Paquistão | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Paquistão

Paquistão | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Paquistão 

Geografia – Área: 796.095 km². Hora local: +8h. Clima: árido subtropical. Capital: Islamabad. Cidades: Karachi (aglomeração urbana: 11.200.000, cidade: 10.500.000), Lahore (5.800.000), Faisalabad (2.500.000), Rawalpindi (1.700.000), Multan (1.480.000), Hyderabad (1.380.000), Islamabad (820.000).

População – 179 milhões; nacionalidade: paquistanesa; composição: punjabis 49%, patanes 13%, sindis 13%, saricolis 10%, baluques 7%, outros 8%. Idiomas: urdu (oficial), punjabi, sindi, saricoli, inglês. Religião: islamismo 96,1%, outras 4%, sem religião 0,1% - dupla filiação 0,2%. Moeda: rúpia paquistanesa.

Relações Exteriores– Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 364-1632, fax (61) 248-0246 – Brasília (DF); e-mail: parepbra@brturbo.com.

Governo – República parlamentarista. Div. administrativa: 4 províncias, a capital federal (Islamabad) e áreas tribais. Partidos: Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q), do Povo do Paquistão (PPP), coalizão Muttahida Majlis-i-Amal (MMA). Legislativo: bicameral – Senado, com 100 membros; Assembleia Nacional, com 342 membros. Constituição: suspensa desde 1973.

País envolvido na guerra deflagrada em 2001 pelos Estados Unidos (EUA) contra a milícia islâmica Taliban no vizinho Afeganistão, o Paquistão tem uma história marcada por conflitos. De população quase totalmente muçulmana, o país surge com o fim do domínio colonial britânico sobre o Subcontinente Indiano, em 1947, quando os líderes da região decidem separar-se da Índia, de maioria hindu, para formar uma nação própria. Desde então, o Paquistão trava três guerras contra a Índia, país com o qual disputa a região da Caxemira, de maioria muçulmana. As duas nações possuem armas nucleares. A violência faz parte da política interna, com conflitos étnicos e rivalidade entre muçulmanos sunitas (majoritários) e xiitas. As tensões agravam-se com a presença dos refugiados do Afeganistão. A corrupção das autoridades é uma constante, assim como o fervor religioso, que se traduz num sistema jurídico com forte influência das leis islâmicas. Situado no centro-sul da Ásia, o Paquistão fez parte da Rota da Seda, utilizada na Idade Média pelas caravanas que iam da Turquia à China. O território inclui, ao norte, o trecho da cordilheira do Himalaia onde fica o segundo pico mais alto do mundo, o K-2. Tem desertos nas fronteiras com a Índia, o Irã e o Afeganistão. A maior parte da população habita o vale do rio Indo, onde são cultivados algodão e trigo.

PAQUISTÃO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO PAQUISTÃO

História do Paquistão

Bandeira do PaquistãoA civilização do vale do rio Indo floresce entre os anos 3500 a.C. e 2500 a.C. O povo ariano vindo do noroeste conquista a região por volta de 1500 a.C. e inicia a civilização hindu, que domina por cerca de 2 mil anos os atuais territórios da Índia e do Paquistão. Sucessivas invasões ocorrem ali desde antes da Era Cristã: persas, macedônios, novamente persas (dinastia Sassânida, já no século VI d.C.) e, por fim, árabes, que introduzem o islamismo em 711 e separam o Paquistão da esfera de influência da Índia. O domínio muçulmano na região atinge o apogeu com o Império Mongol, entre 1526 e 1857, até a derrota militar para o Reino Unido.

Colonização britânica – Em 1857, o território paquistanês é incorporado às possessões britânicas da Índia. Muhammad Ali Jinnah funda, em 1906, a Liga Muçulmana do Paquistão (PML), que se alia aos nacionalistas hindus no combate à dominação britânica. A aliança é rompida na década de 1920, com os primeiros choques entre as duas comunidades. A liga propõe a constituição de um Estado separado da Índia.

 Islamabad, Capital do Paquistão
 Islamabad, Capital do Paquistão
Partilha do Subcontinente – Os confrontos entre hindus e muçulmanos intensificam-se, e, em 1947, os britânicos deixam a colônia, aprovando sua partilha em dois Estados. As áreas de maioria muçulmana formam o Paquistão, com duas regiões separadas entre si por 1,6 mil quilômetros de território indiano: o vale do rio Indo e Bengala Oriental, que passa a se chamar Paquistão Oriental. Hindus que habitavam essas áreas, majoritariamente muçulmanas, migram aos milhares para a Índia, enquanto os muçulmanos lá residentes fogem em direção oposta. No mesmo ano, Índia e Paquistão entram em guerra pelo controle da Caxemira. O embate termina em 1948, com a divisão provisória do território entre os dois países. A Guerra Fria acirra o conflito na década de 1950 – o Paquistão alia-se aos Estados Unidos (EUA) e a Índia, aos soviéticos.

Secessão de Bangladesh – Um golpe de Estado, em 1958, leva ao poder o general Mohammad Ayub Khan, eleito presidente em 1960 e reeleito em 1965. Ayub Khan fracassa na tentativa de debelar uma onda de protestos no Paquistão Oriental e, em 1969, renuncia. Seu sucessor, o general Yahya Khan, volta a instaurar a lei marcial, já declarada por Ayub Khan. O processo de divisão do país tem início em 1970, quando os separatistas vencem as eleições no Paquistão Oriental. O impasse termina em guerra civil. Com a intervenção militar da Índia do lado dos bengaleses, o Paquistão Oriental proclama a independência, em 1971, e muda seu nome para Bangladesh. Em 1977, Zulfikar Ali Bhutto, no governo desde 1971 (inicialmente como presidente e depois como primeiro-ministro), é derrubado por um golpe militar que tem à frente o general Mohammad Zia-ul-Haq. Bhutto é enforcado em 1979. O Paquistão começa a apoiar os guerrilheiros muçulmanos que lutam contra o regime pró-soviético e as tropas da União Soviética (URSS) no Afeganistão. Internamente, a lei islâmica ganha força.

Corrupção – Benazir Bhutto, filha do presidente executado, retorna ao país em 1986, depois de longo exílio na Inglaterra, e reorganiza o Partido do Povo do Paquistão (PPP). A morte de Zia, em agosto de 1988, em desastre aéreo provocado por sabotagem, abre caminho para eleições livres em novembro. O PPP obtém a maioria dos votos, e Benazir é nomeada primeira-ministra, tornando-se a primeira mulher do mundo a governar um país de maioria muçulmana. Durante o mandato, ela enfrenta oposição dos chefes militares e acusações de corrupção. Em agosto de 1990, o presidente Ghulam Ishaq Khan dissolve o governo de Benazir. As eleições parlamentares de outubro são vencidas pela coalizão Aliança Democrática Islâmica, liderada pela PML. O empresário Nawaz Sharif (PML) torna-se primeiro-ministro e retoma a aplicação das leis islâmicas. O país é sacudido, em 1991, pelo escândalo de empréstimos ilegais feitos a empresas de Sharif e a um de seus ministros. A crise culmina com sua demissão, em abril de 1993. A PML divide-se, e a facção dirigida por Sharif fica conhecida como PML-N. Com a vitória do PPP nas eleições de outubro, Benazir volta ao cargo de primeira-ministra.

Queda de Benazir – Em 1996, Benazir enfrenta protestos por causa do aumento de impostos, que cumpre metas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em setembro, o Paquistão é o primeiro país a reconhecer o governo da milícia muçulmana Taliban, no Afeganistão. Em novembro, o presidente Farooq Leghari, pressionado por fundamentalistas islâmicos, destitui Benazir e convoca eleições legislativas para fevereiro de 1997. A PML-N conquista 134 das 204 cadeiras disputadas por voto direto, e Sharif volta ao poder. Em 1999, Benazir e o marido são julgados por corrupção e condenados a cinco anos de prisão e multa de 8,6 milhões de dólares. Benazir, auto-exilada na Inglaterra (e depois nos Emirados Árabes Unidos), rejeita as acusações. Seu marido cumpre pena desde 1997 pela acusação de ter mandado matar o cunhado.

Tensão com a Índia – O Paquistão anuncia a realização de seis explosões nucleares subterrâneas no deserto do Baluchistão, em maio de 1998, em reação aos testes executados pela Índia no mesmo mês. Essas disputas nucleares remontam às antigas relações estremecidas entre o Paquistão e a Índia desde a independência de Bangladesh, em 1971. Derrotado, o Paquistão se empenha em construir sozinho a bomba atômica, incentivado pelos testes nucleares realizados pela Índia em 1974. Os dois países chegam à beira da guerra total em maio de 1999, quando soldados paquistaneses cruzam a fronteira em apoio à ofensiva dos guerrilheiros muçulmanos da Caxemira indiana. A Índia expulsa as tropas paquistanesas em julho, mas a tensão continua.

Golpe militar – O recuo paquistanês na Caxemira contraria os militares. Em outubro de 1999, Sharif destitui o chefe do Estado-Maior, general Pervez Musharraf, que está em viagem oficial ao Sri Lanka e regressa às pressas. Sharif tenta impedir o pouso de seu avião na capital, Islamabad, mas fracassa e é deposto por Musharraf, que instala um regime militar. A Constituição é suspensa e a Assembleia Nacional, dissolvida. Musharraf se autoproclama chefe do Executivo. Sharif é preso e seus bens, confiscados. Embora condenado à prisão perpétua, em 2000 ele obtém permissão para se exilar na Arábia Saudita.

Musharraf assume a Presidência em 2001. Os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos – atribuídos a terroristas sob proteção do Taliban – provocam uma guinada na política paquistanesa. Musharraf, que até então apoiava o Taliban, une-se aos EUA, cedendo uma base aérea para uso nos ataques ao Afeganistão. Em troca, o Paquistão obtém ajuda financeira norte-americana e a suspensão total das sanções econômicas contra o país. Em 2002, Musharraf garante mais cinco anos no poder, num plebiscito acusado de fraudulento pela oposição. Realizam-se também as primeiras eleições para o Legislativo desde o golpe de 1999. Nenhum partido consegue maioria. Mir Zafarullah Jamali, da Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q), é eleito primeiro-ministro.

Tensão fundamentalista – O apoio aos EUA revolta os fundamentalistas islâmicos, que fazem diversos protestos nas ruas da capital. Em 2002, o jornalista norte-americano Daniel Pearl é sequestrado em Karachi. Após semanas, aparece decapitado e morto. Ahmad Omar Sayeed Shaikh, acusado do seqüestro, é condenado à morte. No ano seguinte, Khaled Sheikh Mohammed, suspeito de ter planejado os atentados de 11 de setembro, é preso e enviado aos EUA.

Segredos nucleares – Em fevereiro de 2004, o cientista Abdul Qadeer Khan, considerado herói nacional, declara que ajudou secretamente Irã e Líbia a desenvolver armas nucleares. Suspeita-se que tenha ajudado ainda a Coreia do Norte. Sob forte pressão internacional, Khan é destituído do cargo de conselheiro especial do governo e colocado em prisão domiciliar. Em abril, é criado o Conselho de Segurança Nacional, que institucionaliza o poder militar em assuntos civis. Uma ofensiva militar em junho ataca supostas bases da Al Qaeda na fronteira com o Afeganistão. Em agosto, o banqueiro e ex-ministro da economia Shaukat Aziz (PML-Q) torna-se primeiro-ministro. Um mês antes, ele escapara sem ferimentos de um atentado. Nas negociações de paz com a Índia, surgem as primeiras propostas do Paquistão buscando avançar um acordo.

Osama bin Laden é Morto no Paquistão - Numa ação do serviço de inteligência dos Estados Unidos, o terrorista mais procurado do mundo, Osama bin Laden, líder da rede Al Qaeda e responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center, em Nova York, foi morto no dia 2 de maio de 2011, numa mansão nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão. As primeiras informações, no fim da noite de ontem, foram dadas pela rede CNN e pelo jornal “New York Times”. Já na madrugada de hoje, o presidente americano, Barack Obama, fez um pronunciamento na Casa Branca confirmando a morte do terrorista. De acordo com Obama, a morte foi consequência de uma ação de inteligência do Exército americano, em parceria com o Paquistão, que localizou o terrorista uma sema antes de sua captura e morte.

Akbar

AkbarAbu-al-Fath Jalal al-Din Mohamed Akbar nasceu em 15 de outubro de 1542 em Umarkot, Sind, localidade situada no atual Paquistão. Era neto do sultão Baber e descendente de Tamerlão e de Gengis Khan. Aos 13 anos foi nomeado governador do Punjab e, em 1556, sucedeu ao pai, Humayun, no trono mogol, após ter derrotado o usurpador indiano Hemu. Durante os primeiros anos de seu reinado, Akbar teve de submeter-se à vontade de seu tutor, Bahram Khan, destituído do cargo de regente em 1560.

Por sua habilidade como guerreiro e administrador, Akbar foi o mais importante dos imperadores da dinastia mogol muçulmana na Índia. Apesar de analfabeto, adquiriu grande cultura.

Enfrentando muitas dificuldades e apesar da resistência de seus generais, Akbar conseguiu apoderar-se de grande parte da península da Índia, até as planícies do Deccan, no sul. Uma vez restabelecida a paz, preocupou-se com a unidade do reino e em obter o apoio de seus súditos. Permitiu que os príncipes hindus continuassem a administrar seus territórios, reorganizou o governo central, estabelecendo a separação de poderes, e foi tolerante em matéria religiosa, chegando a criar uma religião eclética que não teve aceitação entre seu povo. Morreu em 1605, em Agra, deixando aos sucessores um império mogol em seu máximo esplendor.

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