Quirguistão, Aspectos Gerais do Quirguistão

Quirguistão, Aspectos Geográficos e  Socioeconômicos do Quirguistão

QUIRGUISTÃO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO QUIRGUISTÃOGeografia – Área: 198.500 km². Hora local: +8h. Clima: temperado continental. Capital: Bishkek. Cidades: Bishkek (760.000) (aglomeração urbana), Jalal-Abad (730.400), Osh (220.500), Przheval'sk (69.300), Tokmak (64.400) (2016).

População – 5,3 milhões (2016); nacionalidade: quirguiz; composição: quirguizes 52%, russos 22%, uzbeques 13%, ucranianos 2,5%, alemães 2,4%, tártaros 1,6%, outros 6,5%. Idiomas: quirguiz (oficial), russo. Religião: islamismo 60,8%, sem religião 21,6%, cristianismo 10,4% (ortodoxos 7,7%, outros 2,6%), ateísmo 6,3%, outras 0,9%. Moeda: som.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, CEI, FMI, OMC, ONU. Embaixada: 1732, Wisconsin Avenue NW, Washington D.C. 20007, EUA; e-mail: embassy@kyrgyzstan.org, site na internet: www.kyrgyzstan.org.

Governo – República com forma mista de governo. Div. administrativa: 7 regiões e 1 municipalidade (Bishkek). Partidos: dos Comunistas do Quirguistão (PKK), coalizão União das Forças Democráticas (SDS) (Social-Democrata do Quirguistão – PSDK, da Retomada Econômica, entre outros). Legislativo: bicameral – Assembléia Legislativa, com 45 membros; Assembleia do Povo, com 60 membros. Constituição: 1993.

Localizado na Ásia Central, o Quirguistão, ou Quirguízia, tem mais de 90% do território ocupado pela cordilheira Tian Shan. O vale de Fergana, no sul, é uma grande área fértil onde se concentra a agricultura. Mais da metade da força de trabalho dedica-se à atividade agrícola. O país registra tensões entre as comunidades quirguizes e uzbeques.

Bandeira do QuirguistãoHistória do Quirguistão

Desde o século X, o território é habitado por povos nômades que emigram da Mongólia. A região cai sob o controle de grupos turcos no século XV e, em 1685, passa à dominação dos mongóis. A vitória manchu em 1758 torna o Quirguistão parte do Império Chinês. Em 1876, a região é incorporada à Rússia czarista. Após a Revolução Russa, em 1917, grupos armados quirguizes resistem, mas o poder soviético se impõe em 1919. Em 1936, o Quirguistão se torna uma república soviética. No governo reformista de Mikhail Gorbatchov, o Partido Comunista Quirguiz – rebatizado em 1992 de Partido dos Comunistas do Quirguistão (PKK) – se enfraquece e começam disputas territoriais com o vizinho Uzbequistão. No mesmo ano, o presidente da Academia de Ciências, Askar Akáiev, é eleito presidente executivo do Soviete Supremo do Quirguistão e alia-se às forças oposicionistas.

Bishkek, Capital do Quirguistão
Bishkek, Capital do Quirguistão
Independência – A independência é declarada em agosto de 1991. O presidente Askar Akáiev é reeleito em 1991, 1995 e 2000. Com o colapso do sistema estatal soviético, o Produto Interno Bruto (PIB) do Quirguistão cai drasticamente de 1990 a 1999 (média de 5,4% ao ano). Um programa de privatizações e abertura da economia, recomendado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), é adotado em 1994. A inflação diminui e as exportações crescem, mas permanece o quadro de pobreza da população. Em 1999, o governo expulsa grupos islâmicos saídos do Uzbequistão e do Tadjiquistão, o que causa dezenas de mortes.

Akáiev reforça em 2001 seu poder, prendendo oposicionistas e fechando jornais e TVs independentes. O país abre suas bases militares para uso dos Estados Unidos em seus ataques ao Afeganistão. Em 2002 crescem os protestos contra o governo. A crise gerada pela morte de cinco manifestantes leva à queda do gabinete. Um novo primeiro-ministro, Nikolai Tanayev, é nomeado por Akáiev, enquanto a oposição pede a renúncia do presidente. O governo convoca referendo em 2003, no qual são aprovadas mudanças na Constituição – como a transformação do Legislativo em unicameral a partir de 2005 – e a manutenção de Akáiev até o fim do mandato. Em setembro de 2004, partidos de oposição anunciam a formação de um bloco, o Movimento Popular do Quirguistão, para lutar por eleições livres.

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br/