Antologia "Seleção de Flores"

Antologia "Seleção de Flores"

#Antologia "Seleção de Flores"A palavra antologia (do grego anthología) significa "seleção de flores". Daí o sinônimo florilégio, que no passado foi de uso frequente em português. As antologias podem ser selecionadas por autores ou temas, por línguas, por formas, escolas, períodos ou movimentos literários, por métodos didáticos ou ainda por critérios histórico-retrospectivos.

Desde a antiguidade greco-latina, a reunião de trechos ou exemplos de proveniência diversa, para publicação numa só obra, tem servido para dar uma visão panorâmica das realizações de um mesmo autor ou de determinado tipo de produção literária.

No século II a.C., Meleagro de Gadara selecionou trabalhos de quarenta autores para organizar a primeira antologia de que se tem notícia, intitulada Stéphanos (Guirlanda). Seguiram-se muitas outras, gregas e latinas, como as de Filipo de Tessalonica, Estratão de Sardes e Agátias. Todas foram incorporadas na coleção do bizantino Constantino Céfala (século IX). Revista no século X, essa compilação constitui a Anthologia graeca, descoberta na Biblioteca Palatina de Heidelberg pelo filósofo francês Claude Saumaise, no século XVIII, e desde então conhecida como Antologia palatina.

O Renascimento foi pródigo em antologias poéticas, assim como os séculos XVII e XVIII. Dois dos maiores exemplos do barroco em Portugal são setecentistas: a Fênix renascida e os Ecos que o clarim da fama dá, que é um plágio expurgado da primeira. A partir do século XIX, as antologias se organizam cronologicamente e, dada a abundância da produção, se especializam. No Brasil, Januário da Cunha Barbosa publicou a série do Parnaso brasileiro e o visconde de Porto Seguro vários volumes do gênero; o principal foi o Florilégio da poesia brasileira (1850-1872).

O gênero cresceu ainda mais de importância, no século XX, com o aprofundamento das pesquisas e a descoberta ou revalorização de muitos autores. Em todo o mundo, escritores de renome publicaram antologias: Giovanni Papini, na Itália; Paul Valéry e André Gide, na França; Fernando Pessoa e Antônio Boto, em Portugal; Ezra Pound, nos Estados Unidos. No Brasil, destacaram-se as compiladas por Manuel Bandeira sobre a produção dos poetas românticos (1937) e parnasianos (1938), ao lado de obras como o Panorama do movimento simbolista brasileiro (1951-1952), de Andrade Murici, e a Poesia do modernismo (1968), de Mário da Silva Brito.

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