Casa de Bourbon na França

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Casa de Bourbon na França


Inicialmente, a casa de Bourbon (Borbón em espanhol, Borbone em italiano) é um dos ramos da casa dos Capetos, a chamada terceira estirpe dos reis da França. Os Bourbons foram vassalos dos condes de Bourges até que o sexto filho de Luís IX da França, Roberto, conde de Clermont, se casou com Beatriz de Bourbon em 1278. No ano 1328, o ducado que fora atribuído ao casal, núcleo da futura província de Bourbonnais, expandiu seus domínios ao sul e a sudeste. Na fronteira oeste, o condado de La Marche, obtido em 1322 pelo duque Luís I de Bourbon em troca de Clermont, permaneceu desde 1327 em poder de um ramo menor dos descendentes desse duque, que posteriormente anexaram o condado de Vendôme.

A acessão de Juan Carlos I ao trono da Espanha acarretou a restauração do ramo hispânico da casa de Bourbon, uma das dinastias reais mais antigas e importantes da Europa, que deu reis como Luís XIV, Luís XV e Luís XVI, da França, e Carlos III, Carlos IV e Fernando VII, da Espanha.

Esgotada a linha direta dos Capetos com a morte de Carlos IV, em 1328 a casa de Valois, genealogicamente mais antiga que a de Bourbon, impediu que esta subisse ao trono francês até 1589, ano da coroação de Henrique IV. Os Valois estabeleceram a lei sálica de sucessão, segundo a qual a coroa só se transmite aos varões, não às mulheres, ainda que primogênitas. Com isso, o mais velho dos Bourbons converteu-se em rei da França após a extinção da linha masculina legítima dos Valois.

Em 1503, o título de duque de Bourbon passou a Carlos de Bourbon-Montpensier, que mais adiante se destacaria como militar e condestável da França. Com sua morte, em 1527, a direção da casa passou à linha de La Marche-Vendôme que, representada pelo duque Carlos de Vendôme, se havia subdividido no final do século XV entre a linha antiga de Vendôme e a de La Roche-sur-Yon, mais recente.

Antônio de Bourbon, filho do anterior, encabeçou a casa desde 1537 e foi rei consorte de Navarra desde 1555, a partir de seu casamento com Joana III. Seu filho, titular da coroa de Navarra por sucessão direta desde 1572, reinou na França com o nome de Henrique IV depois da morte de Henrique III, último rei do ramo Valois, em 1589. Iniciou-se assim a dinastia francesa dos Bourbons.
Reis da França. Os herdeiros de Henrique IV reinaram ininterruptamente na França desde 1610, ano em que Luís XIII subiu ao trono, até 1793, quando Luís XVI foi deposto e guilhotinado. Foi um Bourbon francês, Luís XIV, o representante máximo do absolutismo monárquico na Europa ocidental. Após as guerras napoleônicas, em 1814 restaurou-se a linha mais antiga, ou "legítima", dos Bourbons com Luís XVIII. A monarquia foi abolida novamente após a revolução de julho de 1830, que obrigou Carlos X a fugir para o Reino Unido.

A casa de Orléans foi instaurada em 1830 como linha legítima com Luís Filipe I, proclamado "rei dos franceses", mas foi deposta em 1848 pela revolução de fevereiro.

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Reis da Espanha

A ascensão dos Bourbons na Espanha deveu-se, em parte, a que os descendentes da consorte de Luís XIV da França, a infanta espanhola Maria Teresa, eram em 1700 os parentes vivos mais próximos de Carlos II da Espanha, que morreu sem sucessores. Além disso, embora a infanta houvesse renunciado a seus direitos sobre a Espanha ao se casar, Carlos II designou em testamento um descendente dela para sucessor. Como as outras potências européias não tolerariam a união do reino da Espanha com o da França, esse sucessor era o segundo neto do rei Luís XIV e Maria Teresa, Filipe d'Anjou, que ascendeu ao trono da Espanha com o nome de Filipe V.

Após a guerra de sucessão espanhola, a Paz de Utrecht, firmada em 1713, deu ao rei a posse da Espanha e da América hispânica, mas obrigou-o a renunciar a qualquer direito natural de seus descendentes sobre o trono da França.

O filho mais velho do segundo casamento de Filipe V, o infante D. Carlos (futuro Carlos III), foi nomeado duque de Parma em 1731 por direito materno (sua mãe, Isabel de Parma, era a última herdeira dos duques Farnese) e em 1734, durante a guerra de sucessão polonesa, conquistou o reino de Nápoles-Sicília (reino das Duas Sicílias).

Embora o acordo de 1735-1738 o obrigasse a renunciar a Parma para ganhar o reconhecimento internacional como rei de Nápoles-Sicília, Carlos III assegurou o ducado para seu irmão Filipe pelo Tratado de Aachen de 1748. Desse modo nasceram os ramos de Bourbon-Sicília, iniciado em 1759 pelo terceiro filho de Carlos III, Fernando, e o de Bourbon-Parma, continuado pelos descendentes do infante Filipe.

Ao longo do século XIX, a dinastia de Bourbon protagonizou diversas crises políticas da monarquia espanhola. Fernando VII perdeu os territórios americanos, enquanto Isabel II teve de enfrentar várias guerras civis até sua deposição, em 1868, e a posterior proclamação da primeira república. Após a restauração, Afonso XIII perdeu o apoio da nação depois de favorecer a ditadura de Primo de Rivera. Os Bourbons espanhóis perderam a coroa em 1931 com o advento da segunda república. A lei de sucessão promulgada por Francisco Franco em 1947 e a subsequente designação do príncipe Juan Carlos como seu sucessor na chefia do estado reconduziu, em 1975, a dinastia dos Bourbons ao trono espanhol.

Outros ramos menores da família foram o da Etrúria (1801-1807) e o do ducado de Lucca (1815-1847).

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