Bahia, Aspectos Gerais da Bahia

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Bahia, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Bahia

A Bahia faz parte de uma das 27 unidades federativas do Brasil. O Estado da Bahia com uma extensão de 564.692,7 km² é o mais extenso Estado do Nordeste Brasileiro. Está situada ao sul da Região Nordeste do Brasil, fazendo limites com oito outros estados brasileiros, tais como: Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Piauí (N); Tocantins e Goiás (O); Minas Gerais e Espírito Santo (S). A leste, é banhada pelo Oceano Atlântico e tem, com novecentos km, a mais extensa costa de todos os estados do Brasil com acesso ao Oceano Atlântico. Ocupa uma área de 567.295,669 km², sendo pouco maior que a França. Dentre os estados nordestinos, a Bahia representa a maior extensão territorial, a maior população, o maior produto interno bruto, além de ser o estado que mais recebe turistas na região.

O território baiano é marcado pela presença de uma planície litorânea ao longo de sua costa no Atlântico, com a predominância de planaltos no centro-sul e no oeste do estado, além da Depressão Sertaneja, unidade de relevo que, no estado, segue os caminhos apontados pelo Vale do Rio São Francisco. Nas regiões planálticas encontram-se as maiores altitudes do estado, onde o ponto principal é a serra do Barbado, com 2.033 metros acima do nível do mar.

Apesar de ser a sétima maior economia do Brasil, com o produto interno bruto superior a 100 bilhões de reais, são pouco mais de 9 mil reais de PIB per capita. Isso gera um quadro em que a renda é mal distribuída, se refletindo no Índice de Desenvolvimento Humano: 0,720 em 2015, o nono menor do Brasil, equivalente ao Índice de Desenvolvimento Humano de 2015 do Sri Lanka.

Em razão de a região do vale do São Francisco localizar-se entre dois grandes planaltos, marcados pelas grandes altitudes, essa região apresenta um clima com poucas chuvas, próprio do semiárido nordestino. Nas outras partes do estado, o clima é o tropical, com chuvas regulares e temperatura média de 26ºC.

Bandeira do Estado da BahiaA economia da Bahia é baseada na agropecuária, na indústria e no turismo. Os principais produtos agropecuários são a soja, a cana-de-açúcar, o cacau e a carne de gado bovino. No meio industrial, os seguimentos principais são os ramos produtivos químicos, petroquímicos e agroindustriais, com destaque para o COPEC (Polo Petroquímico de Camaçari), na região metropolitana de Salvador. No turismo, destacam-se as belas praias, dunas e os centros históricos, como a capital baiana e cidades como Ilhéus e Itabuna.

A capital estadual é Salvador. Além dela, há outras cidades influentes na rede urbana baiana, como as capitais regionais Feira de Santana, Vitória da Conquista, o bipolo Itabuna-Ilhéus, Barreiras e o bipolo Juazeiro-Petrolina, esta última é um município pernambucano e núcleo, junto com Juazeiro, da RIDE Polo Petrolina e Juazeiro. A essas, somam-se, por sua população e importância econômica, três municípios integrantes da Grande Salvador: Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho; e os municípios interioranos de Alagoinhas, Eunápolis, Jequié, Teixeira de Freitas, Porto Seguro e Paulo Afonso.

A cultura baiana é uma das mais marcantes e plurais do território brasileiro. Nela, há uma confluência entre os gêneros de vida europeus, africanos e indígenas, constituindo um verdadeiro mosaico étnico e cultural. O estado é considerado como um dos principais centros difusores da cultura negra no Brasil, sendo a terra natal de atividades como a capoeira e de religiões como o Candomblé e a Umbanda, constituintes importantes do patrimônio imaterial do Brasil.

Salvador-BA

É conhecida como Terra da Felicidade por causa de sua população alegre e festiva. Possui um alto potencial turístico, que vem sendo muito explorado através de seu litoral, o maior do Brasil, da Chapada Diamantina, do Recôncavo e de outras belezas naturais e de valor histórico e cultural.

História da Bahia

A Bahia é o coração histórico e o berço cultural do Brasil. A terra onde pisaram os primeiros europeus. Local dos primeiros povoados com europeus, da primeira cidade e capital do Brasil.

Foi por muito tempo o centro político e comercial do País. Local do primeiro grande porto e da primeira grande casa de espetáculos. Foi a primeira sede da Corte, em 1808, e também o palco das principais lutas pela Independência do Brasil.

Onde se construíram os primeiros templos cristãos e rezaram-se as primeiras missas. Local da primeira catedral e da primeira diocese.

A Bahia foi o principal centro educador do País até a expulsão dos jesuítas. A Companhia de Jesus comandava seus missionários da Cidade do Salvador, onde construíram seu maior templo, a primeira escola e a primeira universidade do Brasil.

Após a queda na exploração de minerais preciosos nas Minas Gerais, no final do século 18, a Bahia voltou a ser a mais rica capitania do Império Lusitano. Salvador era a segunda maior cidade do Império, atrás apenas de Lisboa, e o maior porto do Hemisfério Sul.

Parte mais antiga e primeiro núcleo de riqueza açucareira da América Portuguesa, recebeu a Bahia imenso contingente e enorme influência de trabalhadores compulsórios africanos, trazidos pelos colonizadores europeus para seus engenhos e fazendas, em especial do Golfo da Guiné, das antigamente chamadas costas dos escravos, da pimenta, do marfim e do ouro, no oeste africano, com destaque para o país iorubá e o antigo reino de Daomé. Diferentemente disso, muito depois, o Rio de Janeiro recebeu escravos de Angola e Moçambique. Assim, a influência da cultura africana na Bahia permaneceu alta na música, na culinária, na religião, no modo de vida de sua população, não só ao redor de Salvador e Recôncavo baiano, mas, principalmente, em toda a costa baiana. Um dos símbolos mais importantes do estado é a da negra com o tabuleiro de acarajé, vestida de turbante, colares e brincos dourados, pulseira, saias compridas e armadas, blusa de renda e adereços de pano da costa, a típica baiana.

Mapa da Bahia

Foi na Bahia, entre Santa Cruz de Cabrália e Porto Seguro, que a frota de Pedro Álvares Cabral ancorou, no ano de 1500, marcando o descobrimento do Brasil pelos europeus. Em 1º de novembro de 1501, o navegante florentino Américo Vespúcio, a serviço da Coroa portuguesa, descobriu e batizou a Baía de Todos-os-Santos, maior reentrância de mar no litoral desde a foz do Rio Amazonas até o estuário do Rio da Prata. A povoação formada nessas margens tornou-se a primeira sede do governo-geral em março de 1549 com a chegada do fidalgo Tomé de Sousa, a mando do rei D. João III de Portugal para fundar a que seria, pelos próximos 214 anos, a cidade-capital da América Portuguesa.