Azerbaijão, Aspectos Gerais do Azerbaijão

Azerbaijão, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Azerbaijão

AZERBAIJÃO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO AZERBAIJÃOGeografia: Área: 86.600 km². Hora local: +8h. Clima: temperado continental. Capital: Baku. Cidades: Baku (1.817.900), Nakhitchevan (364.500), Gäncä (301.400), Mingäçevir (94.600), Äli Bayramli (70.900) (2016).

População: 8 milhões (2016); nacionalidade: azeri ou azerbaidjano; composição: azeris 83%, russos 6%, armênios 6%, lezgines 2,4%, ávaros 0,6%, ucranianos 0,5%, tártaros 0,4%, outros 1,1%. Idiomas: azerbaidjano (oficial), russo. Religião: islamismo 83,7%, sem religião 10,8%, cristianismo 4,6% (ortodoxos 4,5%, outros 0,2%), ateísmo 0,5%, judaísmo 0,4%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, CEI, FMI, ONU. Embaixada: 927, 15th Street NW, suite 700, Washington D.C. 20035, EUA; e-mail: azerbaijan@tidalwave.net, site na internet: www.azembassy.com.

Governo: República com forma mista de governo. Div. administrativa: 64 distritos, 1 região autônoma (Nagorno-Karabakh) e 1 república autônoma (Nakhitchevan). Presidente: Ilham Alíev (YAP) (eleito em 2003). Primeiro-ministro: Artur Rasizade (YAP) (desde 2003). Partidos: Novo Azerbaidjão (YAP), Frente Popular do Azerbaidjão (AXC). Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional, com 125 membros. Constituição: 1995.

Ex-república soviética, o Azerbaijão situa-se na montanhosa região do Cáucaso, no extremo leste da Europa. A religião islâmica é seguida pela maioria da população, resultado da ocupação de turcos, árabes e persas. O país conquista a independência em 1991, em meio ao conflito com a vizinha Armênia pela posse do território de Nagorno-Karabakh, e enfrenta dificuldades para assentar cerca de meio milhão de refugiados internos. Além disso, tem de reerguer a economia, devastada pela guerra e pelo colapso do regime planificado soviético, que provocam forte queda no Produto Interno Bruto (PIB) na primeira metade da década de 1990. Nos últimos anos, a nação volta a investir em exploração de petróleo e gás natural no mar Cáspio. Com isso, retoma o crescimento. Até o início do século XX, Baku, a capital do Azerbaijão, era o mais centro petrolífero do mundo.

Bandeira do AzerbaijãoHistória do Azerbaijão

No século VII, com a invasão dos árabes, as várias tribos existentes no local são unificadas sob o islamismo. A partir do século XI, turcos seljúquidas chegam à região. Durante os séculos XVI e XVII, o território é objeto de disputa entre o Império Persa e o Turco-Otomano. No século XIX, é cobiçado pela Rússia. Depois de duas guerras, é dividido: o sul fica com a Pérsia (hoje Irã) e o norte é incorporado à Rússia.

Comunismo – Em 1920, os comunistas russos invadem o Azerbaijão, que é depois incorporado à União Soviética (URSS). As aspirações à independência afloram com a abertura política no governo soviético de Mikhail Gorbatchov, em meados dos anos 1980. Nessa época, a questão do enclave de Nagorno-Karabakh domina o debate político nacional. A região pertence ao Azerbaijão (de maioria muçulmana), mas sua população, formada por 78% de armênios, quer uni-la à vizinha Armênia (cristã ortodoxa). Isso desencadeia perseguições e massacres de armênios em cidades azeris. A oposicionista Frente Popular do Azerbaijão (AXC) organiza grandes manifestações para exigir que Moscou garanta a soberania do Azerbaijão sobre o enclave.

Baku, Capital do Azerbaijão
Baku, Capital do Azerbaijão
Independência e guerra – Nas primeiras eleições multipartidárias do Azerbaijão, em 1990, a vitória é dos comunistas, liderados por Aiaz Mutalíbov. Em 1991, ele proclama a independência e se torna o primeiro presidente do país, numa eleição em que é candidato único. Tropas azeris bombardeiam Stepanakert, a capital de Nagorno-Karabakh. Em 1992, Mutalíbov é forçado a renunciar, por causa das sucessivas derrotas do Exército e do avanço das tropas armênias, que ocupam Nagorno-Karabakh .Em 1993, Abulfaz Elchibéi, da AXC, vence as eleições presidenciais, mas o retorno do conflito com a Armênia força sua renúncia no mesmo ano. É sucedido pelo comunista Heidar Alíev, que obtém um cessar-fogo em 1994. Nas eleições de 1995, o Partido Novo Azerbaijão (YAP), de Alíev, conquista maioria absoluta no Parlamento. Alíev reelege-se presidente, em 1998, em meio a denúncias de fraude. Em 2000, a oposição volta a apontar fraudes nas eleições legislativas, das quais não participa.

Em 2001, a exploração de petróleo e gás natural – impulsionada por contratos externos – leva ao fim da recessão. No mesmo ano, o Azerbaijão faz acordo com Turquia e Geórgia para a construção de um oleoduto até o mar Mediterrâneo, com o apoio dos Estados Unidos, e as obras começam em 2002. O principal oleoduto que retira o petróleo do Azerbaijão ainda passa pela Federação Russa, que tenta opor-se ao novo projeto.Em outubro de 2003, Ilham Alíev, filho do presidente, torna-se o sucessor do pai, numa eleição considerada fraudulenta por observadores internacionais. Em outubro de 2004, sete líderes da oposição são condenados a até cinco anos de prisão por causa das manifestações de protesto contra o resultado das eleições presidenciais. No mesmo mês, são inauguradas as duas primeiras seções do oleoduto até a Turquia, cuja conclusão ocorreu em 2005.

Três Alfabetos Em um Século

Em menos de 100 anos, o Azerbaijão muda três vezes de alfabeto. Os azeris usaram o alfabeto árabe durante quase 13 séculos. Em 1929, os soviéticos passam a realfabetizar a população com os caracteres latinos, procurando assim diminuir a força do islamismo. Em 1939 trocam para o alfabeto cirílico, usado na escrita do russo. Com o fim do domínio soviético e a independência, o Parlamento azeri aprova, em 1991, a mudança de volta para o latino. A decisão é um passo para a aproximação com a Comunidade Europeia. A modificação vinha sendo feita de forma gradual, mas um decreto editado em junho de 2001 dá dois meses de prazo para que tudo no país – de placas de rua a jornais e documentos oficiais – seja escrito no alfabeto latino. A alteração recebe críticas e várias instituições, como jornais, boicotam a medida.

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