Rio Paraná no Brasil

Rio Paraná no Brasil

Rio Paraná no Brasil
Rio Paraná
Segundo rio em extensão da América do Sul e um dos mais extensos do planeta, o Paraná nasce da confluência dos rios Paranaíba e Grande, no encontro das divisas dos estados brasileiros de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com uma bacia de 2.800km2. Ao longo de seu curso, de 4.880km de extensão, fixa as fronteiras entre Brasil e Paraguai, do antigo salto das Sete Quedas (ou Guaíra) até a confluência do rio Iguaçu, e entre Paraguai e Argentina, do rio Iguaçu até seu principal afluente, o rio Paraguai. O salto das Sete Quedas desapareceu ao ser submergido pelo reservatório do complexo hidrelétrico de Itaipu, um dos maiores do mundo.

O rio Paraná forma uma das bacias hidrográficas mais importantes da América do Sul e adquiriu alto significado econômico para cinco países: Brasil, Bolívia, Argentina, Uruguai e Paraguai.

O alto Paraná apresenta-se como rio típico de planalto, com várias quedas d'água. Antes de alcançar a fronteira entre Brasil e Paraguai, recebe afluentes importantes como o Tietê e o Paranapanema, em São Paulo, e atravessa a serra de Maracaju, em Mato Grosso do Sul, que atua como barreira natural e leva-o à formação de um lago, que desaguava em Sete Quedas.

Ao entrar em território argentino, nas proximidades da cidade de Corrientes e a partir da confluência do rio Paraguai, o Paraná ganha feições de rio de planície. A margem ocidental do rio corre por uma planície de inundação até a cidade de Santa Fe e recebe o rio Salgado antes de chegar à cidade de Rosario. Nessa região o curso caracteriza-se por uma série de braços separados por ilhas. Em seu trecho final, o Paraná desemboca no oceano Atlântico e, juntamente com o rio Uruguai (com o qual banha a fértil província argentina de Entre Ríos), forma o extenso estuário conhecido como rio da Prata.

Bacia do Rio Paraná
Bacia do Rio Paraná
O regime de águas do Paraná é do tipo tropical no alto curso, com caudal que aumenta de outubro a março e diminui entre agosto e setembro. A contribuição do rio Paraguai, que passa a constituir uma quarta parte de seu volume total de água, determina o regime do baixo Paraná, marcado pelas diferenças existentes entre as épocas de cheia do alto Paraná e do Paraguai. Em novembro, a cheia do alto Paraná faz-se sentir em Corrientes e chega ao máximo em fevereiro. O nível do baixo Paraná começa a diminuir em março, sobe em maio, e volta a baixar de julho a setembro.

A vegetação é de floresta tropical na margem leste do alto Paraná e de cerrado na margem oeste. A partir de Corrientes, a paisagem é dominada pelos campos de vegetação rasteira e sua fauna peculiar de emas, tatus, tamanduás, veados de várias espécies.

O potencial elétrico do Paraná é explorado pelos países que banha, graças aos complexos hidrelétricos de Yacyretá-Apipe (Argentina e Paraguai) e Itaipu (Brasil e Paraguai). A navegação fluvial também tem grande importância econômica, sobretudo para a Argentina, que usa o rio para escoar os cereais produzidos nas províncias de Santa Fe e Entre Ríos, e a madeira do Chaco. As principais cidades às margens do Paraná são Guaíra, no Brasil, e Corrientes, Santa Fe, Diamante e Rosario, na Argentina.