Sapoti (Achras sapota)

Sapoti (Achras sapota)

#Sapoti (Achras sapota)O látex extraído da casca do sapotizeiro foi durante muito tempo a principal matéria-prima utilizada na produção de chicletes. Países como o México exportaram-no em larga escala para os Estados Unidos, onde da adição a esse látex de aromatizantes diversos, como menta ou canela, resultaram as fórmulas essenciais das gomas de mascar disseminadas no mundo.

Sapoti é o fruto do sapotizeiro, ou sapota (Achras sapota), árvore de cerca de 15m de altura, da família das sapotáceas, nativa da América Central e do sul do México, mas de há muito aclimatada ao Brasil. Há espécies de sapota originárias da região amazônica. Emite folhas elípticas, em disposição alternada, com 5 a 14cm de comprimento por cinco a sete centímetros de largura, e dá pequenas flores brancas que geralmente surgem solitárias nas axilas das folhas.

O fruto, de forma esferoide a ovoide, com cinco a sete centímetros de diâmetro, tem a casca muito fina, cor de ferrugem, e encerra de duas a cinco sementes pretas, grandes e lustrosas. A polpa, que contém tanino e látex quando ainda está verde, torna-se mole, amarelenta e adocicada quando madura, podendo ser comida ao natural ou em refrescos, xaropes e geleias.

Pouco exigente em relação ao tipo de solo, o sapotizeiro se desenvolve melhor em climas quentes, com mais de 1.000mm de chuvas por ano. Multiplica-se por sementes, mas esse método pode alterar muitas de suas características. Dá-se por isso preferência ao plantio de mudas obtidas por enxertia, que podem começar a frutificar desde o quarto ano. Um pé adulto chega a dar de mil a três mil sapotis por ano. Os frutos contêm cálcio, fósforo, ferro e doses modestas de vitaminas B1, B2 e C.

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