Bangladesh, Aspectos Gerais de Bangladesh

Bangladesh, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Bangladesh

BANGLADESH, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE BANGLADESHGeografia: Área: 143.998 km². Hora local: +9h. Clima: tropical com chuvas de monção. Capital: Daca. Cidades: Daca (aglomeração urbana: 11.159.000, cidade: 3.822.850), Chittagong (1.452.860), Khulna (780.340), Rajshahi (320.056) (2016).

População: 160 milhões (2016); nacionalidade: bengalesa; composição: bengalis 98%, outros 2%. Idiomas: bengali (oficial), dialetos regionais. Religião: islamismo 85,8%, hinduísmo 12,4%, outras 1,9%, sem religião 0,1% - dupla filiação 0,2%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU. Consulado Geral Honorário: Telefax (11) 5533-2838 – São Paulo (SP); e-mail: raulsulzbacher@uol.com.br.

Governo: República parlamentarista. Div. administrativa: 64 distritos. Partidos: Nacionalista de Bangladesh (BJD), Liga Awami, Jamaat-e-Islami, Jatiya Dal. Legislativo: unicameral – Parlamento com 330 membros. Constituição: 1972.

País no centro-sul da Ásia, Bangladesh está localizado no delta dos rios Ganges e Brahmaputra, na região chamada de Subcontinente Indiano. Cerca de 90% do território tem altitude inferior a 10 metros. Isso faz com que o solo seja fertilizado pelos rios nos períodos de cheias. Frequentes inundações, no entanto, provocam mortes e prejuízos. A nação está entre as mais densamente povoadas do mundo.A maioria da população é muçulmana e há um grupo numeroso de hinduístas. Ao contrário do que ocorre na vizinha Índia, essas duas comunidades mantêm relações sem conflitos. Bangladesh registra altos índices de pobreza e desnutrição. Nas planícies alagadas do país, produzem-se arroz e juta, planta utilizada na indústria têxtil. As reservas de gás natural descobertas recentemente ainda não têm todo seu potencial explorado.

Bandeira de BangladeshHistória de Bangladesh

A região do Golfo de Bengala é invadida por volta do ano 1200 por muçulmanos, que levam o islamismo sobretudo para a porção oriental do golfo – chamada então de Vanga –, que compõe o atual Bangladesh. O domínio islâmico tem auge durante o Império Mongol (1526/1857). O território passa ao jugo britânico no século XVIII, integrado à Índia, com o nome de Bengala Oriental. Apesar do convívio com os hinduístas, a comunidade muçulmana mantém sua identidade.Em 1947, o Reino Unido partilha o Subcontinente Indiano em dois países independentes: Índia (majoritariamente hinduísta) e Paquistão (de maioria muçulmana). O atual Bangladesh é originalmente parte do Estado paquistanês, separado do restante do país por 1,6 mil quilômetros de território indiano. O poder político fica em sua parte ocidental, em Islamabad. Os bengaleses, mais numerosos, sentem-se discriminados pelo Paquistão Ocidental, que se apropria da maior parte dos recursos. O descontentamento explode em 1954, quando o urdu é declarado idioma oficial do Paquistão, em detrimento do bengali, falado na parte oriental. Em 1955, após uma onda de protestos, o bengali é igualmente reconhecido.

Daca, capital de Bangladesh
Daca, capital de Bangladesh
Independência – Em 1970 se realizam as primeiras eleições legislativas em todo o país. A Liga Awami, defensora de maior autonomia para o Paquistão Oriental, fortalece-se com a conquista de 167 das 313 cadeiras na Assembleia Nacional. Para impedir que seu líder, o xeque Mujibur (Mujib) Rahman, se torne primeiro-ministro, o presidente paquistanês, o general Yahya Khan, fecha o Parlamento e envia o Exército para acabar com os protestos no lado oriental. Em 26 de março de 1971, o xeque Mujib proclama a independência do Paquistão Oriental, com o nome de Bangladesh. Forças leais ao governo paquistanês reagem violentamente, e inicia-se uma guerra civil que deixa milhares de mortos. Cerca de 10 milhões de bengaleses fogem para a Índia. Em apoio ao novo país, o governo indiano declara guerra ao Paquistão, que se rende em dezembro. No ano seguinte, Mujib torna-se primeiro-ministro. Em fevereiro de 1975 assume a Presidência de Bangladesh, em regime de partido único, e suspende os direitos civis, mas é assassinado em um golpe de Estado, em agosto.

Democratização – Após vários governos militares, o país passa por um processo de democratização a partir de 1991, com a eleição de Khaleda Zia, do Partido Nacionalista de Bangladesh (BJD), como primeira-ministra. No mesmo ano, Bangladesh sofre uma das maiores catástrofes naturais do século XX, causada por um ciclone, que mata 250 mil pessoas e provoca enormes danos materiais. O novo governo assiste à alta dos preços e enfrenta forte oposição parlamentar. As eleições gerais de fevereiro de 1996 são marcadas pela violência. Sob pressão dos militares, Zia renuncia em março. A Liga Awami vence as novas eleições, em junho, indicando Hasina Wajed, filha de Mujib, para primeira-ministra, com o apoio do partido Jatiya Dal.

O BJD vence as eleições parlamentares de 2001, ficando com 197 das 300 cadeiras em disputa. A Liga Awami conserva 62. Wajed conclui seu mandato de cinco anos, fato inédito, e é substituída por Khaleda Zia, que volta ao cargo. Em dezembro, o departamento anticorrupção do governo acusa Wajed de desviar dinheiro público. Em 2002, o presidente Badruddoza Chowdhury renuncia, e o Parlamento elege Iajuddin Ahmed seu sucessor.

Atentados – Em dezembro de 2002, explosões de bombas causam a morte de 18 pessoas, e as investigações excluem o envolvimento da rede terrorista Al Qaeda. Cerca de 40 oposicionistas acabam presos. Em 2003, a Liga Awami convoca sucessivas greves gerais contra o governo e prossegue com as paralisações em 2004, tentando, sem sucesso, derrubar a primeira-ministra, Khaleda Zia. Em maio, o Parlamento emenda a Constituição, reservando 45 vagas de deputados para mulheres. Líderes políticos, em julho, recebem ameaças de morte do grupo fundamentalista islâmico Mujaheddin-al-Islam, e, semanas depois, um atentado contra um encontro da Liga Awami mata 19 pessoas. Entre julho e setembro, Bangladesh sofre as piores enchentes dos últimos anos, que deixam 600 mortos e 30 milhões de desabrigados. Em dezembro é atingido pelo tsunami, que provoca a morte de pelo menos duas pessoas.