Timor-Leste | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Timor-Leste

Timor-Leste | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Timor-Leste


Geografia – Área: 14.609 km². Hora local: +11h. Clima: equatorial. Capital: Dili. Cidades: Dili (70.200), Dare (20.600), Baucau (16.500), Maliana (13.600), Ermera (12.900) (2018).

População – 930 mil (2018); nacionalidade: timorense (ou maubere). Idiomas: português, tétum. Religião: cristianismo 86% (católicos 100%), islamismo e crenças tradicionais 14%. Moeda: dólar americano.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU. Embaixada: Missão Permanente de Timor-Leste junto às Nações Unidas. 866, Second Avenue, 9th Floor, New York, NY 10017, EUA.

Governo – República parlamentarista. Div. administrativa: 13 distritos. Partidos: Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin), Democrático (PD), Social-Democrata (PSD), Associação Social-Democrata Timorense (ASDT). Legislativo: unicameral – Parlamento Nacional, com 88 membros. Constituição: 2002.

Independente desde maio de 2002, o Timor-Leste é uma ex-colônia portuguesa que permaneceu de 1975 a 1999 sob o domínio da Indonésia. De 1999 até a independência, a autoridade foi exercida pela Administração Transitória das Nações Unidas no Timor-Leste (Untaet), que transferiu gradualmente o poder para autoridades locais. Situado na parte oriental da ilha do Timor, no Sudeste Asiático, seu território inclui as ilhas de Ataúro e Jaco e o enclave de Oecusse, na província indonésia de Nusa Tenggara (parte oeste do Timor). O clima é quente, com um período de fortes chuvas, seguido por uma seca prolongada. Há mais de 30 idiomas, e os oficiais são o tétum e o português (falado por 10% dos habitantes). O Produto Interno Bruto (PIB) do Timor-Leste é um dos menores do mundo. A Organização das Nações Unidas (ONU) e alguns países doaram 2,2 milhões de dólares para a reconstrução do território, arrasado por milícias pró-Indonésia após a aprovação da independência. Na falta de moeda própria, o dólar foi adotado como oficial, embora a rúpia indonésia seja amplamente usada. Mais de 90% dos timorenses vivem da agricultura, principalmente do café. Nos anos 1990 foi achado petróleo no mar territorial do Timor-Leste, explorado por um consórcio de empresas internacionais e cujos royalties começaram a entrar para o país em 2004.

TIMOR-LESTE - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DE TIMOR-LESTE
História de Timor-Leste

Habitado por tribos malaias, o Timor é frequentado durante séculos por navegadores árabes e chineses, interessados nas madeiras preciosas. Em 1520, os portugueses estabelecem entrepostos comerciais na ilha. No século XVIII chegam os holandeses, que ocupam o oeste do Timor. Um tratado de 1859 formaliza a divisão da ilha entre Portugal e Holanda. A partilha só se efetiva em 1914. O Japão ocupa a região durante a II Guerra Mundial, e, em 1949, a Holanda transfere a soberania da parte ocidental para a Indonésia, que acabara de se tornar independente. O leste permanece como colônia portuguesa.

TIMOR-LESTE - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DE TIMOR-LESTEInvasão indonésia – Em 1974, a Revolução dos Cravos põe fim à ditadura em Portugal e possibilita a legalização dos grupos nacionalistas no Timor-Leste. Os mais importantes são a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), de inspiração marxista, e a União Democrática Timorense (UDT), favorável à manutenção dos laços com Portugal numa federação. Em agosto de 1975, a UDT tenta um golpe de estado. A Fretilin inicia uma insurreição contra a UDT, enquanto os portugueses fogem da ilha. Vitoriosa, a Fretilin proclama a independência, em novembro.

Repressão – Dez dias depois, a Indonésia invade o Timor-Leste. Sob a ditadura de Suharto, o país ignora o protesto do governo português e a decisão do Conselho de Segurança da ONU, que vota pela retirada das tropas invasoras. Em julho de 1976, o Timor-Leste é anexado à Indonésia. Com a resistência armada da Fretilin, as tropas indonésias desencadeiam uma repressão brutal. Cerca de 200 mil habitantes são mortos durante a ocupação.
Dili, Capital de Timor-Leste
Dili, Capital de Timor-Leste
Guerrilha – Um grupo remanescente da Fretilin trava uma luta de guerrilhas nas montanhas, comandada por João Alexandre (Xanana) Gusmão. Em 1987, a Fretilin e a UDT formam aliança pela independência. Em 1992, Xanana Gusmão é preso e condenado à prisão perpétua no ano seguinte. A pena é posteriormente comutada para 20 anos de prisão. A pressão internacional pelo fim da ocupação cresce a partir de 1996, quando o Prêmio Nobel da Paz é concedido a dois defensores da independência: o bispo de Dili, Carlos Ximenes Belo, e o ativista da Fretilin José Ramos-Horta.

Plebiscito – A renúncia de Suharto, em 1998, abre espaço para o diálogo. Em 1999, um acordo entre a Indonésia e Portugal (em nome dos separatistas timorenses) acerta a realização de um plebiscito. Em 30 de agosto, 78,5% dos timorenses votam pela independência e derrotam a proposta de autonomia dentro da federação indonésia. Inconformados, militares indonésios armam milícias e promovem um massacre. Centenas de civis são assassinados e cerca de 250 mil abandonam sua casa. Em 20 de setembro chegam tropas da ONU para controlar a situação. Os militares indonésios deixam o país, cuja administração passa para a ONU, e Xanana Gusmão é libertado.

Em agosto de 2001, os timorenses elegem a Assembleia Constituinte, dando à Fretilin 55 das 88 cadeiras. A Assembleia forma um governo provisório, e o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, é nomeado primeiro-ministro. Em março de 2002, a nova Constituição entra em vigor. Xanana Gusmão é eleito presidente em abril, com 82,7% dos votos.
Independência – Em 20 de maio, o Timor-Leste torna-se oficialmente independente. O governo provisório assume plenos poderes, e a Untaet encerra seu mandato, substituída pela Missão das Nações Unidas de Apoio ao Timor Leste (Unmiset). Nove pessoas são mortas durante protestos contra a polícia, entre dezembro de 2002 e fevereiro de 2003. Em abril, por causa dos temores quanto ao retorno da violência das milícias, a ONU revê o programa de redução progressiva da Unmiset e estende seu mandato para maio de 2004. Nesse ano, corta o contingente de 3 mil para 700 homens, mas estende sua permanência até maio de 2005.

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