Pimenta-do-Reino (Piper nigrum)

Pimenta-do-Reino (Piper nigrum)
#Pimenta-do-Reino (Piper nigrum)

Nativa da Índia, a pimenta-do-reino chegou ao Brasil no século XVIII. Tornou-se espécie de valor econômico a partir da década de 1930, quando seu cultivo intensivo começou a ser feito no Pará por imigrantes japoneses. Países sem condições climáticas para sua produção -- como os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha - estão entre os importadores da pimenta-do-reino brasileira.

Trepadeira da família das piperáceas, a mesma das peperômias ornamentais, a pimenta-do-reino (Piper nigrum) tem folhas ovaladas, mais estreitas nas pontas, e alastra-se por meio de raízes adventícias ou aéreas para alcançar uma altura de até três metros. Os pequenos frutos agrupam-se em cachos de vinte a trinta e, à medida que amadurecem, passam do verde inicial para o vermelho e o amarelo. Tornam-se pretos e enrugados depois de secos para o consumo.

A propagação da planta é feita por estacas enraizadas e requer clima quente e úmido, com temperaturas médias anuais em torno de 27o C. O plantio por sementes, embora viável, é bem mais complexo. Os pés começam a produzir aos três anos e o fazem por quase vinte, dando duas colheitas por ano: em novembro/dezembro e março, na Amazônia, e em outubro/novembro e março/abril, na Bahia.

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