Portugal, Aspectos Gerais de Portugal

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Portugal, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Portugal

PORTUGAL, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE PORTUGALGeografia – Área: 91.985 km². Hora local: +3h. Clima: mediterrâneo (S) e temperado oceânico (N). Capital: Lisboa. Cidades: Lisboa (600.000), Porto (300.000), Amadora (160.000), Braga (120.000) (2016).

População – 10,1 milhões (2016); nacionalidade: portuguesa; composição: portugueses 99,5%, africanos 0,5. Idioma: português (oficial). Religião: cristianismo 92,4% (católicos 90,8%, outros 5,6% - dupla filiação 4%), sem religião e ateísmo 6,5%, outras 1%. Moeda: euro.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan, UE. Embaixada: Tel. (61) 3032-9600, fax (61) 3032-9642 – Brasília (DF); e-mail: portugalbr@uol.com.br.

Governo – República com forma mista de governo. Div. administrativa: 18 distritos e 2 regiões autônomas (Açores e Madeira). Partidos: Social-Democrata (PSD), Socialista (PS), Popular (PP), Comunista Português (PCP), Ecologista Os Verdes (PEV). Legislativo: unicameral – Assembleia, com mínimo de 180 membros e máximo de 230. Constituição: 1976.

Portugal ocupa o extremo oeste da península Ibérica e faz fronteira com uma única nação, a Espanha. Compreende também os arquipélagos de Açores e Madeira. A extensa costa para o oceano Atlântico, de quase mil quilômetros, explica a vocação marítima do povo português. Sua capital, a antiga cidade portuária de Lisboa, situa-se no delta do rio Tejo. O país formou um vasto império colonial – do qual fizeram parte o Brasil e porções da África e da Ásia – responsável pela difusão da língua portuguesa pelo mundo. Sua última possessão ultramarina, Macau, foi devolvida aos chineses em 1999. Portugal é uma das nações menos desenvolvidas da Europa Ocidental. O grande crescimento econômico iniciado no fim da década de 1990 desacelera-se nos últimos anos.

História de Portugal

A Lusitânia, como a região era conhecida pelos romanos, é conquistada por Júlio César e Augusto no século I a.C. No século V, os visigodos invadem e cristianizam a região, dominando-a até a chegada dos mouros, em 711. Em 1139, Afonso Henriques, que ajudara os espanhóis a expulsar os mouros da região, torna-se o primeiro monarca português. Os castelhanos invadem Portugal várias vezes, mas são derrotados em 1385. Nesse mesmo ano sobe ao trono dom João I, da dinastia Avis, que consolida a independência portuguesa.

Bandeira de PortugalGrandes navegações – Portugal é pioneiro na expansão marítima europeia. No século XV, têm início as Grandes Navegações e as conquistas que formariam o império colonial lusitano. Suas principais expedições marítimas são as de Vasco da Gama, o primeiro europeu a viajar por mar até a Índia, onde aporta em 1498, e a de Pedro Álvares Cabral, que chega ao Brasil em 1500. Em 1580, a Coroa espanhola se apossa do trono português, permanecendo como soberana do país até 1640, quando João de Bragança se torna rei.

Iluminismo português - Um terremoto de grandes proporções, seguido de um maremoto e de um incêndio de vários dias, destrói Lisboa em 1755, deixando 12 mil mortos. A catástrofe afirma a autoridade do marquês de Pombal, ministro do rei dom José. Pombal reconstrói a cidade e passa a ser, nas décadas seguintes, figura-chave do Iluminismo português. Persegue os jesuítas, dando início ao processo que levaria o papa a suprimir, em 1773, a Companhia de Jesus. Em 1807, Portugal é invadido por Napoleão Bonaparte, e a corte transfere-se para o Brasil, onde aporta em 1808. Em 1820, a Revolução do Porto obriga o rei dom João VI a voltar a Lisboa. Dois anos depois, o príncipe herdeiro dom Pedro proclama a independência do Brasil e torna-se seu imperador.

Salazarismo – Em 1910, uma rebelião derruba o rei Manuel II, e a República é proclamada. Os republicanos adotam leis liberais e anticlericais. Após longo período de instabilidade, um golpe de Estado instaura, em 1926, uma ditadura militar. António de Oliveira Salazar assume como primeiro-ministro em 1932. Seu regime, inspirado no fascismo, ficaria conhecido como salazarismo. A Constituição de 1933 institui o Estado Novo, no qual se admite um só partido, a União Nacional. Portugal permanece neutro na II Guerra Mundial. A recusa em conceder independência às colônias africanas estimula movimentos guerrilheiros de libertação. Em 1968, Salazar sofre derrame cerebral e é substituído por Marcelo Caetano, ex-ministro das Colônias, que legaliza alguns partidos de oposição.
Lisboa, Capital de Portugal
Lisboa, Capital de Portugal

Revolução dos Cravos – A decadência econômica e o desgaste com a guerra colonial provocam descontentamento nas Forças Armadas. Em 25 de abril de 1974, oficiais de média patente rebelam-se e derrubam o governo de Caetano. A população festeja o fim da ditadura distribuindo flores aos soldados rebeldes – daí o movimento ser conhecido como a Revolução dos Cravos. Todos os partidos políticos são legalizados e é extinta a Pide, polícia política do salazarismo. Portugal mergulha em uma agitação revolucionária. O general António de Spínola, que assumira a Presidência após a revolução, renuncia em setembro. O governo passa a ser dominado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), fortemente influenciado pelo Partido Comunista Português (PCP), e inicia estatização de bancos e indústrias e a reforma agrária. No mesmo ano, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau obtêm a independência. PS versus PSD Nas eleições de 1976, vence o moderado Partido Socialista (PS), de Mário Soares, que assume o cargo de primeiro-ministro. Diante da grave crise econômica, Soares renuncia em 1978. Em 1985, a vitória do Partido Social-Democrata (PSD), de centro-direita, encerra o segundo mandato de Soares como premiê. O novo primeiro-ministro é Aníbal Cavaco Silva. Em 1986, Mário Soares é eleito presidente, e Portugal ingressa na Comunidade Econômica Europeia (CEE), atual União Europeia (UE).A Assembleia modifica a Constituição, em 1989, permitindo a privatização de empresas nacionalizadas pela Revolução e enfraquecendo o poder do presidente da República. Soares é reeleito em 1991. Com maioria no Parlamento, Cavaco Silva permanece como primeiro-ministro e suas relações com Soares pioram. Em 1995, os socialistas vencem as eleições parlamentares e António Guterres torna-se o primeiro-ministro. No ano seguinte, Jorge Sampaio, também do PS, é eleito presidente. O país participa do lançamento do euro, moeda única europeia, em janeiro de 1999.

Timor-Leste – Em março de 1999, Portugal assina com a Indonésia um acordo para a realização de um referendo sobre a independência de sua ex-colônia Timor-Leste, anexada pelos indonésios. A explosão de violência na região provoca manifestações de solidariedade aos leste-timorenses em Portugal, as mais relevantes desde a Revolução dos Cravos.

Jorge Sampaio é reeleito para a Presidência em 2001. Cortes orçamentários feitos pelo governo afetam os serviços públicos e causam insatisfação popular. O PSD vence as eleições gerais de 2002, com 40,1% dos votos, e põe fim a seis anos de gestão do PS, que obtém 37,8%. José Manuel Durão Barroso, do PSD, assume o cargo de primeiro-ministro, em governo de coalizão com o Partido Popular (PP).

Guerra do Iraque – A guerra dos EUA contra o Iraque, em 2003, coloca em campos opostos Barroso, que apoia a ação norte-americana, e Sampaio, que defende uma solução diplomática. O resultado do acordo entre eles é que Portugal permite aos EUA usarem sua base aérea em Açores, mas não envia tropas ao golfo Pérsico. Em julho de 2004, Barroso renuncia ao cargo para assumir a presidência da Comissão Europeia e é substituído por Pedro Santana Lopes, também do PSD.

Crise econômica - A crise econômica que assolou a zona do euro, principalmente em países como Portugal, Grécia e Irlanda e que tiveram que pedir ajuda financeira à União Europeia. O governo português vinha tentando evitar pedir auxílio - o que o primeiro-ministro José Sócrates descreveu como o "último recurso" - mas finalmente admitiu que não poderia financiar sozinho a dívida pública.

Diferentemente de outros países, não houve qualquer estouro de bolha em Portugal. O que houve foi um processo gradual de perda de competitividade, com o aumento dos salários e redução das tarifas de exportações de baixo valor da Ásia para a Europa. Enfrentando um baixo crescimento econômico, o governo português tem encontrado dificuldades para obter a arrecadação necessária para arcar com os gastos públicos. Os gastos do governo têm sido relativamente altos, devido em parte a uma sucessão de projetos caros - especialmente de melhora no setor de transportes, tendo em vista o aumento da competitividade. Assim, quando estourou a crise financeira global, Portugal passou a enfrentar uma grande dívida pública, que ficou cada vez mais difícil de ser financiada.

Lista de Cidades de Portugal

Lista de Cidades de Portugal
Lista de cidades portuguesas ordenadas alfabeticamente. Atualmente, Portugal tem 150 povoações com a categoria de cidade:

A
Abrantes
Agualva-Cacém
Águeda
Albufeira
Alcobaça
Alcácer do Sal
Almada
Almeirim
Alverca do Ribatejo
Amadora
Amarante
Amora
Angra do Heroísmo
Anadia
Aveiro

B
Barcelos
Barreiro
Beja
Braga
Bragança

C
Caldas da Rainha
Câmara de Lobos
Cantanhede
Cartaxo
Castelo Branco
Chaves
Coimbra
Costa da Caparica
Covilhã

E
Elvas
Entroncamento
Ermesinde
Esmoriz
Espinho
Esposende
Estremoz
Estarreja
Évora

F
Fafe
Faro
Fátima
Felgueiras
Figueira da Foz
Fiães
Freamunde
Funchal
Fundão

G
Gafanha da Nazaré
Gandra
Gondomar
Gouveia
Guarda
Guimarães

H
Horta

I
Ílhavo

L
Lagoa
Lagos
Lamego
Leiria
Lisboa
Lixa
Loulé
Loures
Lourosa

M
Macedo de Cavaleiros
Machico
Maia
Mangualde
Marco de Canaveses
Marinha Grande
Matosinhos
Mealhada
Meda
Miranda do Douro
Mirandela
Montemor-o-Novo
Montijo
Moura

O
Odivelas
Olhão
Oliveira de Azeméis
Oliveira do Bairro
Oliveira do Hospital
Ourém
Ovar

P
Paredes
Paços de Ferreira
Penafiel
Peniche
Peso da Régua
Pinhel
Pombal
Ponta Delgada
Ponte de Sôr
Portalegre
Portimão
Porto
Póvoa de Santa Iria
Póvoa de Varzim
Praia da Vitória

Q
Quarteira
Queluz

R
Rebordosa
Reguengos de Monsaraz
Ribeira Grande
Rio Maior
Rio Tinto

S
Sabugal
Sacavém
Santa Comba Dão
Santa Cruz
Santa Maria da Feira
Santana
Santarém
Santiago do Cacém
Santo Tirso
São João da Madeira
São Mamede de Infesta
São Salvador de Lordelo
Seia
Seixal
Serpa
Setúbal
Silves
Sines

T
Tarouca
Tavira
Tomar
Tondela
Torres Novas
Torres Vedras
Trancoso
Trofa

V
Valbom
Vale de Cambra
Valongo
Valpaços
Vendas Novas
Viana do Castelo
Vila Baleira
Vila do Conde
Vila Franca de Xira
Vila Nova de Famalicão
Vila Nova de Foz Côa
Vila Nova de Gaia
Vila Nova de Santo André
Vila Real
Vila Real de Santo António
Viseu
Vizela

Algarve, Região do Sul de Portugal

Algarve, Região do Sul de PortugalO nome Algarve vem do árabe al-Rharz, "país do poente", denominação dada pelos mouros. Antiga província de Portugal, corresponde hoje ao distrito de Faro. Situa-se no extremo sul do país, limitando-se ao norte com o Baixo Alentejo, a leste com a Espanha, a oeste e ao sul com o oceano Atlântico. É uma região bastante diferenciada das demais, por suas fronteiras precisas: o rio Guadiana a separa do território espanhol, as ribeiras e as serras (de Monchique, do Caldeirão) do Alentejo.

Terra de encantos muito peculiares, geográficos e históricos, o Algarve, arduamente conquistado aos mouros, é uma das regiões de Portugal mais procuradas pelos turistas.

O Algarve parece um anfiteatro voltado para o mar e para a costa da África. Do promontório de Sagres, o infante D. Henrique sonhou com os descobrimentos e fez daquela ponta um centro de estudos náuticos, cartográficos e cosmológicos. Devem ter sido algarvios os tripulantes das primeiras caravelas que saíram dali para o mundo desconhecido.

O Algarve é uma região essencialmente marítima. Tem clima mediterrâneo, subtropical, de poucas chuvas, apenas hibernais. No verão, seus rios e ribeirais às vezes secam. A vegetação reflete essas condições. Nas proximidades da fronteira alentejana o sobreiro prepondera. No sul, a alfarrobeira, a figueira, a amendoeira são as árvores mais comuns. As amendoeiras em flor, na primavera, são uma das grandes atrações da região. As propriedades agrícolas maiores ficam ao norte, mas as menores, na costa, são as mais prósperas. Graças à irrigação, o solo é intensamente aproveitado na fruticultura e horticultura. Predominam os frutos secos (amêndoas, figos, nozes, pinhões), mas na área de Faro, capital do distrito homônimo, a videira representa uma das atividades econômicas principais, ao lado da pesca (de atum e sardinha principalmente) e do beneficiamento da cortiça. Há também, nas áreas montanhosas do norte, as plantações de cereais, os castanheiros e as oliveiras, além da criação de ovelhas, cabritos, asnos.

O Algarve foi um reino mourisco que, entre os séculos VIII e XIII, abrangia parte do litoral de Marrocos. No final desse período, constituiu o último reduto da resistência árabe em Portugal e foi retomado graças aos esforços de Afonso III em 1252. Por isso se mantêm até hoje traços característicos da arte muçulmana na arquitetura local, no recorte caprichoso de suas chaminés, na clara e austera beleza do casario -- também marcantemente mediterrâneo. Terra de sol e brancura, o Algarve tem componentes folclóricos famosos, como as rendas e redes de Lagos ou de Olhão, as esteiras de esparto, a irresistível culinária de frutos do mar, de favas e de pães.

De terrenos nada propícios à extração mineral, o Algarve tem por maior riqueza seu significado histórico. Os atrativos da natureza e as peculiaridades culturais de seu povo fazem hoje dessa pequena faixa de terra um importante centro turístico. As estradas são boas e, em algumas delas, especialmente na serra de Monchique, as principais elevações foram dotadas de mirantes a 500, 700m de altitude. Na Fóia, onde se acha a grande antena de televisão do Algarve, há um desses mirantes a mais de 900m de altura. Diz-se que o panorama que se tem dali é um dos mais vastos do planeta.

Açores, Ilhas de Portugal

Açores, Ilhas de PortugalA cerca de 1.200km de Lisboa, os Açores têm  2.335km2 de superfície total e compreendem nove ilhas, distribuídas em três grupos: o norte-ocidental (Flores e Corvo), o central (Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa) e o oriental (São Miguel e Santa Maria, mais os ilhéus pedregosos e desabitados de Formigas). A ilha mais importante é uma região autônoma de Portugal, dividida em três distritos: Angra do Heroísmo (Terceira, Graciosa, São Jorge), Horta (Faial, Pico, Corvo, Flores) e Ponta Delgada (São Miguel, Santa Maria).

Situadas no meio do oceano, entre a Europa ocidental e os Estados Unidos, as ilhas do arquipélago dos Açores, parte integrante do território de Portugal, constituem um enclave estratégico para as comunicações intercontinentais e a rede de estações meteorológicas do Atlântico norte.

Geografia. A origem vulcânica das ilhas determina um relevo muito acidentado e complexo, devido à dureza dos materiais oriundos de erupções. Em 1522, Vila Franca do Campo, então capital de São Miguel, foi arrasada por um terremoto, e em 1957-1958 a área de Faial viu-se aumentada em decorrência de uma erupção violenta do Capelinhos. A altitude máxima encontra-se na ilha do Pico (2.351m).

Por sua situação oceânica, o clima apresenta temperaturas amenas, com média anual de 17o C e pouca oscilação térmica. As chuvas se distribuem de forma irregular: nas ilhas ocidentais são maiores as precipitações, ao passo que Santa Maria, a mais oriental, é muito árida. Antes do advento dos satélites meteorológicos, os dados transmitidos dos Açores eram essenciais para a previsão do tempo na Europa.

Economia e população. A agricultura, favorecida por solos argilosos e férteis, bastante ferruginosos, é a atividade econômica mais importante. Os cereais, especialmente o milho, são os principais produtos. Em todas as ilhas, com maior ou menor intensidade, cultivam-se feijão, cana-de-açúcar, batata e hortaliças. A criação de bovinos, ovinos e caprinos estende-se pelas encostas montanhosas. Boa parte da população pratica a pesca e a caça às baleias.

A maior parte da população descende de habitantes do Algarve, Alentejo e Minho, mas considerável foi a influência de holandeses, espanhóis e franceses.  Mais de metade da população se encontra na ilha de São Miguel, onde fica a principal cidade do arquipélago, Ponta Delgada.

História. As histórias mais fidedignas indicam que o reconhecimento do arquipélago foi feito por volta de 1427 por um piloto português, Diogo de Senill (ou Sevilha). Em 1432, Gonçalo Velho Cabral deu início à colonização de Santa Maria. São Miguel foi colonizada a partir de 1444, e a Terceira poucos anos depois. Por recomendação de D. Isabel, irmã do infante D. Henrique, fidalgos flamengos, encabeçados por Jobst Van Heurter, ganharam domínios em Faial e Pico. Quando Portugal caiu sob o domínio de Castela, em 1580, a população da Terceira lutou bravamente contra os espanhóis, e a denominação "do Heroísmo", justaposta ao nome de Angra, rememora essa resistência. As ilhas tornaram-se ponto de reunião das armadas que traziam riquezas das Américas.

Os Açores tornaram-se província portuguesa em 1771. O arquipélago não possui governo central e está politicamente organizado desde 1832, quando foram criados os atuais distritos, que se assemelham aos continentais, mas gozam de prerrogativas especiais.

Açores, Ilhas de Portugal

Devido a sua localização estratégica, durante a segunda guerra mundial o arquipélago dos Açores serviu de ponto de apoio às forças britânicas e americanas que atuaram na Europa. Os Estados Unidos construíram uma base naval em Ponta Delgada. Em 1943, o Reino Unido instalou uma base aérea em Lajes. O aeroporto de Santa Maria foi construído em 1944 pelos americanos, que desde essa data têm a concessão de seu uso, prorrogado por um pacto de defesa firmado em 1951. Em 1972 celebrou-se um novo acordo entre Portugal e Estados Unidos para a utilização das instalações militares.

Alentejo, Região de Portugal

Alentejo, Região de PortugalO Alentejo fica no centro-sul de Portugal, tendo esse nome por começar ao sul do rio Tejo. Limita-se ao norte com a Beira Baixa, a leste com a Espanha, a noroeste com a Estremadura e o Ribatejo, ao sul com o Algarve. Em 1936 a antiga província, a maior do país, foi dividida e, com uma parte da Estremadura, surgiram o Alto Alentejo (distritos de Évora e Portalegre) e o Baixo Alentejo (distritos de Beja e parte do de Setúbal). A região tem ao todo cerca de 25.000km2.

Uma das regiões de maior importância histórica em Portugal, o Alentejo inspirou vários escritores, como Florbela Espanca, que assim cantou seu torrão natal: "Ó minha terra na planície rasa / Branca de sol e cal e de luar."

O relevo é levemente ondulado, com planícies e peneplanos que raramente chegam a 400m. As serras de Ossa, Monfurado e Mendro, que separam as terras que descem para o Tejo, ao norte e noroeste, das que descem para o Sado, a oeste, ou para o Guadiana, a sudeste, não atingem 500m, e as de São Mamede e Marvão, a nordeste, passam pouco de mil metros. O clima é ameno, de transição entre o atlântico e o mediterrâneo, com verões que vão de 22 a 27o C e invernos de 9 a 11o C.

Embora o Alentejo seja uma das regiões mais secas de Portugal, a irrigação permite o cultivo de trigo, centeio, aveia, cevada e beterraba. A região é responsável por dois terços da produção mundial de cortiça. Há alguma pecuária e fabricação de tapetes e azeite de oliva. No setor mineral, destaca-se a extração de granito, calcário, basalto, mármore, alabastro, cobre e enxofre.

Alentejo, Região de PortugalAté a revolução de 1974, eram comuns propriedades de até 400 hectares, os chamados montes; com suas sedes em pontos altos, esses estabelecimentos eram reminiscências da vila galo-romana. Desde então, parte dos bosques e das terras agrícolas foi dividida entre os alentejanos, em geral na forma de cooperativas.

O Alentejo foi palco de muitas lutas, contra os mouros (expulsos por Sancho II e Afonso III) e os espanhóis. A região é rica de costumes típicos, com seus pescadores, pastores, aguadeiros e serviu de tema a escritores como o conde de Ficalho, Fialho de Almeida e Miguel Torga. O distrito de Évora encerra grande interesse cultural, desde a sé da cidade, em legítimo estilo românico do século XII, até a tapeçaria popular de Arraiolos. A leste, quase na fronteira com a Espanha, Vila Viçosa, cidade natal de Florbela Espanca, possui outros marcos arquitetônicos de valor.

Rio Mondego, Rio Português

Rio Mondego, Rio Português
Rio Mondego
Inteiramente português, ao contrário dos outros grandes rios do país (Tejo, Minho, Douro e Guadiana, que nascem na Espanha), o Mondego banha a cidade de Coimbra, sede da famosa universidade.

O rio Mondego tem sua cabeceira a 1.425m de altura, na serra da Estrela, principal centro dispersor de águas de Portugal. Corta, no início, terrenos antigos da região montanhosa da Beira e neles entalha profundos desfiladeiros no sentido nordeste. Em Celorico da Beira, o rio descreve um pronunciado cotovelo e passa a correr para sudoeste. Quando alcança a cidade de Penacova, alarga-se bastante e acaba por se lançar no oceano Atlântico em Figueira da Foz, após ter percorrido 227km.

Em Coimbra, o rio Mondego forma a ilha da Ereira e, junto a Figueira da Foz, a da Morraceira. Seus principais afluentes são, na margem direita, o Dão, e na margem esquerda o Alva, o Ceira e o Arunca. Desde o século XIX se busca regularizar o leito irregular do rio, de modo a atenuar os efeitos devastadores das cheias e aumentar a fertilidade característica dos famosos campos do Mondego. Para evitar tais transtornos, controem-se aterros protetores e, em alguns trechos, desvia-se o curso do rio.

Mosteiro da Batalha em Portugal

Mosteiro da Batalha em PortugalO colossal conjunto arquitetônico, também chamado mosteiro da Batalha, foi construído a partir de 1388, em comemoração da vitória de Portugal na batalha de Aljubarrota, travada na região em 1385, na qual D. João I de Portugal derrotou João I de Castela, assegurando a independência do reino. A vila que se ergueu em torno do mosteiro originou-se do núcleo residencial dos operários que o construíram.

Situada no distrito de Leiria, em Portugal, a cidade de Batalha é conhecida pelo mosteiro de Santa Maria da Vitória, declarado monumento nacional em 1840.

O projeto original, atribuído a Afonso Domingues, compreendia somente o claustro, a igreja e a capela do Fundador, onde estão sepultados D. João I, sua mulher, Filipa de Lencastre, e seus filhos, entre os quais D. Henrique o Navegador. D. Duarte fez acrescentar ao conjunto, no século XV, um panteão composto de sete capelas e D. Manuel I, no século XVI, mandou construir as capelas Imperfeitas, que figuram entre os melhores exemplos da arquitetura manuelina.

O terremoto de 1755 e o saque promovido por tropas francesas no início do século XIX infligiram danos ao mosteiro, posteriormente restaurado.
Mosteiro da Batalha em Portugal

Beira (Portugal)

Beira (Portugal)Beira, antigo principado e mais tarde província, é o nome pelo qual tradicionalmente se conhece a parte centro-norte de Portugal. Pela divisão administrativa que vigorou até 1835, chamava-se assim toda a área compreendida entre os rios Douro e Mondego.

O topônimo Beira aparece pela primeira vez num instrumento de D. Afonso II, datado de 1211, no qual a localidade de Covilhã é citada pelo nome popular: Gouvelã da Beira. Outro documento da época se refere à gente da região como habitantes "in Berya".

As características geográficas da região são dadas pelo relevo movimentado, clima temperado marítimo, rica rede hidrográfica e vegetação em que predominam pinheiros, castanheiros e carvalhos. A faixa litorânea, densamente povoada, dedica-se à pesca do bacalhau, à extração do sal e à cultura do milho. A cidade mais importante é Coimbra, centro industrial, comercial e universitário. Nas regiões montanhosas do interior, a criação de ovelhas fornece matéria-prima para a indústria têxtil. As planícies são ricas em minérios, como o estanho e o tungstênio. Nos férteis vales, cultivam-se uva, centeio e azeitonas.

Ocupada pelos mouros, a região foi reconquistada no século VIII, mas continuou sofrendo investidas mouras até o século XV. Também foi alvo de disputa nas guerras entre Portugal e Castela. O distrito militar situado na Guarda tomou o nome de Tenência da Beira em 1229, designação que manteve até 1269, excluindo, porém, as regiões do Vouga, Viseu e Lamego e alguns distritos militares. À Tenência raiana da Beira sucedeu a Comarca da Beira, no reinado de D. João I, e logo a Beira Totalitária. No século XVI, a Beira perdeu sua faixa litorânea a favor da Estremadura, mas a retomou no século seguinte.

Em 1835 foi revogada a estrutura provincial que, no entanto, permaneceu na tradição, e foram criados, no território que correspondia à Beira, os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Aveiros. Uma nova reforma administrativa restabeleceu, em 1936, a divisão provincial. Foram mantidas, com ligeiras alterações em seu território, a Beira Alta e a Beira Baixa e criada a nova província da Beira Litoral, com parte dos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria e um concelho de Santarém. Em 1959, foi abolida novamente a divisão do país em províncias e restabelecidos os distritos.

Zibreira, Freguesia do Concelho de Torres Novas


Concelho: Torres Novas
Área: 10,49 km²
População: 1.058 (2012)
Densidade: 100,9

Zibreira é uma freguesia portuguesa do concelho de Torres Novas, com 10,49 km² de área e 1.058 habitantes (2012). Densidade: 100,9 hab/km².

Zambujal, Freguesia Portuguesa do Concelho de Condeixa-a-Nova

Concelho: Condeixa-a-Nova
Área: 18,04 km²
População: 420 (2012)
Densidade: 23,8

Zambujal é uma freguesia portuguesa do concelho de Condeixa-a-Nova, com 18,04 km² de área e 429 habitantes (2001). Densidade: 23,8 hab/km².

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