanas. Em 1903, os EUA fomentam a rebelião que leva à separação da Colômbia. No mesmo ano, compram do Panamá a concessão para retomar as obras do canal, inaugurado em 1914. Em troca do controle perpétuo da Zona do Canal, os EUA pagam uma anuidade ao país. Após a II Guerra Mundial, cresce a tensão interna com a presença norte-americana no Panamá – onde é instalado o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA. O presidente José Remón renegocia o tratado, mas é assassinado em 1955. Um golpe contra o civil Arnulfo Arias, em 1968, elimina garantias constitucionais e fecha a Assembleia Nacional. Sobe ao poder o chefe da Guarda Nacional, o general Omar Torrijos. Em 1977, ele assina um acordo com os EUA que determina para 2000 a passagem do controle do canal ao Panamá.

Invasão norte-americana – Torrijos morre num acidente aéreo suspeito, em 1981. O ex-chefe do serviço secreto e colaborador da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) general Manuel Antonio Noriega assume em 1983 o comando militar do país. Coagido por Noriega, Nicolás Ardito Barletta, eleito em 1984 sob acusação de fraude, renuncia em 1985. Noriega é acusado em 1986 de envolvimento no assassinato do oposicionista Hugo Spadafora e em operações dos cartéis colombianos de drogas. Ao tentar destituí-lo, em 1988, o presidente Eric Delvalle é deposto. Em maio de 1989, Noriega anula a eleição vencida pelo oposicionista Guillermo Endara. Em dezembro, na operação denominada Causa Justa, tropas dos EUA invadem o Panamá, dão a posse a Endara e capturam Noriega, que é levado para uma prisão na Flórida. A Assembleia Nacional extingue as Forças Armadas em 1991. Em 1992, Noriega é julgado e condenado a 40 anos de prisão.

Devolução do canal – Os primeiros passos para a transferência da soberania do canal são dados em 1997, com a mudança do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA para a Flórida. A viúva de Arias, Mireya Moscoso, do Partido Arnulfista (PA), vence a eleição presidencial de 1999. No poder, a nova governante revoga o perdão dado a ex-colaboradores de Noriega. Em dezembro de 1999, uma cerimônia marca a entrega do controle do canal ao Panamá. Uma empresa de Hong Kong ganha a concorrência para administrar a passagem entre os oceanos por 25 anos. Em janeiro de 2000, os EUA fazem um acordo antidrogas com o Panamá pelo qual financiarão equipamentos e treinarão unidades especiais panamenhas. Em junho, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) inclui o Panamá numa lista de países que favorecem a lavagem de dinheiro.

Em 2001, o governo estabelece a Comissão da Verdade, que tem como objetivo esclarecer o destino dos desaparecidos sob a ditadura militar (1968/1989). Em março de 2004, a Assembleia Legislativa cria uma promotoria especial para investigar os crimes cometidos durante a ditadura. Nas eleições presidenciais, em maio, o vencedor é o candidato do Partido Revolucionário Democrático (PRD), Martín Torrijos, filho do ex-ditador Omar Torrijos. A coalizão liderada pelo PRD conquista maioria na Assembleia, ao eleger 41 dos 78 parlamentares. Em agosto, Cuba rompe relações diplomáticas com o país, depois que a presidenta Mireya Moscoso liberta quatro homens acusados de tentar assassinar Fidel Castro em 2000. Ao tomar posse, em setembro, o presidente Martín Torrijos compromete-se a retomar relações com Cuba.

Fonte:  http://www-geografia.blogspot.com.br/
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