Suriname | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Suriname

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Suriname | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Suriname


Geografia – Área: 163.820 km². Hora local: -30min. Clima: equatorial chuvoso. Capital: Paramaribo. Cidades: Paramaribo (260.000), Lelydorp (18.800), Nieuw Nickerie (13.300) (2018).

População – 500 mil (2018); nacionalidade: surinamesa; composição: indianos 37%, eurafricanos 31%, javaneses 15%, afro-americanos 10%, ameríndios 3%, chineses 2%, outros 2% . Idiomas: holandês (oficial), hindustâni, javanês, inglês, francês, crioulo, espanhol, chinês. Religião: cristianismo 50,4% (católicos 22,3%, protestantes 17,1%, outros 11,1%), hinduísmo 17,8%, islamismo 13,9%, sem religião e ateísmo 4,9%, novas religiões 4,8%, espiritismo 3,5%, outras 4,6%. Moeda: dólar surinamês.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, Caricom, FMI, OEA, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 248-3595, fax (61) 248-3791 – Brasília (DF); e-mail: sur.emb@persocom.com.br.

Governo – República presidencialista . Div. administrativa: 9 distritos. Partidos: coalizão Nova Frente (NF) (Nacional do Suriname – NPS, da Reforma Progressista – VHP, Trabalhista do Suriname – SPA, entre outros), coalizão Combinação do Milênio (MC) (Nacional Democrático – NDP, da Unidade Nacional e Solidariedade – KTPI, entre outros). Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional, com 51 membros. Constituição: 1987.

Antiga colônia da Holanda (Países Baixos), sob o nome de Guiana Holandesa, o Suriname situa-se no norte da América do Sul. O litoral é pantanoso e o interior, coberto por cerrados e florestas tropicais, com grande rede hidrográfica. A população é heterogênea – os dois grupos mais numerosos são os descendentes de indianos e os mestiços de europeus e africanos. A maioria dos surinameses vive no litoral. O país é um dos grandes produtores mundiais de bauxita. Desde a suspensão do auxílio holandês, nos anos 1980, a economia enfrenta recessão. O Suriname disputa áreas fronteiriças com a Guiana e a Guiana Francesa.

SURINAME - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DO SURINAME

História do Suriname

Bandeira do SurinameQuando os europeus desembarcam, no século XVI, a região é habitada por índios arauaques, tupis e caraíbas. Os espanhóis exploram o litoral, em 1492, mas não o colonizam, em virtude da resistência dos nativos. Os primeiros colonizadores a se estabelecer, em 1651, são os ingleses, que logo passam a rivalizar com os holandeses. Em 1667, a Inglaterra cede o território à Holanda em troca da cidade de Nova Amsterdã (atual Nova York, nos Estados Unidos), mas o domínio holandês só se consolida em 1815, pelo Congresso de Viena. Os holandeses desenvolvem a cultura da cana-de-açúcar e, mais tarde, do café, valendo-se da mão-de-obra escrava. Foragidos para o interior, muitos escravos restabelecem o sistema tribal africano – dando origem aos atuais boschnegers, cerca de 10% da população, negros de fala holandesa. Com a abolição da escravidão, em 1863, a mão-de-obra é substituída por imigrantes indianos, indonésios e chineses. Conflitos entre as etnias dificultam o surgimento de uma consciência nacional na Guiana Holandesa. O país ganha autonomia em 1954 e se torna independente em 1975, com o nome de Suriname. Cerca de 40 mil surinameses emigram para a Holanda, deixando o novo Estado com pouca mão-de-obra qualificada.

Regime militar – Em 1980, um golpe militar derruba o primeiro-ministro, Henck Arron. Os golpistas formam um conselho militar que, de início, convoca civis da oposição para assumir o poder, até que o tenente-coronel Dési Bouterse, líder da Frente Revolucionária (que agrega partidos de esquerda e ligas de trabalhadores) dá novo golpe e passa a controlar o país. Em 1982, organizações de trabalhadores que faziam parte da Frente Revolucionária demonstram descontentamento com o governo. A resposta do regime vem por meio de violenta repressão e da execução de 15 civis. Holanda e Estados Unidos cortam a ajuda ao país, que entra em recessão. Em 1987, a aprovação de uma nova Constituição e a vitória da oposição nas eleições legislativas marcam o fim do regime militar. Em 1988, Ramsewak Shankar assume a Presidência, e Arron volta a ser primeiro-ministro. Os militares tomam novamente o poder em 1990, com Johan Kraag como presidente provisório. Bouterse, que se afastara do comando do Exército uma semana antes do golpe, retorna em seguida. Em resposta à pressão internacional, novas eleições ocorrem em 1991, que dão vitória à coligação oposicionista Nova Frente (NF). Seu líder, Runaldo Venetiaan, do Partido Nacional do Suriname (NPS), é eleito presidente pela Assembleia.

 Paramaribo, Capital do Suriname
 Paramaribo, Capital do Suriname
Narcotráfico – Bouterse renuncia ao posto de comandante em 1992, após a publicação de denúncias sobre o envolvimento dos militares no tráfico de drogas. Em 1996, a Assembleia elege como presidente Jules Wijdenbosch, do Partido Nacional Democrático (NDP), o mesmo de Bouterse. No ano seguinte, a Holanda emite ordem de prisão contra o antigo comandante militar, por envolvimento com o narcotráfico. Wijdenbosch o nomeia conselheiro de Estado, dando-lhe imunidade diplomática. A crise e os baixos soldos dos militares levam a uma tentativa de golpe que acarreta a prisão de 17 oficiais.
Protestos – O agravamento da crise econômica causa, em 1998, protesto de 20 mil pessoas em Paramaribo, a capital, exigindo a saída de Wijdenbosch. A Assembleia aprova o afastamento do presidente, que se nega a deixar o cargo e propõe a realização de eleições até maio de 2000. Durante o ano, sucedem-se greves . Venetiaan vence as eleições presidenciais de 2000, e a NF conquista 32 das 51 cadeiras da Assembleia Nacional. Nesse ano, a Justiça do Suriname decide que Bouterse deve ser julgado no país pelos assassinatos ocorridos durante a lei marcial imposta em 1982.

Guiana e Suriname firmam acordo em 2001 com o objetivo de explorar conjuntamente petróleo e gás em área disputada pelas duas nações. Em 2002, a Holanda envia especialistas ao Suriname para auxiliar nas investigações sobre as mortes de 1982. A Justiça surinamesa determina a exumação dos restos mortais das 15 vítimas. Em junho de 2004, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabelece um tribunal para tentar resolver as disputas de fronteiras marítimas entre o país e a Guiana.


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