Geórgia, Aspectos Gerais da República da Geórgia

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Geórgia, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da República da Geórgia

Geórgia, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da GeórgiaGeografia: Área: 69.700 km². Hora local: +6h. Clima: temperado continental. Capital: Tbilisi. Cidades: Tbilisi (1.125.700), Kutaisi (195.000), Batumi (126.800), Rustavi (122.400), Sokhumi (118.000) (2016).

População: 5,3 milhões (2016); nacionalidade: georgiana; composição: georgianos 70%, armênios 8%, russos 6%, azeris 6%, ossetianos 3%, abecazes 2%, outros 5% .Idioma: georgiano (oficial). Religião: cristianismo 62,2% (ortodoxos 58,1%, outros 4,1%), islamismo 19,3%, sem religião 15,3%, ateísmo 2,7%, judaísmo 0,4%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, CEI, FMI, OMC, ONU. Embaixada: 1615, New Hampshire Ave, NW, suite 300, Washington D.C. 20009, EUA; site na internet: www.georgiaemb.org.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 9 regiões e 3 territórios autônomos (Adjária, Abkházia, Ossétia do Sul). Partidos: Movimento Nacional, Democratas Unidos, coalizão Oposição Direitista (Indústria Salvará a Geórgia, dos Novos Direitos). Legislativo: unicameral – Parlamento, com 235 membros. Constituição: 1995.

Bandeira da GeórgiaCom grande extensão de bosques nativos, a Geórgia localiza-se nas montanhas do Cáucaso, no extremo leste da Europa. Na Idade Média, a cultura local atinge alto grau de desenvolvimento. Datam dessa época o Monastério Gelati, centro educacional e cultural da Geórgia medieval, e a Catedral Bagrati, em Kutaisi, considerados patrimônios da humanidade. Uma das mais prósperas repúblicas da antiga União Soviética (URSS), a Geórgia contava com desenvolvido parque industrial. O colapso do comunismo, as lutas políticas e as rebeliões separatistas, no início dos anos 1990, arrasam a economia, que começa a se recuperar em meados da década.

História da Geórgia

Na Antiguidade, gregos, persas e romanos sucedem-se no domínio da região. Os romanos introduzem a religião cristã no século IV. Mais tarde, o território torna-se foco de disputas entre o Império Persa e o Bizantino. Cai em poder dos árabes em 654, e um emirado muçulmano é instituído em Tbilisi, a capital. Os Georgianos recuperam a soberania, e sua cultura chega ao apogeu entre os séculos VIII e XIII, sob a dinastia bagratuna, fundadora de um império que se estende do Azerbaijão à Turquia. A invasão mongol, em 1386, põe fim à idade de ouro georgiana. Em 1453, a tomada de Constantinopla pelos turcos isola a Geórgia do mundo cristão. Nos três séculos seguintes, o país é invadido por turcos e persas, até que, em 1783, se submete ao Império Russo, ao qual é anexado no século XIX.

Tbilisi, Capital da Geórgia
Tbilisi, Capital da Geórgia
Comunismo - Em 1918, revolucionários social-democratas georgianos, estimulados pela Revolução Russa, lideram a luta por um Estado independente. O país é brevemente ocupado pelos britânicos ao fim da I Guerra Mundial. O regime comunista russo reconhece a independência da Geórgia em 1920, mas o Exército Vermelho invade o país no ano seguinte e o transforma em república soviética. A repressão a nacionalistas Georgianos e comunistas dissidentes mata mais de 400 mil pessoas durante a ditadura de Josef Stálin – ele mesmo georgiano –, entre 1924 e 1953. O nacionalismo volta a aflorar com as reformas do presidente soviético Mikhail Gorbatchov na década de 1980.

Independência - Os nacionalistas obtêm maioria esmagadora nas eleições legislativas de 1990. Em 9 de abril de 1991, o Parlamento proclama a independência da Geórgia. O intelectual Zviad Gamsakhurdia, eleito presidente em maio, é deposto em dezembro. Eduard Chevarnadze, ex-chanceler de Gorbatchov, assume a Presidência em 1992. Eleito em 1995, é reeleito em 2000, em meio a denúncias de fraude. O país procura distanciar-se da influência da Federação Russa, mas a eclosão de revoltas separatistas na Ossétia do Sul (1990) e na Abkházia (1992) frustra esses planos.

Em 2002, forças dos Estados Unidos (EUA) instalam-se na Geórgia para treinar os militares do país. Em novembro de 2003, protestos populares que acusam o governo de fraudar as eleições parlamentares levam o presidente Chevarnadze à renúncia. O movimento, conhecido como revolução rosa, é liderado por Mikheil Saakashvili, favorável a uma aproximação com os EUA. Nas eleições presidenciais de janeiro de 2004, Saakashvili é o vitorioso, com 97% dos votos. Em março, nas eleições parlamentares, a coalizão liderada por seu partido, o Movimento Nacional, conquista 135 das 150 cadeiras em disputa. O novo governo procura recuperar o domínio sobre a Ossétia do Sul e a Abkházia, o que eleva a tensão nas regiões. A situação do país é acompanhada pelo governo dos EUA, interessado em garantir a construção do oleoduto, vindo do Azerbaidjão, que passará pela Geórgia rumo ao mar Mediterrâneo.
Bandeira da Geórgia até 2004
Bandeira da Geórgia até 2004

Conflitos separatistas

A Ossétia do Sul e a Abkházia lutam pela independência desde os anos 1990. Ossétia do Sul Os ossetianos são um povo de origem persa, dividido entre a atual Federação Russa e a Geórgia pelo ditador soviético Josef Stálin. Em 1990, a Ossétia do Sul, de maioria cristã, declara a independência e planeja integrar-se à república russa da Ossétia do Norte, de maioria muçulmana. Para impedir, a Geórgia inicia no ano seguinte ofensiva militar. Os choques matam 1,4 mil pessoas e só terminam depois da intervenção da Federação Russa, em 1992, e da criação de uma força de paz. Em 2004 voltam a ocorrer batalhas entre forças locais e georgianas.

Abkházia - A Abkházia tem maioria muçulmana até os anos 1930, quando Stálin envia milhares de georgianos (cristãos ortodoxos) à região, o que transforma os abecazes em uma minoria de 17% da população. A tentativa de criação de uma república independente em 1992 dá início ao conflito. Pelo menos 10 mil pessoas morrem e 270 mil Georgianos abandonam a região. Um cessar-fogo é alcançado em 1993, seguido do envio de tropas russas.

A Bandeira Nacional da Geórgia ("a bandeira das cinco cruzes") foi restituída para uso oficial em 14 de Janeiro de 2004, depois de um interregno de cerca de 500 anos. Previamente foi a bandeira do reino medieval

Georgiano. Zugdidi (ზუგდიდი)

Zugdidi é uma cidade ocidental da Geórgia, no noroeste da histórica região de Samegrelo.

Georgiano. Zugdidi (ზუგდიდი)
Zugdidi (em georgiano: ზუგდიდი; em mingrélio: ზუგიდი, literalmente "monte grande") é uma cidade no oeste da província história de Samegrelo (Mingrélia), na Geórgia. Localiza-se a 318 quilômetros a oeste da capital do país, Tbilisi, a 30 quilômetros do litoral do Mar Negro e a 30 da cadeia de montanhas de Egrisi. Situada a 100-110 metros acima do nível do mar, tinham em 2007, uma população de 75.900 habitantes. Zugdidi é a capital da região de Samegrelo-Zemo Svaneti, que reúne as regiões históricas da Mingrélia (Samegrelo) e Svaneti.

O nome "Zugdidi" significa "monte grande/alto" no idioma laz-mingrélio (cólquida). Entre os marcos arquitetônicos da cidade estão o Palácio da Rainha e o Palácio de Niko (atualmente abrigando os museus do Palácio de Dadiani), ambos do século XIX, e as igrejas da Virgem de Blaquernas (1825-30) e de Mantskhvar-kari (séculos X-XIV). Também existe na cidade um antigo jardim botânico (Jardim da Rainha) e o bulevar da cidade.

Historicamente, Zugdidi foi a capital do principado da Mingrélia (Odishi) até 1867, quando o principado foi abolido pelo Império Russo. Em 1993 o primeiro presidente da Geórgia, Zviad Gamsakhurdia, estabeleceu na cidade um governo paralelo ao de Eduard Shevardnadze, então presidente do país.

Uma máscara mortuária de Napoleão encontra-se em exibição no Museu do Palácio de Dadiani, em Zugdidi; o acervo do museu também contém um sudário atribuído a Maria, mãe de Jesus.

Zurab Zhvania (ზურაბ ჟვანია)Zurab Zhvania (ზურაბ ჟვანია)

Zurab Zhvania (ზურაბ ჟვანია) (9 de dezembro 1963, Tbilisi - 3 de Fevereiro 2005) foi primeiro ministro da Geórgia de 2004 até à sua morte. Graduou-se, em 1980, pela primeira escola experimental. Em 1985, se formou em biologia pela Universidade do Estado de Tbilisi Ivane Javakhishvili. Entre 1985 e 1992 trabalhou no laboratório na faculdade de fisiologia humana e animal da Universidade do Estado como assistente sênior e oficial júnior de pesquisa.

Foi o presidente do conselho central dos "Verdes da Geórgia", entre 1988 e 1993. Se tornou também presidente do Partido Verde da União dos Verdes da Europa. De junho a novembro de 1992, Zhvania foi presidente da comissão de eccologia do Conselho do Estado de Geórgia.

Entre 1992 e 1995 foi membro do parlamento georgiano, presidente do Partido Verdes e presidente da comissão de relações exteriores. De 1995 a 1999, se reelegeu ao Parlamento e foi presidente do Legislativo.

Em 2001, Zhvania saiu do cargo de presidente do presidente do Parlamento. Sua carreira política entre 1993 e 2001, foi membro da União dos Cidadãos de Geórgia. Desde 2002 é presidente dos Democratas Especiais. Em novembro de 2003, Zurab Zhvania foi eleito primeiro-ministro da Geórgia.

A 3 de Fevereiro de 2005, Zhvania foi encontrado morto na casa de Raul Usupov, governador da região de Kvemo Kartli e seu amigo pessoal. A causa da morte foi intoxicação por monóxido de carbono e foi considerada acidental. Usupov também morreu. Zhvania foi sucedido como primeiro ministro por David Baramidze.

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br/