Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens

Ciclismo | História do Ciclismo


Ciclismo | História do Ciclismo

Ciclismo | História do Ciclismo
O ciclismo é controlado no mundo pela União Ciclística Internacional (UCI, na sigla em francês). No Brasil, o esporte é regido pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Está presente nos Jogos Olímpicos desde a primeira edição, em 1896, em Atenas. As mulheres entram na disputa quase um século depois: em 1984, em Los Angeles.

Olimpíada – Dezoito provas de ciclismo são disputadas em Atenas. A Austrália se consagra como a grande vencedora do esporte.

Origem – A bicicleta é conhecida desde o início do século XIX, quando o alemão Drais von Sauerbronn inventa o primeiro veículo sobre duas rodas e o exibe ao público em Paris. Em 1842, o escocês Kirkpatrick MacMillan constrói uma roda motriz dotada de engrenagem que a fazia girar e, com ela, ganha uma corrida contra uma carruagem. Ernest Michaux, considerado pelos franceses o inventor da bicicleta, introduz os pedais em 1855. Catorze anos depois se realiza a primeira prova de ciclismo, entre as cidades de Paris e Rouen.

Regras – As provas são divididas em três modalidades: pista, estrada e mountain bike cada uma delas com seu tipo específico de bicicleta e equipamentos de proteção para os atletas.

Provas de pista – As corridas são disputadas em pista de madeira ou concreto, com cobertura de resina, com 250 m de extensão e inclinação de 41 graus nas curvas. As provas disputadas são: velocidade, velocidade olímpica, perseguição individual, perseguição por equipes, corrida por pontos, quilômetro contra o relógio, madison (onde dois ciclistas se alternam na pista por uma hora e vence quem completar mais voltas) e keirin (corrida de oito voltas onde os ciclistas seguem uma bicicleta motorizada que dita o ritmo até chegar a 45 km/h nas primeiras cinco voltas e meia e vence quem chegar primeiro).

Provas de estrada – Na prova contra o relógio individual (48 km, em Atenas), os ciclistas largam de 2 em 2 minutos e a classificação é feita por tempo. Na de resistência (195 km para homens, 70 km para mulheres), todos os competidores largam juntos. Vence quem chegar em primeiro lugar.

Mountain bike – Corridas disputadas em pista de terra. A única prova dessa modalidade nas Olimpíadas é a corrida cross country, em que os ciclistas devem completar um percurso de 48,7 km (homens) ou 31,9 km (mulheres), com obstáculos naturais. Vence quem chegar em primeiro lugar.

Outras competições – A prova ciclística mais famosa do mundo é a Volta da França (Tour de France), realizada anualmente desde 1903, interrompida apenas nos períodos de guerra.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org
lumepa.blogspot.com

Beisebol | História do Baseball

Beisebol | História do Baseball

Beisebol | História do Baseball
Esporte disputado profissionalmente nos Estados Unidos (EUA), o beisebol concentra grande número de adeptos na América do Norte e na Central e no Japão. A Federação Internacional de Beisebol (Ibaf) dirige o esporte no mundo. No Brasil, a Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol rege a modalidade.

Olimpíada – O esporte é disputado nos Jogos Olímpicos, apenas por homens, desde 1992. A participação dos jogadores profissionais é permitida, mas dificilmente os principais craques se interessam em trocar os milionários salários pela participação olímpica.

Origem – O beisebol se origina do "rounder", brincadeira infantil com bola criada na Inglaterra por volta do ano 1000 da Era Cristã. É transformado em esporte por imigrantes ingleses que vivem nos Estados Unidos, no século XVIII. O esporte chega ao Brasil no início do século XX, pelas mãos de imigrantes japoneses. A primeira equipe brasileira de beisebol surge em 1919. No ano seguinte realiza-se o primeiro jogo oficial no país, em São Paulo.

Regras – O jogo é disputado entre duas equipes de nove integrantes. Um jogador do time atacante usa um bastão para rebater a bola lançada pelo time defensor. O campo tem quatro bases que formam um quadrado de 27,4 m de lado. A partida divide-se em nove innings (entradas), e os times alternam-se na defesa e no ataque. Os jogadores se dividem em quatro funções: arremessador, rebatedor, apanhador e defensor. A cada inning, o batedor do time atacante deve mandar a bola fora do alcance dos defensores adversários. Ao acertar a bola, ele inicia a corrida pelas quatro bases, no sentido anti-horário. Pode parar e esperar pela próxima rebatida correta para continuar. Quando os defensores conseguem recuperar a bola, podem interromper a corrida do batedor, tocando seu corpo ou fazendo com que a bola chegue à base seguinte antes dele. Se isso
acontece, o batedor é eliminado. Cada time ataca até que três batedores sejam eliminados. Uma corrida pelas quatro bases vale 1 ponto. Em cada inning, um time tem a chance de defender e atacar. Se houver empate no fim do último inning, o jogo continua até que uma das equipes consiga vantagem.

Copa do Mundo – A Copa do Mundo de beisebol é disputada pela primeira vez em 1938. É realizada com periodicidade irregular, e passa a ser disputada de dois em dois anos apenas a partir de 2001. Cuba é a principal campeã.

World Series – A principal competição é a Major League Baseball (MLB), com 26 equipes dos Estados Unidos e duas do Canadá. Disputada desde 1903, a decisão é chamada de "World Series". Em 2004, o Boston Red Sox conquista seu primeiro título desde 1918, ao derrotar o Saint Louis Cardinals por 4 a 0, na série melhor de sete jogos. O último jogo termina 3 a 0 para o Boston.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org
lumepa.blogspot.com

As Maiores Tragédias em Estádios de Futebol

As Maiores Tragédias em Estádios de Futebol

A tragédia em Sheffield
A tragédia em Sheffield

BRUXELAS: Liverpool x Juventus (39 mortos)
Em 29 de maio de 1985, os dois clubes se enfrentavam pela decisão da Copa dos Campeões (Champions League) no Estádio de Heysel, em Bruxelas, na Bélgica. Mas uma briga entre torcedores das duas equipes pouco antes do início da partida acabaria em tragédia. Um muro de proteção desabou e 39 torcedores morreram – a maioria italianos torcedores da Juventus.

LIMA: Peru x Argentina (318 mortos)
O Peru recebia a Argentina pelo tornei Pré-Olímpico no dia 24 de maio de 1964. Mais de 54 mil pessoas superlotavam o Estádio Nacional de Lima. A Argentina vencia por 1 x 0 quando o árbitro invalidou um gol peruano, deixando a torcida furiosa. Os torcedores se esmagaram durante a revolta, e muitos foram prensados nos portões de saída. O incidente deixou 318 mortos e cerca de 500 pessoas feridas.

As Maiores Tragédias em Estádios de Futebol

ACCRA: Hearts of Oak x Kumasi Ashanti Kotoko (126 mortos)No dia 9 de maio de 2001, em partida válida pelo campeonato ganes de 2001, na capital Accra, os dois maiores rivais de Gana, Hearts of Oak e Kumasi Ashanti Kotoko, os Hearts venciam por 2 x 1 quando os torcedores do Kumasi começaram a arrancar os assentos do Accra Sports Arena e joga-los no campo. A polícia agiu de forma inadequada, usando bombas de gás lacrimogêneo dentro do estádio cheio. A multidão entrou em pânico e procurou as saídas do estádio. Mas os portões de emergência estavam trancados. O saldo foi de 126 mortos e cerca de 100 pessoas ficaram feridas.


SHEFFIELD: Liverpool x Nottingham Forest (96 mortes)
No dia 15 de abril de 1989, cidade de Sheffield na Inglaterra, válido pela semifinal da copa da Inglaterra, entre o Liverpool e Nottingham forest, ocorreu no superlotado estádio Hillsborough, em Sheffield. As duas mil pessoas que estavam do lado de fora não conseguiram ingresso resolveram pressionar para entrar. A polícia cedeu e abriu os portões. Quem entrou passou por cima de quem já estava dentro. Foram 96 mortes, a maioria por esmagamento, e mais de 200 feridos.

KATMANDU (Nepal): Nepal x Bangladesh (94 mortes)
Uma tempestade de granizo, 12 de março de 1988, aterrorizou os torcedores do lotado Estádio Nacional de Katmandu, capital do Nepal, durante uma partida entre a seleção local e a de Bangladesh. A fim de se proteger, a multidão correu para os poucos pontos cobertos do estádio. Houve grande confusão, e as pessoas que caiam eram pisoteadas. Muitas foram prensadas no portão. Oficialmente foram mortas 94 pessoas, mas outras estimativas elevam esse número para mais de 100 mortes.

BUENOS AIRES: River Plate x Boca Juniors (74 mortes)
Em um jogo no dia 23 de junho de 1968, entre River Plate e Boca Juniors, no Monumental de Nuñez, torcedores começaram a correr em pânico de papéis em chamas que eram atirados das aquibancadas. O incidente deixou um saldo de 74 mortos e mais de 150 feridos.


MOSCOU (URSS): Spartak Moscou x Harleem (69 mortes)
Em partida válida pela Copa da Uefa, 20 de outubro de 1982, o Spartak Moscou recebia a equipe holandesa do Harleem no Estádio Olímpico de Moscou, precisando de uma vitória por três gols de diferença para se classificar. No final da partida, quando os soviéticos venciam por 1 x 0, a torcida desanimada começou a deixar o estádio lotado. Mas nos descontos o spartak fez o segundo gol, fazendo com que os que deixavam o estádio voltassem, esmagando quem ainda estava sentado. Segundo a polícia soviética, 69 pessoas perderam a vida e outras 100 ficaram feridas. Há quem diga, porém, que esse número chega a 340 mortos, o que seria o mior número de mortos em uma partida de futebol em todos ostempos.

GLASGOW: Rangers x Celtic (66 mortes)No clássico Escocês, 2 de janeiro de 1971, as comemorações do gol de empate do Rangers contra o Celtic no final do jogo causaram a queda de uma escada do Estádio de Ibrox Park, matando 66 pessoas e ferindo mais de 100.

BRADFORD (Inglaterra): Bradford City x Lincoln (56 mortes)
No dia 11 de maio de 1985, em uma partida entre os times de Bradford City e do Lincoln, um incêndio sob a arquibancada do estádio de Valley Parade matou 56 pessoas e deixou cerda de 200 feridos.

CAIRO (Egito): Zamalek x Dukla Prague (49 mortes)No dia 17 de fevereiro de 1974, no estádio Zamalek, torcedores foram esmagados quando tentavam entrar para assistir ao amistoso entre o Zamalek do Egito e o Dukla Prague da então Tchecoslováquia (hoje, República Tcheca). O resultado foi um saldo de 49 mortes e cerca de 50 feridos.

KAYSERI (Turquia): Kayseri x Sivas Sports (44 mortes)17 de setembro de 1967. Em uma partida entre o Kayseri e o Sivas Sports, ambos da Turquia, um tumulto generalizado dentro e fora do estádio causou a morte de 44 pessoas e deixando mais de 600 feridos.

Atletismo nos Jogos Olímpicos

Atletismo nos Jogos Olímpicos

Atletismo nos Jogos Olímpicos
A primeira prova dos Jogos Olímpicos da Antigüidade foi uma corrida de 192 metros. Por isso, a maioria das tentativas de reviver os Jogos no século XIX contava com as competições de atletismo. Há registros de disputas, desde o ano 776 a.C., para celebrar o atleta mais rápido, o que salta mais longe ou mais alto, e quem arremessa a uma distância maior. Nos Jogos Modernos, o atletismo se desdobrou em provas de pista (de velocidade, meia e longa distância, revezamento, com barreiras e obstáculos), de salto (em distância, em altura, triplo e com vara), de arremesso e lançamento (peso, disco, dardo e martelo), de rua (maratonas e marchas) e combinados (heptatlo e decatlo).

O que importa é o resultado do atleta, não envolve julgamento. Ganha o corredor mais rápido, quem consegue o melhor salto ou lança mais longe.

A primeira participação em Jogos Olímpicos foi em Atenas 1896.

O campeão dos 100m rasos é chamado de "o homem mais rápido do mundo". O vencedor da maratona é o mais resistente, os lançadores são os mais fortes e o campeão do decatlo é o mais completo;

O martelo para arremesso é uma bola metálica ligada por um cabo de aço a uma empunhadura que o atleta usa para lançar.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org
lumepa.blogspot.com

Copa do Mundo de Futebol de 1974 na Alemanha

Copa do Mundo de Futebol de 1974 na Alemanha

Copa do Mundo de Futebol de 1974 na AlemanhaCartaz da Copa de 1974 na Alemanha

Copa do Mundo de Futebol de 1974 na Alemanha
Alemanha Campeã da Copa do Mundo 1974

A Alemanha Ocidental chegou à final com uma excelente campanha, na qual venceu todos os jogos exceto o contra a Alemanha Oriental, na qual foi derrotada por 1x0. Na final a Alemanha começou perdendo o jogo logo no começo com um gol de pênalti, sem sequer ter tocado na bola. Ainda no primeiro tempo a Alemanha empataria com outro gol de pênalti, e desempataria aos 43 minutos com gol de Müller.

Foto do time de 1974 (Abaixo), Nelinho, Leão, Luiz Pereira, Marinho Chagas, Marinho Peres, Wilson Piazza e Admildo Chirol-preparador físico; Mário Américo - massagista, Valdomiro, Leivinha, Jairzinho, Rivelino, Paulo César Lima e Nocaute Jack - massagista.


Copa do Mundo de Futebol de 1974 na Alemanha
Delegação Brasileira: Leão, Luiz Pereira, Marinho Peres, Zé Maria, Wilson Piazza, Marinho Chagas, Jairzinho, Leivinha, César, Rivellino, Paulo César Lima, Renato, Valdomiro, Nelinho, Alfredo, Marco Antonio, Paulo César Carpeggiani, Ademir da Guia, Mirandinha, Edu, Dirceu,Waldir Peres, Técnico Mário Jorge Lobo Zagallo.

A Copa do Mundo de 1974 na Alemanha
Diferente das edições anteriores, no lugar do mata-mata nas quartas-de-final e semi-finais, os 8 times finalistas foram divididos em 2 grupos de 4 nos quais os primeiros colocados iriam à final e os segundo colocados disputariam o terceiro lugar da Copa do Mundo.
Na Copa do Mundo de 1974 o mundo ficou maravilhado pelo belo futebol da Holanda, que foi apelidada de Carrossel Holandês devido à mobilidade dos seus jogadores que trocavam de posição. Porém, a seleção campeã foi a Alemanha de Franz Beckenbauer, que superou a Holanda de Johan Cruijff na final por 2x1

Seleções participantes: 16

  1. Alemanha Ocidental
  2. Alemanha Oriental
  3. Argentina
  4. Austrália
  5. Brasil
  6. Bulgária
  7. Chile
  8. Escócia
  9. Haiti
  10. Holanda
  11. Itália
  12. Iugoslávia
  13. Polônia
  14. Rep. D. Congo (Zaire)
  15. Suécia
  16. Uruguai

Seleções estreantes: 4 (25%) - Alemanha Oriental, Austrália, Haiti e Rep. D. Congo (Zaire).

Depois da brilhante participação na Copa anterior, o Brasil em 1974 ficou aquém das expectativas, apesar da honrosa quarta colocação. Na primeira fase o Brasil, que não contava mais como Pelé e tinha como líder Rivelino, passou com muita dificuldade. Depois de 2 empates sem gols contra Iugoslávia e Escócia, o Brasil garantiu a classificação para as segunda fase em segundo lugar no grupo ao vencer a fraca seleção do Zaire por 3x0. Na segunda fase o Brasil subiu de produção e venceu a Alemanha Oriental por 1x0 e Argentina por 2x1. Porém, os brasileiros foram superados pela Holanda, sensação da Copa de Mundo de 1974, pelo placar de 2x0. Na decisão do terceiro lugar o Brasil perderia novamente para a Polônia de Lato por 1x0.

Tabela e jogos da Copa do Mundo 1974

Primeira fase:
Grupo 1 - 1o Alemanha Oriental, 2o Alemanha Ocidental, 3o Chile, 4o Austrália.

Grupo 2 - 1o Iugoslávia, 2o Brasil, 3o Escócia, 4o Zaire.

Grupo 3 - 1o Holanda, 2o Suécia, 3o Bulgária, 4o Uruguai.

Grupo 4 - 1o Polônia, 2o Argentina, 3o Itália, 4o Haiti.

Quartas-de-final:
Grupo A - 1o Holanda, 2o Brasil, 3o Alemanha Oriental, 4o Argentina.

Grupo B - 1o Alemanha Ocidental, 2o Polônia, 3o Suécia, 4o Iugoslávia.

3o Lugar
Polônia 1x0 Brasil

Final:

Alemanha Ocidental 2x1 Holanda

Eliminatórias: 99 seleções
Classificados automaticamente: Brasil (último campeão) e Alemanha Ocidental (país-sede)

Sede: Alemanha Ocidental

Campeão: Alemanha Ocidental - 2º título

Jogos: 38

Gols: 97

Média de gols: 2,55

Público: 1.774.022

Média de público: 46.685

Artilheiro: Grzegorz Lato (Polônia) - 7 gols

O Brasil na Copa de 1974 na Alemanha Ocidental: 4º lugar

7 jogos | 3 vitórias, 2 empates e 2 derrotas | 6 gols a favor e 4 gols sofridos | saldo de gols -2.

Curiosidades da Copa do Mundo 1974
Depois da conquista definitiva da taça Jules Rimet pelo Brasil, a Copa do Mundo de 1974 na Alemanha Ocidental foi a primeira edição com o novo troféu FIFA criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga.

A Copa de 74 revelou a "Laranja Mecânica". A equipe da Holanda recebeu o apelido pela cor do uniforme e pela aparente anarquia dos jogadores em campo que lembrava as gangues do filme de Kubrick. Mais uma vez a melhor seleção não venceu.

Para adequar as transmissões e dinamizar o esporte, a FIFA introduziu o uso dos cartões amarelo e vermelho, e as substituições por jogo já na Copa de 70. Saldo de gols como critério de desempate e punição por doping em 1974.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org
lumepa.blogspot.com

Copa de 1986 no México | A Superação

Copa de 1986 no México | A Superação

Copa de 1986 no México | A SuperaçãoA Copa de 1986 deveria se realizar na Colômbia, mas seu governo julgou que seu país estava incapacitado para organizá-lo e abdicou desse direito desde de 1983. México, Brasil, Estados Unidos e Canadá se candidataram para sediar o mundial. Segundo os critérios da FIFA, esta Copa deveria ter como palco o continente americano. Os mexicanos acabaram sendo os escolhidos. Pela segunda vez na história, uma copa seria disputada no México, um fato inédito em Copas do Mundo.

Em setembro de 1985, a cidade do México foi sacudida por terremotos que colocaram o evento em risco. Mesmo assim, os mexicanos não desistiram. Com orgulho e tenacidade superaram todos os obstáculos, reprisando o exemplo heróico do Chile em 1962.

Vinte e quatro países chegaram ao México e foram divididos em seis grupos de quatro. Os dois primeiros se classificam para a fase seguinte.

Grupo A: Itália. Bulgária. Argentina e Coréia do Sul.
Grupo B: México. Bélgica. Paraguai e Iraque.
Grupo C: França. Canadá. União Soviética e Hungria.
Grupo D: Brasil. Espanha. Argélia e Irlanda do Norte.
Grupo E: Alemanha Ocidental. Escócia. Uruguai e Dinamarca.
Grupo F: Polônia. Marrocos. Portugal e Inglaterra.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

lumepa.blogspot.com

Copa de 1950: De Quem Foi a Culpa?

Copa de 1950: De Quem Foi a Culpa?

Os massagistas Jonhson e Mario Américo. Barbosa. Augusto. Danilo. Juvenal. Bauer. Ademir. Zizinho. Jair. Chico. Friaça e Bigode.

Em 1950, foi considerado o maior jogador da Copa e lhe deram o apelido de “Monstro do Maracanã”. Mas ainda hoje, quando fala em futebol, sua memória procura lembranças mais amenas. Todas as outras lembranças, porém, estão bem vivas. Inclusive as daquele 16 de julho.

- Perdemos o jogo, e até hoje uns acusam Bigode, outros acusam Barbosa. Ou mesmo Juvenal. Eles não tiveram culpa. Como perdemos endeusaram Obdulio Varela e os uruguaios. Mas eu posso garantir que eles entraram em campo apavorados. Dizem que o nosso time se acovardou – é mentira. Dizem que Obdulio deu um tapa no Bigode – é mentira. O Bigode deu, sim, uma entrada dura em Julio Perez, e o Obdulio passou a mão na cabeça dele e disse: “Que se passa. muchacho ?”. Posso garantir que, se Obdulio desse mesmo um tapa, o Bigode teria acabado com o jogo naquela hora, no braço. Na verdade, culpados foram todos: jogadores, dirigentes e imprensa.

Time do Brasil na final da Copa de 1950 contra os uruguaios.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org
lumepa.blogspot.com

História da Capoeira


História da Capoeira

História da Capoeira
"H I S T Ó R I A"

O Brasil a partir do século XVI foi palco de uma das maiores violências contra um povo. Mais de dois milhões de negros foram trazidos da África, pelos colonizadores portugueses, para se tornarem escravos nas lavouras da cana-de-açúcar.Tribos inteiras foram subjugadas e obrigadas a cruzar o oceano como animais em grandes galeotas chamadas de navios negreiros. Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro foram os portos finais da maior parte desse tráfico. Ao contrário do que muitos pensam, os negros não aceitavam pacificamente o cativeiro; a história brasileira está cheia de episódios onde os escravos se rebelaram contra a humilhante situação em que se encontravam. Uma das formas dessa resistência foi quilombo; comunidades organizadas pelos negros fugitivos, em locais de difícil acesso. Geralmente em pontos altos das matas. O maior desses quilombos estabeleceu-se em Permambuco no século XVII, numa região conhecida como Palmares. Uma espécie de Estado africano foi formado. Distribuindo em pequenas povoações chamadas mocambos e com uma hierarquia onde no ápice encontrava-se o rei Ganga-Zumbi, Palmares pode ter sido o berço das primeiras manifestações da Capoeira. Desenvolvida para ser uma defesa, a Capoeira foi sendo ensinada aos negros ainda cativos, por aqueles que eram capturados e voltavam aos engenhos. Para não levantar suspeitas, os movimentos da luta foram sendo adaptados às cantorias e músicas africanas para que parecessem uma dança. Assim, como no Candomblé, cercada de segredos, a Capoeira ganhou a malícia dos escravos de "ganho" e dos frequentadores da zona postuária. Na Cidade de Salvador, capoeiristas organizados em bandos provocavam arruaças nas festas populares e reforçavam o caráter marginal da luta. Durante décadas a Capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da sua prática deu-se apenas na década de 30, quando uma variação da Capoeira (mais para o esporte do que manifestação cultural) foi apresentada ao então presidente, Getúlio Vargas.

"C A P O E I R A R E G I O N A L B A I A N A"

Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado) filho de Luiz Cândido Machado e Maria Martinha do Bonfim, nasceu no bairro de Engenho Velho, freguesia de brotas, Salvador - Bahia em 23 de novembro de 1900. Recebeu esse apelido devido a uma aposta que sua mãe fizera com a parteira que o "aparou". Ao contrário do que dona Martinha achava, a parteira disse que se nascesse menino, receberia o apelido de "Bimba" pôr se tratar, na Bahia, de um nome popular do órgão sexual masculino. Começou a praticar capoeira aos 12 anos de idade na estrada das Boiadas, hoje o Bairro Negro da Liberdade, com o africano Bentinho, capitão da navegação Baiana. Foi estivador durante 14 anos e começou a ensinar capoeira aos 18 anos de idade no Bairro onde nasceu no "Clube União em Apuros". Até 1918 não existia esquinas, nas portas dos armazéns e até no meio do mato. Era eficaz e muito folclorizada a capoeira da época, devido ao fato de os movimentos que eram extremamente disfarçados, mestre Bimba resolveu desenvolver um estilo de capoeira mais eficiente, inspirando-se no antigo "Batuque" (luta na qual seu pai era um grande lutador, considerado até um campeão) e acrescentando sua própria criatividade, introduziu movimentos que ele julgava necessário para que a capoeira fosse mais eficaz. Então em 1928, mestre Bimba criou o que ele denominou Capoeira Regional Baiana por ser esta praticada única e exclusivamente em Salvador. 

A partir da década de 30, com a implantação do Estado Novo, o Brasil atravessou uma fase de grandes transformações políticas e culturais, onde os ideais nacionalistas e de modernização ficaram em evidência. Nesse<//personname> contexto, surge a oportunidade de Mestre Bimba fazer com que o seu novo estilo de capoeira alcançasse as classes sociais mais privilegiadas. Em 1936 fez a 1ª apresentação do seu trabalho e no ano seguinte foi convidado pelo governador da Bahia, o General Juracy Magalhães, para fazer uma apresentação no palácio do governador onde estavam presentes autoridades e convidados. Dessa forma a capoeira foi reconhecida como "Esporte Nacional" e mestre Bimba foi reconhecido pela Sec. Ed. Ass. Pública ao estado da Bahia como Professor de Educação Física e sua academia foi a 1ª no Brasil reconhecida por Lei. O que faz com que Mestre Bimba se destacasse dos demais capoeiristas de sua época, é que ele foi o 1º a desenvolver um sistema de ensino e a ensinar em recinto fechado. Além desse sistema, ele elaborou técnicas de defesa Pessoal até mesmo contra armas. Mestre Bimba preocupava-se demais com a imagem da capoeira, não permitindo treinar em sua academia aqueles que não trabalhavam nem estudavam. Em 1973, Mestre Bimba, por motivos financeiros, deixou a Bahia, sob acusação de que os "Poderes Públicos" jamais haviam o ajudado. Faleceu em Fevereiro de 1974 em Goiânia, vítima de um derrame cerebral. Mestre Bimba foi embora, mas seus ensinamentos e seus métodos ainda inspiram e influenciam os novos métodos de hoje em dia.
"E X A M E DE A D M I S S Ã O"

Dizia-se que em outros tempos, Mestre Bimba aplicava uma "Gravata" no pescoço do indivíduo que quisesse treinar e dizia "Aguenta ai sem chiar", se aguentasse o tempo que ele mesmo determinava estaria matriculado. Mestre Bimba justificava esse critério dizendo que só queria macho em sua academia. Mais tarde mudou os critérios, submetendo o Candidato a fazer alguns movimentos para que ele pudesse avaliar se o pretendente tinha condição ou não para praticar a capoeira regional. Sendo a próxima fase aprender a "Sequência de Ensino".

"O A P R E N D I Z A D O"

O aluno nessa faze aprendia o que se chama "Sequência de Ensino" que eram as oito sequências de movimentos de ataque, esquivas e contra ataque destinadas somente aos iniciantes, simulando as situações mais comuns que o aluno enfrentaria durante o jogo de capoeira. Esse foi o 1º método de ensino criado para ensinar alguém a jogar a capoeira e o calouro treinava essas sequências em duplas sem o acompanhamento dos instrumentos. Quando estas estivessem decoradas o Mestre dizia: "Amanhã você vai entrar no aço, no aço do Berimbau". Também fazia parte do aprendizado os "movimentos de projeção" que ensinava o iniciante cair de forma correta, sempre de pé e uma sequência com esses movimentos denominada "cintura desprezada". Por fim, o aluno aprendia os "golpes ligados" que eram as situações de agarramento que aconteciam em brigas de rua. Era comum naquele tempo dizerem que o capoeirista quando agarrado, não tinha como reagir. Então Mestre Bimba, com sua criatividade ensinava seus alunos quais eram as melhores saídas. Todos esses ensinamentos faziam com que o método de mestre Bimba fosse incompáravel e esse treinamento durava cerca de 3 meses, só então é que o aluno seria batizado.

"O B A T I Z A D O "

O batizado era quando o aluno jogava pela 1ª vez na roda com o acompanhamento dos instrumentos que era formado por 1 berimbau e 2 pandeiros. O mestre escolhia o formado que jogaria com o calouro e então toca "São Bento Grande", toque que caracterizava a capoeira regional, para isso o calouro era colocado no centro da roda para que o formado ou o próprio mestre desse um apelido a ele. Escolhido o "nome de guerra" todos aplaudiam e então o mestre mandava o calouro pedir a "Benção" do padrinho, e ao estender a mão para o formado que o batizou, receberia uma Benção (golpe) que o jogava no chão. Era necessários pelo menos, 6 meses de treino para se formar na Capoeira Regional. O exame era realizado em 4 domingos seguidos, no Nordeste de Amaralina, academia do mestre, os alunos a serem examinados eram escolhidos por ele. Durante 4 dias os alunos eram submetidos a algumas situações onde teriam que mostrar os valores adquiridos durante a fase de aprendizado, como por exemplo: força, reflexo, flexibilidade e etc. No último domingo é que o mestre dizia quem havia sido aprovado e então ensinava novos golpes e também marcava o dia da formatura.

"A F O R M A T U R A "

A Cerimônia iniciava com uma roda de formados antigos para que as madrinhas e os convidados pudessem ver o que era a Capoeira Regional. Mestre Bimba ficava ao lado do som, que era formado por 1 Berimbau e 2 pandeiros, comandando a roda e cantando as músicas características da Regional. Terminada a roda, o mestre chamava o orador que geralmente era um formado mais antigo para falar um breve histórico da Capoeira Regional e do mestre. Após o histórico, o mestre entregava as medalhas aos paraninfos e os lenços azuis (Graduação dos Formados) as madrinhas. O paraninfos colocava a medalha ao lado esquerdo do peito do Formado e as madrinhas colocavam os lenços nos pescoços dos seus respectivos afilhados. A partir dai os formados demonstravam alguns movimentos a pedido do mestre para mostrar a sua competência, incluindo os movimentos de "cintura desprezada", "jogo de floreto" e o "escrete" que era o jogo combinado com o uso dos Balões. Para Terminar, chegava a hora do "Tira-medalha" onde o recém formado jogava com um formado antigo que tentava tirar a sua medalha com qualquer golpe aplicado com o pé. Só então depois de passar por isso tudo é que o aluno poderia se considerar aluno formado de mestre Bimba, tendo direito até a jogar na roda quando o mestre estivesse tocando Iuna que era o toque criado por ele para esse fim. A partir dai só restava o curso de especialização.

"O C U R S O D E E S P E C I A L I Z A Ç Ã O "

Tinha duração de 3 meses, sendo 2 na academia e 1 nas matas da Chapada do Rio Vermelho. Tratava-se de um treinamento de guerrilha, onde aconteciam as emboscadas, armadilhas e etc., que consistia em submeter o formado a situações das mais difíceis, desde defender-se de 3 ou mais Capoeiristas, até defender-se de armas. Terminando o curso, o mestre fazia a mesma festa para os novos especializados, e estes recebiam o lenço vermelho que representava a nova graduação. O aluno que se formava ou se especializava, tinha a obrigação de pendurar um quadro com a foto do mestre, do padrinho, do orador, e a própria foto.

"Minha Mãe sempre dizia"

Minha mãe sempre dizia

Minha mãe sempre dizia

Filho meu tome juízo

Mulher é muito bom

Mulher é muito bom

Mas também da prejuízo

Eu não vou na sua casa

que é pra você não ir na minha

você tem a boca grande

vai comer minha galinha

Lá na terra onde eu nasci

de manhã tem oração

ajoelhado na igreja (colega velho)

na cintura seu facão, camará

Iê viva meu Deus...


"Eu já Vivo enjoado"

Eu já vivo enjoado

De viver aqui na Terra

O mamãe eu vou pra Lua

Falei com minha mulher

Ela então me respondeu

Nós vamos se Deus quiser

vamos fazer um ranchinho

Todo cheio de sapé

Amanhã as sete horas

Nós vamos tomar café

E eu nunca acreditei

Não posso me conformar

Vem a Lua vem a Terra

Vem a Terra e a Lua

Tudo isto é conversa

Vão comer sem trabalhar

Ô senhor amigo meu

Veja bem o meu cantar

Quem é dono não ciuma

Quem não é quer ciumá

A Itália de Mussolini Campeã em 1934

A Itália de Mussolini Campeã em 1934

A Itália de Mussolini Campeã em 1934A segunda Copa do Mundo, ao contrário da primeira, teve realmente uma dimensão mundial. Trinta e dois países, que representavam todos os continentes, se inscreveram. Depois das eliminatórias, ficaram dezesseis países para disputar a competição na Itália. O Brasil, diante da desistência do Peru, com quem deveria se enfrentar, em um dos grupos sul-americanos, garantiu automaticamente, a sua ida para a Itália. Das chamadas grandes potências, apenas a Inglaterra não compareceu. Mas, a segunda Copa, pelo menos, num ponto, foi muito semelhante à primeira. O Brasil não esteve presente com sua força máxima. E mais uma vez o motivo foi uma crise interna. Um ano antes da implantação do profissionalismo no Brasil, Rio e São Paulo dividiria o nosso futebol. De um lado, fiel ao amadorismo, a CBD. Do outro, adeptos do novo regime, a Federação Brasileira de Futebol. A esta ultima estavam filiados os principais clubes cariocas e paulistas. Como a FIFA não reconhecia a Federação Brasileira de Futebol, caberia a CBD convocar a seleção para disputar a Copa do Mundo na Itália.

No Rio de Janeiro, apenas o Botafogo continuava firme na CBD. Carlito Rocha, era o homem forte do Botafogo e passou a ajudar a entidade maior do nosso futebol. E foi através de Carlito que a CBD começou a fazer boas propostas financeiras aos grandes jogadores para integrarem a seleção brasileira. No Rio, três vascainos aceitaram a proposta. Rei, Leonidas da Silva e Tinoco. Mesmo assim, um deles, o goleiro Rei, desistiu e devolveu a Carlito Rocha os vinte contos de réis que tinha recebido adiantados. Em São Paulo, o CBD convenceu Silvio Hoffmann, Luizinho, Armandinho e Waldemar de Brito. O Palmeiras levou seus craques para a Fazenda Dobrada, de propriedade do presidente Delmanto. Seus empregados tinham ordem de não deixarem Carlito Rocha se aproximar dos jogadores esmeraldinos. A CBD convocou mais doze jogadores e vinte e um atletas viajaram no dia 12 de maio, a bordo do navio Biancamano, numa desconfortável e monótona jornada até o porto italiano de Gênova. Desta vez, embarcou um técnico chamado Luiz Vinhaes. Carlito Rocha seguiu como arbitro e delegado. Francisco de Paulo era o tesoureiro e José Caribé da Rocha era o jornalista. A viajem durou onze dias e todos chegam cansados e sentindo ainda os efeitos dos enjôos sofridos durante o longo percurso, que teve uma parada em Barcelona para apanhar os jogadores da seleção espanhola.

Nos jogos na Itália, os dezesseis finalistas decidiam sua sorte na base do tudo ou nada. Os vencedores iam passando para as etapas seguintes. Os perdedores voltavam para casa. Um sistema que a seleção brasileira sabia que cada jogo era uma decisão. E isso ficou evidenciado no jogo de estréia contra os espanhóis que tinham um excelente time. O goleiro Zamora era apontado como o maior da Europa. Muitos outros craques se destacavam no futebol mundial. O jogo foi bom, mas os espanhóis foram sempre melhores. No primeiro tempo: Espanha 2x0, gols de Iraragorri de penalti e Langara. No inicio do segundo tempo, Leonidas da Silva marcou o gol brasileiro para, logo depois, Langara assinalar o terceiro gol espanhol. Os brasileiros saíram reclamando de um penalti não marcado contra a Espanha quando zagueiro Quincoces tirou a bola com a mão quando ela ia entrar num chute de Patesko. A passagem da seleção brasileira pela segunda Copa do Mundo foi tão discreta que quase ninguém notou quando ela deixou a Itália para uma excursão arranjada às pressas, com jogos em Belgrado, Zagreb, Catalunha, Barcelona, Lisboa e Porto, num total de oito jogos. Ganhamos duas. Perdemos duas e empatamos quatro.

A Itália, sob o comando de experiente e consagrado técnico Vitorio Pozzo e reforçado por vários “oriundos”, como os argentinos Monti, Guaita e Orsi, e os brasileiros De Maria e Filó, era uma das atrações do campeonato. O presidente da Federação Italiana, General Giorgio Vaccaro, reuniu os jogadores e disse: “o principal objetivo deste campeonato é demonstrar que o esporte fascista é movido por um grande idealismo, manifestado pela responsabilidade de seus dirigentes e pela maturidade de seu povo, sob a inspiração do Duce (Benito Mussolini)”. A Copa do Mundo de 1934 seria, assim, para a Itália fascista de Mussolini, o que os Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, haveria de ser para a Alemanha nazista de Hitler, um meio de afirmar a superioridade de um país, de uma raça, de um regime. Vitorio Pozzo e seus jogadores sabiam disso.

O jogo final foi disputado no dia 10 de junho em Roma. Não foi, porém, um mero cumprimento de tabela, um simples desfecho de festa para os italianos. Eles sofreram, e muito, para chegarem aos 2x1 sobre a Techecolovaquia. Na Tribuna de Honra, Mussolini estava nervoso. Após os noventa minutos do que ele supunha ser uma final fácil, o empate de 1x1 tornava necessária uma prorrogação de mais meia hora. Nela, somente nela, veio a vitória sofrida, graças a um gol de Schiavo. A Itália era campeão do mundo. Nada mais natural do que aquela comemoração toda. No centro do gramado, os jogadores se abraçavam e abraçavam o treinador Pozzo. O desabafo era de jogadores que passaram três meses sem ver a família, concentrados num rigoroso regime disciplinar e que, naquele momento eram heróis nacionais. Eram campeões do mundo.


www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

lumepa.blogspot.com

Taça Jules Rimet | História da Taça Jules Rimet


Taça Jules Rimet | História da Taça Jules Rimet

Taça Jules Rimet | História da Taça Jules Rimet
Durante o Congresso da FIFA, 28 de maio de 1928, época dos Jogos Olímpicos de Amsterdã, por proposta do Comitê Executivo daquele órgão ficou decidido levar a efeito um campeonato mundial de futebol. Apareceram, então, seis países candidatos a realizar o primeiro certame: Hungria, Itália, Holanda, Espanha, Suécia e Uruguai.

No Congresso de Barcelona, em 1929, a FIFA fixou o ano seguinte para a disputa da Primeira Copa do Mundo, escolhendo o Uruguai como sede da referida disputa. A escolha fundamentou-se em três motivos: prestígio do futebol uruguaio como campeão olímpico em 1924 e 1927; o Uruguai comemoraria em 1930 o centenário de sua independência, além da Associação Uruguai de Futebol oferecer vantagens financeiras aos participantes.

Decidida a promoção do mundial, Jules Rimet, ainda em 1929, uma das últimas providências para concretização do seu sonho, foi a confecção de uma bela taça, pelo artesão Abel Lafleur, em Paris, que depois, por decisão do Congresso da FIFA, realizado em Luxemburgo (01.07.1946) levaria seu nome.

O rico troféu representava uma Vitória alada, levando em suas mãos, levantadas sobre a cabeça, um vaso octogonal em forma de copa. Era de ouro puro com um quilo e oitocentos gramas e seu peso total correspondia a quatro quilos, com trinta centímetros de altura, incluindo a base de mármore em que se apoiava. Ao pé desta, em placas especiais, passaram a figurar o nome gravado dos vencedores dos mundiais realizados até 1970. Os nomes são: 1930 (Uruguai), 1934 (Itália), 1938 (Itália), 1959 (Uruguai), 1954 (Alemanha), 1958 (BRASIL), 1962 (BRASIL),1966 (Inglaterra),1970 (BRASIL). O Brasil ficou de posse definitiva da taça Jules Rimet por ter conquistado seu tri-campeonato. A taça Jules Rimet ficou pronta em abril de 1939, antes da primeira copa do mundo, e os gastos totais atingiram 50 mil francos, uma fortuna para a época.

O belo troféu que havia sido mantido escondido na Segunda Grande Guerra Mundial pelo desportista italiano Otorino Barassi, depois foi roubado na Inglaterra, em 1966, mas logo recuperado. Infelizmente desapareceu da sede da CBF, no Rio de Janeiro, no final de 1983. E para decepção dos desportistas brasileiros, a imprensa anunciou no dia 28 de janeiro de 1984 que a taça Jules Rimet havia sido derretida no dia seguinte ao roubo, juntamente com outros troféus ganhos pelo futebol brasileiro.

Com a conquista em difinitivo da Taça Jules Rimet pelo Brasil, foi instituído um novo troféu para o mundial de 74. O Comitê Executivo da FIFA, reunido na cidade de Atenas, janeiro de 1971, deliberou a confecção de uma nova taça, com a denominação de Copa Mundial da FIFA. Após uma comissão especial examinar projetos apresentados por 53 empresas européias de sete países, decidiu pelo projeto da Companhia Bertoni de Milão.

O autor do projeto vitorioso foi o milanês Silvio Gazzaniga, chefe da firma Bertoni, e com passagem pela Escola Superior de Artes de Milão. A Copa Mundial simboliza a força e a pureza das disputas esportivas mundiais, representadas por dois atletas segurando o globo terrestre. É de ouro maciço 18 quilates, pesando cinco quilos e medindo 49 centímetros de altura, incluindo a sua base. Na aludida base existe espaço para registro de 18 vencedores de Copas, a contar de 1974 (Alemanha) o primeiro campeão da nova taça. Depois tivemos em 1978 (Argentina), 1982 (Itália). 1986 (Argentina), 1990 (Alemanha), 1994 (BRASIL), 1998 (França) e 2002 (BRASIL).

Em 71, o custo do novo troféu foi de 20 mil dólares. Ao contrário da taça Jures Rime, a Copa Mundial não ficará em definitivo, em poder de nenhum país. O vencedor de cada mundial manterá a posse da original por quatro anos. Depois disso, receberá uma réplica, apenas banhada em ouro, que reterá definitivamente.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

lumepa.blogspot.com

Brasil na Copa do Mundo de 1950

Brasil na Copa do Mundo de 1950

Brasil na Copa do Mundo de 1950
O Brasil sedia a primeira Copa após a II Guerra Mundial, e constrói para o evento o Maracanã, no Rio de Janeiro, Tornando-se o maior Estádio do Mundo. Logo após a definição dos 16 classificados nas Eliminatórias, três países desistem e o torneio é disputado por apenas 13 seleções, de 24 de junho a 16 de julho. A maior atração na época era a Inglaterra, país considerado o inventor do futebol, que pela primeira vez aceita participar de uma Copa do Mundo, no entanto a Inglaterra não passa da primeira fase. O Brasil, na final contra o Uruguai tinha a vantagem do empate, sai na frente, mas os uruguaios viram o jogo. A vitória por 2 a 1 dá o bicampeonato da Copa do Mundo ao Uruguai, uma vez que já tinha sido campeão da primeira Copa do Mundo no Próprio Uruguai em 1930. O fiasco da seleção brasileira, apontado como favorito, fica conhecido como o “Maracanazzo”. Em 1950 só restou ao Brasil o consolo de ter o artilheiro da Copa, Ademir de Menezes, com 8 gols.

Em pé: Barbosa. Augusto. Danilo. Juvenal. Bauer e Bigode.

Agachados: Jonhson. Friaça. Zizinho. Ademir. Jair. Chico e Mario Americo.
Brasil na Copa do Mundo de 1950Em pé: Maspoli.Obdulio Varela. Gonzalez. Schiafino.Tejera. Andrade. Moran. Julio Perez. Gambeta.Gighia e Miguez.
Brasil na Copa do Mundo de 1950Máspoli, Matias González e Tejera; Gambetta, Varela e Andrade; Chiggia, Pérez, Miguez, Schiaffino e Morán. Técnico: Jun López



GRUPO A
Brasil 4 x 0 México
Iugoslávia 3 x 1 Suiça
Brasil 2 x 2 Suiça
México 1 x 4 Iugoslávia
Brasil 2 x 0 Iugoslávia
México 1 x 2 Suiça

GRUPO B
Chile 0 x 2 Inglaterra
EUA 1 x 3 Espanha
EUA 1 x 0 Inglaterra
Chile 0 x 2 Espanha
Inglaterra 0 x 1 Espanha
Chile 5 x 2 EUA

GRUPO C
Suécia 3 x 2 Itália
Paraguai 2 x 2 Suécia
Paraguai 0 x 2 Itália

GRUPO D
Uruguai 8 x 0 Bolívia

TURNO FINAL
Brasil 7 x 1 Suécia
Uruguai 2 x 2 Espanha
Brasil 6 x 1 Espanha
Uruguai 3 x 2 Suécia
Suécia 3 x 1 Espanha

URUGUAI 2 x 1 BRASIL

16 de Julho de 1950 (Maracanã – Rio de Janeiro)
Juiz: George Reader (Inglaterra)
Público: 179.000
Gol do Brasil: Friaça (2 minutos do 2º Tempo)
Gols do Uruguai: Schiaffino (21 minutos do 2º Tempo), Chiggia (34 minutos do 2º Tempo).
URUGUAI: Máspoli, Matias González e Tejera; Gambetta, Varela e Andrade; Chiggia, Pérez, Miguez, Schiaffino e Morán. Técnico: Jun López
BRASIL: Barbosa, Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico. Técnico: Flávio Costa.
Artilheiro da Copa de 1950: Ademir de Menezes com 8 gols (Brasil)

Classificação geral
1º - Uruguai

2º - BRASIL

3º - Suécia

4º - Espanha

5º - Iugoslávia

6º - Suíça

7º - Itália

8º - Inglaterra

9º - Chile

10º- Estados Unidos

11º- Paraguai

12º- Bolívia

13º- México

DETALHES DOS JOGOS DO BRASIL NA COPA DE 1950



BRASIL 4 X MEXICO 0

Data:24.junho.1950

Local:Maracanã no Rio de Janeiro

Juiz:George Reader(Inglaterra)

Gols:Ademir no primeiro tempo.

Jair. Baltazar e Ademir no segundo tempo

BRASIL:Barbosa. Augusto e Juvenal. Eli. Danilo e Bigode. Maneca. Ademir. Baltazar.Jair e Chico.

MEXICO:Carbajal. Zetter. Montemayor. Ruiz. Uchoa. Roca. Septien. Ortiz. Casarin. Perez

e Velasquez.



BRASIL 2 X SUIÇA 2

Data:28.junho.1950

Local:Pacaembú em São Paulo

Juiz:R. Azon(Espanha)

Gols:Alfredo. Faton e Baltazar no primeiro tempo. Faton no segundo tempo

BRASIL:Barbosa. Augusto e Juvenal .Bauer. Rui e Noronha. Alfredo. Maneca. Baltazar. Ademir e Friaça.

SUIÇA:Stuber. Neury. Bocquet. Lusenti. Eggimann. Quinche. Tamini. Bickel.Friedlander. Bader e Faton.



BRASIL 2 X IUGUSLAVIA 0

Data:01.julho.1950

Local:Maracanã no Rio de Janeiro

Juiz:B.M.Griffichs

Gols:Ademir no primeiro tempo e Zizinho no segundo tempo

BRASIL:Barbosa. Augusto e Juvenal. Bauer. Danilo e Bigode. Maneca. Zizinho. Ademir. Jair e Chico.

IUGUSLAVIA:Mrkusic. Horvat. Stankovic. Tchaikowski I. Ivanovictch. Djavic. Vukas.

Mitic. Tomasevitch. Bobek e Tchaikowski II.



BRASIL 7 X SUECIA 1

Data:09.julho.1950

Local:Maracanã no Rio de Janeiro

Juiz:Artur E.Ellis(Inglaterra)

Gols:Ademir. Ademir. Chico no primeiro tempo. Ademir. Ademir. Anderson. Maneca e Chico no segundo tempo.

BRASIL:Barbosa. Auguso e Juvenal. Bauer. Danilo e Bigode. Maneca. Zizinho. Ademir. Jair e Chico.

SUECIA:Svensson. Samuelsson. Erik Nilson. Anderson. Nordhal. Gaerd. Sundqvist. Palmer. Jeppson. Skoglund e Stellan Nilson.



BRASIL 6 X ESPANHA 1

Data:13.julho.1950

Local:Maracanã no Rio de Janeiro

Juiz:R. Leafe (Inglaterra)

Gols:Ademir. Jair e Chico no primeiro tempo. Chico. Ademir. Zizinho e Igoa no segundo tempo

BRASIL:Barbosa. Augusto e Juvenal. Bauer. Danilo e Bigode. Friaça. Zizinho. Ademir. Jair e Chico.

ESPANHA:Ramalhets. Alonso. Gonzalo II. Gonzalo III. Parra. Puchades. Bassora. Igoa.Zarra. Panizo e Gainza.


O jogo do Brasil contra o Uruguai decidiu o campeonato no dia 16 de julho de 1950.


DELEGAÇÃO BRASILEIRA PARA A QUARTA COPA DO MUNDO


CHEFE DA DELEGAÇÃO: Mario Polo

TECNICO: Flavio Costa

AUXILIARES: Vicente Feola

MEDICOS: Amilcar Gifoni e Paes Barreto.

MASSAGISTAS: Johnson e Mario Americo

JOGADORES: Barbosa (Vasco). Augusto(Vasco). Juvenal Flamengo). Bauer

(São Paulo). Danilo (Vasco). Bigode(Flamengo). Friaça(Vasco). Zizinho(Bangu). Ademir(Vasco). Jair(Palmeiras). Chico(Vasco). Castilho(Fluminense). Nilton Santos (Botafogo). Nena (Internacional). Eli(Vasco). Rui(São Paulo). Noronha(São Paulo). Alfredo(Vasco). Maneca(Vasco). Adãozinho(Internacional). Baltazar (Corinthians). Rodrigues(Palmeiras).


Três arbitros brasileiros apitaram na Copa de 1950. Mario Vianna (Espanha 3 x Estados Unidos 1). Alberto da Gama Malcher (Espanha 2 x Chile 0). Mario Gardelli (Chile 5 x Estados Unidos 2).


www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

lumepa.blogspot.com

Arquivo