Ópio, Narcótico Extraído da Papoula

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Ópio, Narcótico Extraído da Papoula

Ópio, Narcótico Extraído da Papoula

O ópio é uma pasta extraída, por meio de incisões, da cápsula da papoula (Papaver somniferum) após a queda das pétalas e antes que as sementes amadureçam. A resina obtida, esbranquiçada e viscosa, forma uma massa gomosa castanha quando dessecada ao ar. Depois de seca e pulverizada, é o ópio propriamente dito, com cerca de 25% de seu peso em alcalóides: morfina, codeína, papaverina, tebaína, noscapina etc. A partir desses componentes, obtêm-se vários medicamentos, desde fortes soporíferos a relaxantes musculares e analgésicos fracos.

Empregado como analgésico e narcótico sob cuidados médicos, o ópio traz aos doentes grande alívio de dores físicas. O abuso da substância, porém, provoca desde náuseas e vômitos até a morte.

Alguns botânicos consideram a espécie P. somniferum derivada da P. setigerum. A maioria, contudo, afirma ser ela nativa da Anatólia e aperfeiçoada pelo cultivo. Sementes da variedade cultivada de P. somniferum foram encontradas na Suíça, em sítios de culturas lacustres, datados de quatro mil anos. Chamada pelos sumérios há seis mil anos de "planta da alegria", a papoula teve largo emprego medicinal no Egito. Os gregos usavam as sementes como condimento e um chá da planta como soporífero suave.

#Papoula
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Deve-se aos árabes a disseminação dessa substância no Oriente e no Ocidente. A opiomania, vício de fumar ou comer ópio, foi comum entre os asiáticos, sobretudo os chineses, que o importavam da Índia. Por haver confiscado e destruído, em 1840, a carga de navios ingleses ancorados em Cantão, a China enfrentou a "guerra do ópio" contra o Reino Unido. Derrotada, teve que ceder Hong Kong e indenizar pela carga destruída, mas não legalizou a comercialização da droga e só em época recente livrou-se do problema.

No Ocidente, o emprego medicinal do ópio começou no fim da Idade Média. No século XVI, Paracelso preparou o láudano (solução hidro-alcoólica de ópio em pó), mais tarde aperfeiçoado por Thomas Sydenham, médico inglês que criou a tintura de ópio canforada, conhecida como láudano de Sydenham. Em 1804, Friedrich Wilhelm Sertürner isolou a morfina e, em 1832, Pierre Jean Robiquet obteve a codeína.

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