Guerra Russo-japonesa (1904 a 1905)

GUERRA RUSSO-JAPONESAGuerra Russo-japonesa (1904 a 1905)

Conflito entre a Rússia e o Japão pela expansão de suas esferas de influência no Oriente. A guerra dura de 1904 a 1905. A vitória coloca o Japão entre as potências mundiais e abre caminho para sua expansão imperialista. É a primeira vez que um Exército asiático vence uma potência européia.

Desde a década anterior, os dois países tentam assegurar sua influência na região da Manchúria (nordeste da China) e na Coréia. O interesse japonês pela Manchúria leva a nação à Guerra Sino-Japonesa. Com a vitória sobre a China, o Japão anexa a base naval de porto Arthur, na Manchúria do Sul, e Taiwan (Formosa). Mas a Rússia convence Alemanha e França a forçar o Japão a devolver o porto à China em troca de indenização. Em 1900, a Rússia ocupa a Manchúria, monta uma base naval em porto Arthur e começa a penetrar no norte da Coréia. Em fevereiro de 1904, os japoneses lançam um ataque-surpresa à frota russa em porto Arthur. A luta desenrola-se em territórios de dois países neutros: Coréia e China. A Batalha de Yalu, o primeiro combate terrestre importante, põe 40 mil japoneses frente a frente com os 7 mil russos que protegem o sul da Manchúria. O Japão derrota os russos em porto Arthur, Shenyang e Tsushima. Em setembro de 1904, russos e japoneses assinam um tratado de paz nos EUA. Com a vitória, o Japão dá início a sua expansão imperialista e anexa a Coréia em 1910. A derrota da Rússia tem reflexos na situação interna do país: somada à Revolução de 1905 e às perdas na I Guerra Mundial, leva à Revolução Russa, em 1917.

Guerra Russo-japonesa (1904 a 1905)Guerra russo-japonesa é o termo empregado para designar o conflito que ocorreu nos anos 1904 e 1905 entre a Rússia e o Japão, no qual os japoneses, vitoriosos, obrigaram Moscou a abandonar sua política expansionista no Extremo Oriente. No início do século XX, o Japão já havia assimilado a tecnologia ocidental e, com o mesmo espírito imperialista que animava as potências ocidentais da época, buscava criar um império colonial na Ásia. Seus interesses, porém, se chocavam com os do império russo, decidido a incorporar a seus domínios a Manchúria, província do norte da China rica em ferro e carvão.

A primeira vez que o mundo moderno reconheceu a superioridade de um país asiático sobre um país europeu foi durante a guerra russo-japonesa. Nesse conflito, ficou evidente o processo japonês de industrialização e a crise do regime czarista russo.

Em 1902 o Japão estabeleceu uma aliança defensiva com o Reino Unido que, ao aliar-se à França no ano seguinte, deixou o império russo sem aliados possíveis. Quando, ainda em 1903, a Rússia negou-se a assinar um acordo para retirar suas tropas da Manchúria, o Japão decidiu que era chegada a hora de atacar. Com maior número de tropas no Extremo Oriente, rompeu relações diplomáticas com São Petersburgo em 5 de fevereiro de 1904 e três dias depois, sem declaração prévia de guerra, atacou com sua frota a base naval russa de Port Arthur. Com a principal frota russa presa no gelo em Vladivostok, as forças terrestres do Japão avançaram sem dificuldade pela península da Coreia até o rio Yalu, onde se concentrava a resistência russa.

A inferioridade russa em homens e material bélico revelou-se apenas transitória: pouco a pouco, a ferrovia transiberiana transportou reforços desde a Rússia europeia até o Extremo Oriente, mas a ação contundente do Exército japonês triunfou sobre a  deficiente liderança do Exército russo. Depois de vencer a resistência russa em Yalu, as tropas japonesas tomaram posse da Manchúria. O Exército russo tentou uma contra-ofensiva, mas em 2 de janeiro de 1905 o comando russo em Port Arthur rendeu-se sem consultar os oficiais, embora dispusesse ainda de munição e mantimentos para três meses.

Em 27 de maio de 1905, a frota russa chegou à área do conflito e foi destroçada pela esquadra japonesa no estreito de Tsushima. A nova derrota e a instabilidade política que se registrava na Rússia obrigaram o governo a negociar a paz. O presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, atuou como mediador e em 5 de setembro foi assinado o Tratado de Portsmouth, pelo qual o Japão obteve o controle de Port Arthur, do sul da ilha Sakhalin e da Coreia. Os dois países deixaram a Manchúria, que foi restituída à China.

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