União Ibérica (Espanha e Portugal - 1580 a 1640)

União Ibérica (Espanha e Portugal - 1580 a 1640)

União Ibérica (Espanha e Portugal - 1580 a 1640)Período também chamado de Domínio Espanhol, em que Portugal fica submetido à Espanha entre 1580 e 1640, em razão da crise sucessória da monarquia portuguesa e do expansionismo da dinastia dos Habsburgos. A união das coroas ibéricas, que equivale na verdade à anexação de Portugal pela Espanha, tem grande repercussão no Brasil, ao favorecer a expansão de seu território e ao provocar invasões de países inimigos da Espanha. Em 1578, o rei dom Sebastião morre na batalha de Alcácer-Quibir, durante uma cruzada ao Marrocos, e o reino de Portugal fica sem herdeiro e sucessor direto. O cardeal dom Henrique, tio de dom Sebastião, assume o trono e morre dois anos depois. Com ele acaba a dinastia de Avis e se inicia uma crise de sucessão dinástica. O principal pretendente é o rei Felipe II, um neto de dom Manuel I, o Venturoso (1495-1521), em cujo reinado foi descoberto o Brasil. Felipe II , da casa Habsburgo, além da Espanha, reinava sobre o Sacro Império Romano-Germânico e os Países Baixos. Felipe II impõe sua aceitação como rei de Portugal. É assinado o Tratado da União Ibérica entre as duas Coroas, que formalmente mantêm a autonomia dos reinos, mas na prática submete Portugal à Espanha. O tratado vigora até 1640, quando Portugal recupera plena autonomia graças ao movimento da Restauração, liderado por dom João IV, com apoio da Holanda e da Inglaterra. A guerra contra a Espanha, porém, perdura até 1661.

Consequências para o Brasil

O acordo da União Ibérica traz duas conseqüências importantes para o Brasil. Uma delas é a livre movimentação entre os domínios portugueses e espanhóis na América, o que facilita e estimula a penetração dos luso-brasileiros no interior do território, ultrapassando a demarcação estabelecida no tratado de Tordesilhas. A outra é a retaliação sofrida pela colônia por parte de nações estrangeiras inimigas da Espanha, como nas invasões francesas e nas invasões holandesas. Neste último caso, o apoio da Holanda à Restauração obriga Portugal a manter-se afastado da guerra no Nordeste e até, durante alguns anos, a recusar apoio direto aos luso-brasileiros que lutavam pela expulsão dos holandeses.
União Ibérica (Espanha e Portugal - 1580 a 1640)

Após a morte do rei português D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, um grande conflito travado entre os portugueses e um grande exército marroquino liderado pelo Sultão de Marrocos Mulei Moluco, em 1578, a dinastia filipina viveu uma crise sucessória sem fim, uma vez que D. Sebastião não deixara herdeiros.


Embora posteriormente seu tio-avô, Cardeal-Rei D. Henrique, tenha assumido o trono, logo morreu dois anos depois, em 1580. Sendo assim, Felipe II, rei da Espanha e neto do falecido rei português D. Manuel I, foi reconhecido rei de Portugal, sob as promessas de respeitar os costumes e privilégios dos portugueses.


A União Ibérica se tornou um dos maiores impérios da história. Detentora de toda a tecnologia existente na época, tal associação dominou territórios em praticamente todas as partes do mundo.


Para o Brasil, a formação da União Ibérica resultou em significativas mudanças. Uma delas foi a extinção da linha imaginária do Tratado de Tordesilhas, o que permitiu uma expansão para o oeste e para o interior do continente. As entradas, expedições exploratórias realizadas pela Coroa com o fim de encontrar riquezas e capturar índios, resultaram em uma efetiva expansão territorial.


Além disso, a União Ibérica abriu precedentes para que os inimigos da Espanha atacassem territórios portugueses para, de forma indireta, afetar os espanhóis. O Brasil foi exemplo claro disto: durante esse período, ingleses, holandeses e franceses tentaram se fixar no Brasil. Entre estas agressões, podemos ressaltar a invasão holandesa em Pernambuco, a qual alcançou o monopólio da atividade açucareira na região e durou cerca de 25 anos (1630 -1654).


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