Área Metropolitana

Área Metropolitana
Área Metropolitana
Área metropolitana da cidade de São Paulo
Conceito hoje fundamental na geografia, no urbanismo e outras disciplinas, chama-se área metropolitana o aglomerado composto por uma grande cidade e pelas que lhe são próximas ou subsidiárias. Outra maneira de se referir ao mesmo fenômeno consiste em antepor ao nome da cidade principal o adjetivo "grande", prática muito mais antiga e consagrada em diversos países (Grande Londres, Grande Chicago, Grande Rio).

Os grandes aglomerados urbanos, às vezes formados por dezenas de cidades, constituem um fenômeno  característico do século XX, que deu origem ao conceito de área metropolitana, indispensável ao  equacionamento dos problemas dessa complexa realidade contemporânea.

Como a área metropolitana configura uma expansão geográfica, econômica e social, os núcleos urbanos preexistentes nas imediações da cidade mais importante, mesmo que formalmente gozem de autonomia política e administrativa, tendem a ser anexados à realidade dinâmica daquela e constituem as cidades-satélites. No decorrer do processo, novos núcleos se formam, ainda mais dependentes e habitados por trabalhadores que têm emprego na metrópole. São as cidades-dormitórios.

O conceito de área metropolitana permitiu uma abordagem mais ampla e objetiva do que se passa na vida das maiores concentrações demográficas do planeta. Diante delas, as divisões em unidades administrativas menores -- e até em estados ou províncias -- não passam de meros artifícios.

Embora seja óbvio que essa realidade resulta do acelerado processo de urbanização ocorrido desde fins do século XIX, é necessário lembrar as condições muito diversas em que este se deu: seu significado nos países desenvolvidos é inteiramente distinto do que se observa nos países subdesenvolvidos. Nos primeiros o fenômeno decorreu principalmente do progresso tecnológico, sobretudo nos setores de transportes e comunicações (telefone, imprensa, rádio, televisão), que fizeram crescer muito depressa tanto a influência dos centros urbanos principais sobre os de suas cercanias, como a mobilidade populacional entre as diversas comunidades envolvidas e o acesso ao mercado de trabalho, ao comércio, aos serviços e à educação da grande cidade. Pesaram também extraordinariamente algumas melhorias indiscutíveis da qualidade de vida das metrópoles, em aspectos como habitação, lazer e bem-estar, ainda que quase sempre em meio a uma indesejável contrapartida de insegurança e violência.

Nos países subdesenvolvidos o crescimento explosivo das metrópoles -- às vezes descrito como "inchaço" -- apenas parcialmente se deveu àqueles fatores positivos. No entanto, tem como fatores mais determinantes a migração campo-cidade, dadas as condições de miséria e as relações de trabalho prevalecentes no meio rural, a procura de mão-de-obra barata e não-qualificada por parte de empresas e as amplas oportunidades em ocupações marginais, às vezes direta ou indiretamente ligadas ao crime ou à contravenção.

Daí as grandes diferenças de superfície entre as áreas metropolitanas dos países desenvolvidos e dos subdesenvolvidos, o que leva a uma densidade demográfica muito menor nas metrópoles do primeiro mundo, com uma ocupação mais racional e mais confortável do espaço. Em ambos os casos, porém, a adoção do conceito de área metropolitana proporcionou melhores soluções políticas e administrativas para os problemas existentes.

Na perspectiva do século XXI, um outro fenômeno preocupa os estudiosos: o surgimento das megalópoles, compostas da "conurbação" de duas ou mais metrópoles, como as do litoral nordeste dos Estados Unidos, as de Los Angeles e São Francisco, outras na Europa, no Japão e, no Brasil, o eixo Rio-São Paulo -- que, em meados da década de 1990 já contava cerca de 25 milhões de habitantes.

Geografia Total