Mostrando postagens com marcador Acre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Acre. Mostrar todas as postagens

Assis Brasil, História e Geografia de Assis Brasil | Acre

Assis Brasil, História e Geografia de Assis Brasil | Acre

Assis Brasil, História e Geografia de Assis Brasil | Acre

População: 6.900
Área da unidade territorial (Km²): 4.974,193
Densidade demográfica (hab/Km²): 1,22
Gentílico: assis-brasiliense


História de Assis Brasil

Assis Brasil nasceu no antigo seringal Paraguaçu, explorado em 1958 pelos irmãos Freire, do Maranhão. Em 1958 foi denominada Vila de Assis Brasil, em homenagem a Francisco de Assis Brasil, o político e diplomata que negociou juntamente com o Barão de Rio Branco, Ministro de Estado das Relações Exteriores, a compra do Acre do governo boliviano. Foi de sua responsabilidade a redação do Tratado de Petrópolis que definiu a posse desse território pelo Brasil.

Assis Brasil está localizado à margem esquerda do Rio Acre. Ao sul de Assis Brasil, do outro lado do rio, está a cidade de São Pedro de Bolpebra, pertencente ao departamento de Pando, território boliviano. A oeste da sede municipal, também ao sul do território do município, encontra-se o Rio Yaverija que desemboca na margem direita do Rio Acre. Neste local está situada a cidade peruana de Iñapari. Este ponto constitui-se no ponto tripartite Brasil-Bolívia-Peru, junção de três fronteiras.

Em 1976, Assis Brasil foi elevada à categoria de município sendo desmembrada do Município de Brasiléia.


Formação Administrativa de Assis Brasil

Elevado à categoria de município com a denominação de Assis Brasil, pela constituição estadual artigo nº 55, de 01-03-1963, alterado em seus limites pela lei estadual nº 588, de 24-05-1876, desmembrado de Brasiléia. Sede no atual distrito de Assis Brasil ex-localidade. Constituído do distrito sede. Instalado em 19-04-1977.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Acrelândia, Geografia e História de Acrelândia | Acre

Acrelândia, Geografia e História de Acrelândia | Acre

Acrelândia, Geografia e História de Acrelândia | Acre

População:  13.700
Área da unidade territorial (Km²): 1.807,891
Densidade demográfica (hab/Km²): 6,94
Gentílico: acrelandense

História de Acrelândia

Acrelândia, situada à margem esquerda da Rodovia AC 401 km 33, Cidade Acreana cujo nome foi dado pelo Pioneiro João Bernardo Parente, iniciada no Projeto de assentamento estadual, efetuando através da COLONACRE e Companhia de Desenvolvimento Agrário e obteve sua autonomia com o Decreto nº 1025 de 28 de Abril de 1992, pelo então Governador Edmundo Pinto de Almeida Neto. Possui hoje um total de 2565 km, com 06 Projetos de Assentamento do INCRA, ultrapassando os índices do último censo, que aquela época declarou a população urbana de Acrelândia com 866 habitantes. A área urbana conta hoje com 650 habitações cadastradas com uma taxa média de ocupação de 5 habitantes por docmicílio, o que evidencia a população urbana em 3250 habitantes, faixa esta que utilizaremos no decorrer do plano. Tendo como limites municipais as localidades de Califórnia, Plácido de Castro, Senador Guiomard, Amazonas e com a República da Bolívia. Distante 33 km de Plácido de Castro, através da Rodovia AC- 401 que interliga o Município de Plácido de Castro à BR 364, altura do Novo Acordo.

ACRELÂNDIA, GEOGRAFIA E HISTÓRIA DE ACRELÂNDIA

Formação Administrativa de Acrelândia

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Acrelândia, pela lei estadual nº 1025, de 28-04-1992, alterado em seus limites pela lei estadual nº 1060, de 09-12-1992, desmembrado dos municípios de Plácido de Castro e Senador Guiomard. Sede no atual distrito de Acrelândia ex-localidade. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993.

Em divisão territorial datada 2003, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Plácido de Castro, História e Geografia de Plácido de Castro | Acre

Plácido de Castro, História e Geografia de Plácido de Castro | Acre

Plácido de Castro, História e Geografia de Plácido de Castro | Acre

População 2012: 17.340
Área da unidade territorial (Km²): 1.943,249
Densidade demográfica (hab/Km²): 8,86
Gentílico: placidiano

História de Plácido de Castro

Inicialmente o local era uma colocação de seringueiro, passando posteriormente a depósito de seringal São Gabriel, com o nome de Pacatuba. Em 1922 com o crescimento do povoado, surgiu a Vila Pacatuba que logo depois recebeu o nome de Plácido de Castro, em homenagem ao herói da Revolução Acreana.

Seu surgimento deu-se em razão da posição comercialmente estratégica para compra de borracha (hevea brasiliensis) e castanha (bertholletia excelsa) e fornecimento de mercadorias, função de entreposto que concentrava toda produção da rica e vasta região boliviana.

Ultimamente, com o asfaltamento dos 95 quilômetros da AC-40, a população de Rio Branco passou a utilizá-la para passeios. O fluxo de pessoas levou os vizinhos bolivianos a trazerem mercadorias da zona Franca de Cobija para vender aos brasileiros.

O comércio se desenvolveu, dando origem a um povoado estritamente comercial, no território boliviano, margem oposta do rio Abunã. Tal fato refletiu-se no lado brasileiro, estimulando várias atividades comerciais e de serviços, para atender as necessidades dos comerciantes bolivianos e dos turistas brasileiros.

Hoje Plácido de Castro é uma grande atração para turismo de compra.

Formação Administrativa Plácido de Castro

Em divisões territoriais datada de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figura no município de Rio Branco o distrito de Plácido de Castro.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Plácido de Castro, pela lei constituição estadual de 01-03-1963, desmembrado de Rio Branco. Sede no antigo distrito de Plácido de Castro. Constituído do distrito sede. Instalado em 29-03-1977.

Em divisão territorial datada de I-I-1979, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Marechal Thaumaturgo, História e Geografia de Marechal Thaumaturgo | Acre

Marechal Thaumaturgo, História e Geografia de Marechal Thaumaturgo | Acre

Marechal Thaumaturgo, História e Geografia de Marechal Thaumaturgo | Acre

População: 15.500
Área da unidade territorial (Km²): 8.191,728
Densidade demográfica (hab/Km²): 1,74
Gentílico: thaumaturguense

História de Marechal Thaumaturgo

Marechal Thaumaturgo (1896-1979), que dá nome à cidade é pernambucano, nascido no que é hoje o Município de Igarassú (Região Metropolitana de Pernambuco), que chegou àquela região em 1929 como representante das Forças Armadas, tendo iniciado a criação da primeira comunidade naquelas terras, originando-se, assim, o agora Município de Marechal Thaumaturgo. Seu nome original é João Thaumaturgo de Albuquerque, filho de Epítácio Figueiredo Albuquerque (1867/1932), português e Maria Taumaturgo de Albuquerque (1880/1918), portuguesa, filha de João Fidélis

Taumaturgo e Maria Estelina Silva. O nome de sua mãe é grafado Taumaturgo, mas seu registro foi efetivado como Thaumaturgo, inserindo-se a letra "h". Ele nasceu em 1896 e tinha apenas um irmão que tornou-se padre e também deixou o interior do pernambuco, radicando-se, primeiro em São Paulo e depois no Rio de Janeiro. Seu irmão era o padre Joaquim Taumaturgo de Albuquerque, nascido em 1902 e falecido em 1979. Marechal Thaumaturgo faleceu no mesmo ano do irmão, apesar de nunca mais terem se encontrado.

Formação administrativa de Marechal Thaumaturgo

Distrito criado com a denominação de Thaumaturgo ex-localidade de Zos do Amônia, em 1905, confirmada pelo decreto do Prefeito nº 39, de 11-07-1906, subordinado ao Departamento do Alto Juruá.

Em divisão adminstrativa referente ao ano de 1911, distrito de Thaumaturgo, permanece no Departamento de Juruá.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 43, de 29-03-1938, o distrito de Thaumaturgo deixa de pertencer ao Departamento de Juruá para ser anexado ao município de Cruzeiro do Sul.

Pelo decreto-lei estadual nº 6163, de 31-12-1943, o distrito de Thaumaturgo adquiriu parte do distrito de Foz do Jordão do município Tarauacá ex-Seabra.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Thaumaturgo permanece no município de Cruzeiro do Sul.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Marechal Thaumaturgo, pela Constituição estadual de 01-03-1963, desmembrado de Cruzeiro do Sul. Sede no atual distrito Marechal Thaumaturgo ex-Thamauturgo. Constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, Thaumaturgo ex-Marechal Thaumaturgo aparece como distrio de município de Cruzeiro do Sul, pois o mesmo fora criado e não instalado.

Pelo decreto estadual nº 73, de 11-06-1976, o distrito de Thaumaturgo passou a denominar-se Marechal Thaumaturgo.

Em divisão territorial datada de 1-1-1979, o distrito de Thaumaturgo, figura no município de Cruzeito do Sul.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988.

Elevado à categoria de município com a denominação de Marechal Thaumaturgo pela lei estadual nº 1029, de 28-04-1992, alterado em seus limites pela lei estadual nº 1064, de 09-12-1992, desmembrado de Cruzeiro do Sul. Sede no atual distrito de Marechal Thaumaturgo ex-Thaumaturgo. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica distrital

Thamaturgo para Marechal Thaumaturgo, alterado pelo decreto estadual nº 73, de 11-06-1976.

Mâncio Lima, História e Geografia de Mâncio Lima | Acre

Mâncio Lima, História e Geografia de Mâncio Lima | Acre

Mâncio Lima, História e Geografia de Mâncio Lima | Acre

População:16.300
Área da unidade territorial (Km²): 5.453,042
Densidade demográfica (hab/Km²): 2,79
Gentílico: mancio-limense

História de Mâncio Lima

Foram os nordestinos, notadamente os cearenses, os responsáveis pelo desbravamento, povoamento e pelo maior desenvolvimento econômico da Amazônia Ocidental.

Acossados pelo flagelo das secas e embalados pelo sonho de enriquecer facilmente com o extrativismo da borracha, produto fabricado do leite da árvore milagrosa, eles vinham aos milhares. E mesmo ao defrontando com a realidade do mundo hostil e selvagem da floresta amazônica, totalmente diferente do que conheciam, embrenharam-se nas matas semeando a civilização; abrindo clareiras e povoados que mais tarde se transformaram colônias agrícolas, vilas e cidades.

Seringueiros ou agricultores foram eles os heroicos e anônimos pioneiros que com o sacrifício da própria vida, desbravaram e conquistaram a Amazônia, ligando-a às gerações futuras com todo o seu imenso potencial de riquezas naturais.

Mâncio Lima não foi diferente. Numa imensa região banhada pelo Rio Moa e afluentes, cortada por paranás, igarapés e igapós, fixou-se um grande número de nordestinos predominando entre eles os cearenses.

Formação Administrativa de Mâncio Lima

Mâncio Lima nasceu de um povoado denominado "Vila Japiim", elevada em 1913 pelo Capitão Regos Barros. Também foi o nome do povoado que deu origem ao município de Mâncio Lima

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figura no município de Juruá o distrito de Mâncio Lima.

Pelo decreto territorial nº 43, de 29-03-1938, transfere o distrito de Mancio Lima do município de Juruá para o de Cruzeiro do Sul.

Pelo decreto-lei Federal nº 968, de 21-12-1938, o distrito de Mâncio Lima passou a denominar-se Japuim.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Japuim, figura no município de Cruzeiro do Sul.

Pelo decreto territorial nº 147, de 17-03-1944, o distrito de Japuim passa a ser grafado Japiim.

Em divisão territorial datada de I-VII-1950, o distrito de Japiim, figura no município de Cruzeiro do Sul.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação Mancio de Lima, pela Constituição estadual de 01-03-1963, desmembrado de Cruzeiro do Sul. Sede no antigo distrito de Japiim, atual Mancio Lima .

Em 14 de maio de 1976 foi assinada a Lei nº 588, que elevou oficialmente Mâncio Lima à categoria de Município. Apenas em 30 de Maio de 1977 Mâncio Lima conquistou sua autonomia e emancipação com a posse do primeiro Prefeito.

Constituído do distrito sede. Instalado em 30-05-1977.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas distritais

Mâncio Lima para Japuim alterado, pelo decreto-lei Federal nº 968, de 21-12-1938.

Japuim para Japiim, teve sua grafia alterado, pelo decreto territorial nº 147, de 17-03-1944.

Japiim para Mâncio Lima alterado, pela Constituição estadual de 01-03-1963.

Transferência distrital

Pelo decreto territorial nº 43, de 29-03-1938, transfere o distrito de Mancio Lima do município de Juruá para o de Cruzeiro do Sul.

Tarauacá, História e Geografia de Tauaracá | Acre

Tarauacá, História e Geografia de Tauaracá | Acre

Tarauacá, História e Geografia de Tauaracá | Acre

População: 38.500
Área da unidade territorial (Km²): 20.171,019
Densidade demográfica (hab/Km²): 1,76
Gentílico: Tarauacaense

História de Tarauacá

A região era habitada por índios Cachinauás e Jaminauas, às margens dos Rios Tarauacá e Murú. Tarauacá é nome indígena e significa "rios dos paus ou das tronqueiras".

Por volta de 1877, ocorreu a emigração de nordestinos para formação e exploração de Seringais Nativos. Em 1899 um grupo de emigrantes chega na confluência dos rios Murú com o Tarauacá, fundando o Seringal Foz do Murú, sendo a partir daí, ponto de partida para exploração nos altos rios. Dentre os nordestinos que ali aportaram, destacam-se: José João e Antonio Marques de Albuquerque, Patronilo de Albuquerque, Joaquim Gonçalves de Freitas, Manoel Pereira Cidade, Francisco de Oliveira, João Lopes Ibiapina, Joaquim, Antonio e Alexandre Teixeira de Souza, Antonio Ferreira Lima Manoel Paixão de Albuquerque, Ernesto Nunes Serra e Francisco Caetano de Lima.

Com o Tratado de Petrópolis em 17 de novembro de 1903, as terras da região passaram para a União. Já em 1904 com a primeira divisão territorial-administrativa do Acre, as terras passam para o Departamento do Alto Juruá. Em 1º de janeiro de 1907, a Foz do Murú é elevada a categoria de Vila, com a denominação de Seabra. Em 1912 desmembra-se, sendo constituído o Departamento do Tarauacá, criado pelo Decreto nº 9831, e instalado em 19 de abril de 1913. Seu primeiro Prefeito foi o Coronel Antonio Nunes de Alencar. No mesmo Decreto foi criado o Município do mesmo nome, o qual foi instalado em 24 de abril de 1913.

Formação administrativa de Tarauacá

Elevado à categoria de vila com denominação de Seabra. Pelo decreto municipal de 01-01-1907, desmembrado de Alto Juruá. Sede na localidade de Foz do Muru. Instalado em 24-04-1913.

Pelo decreto federal nº 9831, de 23-10-1912, a sede da vila passa ter a denominação de Seabra.

Pela Resolução nº 15, de 14-05-1913, o prefeito do Departamento do Taraucá dividiu este departamento em 15 distritos: Vila Seabra, Seringal Itaparico (transferido para o Seringal ocidente, pela Resolução 39, de 15-05-1914) e Foz do Salvador. Com sede respectivamente, em Foz do Juruparai, Vila Feijó, Seringal Riachuelo (transferido para o Seringal de Bom Sucesso. Pela Resolução nº 38, de 15-05-1914), Seringal Porongaba, Porto Rubim, Bom Princípio e Seringal Cruzeiro.

Pelo decreto federal nº 14.383, de 01-10-1920, manteve o município com a denominação Taruacá e elevou a sede Seabra à categoria de cidade. Com sua denominação de Tarauacá.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município se denomina Tarauacá.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1936, o município aparece constituído de 16 distritos: Tarauacá, Universno, Foz do Janinavá, Foz do Jordão, Vitória, Paraíso, Ocidente, Foz Salvador, Santa Fé vila Feijó, Foz do Juruá Peri, Bom Sucesso, Porancaba, Porto Jobim Liberdade e Cruzeiro.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município aparece constituído de 7 distritos: Tarauacá, Bom Futuro, Nalare, Ouro Preto, São Salvador, Universo e Foz do Jordão.

Senador Guiomard, História e Geografia de Senador Guiomard | Acre

Senador Guiomard, História e Geografia de Senador Guiomard

Senador Guiomard, História e Geografia de Senador Guiomard | Acre

População: 21.300
Área da unidade territorial (Km²): 2.321,452
Densidade demográfica (hab/Km²): 8,69
Gentílico: Guiomaense

História de Senador Guiomard

A história da região que hoje forma o município de Senador Guiomard, tem origem na localidade que se constituía de dois seringais, o Quinari e o Grande Quinari, na época explorada pelo seringueiro Raimundo Câmara.

Em 1950, quando então era governador do território do Acre, o general Guimard dos Santos e Secretário-Geral do governo, o coronel Manoel Fontanelle de Castro, efetuaram a compra de uma grande extensão de terras, que compreendiam parte dos seringais Santa Maria, Nilcióy e Missão.

A aquisição da área de terra se destinava ao assentamento de famílias oriundas do nordeste brasileiro, de família japonesas vindas do oriente, e mais cinquentas famílias de nipônicos (japoneses que se deslocaram de São Paulo para a nova terra).

Toda esta estrutura montada na ocasião, tinha como objetivo criar e implantar o núcleo de Quinari, o que de fato aconteceu. Em meados do ano de 1950 para 1951, o núcleo foi transformado em vila, pertencendo à capital Rio Branco.

Formação administrativa de Senador Guiomard

Elevado à categoria de município com a denominação de Senador Guiomard, pela constituição estadual de 01-03-1963, desmembrado de Rio Branco. Sede no atual distrito de Senador Guiomard. Constituído do distrito sede. Instalado em

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Feijó, Aspectos Geográficos, Históricos e Sociais de Feijó | Acre

Feijó, Aspectos Geográficos, Históricos e Sociais de Feijó | Acre

Feijó, Aspectos Geográficos, Históricos e Sociais de Feijó | Acre

Feijó é um município brasileiro localizado na região central do estado do Acre. Sua população é de 32.622 habitantes, sendo o quinto município mais populoso do estado e sua área é de 24.202 km², sendo a segundo maior do estado e um dos maiores do país.


História de Feijó

O município de Feijó tinha suas terras habitadas pelas tribos Jaminawás, kaxinauwás e Chacauwás. Com a chegada dos nordestinos à foz do rio Envira, em 1879, começou-se a desbravação da região, subindo os rios e igarapés, desmarcando os ‘seus’ lotes e terras e até ‘seringais’. No entanto, ocorreram vários conflitos na selva, entre os nordestinos e índios por conta da desocupação dessas áreas de terras, que pouco tempo depois transformaram-se em seringais. É neste contexto que surge à margem esquerda do rio Envira, o Seringal Porto Alegre que mais tarde deu origem ao município de Feijó.

Após alguns anos o seringal tornou-se um vilarejo, e aos 13 de maio de 1906, foi elevado a categoria de vila sob a denominação de Feijó, em homenagem ao Pe. Diogo Feijó, nome que se conserva até hoje. A instalação do município deu-se sob o decreto 968 de 21 de dezembro de 1938, sendo o governador do território do acre, o Sr. Dr. Epaminondas Martins e o Prefeito municipal o Sr. Raimundo Augusto de Araújo o primeiro prefeito feijoense.


Geografia de Feijó

Fundação: 3 de maio de 1903 
Gentílico: feijoense
Unidade federativa: Acre
Mesorregião: Vale do Juruá
Microrregião: Tarauacá
Municípios limítrofes: Tarauacá, Jordão, Santa Rosa do Purus e Manoel Urbano. Ao norte com o Amazonas e ao sul com o Peru.
Distância até a capital: 344 km

Características geográficas
Área: 24.202,027 km²
População: 35.300 hab. IBGE/2016
Densidade: 1,34 hab./km²
Altitude: 153 m
Clima: equatorial
Fuso horário: UTC−4

Limita ao norte com o Amazonas, ao sul com o Peru, a leste com os municípios de Santa Rosa do Purus e Manoel Urbano e a oeste com os municípios de Tarauacá e Jordão.

A cidade está localizada na margem direita do Rio Envira, que é principal meio de escoamento de produção dos ribeirinhos, 5.640 ribeirinhos somente no rio Envira, que vivem em pequenas comunidades nas margens do rio, geralmente localizados bem longe do centro urbano. Como a maior parte dos rios amazônicos, o nível das águas é sazonal.

Feijó, Aspectos Geográficos, Históricos e Sociais de Feijó | Acre


População de 
Feijó

Segundo dados da estimativa para 2016, possuía 35.300 habitantes, na proporção de 50,26% urbana e 49,74% rural. Da população rural, 11.900 habitantes vivem nas margens dos rios que cortam o seu território, os chamados ribeirinhos. Possuindo uma densidade demográfica de 1,35 hab/km² em 2016.


Economia de Feijó

Feijó é mais um município acreano que tem na administração pública a base da sua economia, o setor industrial se resume a pequenas industrias de móveis, cerâmicas e artefatos de cimento, e a agropecuária vem tornando-se parte significativa dessa composição, com o cultivo de bovino nas margens das rodovias. A esperança que com a reabertura total da BR-364, ligando a a capital Rio Branco a cidade de Cruzeiro do Sul, as perspectivas melhorem, com a diminuição do custo de vida e melhora dos serviços públicos.


Cultura de Feijó

O município de Feijó tem sua cultura muito variada. Variação essa que repercute com as varias culturas que se introduziram na época de sua ocupação. A cultura dos Nordestinos é a mais notável por serem eles os principais povoadores do acre. Os feijoenses, como na maioria das cidades brasileiras, tem uma cultura diversificada, tendo assim muitos poucos traços culturais próprios. A época em que acontece as maiores festividades são: em fevereiro com a realização do carnaval; junho, com a realização das festa juninas e em agosto, com o festival do "Açaí", que é a maior atração cultural que ocorre todos os anos desde 2000, no mês de agosto.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

Cruzeiro do Sul, História e Geografia de Cruzeiro Do Sul | Acre

Cruzeiro do Sul, História e Geografia de Cruzeiro Do Sul | Acre

Cruzeiro do Sul, História e Geografia de Cruzeiro Do Sul | Acre

População: 85.200
Área da unidade territorial (Km²): 8.779,190
Densidade demográfica (hab/Km²): 8,94
Gentílico: cruzeirense

História de Cruzeiro do Sul

O município era habitado por tribos indígenas, entre elas a dos Nauas, merecem citação também, a dos Amoacas, dos Araras, dos Campos e das Colinas, de que existem remanescentes. Parte dos Amoacas permanece em estado de selvageria, provocando certos distúrbios e até atacando propriedades.

A tribo dos Nauas, os principais dominantes, que fez retroceder a expedição do cientista inglês William Chandless, em 1867, abandonou a localidade, a partir de 1870, rumando para o Peru pelos altos rios, em conseqüência de terrível epidemia. Data de 1857 o início das expedições para o alto Juruá, quando o chefe de índios João da Cunha Correia, chegou a foz do rio Juruá-Mirim. Várias expedições foram realizadas, proporciando o início do povoamento da região por brasileiros civilizados. Formaram-se seringais, em virtude da imigração de nordestinos que, acossados pelo fenômeno das secas, abandonaram os sertões nos anos de 1877 a 1879. O seringal denominado Centro Brasileiro foi explorado por volta de 1890, e passou a congregar grande número de brasileiros.

Em 1896, os primeiros caucheiros peruanos começaram a aparecer. Em 1902, o comisário peruano Carlos Casquez Guadra estabeleceu-se oficialmente à foz do rio Amônea, dando início a uma seqüência de choques entre brasileiros e peruanos.

Com o Tratado de Petrópolis, firmado em 17 de novembro de 1903, o Acre passou definitivamente ao Brasil. Por essa época, o local Centro Brasileiro constituía-se de um povoado com algumas dezenas de casas e considerável movimento comercial. A Cidade de Cruzeiro do Sul, sede definitiva do Município, foi fundada em 28 de setembro de 1904.

Travaram-se contendas entre brasileiros e peruanos, com vitórias dos primeiros.

Em 1913, vasta área do Município foi desmembrada, para formação do vizinho Município de Tarauacá.

A 1º de outubro de 1920, o Governo Federal deu nova organização ao Território do Acre, unindo os municípios sob um Governo Geral, com sede na Cidade de Rio Branco, que passou a ser a Capital do Acre.

Após a nomeação desse primeiro Governo-Geral, em 1921, o Município passou a ser administrado por Prefeitos nomeados pelo Governador, regime que ainda perdura. Cruzeiro do Sul perdeu a categoria de capital do Alto Juruá. Seu progresso vem se processando lentamente, apesar do esforço e estoicismo de seu povo.
Cruzeiro do Sul, História e Geografia de Cruzeiro Do Sul | Acre

Formação Administrativa de Cruzeiro do Sul

Elevado à categoria de vila com a denominação de Lugar Centro Brasileiro, pelo decreto do prefeito nº 8, de 28-09-1904. com sede no antigo Departamento do Alto Juruá - criado por decreto por decreto federal nº 5188, de 07-04-1904. Instalado em 12-09-1904.

Elevado à condição de cidade, por decreto do prefeito nº 34, de 31-05-1906.

Pelo decreto federal nº 9831, de 23-10-1912, é criado o distrito de Cruzeiro do Sul. Sob o mesmo decreto, transfere a sede do município para o distrito de Cruzeiro do Sul. Instalado em 15-01-1913.

Pelo decreto nº 195, de 01-05-1914, da prefeitura do Departamento de Juruá, Cruzeiro do Sul é sede do 1º distrito do 1º termo judiciário do dito Departamento.

Pelo decreto federal nº 14383, de 01-10-1920, suprimiu o Departamento, manteve o município dando a denominação de Juruá.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Juruá parece denominado Cruzeiro do Sul.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município denominado Juruá e tem como a sede o 1º distrito de Cruzeiro do Sul, e é constituído de 10 distritos: Cruzeiro do Sul, Boa Vista, Bom Futuro, Humaíta, Mário Lima, Iracema, Santa Luzia, Ponciano São Francisco e Thamauturgo.

Pelo decreto-lei federal nº 968, de 21-12-1938, são extintos os distritos de Boa Vista, Bom Futuro, Ponciano e Santa Luzia. Sob o mesmo decreto o distrito de Mário Lima passou a denominar-se Japuim.

Pelo decreto-lei federal nº 6163, de 31-12-1943, o distrito de Humaíta passou a denominar-se Porto Walter. Sob o mesmo decreto acima citado, o município do Cruzeiro do Sul adquiriu o distrito de Thamauturgo, do município de Foz do Jordão, do município de Tarauacá (ex-Seabra, e o distrito Cruzeiro do Sul perdeu parte do território, transferido para o distrito da sede do município de Tarauacá ex-Seabra.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constiuído de 4 distritos: Cruzeiro do Sul, Humaíta, e Thamauture e dividido em 2 zonas: Cruzeiro do Sul, Ponciano e São Francisco, zona Humaíta: Boa Vista, Japuim ex-Márcio Lima e Santa Luzia e zona de Taumaturgo: Bonfim.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Cruzeiro do Sul, Japim ex-Márcio Lima, Porto Walter e Thaumauturgo.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Cruzeiro do Sul, Japim, Porto Walter e Thaumaturgo.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela Constituição Estadual do Acre de 01-03-1963, desmembra do município de Cruzeiro do Sul os distritos Japim, Mário Lobão ex-Porto Walter e Marechal Taumaturgo ex-Thaumaturgo. Ambos elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede.

Pela Constituição Federal de 1988, artigo 35, ato disposições Constitucionais transitórias da Constituição Estadual de 1989 e Artigo 1º da lei complementar estadual nº 35, de 1812-1991.

Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 3 distritos: Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Taumaturgo.

Pela lei estadual nº 1029, desmembra do município de Cruzeiro do Sul o distrito de Marechal Taumaturgo. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 1033, de 28-09-1992, desmembro do município de Cruzeiro do Sul o distrito de Porto Walter. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Sena Madureira, História e Geografia de Sena Madureira | Acre

Sena Madureira, História e Geografia de Sena Madureira | Acre

Sena Madureira

Sena Madureira é um município brasileiro do estado do Acre. Foi o primeiro município da Regional Purus, situa-se às margens do rio Iaco, tendo como principais afluentes os rios Macauã e Caeté. É o terceiro município mais populoso do estado e o segundo em extensão territorial.

Sena Madureira

História de Sena Madureira

A cidade foi fundada em 25 de setembro de 1904. Recebeu muitos migrantes, pricipalmente migrantes nordestinos. Durante os ciclos da borracha cidade se fortaleceu, tornou-se capital do Departamento do Alto Purús, chegando a ser um importante centro político de todo o Acre, até então, um território do Brasil.

Sena MadureiraAvenida Avelino Chaves, Sena Madureira - Acre

Geografia de Sena Madureira

Fica a cerca de 145 km da capital do Estado do Acre, pela Rodovia federal BR-364. Sendo hoje o pólo mais importante da Região do Alto Purus, e uma das principais cidades do Estado. Possui uma área de 25 296,70 km², equivalente a 16,62% da área total do Estado. Sua população em 2010 é de 37.854 habitantes, sendo que 62,39% estão localizados na zona urbana e 37,61% na zona rural, gerando uma densidade demográfica de 1,43 hab/km².

Sena Madureira
Brasão de Sena Madureira
Sena MadureiraBandeira de Sena Madureira
Limites

* Norte com o estado do Amazonas;
* Sul, com o município de Assis Brasil;
* Leste, com os municípios de Bujari, Rio Branco, Xapuri e Brasiléia;
* Oeste com o município de Manuel Urbano;
* Sudoeste, com o Peru.

Economia de Sena Madureira

As atividades econômicas do município estão baseadas na agricultura, pecuária, esse dois tornaram-se, com o passar dos anos, um dos principais motores da economia. A extração de madeira, castanha e borracha também continuam a ser importantes a cidade, mas não mais como antes. O aquecimento econômico vem do funcionalismo público, comércio e pequenas indústrias, setores estes que vêm crescendo acentuadamente. A cidade já dispõe de vários supermercados de grande porte como a Mercearia Júnior, Mercearia Nascimento, São Felipe, Stock e Supermercado Central; e de hotéis como Rio sena, Avenida e Central.

Educação de Sena Madureira

Na área educacional o município é assistido pelos sistemas Estadual e Municipal de Ensino, tanto na zona urbana quanto na rural, possui uma única escola de Ensino Médio que oferece apenas um curso (Formação Integral). Assim sendo existe uma grande carência da oferta de cursos técnicos para absorver a demanda que é formada pela Escola de Ensino Médio Dom Júlio Mattioli.

Educação de Sena Madureira
P
opulação: 40.000
Área da unidade territorial (Km²): 23.751,268
Densidade demográfica (hab/Km²): 1,60
Gentílico: sena-madureirense

As expedições de destemidos nordestinos, para a exploração de seringais da região, deram-se por volta de 1861, chefiadas por Manoel Urbano da Encarnação e João Gabriel de Melo, próximo à foz do rio Chambuiaco, no alto Rio Purus, em território peruano. Enquanto Manoel Urbano da Encarnação explorou os seringais do Rio Purus João Gabriel explorava os rios Acre e Iaco, além de seus afluentes. Da jornada tomaram parte, no Rio Iaco, os cearenses Francisco Barbosa, Augusto Escócio e Benjamin Duarte Ponte Franco; no rio Macauã, Custódio Miguel dos Anjos e José Procópio e, no rio Caeté, João da Costa Gadelha e Manoel Trindade Corrêa.

Nos idos de 1878, intensificou-se o povoamento desses rios com a vinda de novos nordestinos, fugindo da seca e com isto incrementando a exploração de importantes riquezas regionais.

Após a celebração do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, o General Silveira de Meneses, cumprindo missão, chegou em 25 de setembro de 1904 às terras do seringal Santa Fé, às margens do rio Iaco, fundando ali a Cidade de Sena Madureira, sede também do Departamento do Alto Puruas, sendo designada Capital do Território do Acre. Em 1908, foram instaladas na cidade várias representações de órgãos.

Através de Decreto do Governo Federal, de 1º de outubro de 1920, Sena Madureira deixou de ser a Capital do Acre, transferida para Rio Branco.

Formação administrativa de Sena Madureira

Elevado à categoria de vila com a denominação de Sena Madureira, por ato do Prefeito de 25-09-1904.

Elevado à condição de sede no antigo distrito de departamento de Alto Purus, pelo decreto federal nº 5188, de 07-04-1904. Instalado em 25-09-1904.

Elevado à condição de cidade, pela resolução do preferido decreto nº 3, de 01-07-1912. Sob o mesmo decreto a sede do município teve sua denominação alterado de Altio Purus para Sena Madureira. Constituído de 5 distritos: Sena Madureira, São Bento, Iracoma, Granja e Mercês.


Brasiléia, História e Geografia de Brasiléia | Acre

Brasiléia, História e Geografia de Brasiléia | Acre

Brasiléia, História e Geografia de Brasiléia | Acre

População: 23.910
Área da unidade territorial (Km²): 3.916,507
Densidade demográfica (hab/Km²): 5,46
Gentílico: brasileense

História de Brasiléia

Habitavam primitivamente as terras do município de Brasiléia as tribos catianas e maintenecas. A primeira penetração de civilizados ocorreu por volta de 1879, com a chegada de imigrantes nordestinos, fugitivos das inclemências climáticas do Nordeste e ávidos de se entregarem ao mister da extração de borracha.

Os imigrantes iam tomando posse das terras até então inexploradas e, em pouco tempo, constituíram-se vários seringais: Carmem Nazaré, Belmonte, Quixadá, Canindé, Baturité, São João, São Francisco, Triunfo, Piauí, Bahia, etc., designações dadas pelos nordestinos às novas propriedades e que Ihes traziam recordações da terra natal.

Quando da eclosão da revolta acreana em 1902, o território do Município era ocupado, na sua quase totalidade, por brasileiros. Os seringais Carmem e Bahia foram palcos de encarniçados combates . No seringal Bahia perderam a vida inúmeros brasileiros, em defesa da causa acreana.

Formação Administrativa de Brasiléia

Com a celebração do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, as terras de Brasiléia, como todo o Acre, passaram a integrar o território brasileiro. Na primeira divisão territorial administrativa do Acre, fixada pelo Decreto Federal n.° 5188, de 7 de abril de 1904, Brasiléia figurava como zona integrante do Departamento do Alto Acre.

Em 1908 instala-se no seringal Belmonte o termo judiciário do Alto Acre e no ano seguinte outros termos judiciários são inaugurados. A instalação dos termos se fazia nas sedes dos seringais. quando os seus proprietários permitiam.

Sobre a fundação da cidade, conta-se que a idéia surgiu em consequência de um incidente ocorrido entre o juiz do 3.° termo judiciário da Comarca de Xapuri, sediado no seringal Nazaré, Fulgêncio de Paiva, e o arrendatário do mesmo seringal, João Pereira de Pinho.

O juiz protestou contra os alojamentos que lhe ofereceram, considerando-os indignos do judiciário. Desse desentendimento resultou a expulsão do juiz e do escrivão que não obtendo acolhimento em outros seringais dirigiram-se a Cobija, cidade fronteiriça boliviana, onde foram hospedados por patrícios ali residentes.

Conduzindo às costas todo o material e arquivo do juizado, os dois funcionários causaram hilaridade às pessoas que os viram atravessar as ruas da cidade boliviana. Dizia-se em satírico dito da região que a justiça do 3.° Termo andava num "jamaxi", de seringal em seringal, esmolando hospedagem.

Brasiléia, História e Geografia de Brasiléia | AcreVários brasileiros residentes em Cobija, feridos no seu amor pátrio não puderam ficar indiferentes a esse acontecimento e reuniram-se na residência de José Cordeiro Barbosa e concordaram em conseguir uma instalação condigna e apropriada para a justiça. Organizou-se, então, uma comissão integrada por Luís Barreto Correia de Menezes, Reinaldo Melo, José Cordeiro Barbosa e Fulgêncio de Paiva, com o fim de adquirir o local para fundação de uma vila onde se construiria um prédio destinado à instalação desejada.

Finalmente, apesar de não encontrarem boa vontade por parte dos proprietários dos seringais, escolheram uma faixa de terra do seringal Carmem, defronte de Cobija, à margem esquerda do rio Acre.

A ideia foi propalada entre os brasileiros que mourejavam às margens do rio, acima de Cobija e nesta residentes, apelando para o concurso pessoal e financeiro de cada um. Ultimados os preparativos no domingo de 3 de julho de 1910, às 7 horas, cerca de 100 pessoas, entre homens e mulheres, deram início à derrubada da mata sob ardoroso entusiasmo.

Após o trabalho de derrubada e limpeza do terreno, tendo a comissão arrecadado a importância de vinte e dois contos de réis, teve início a construção de um amplo prédio, que se chamaria "Palácio da Justiça". Neste local surgiria Brasília, popularmente Brasília e atual Brasiléia.

Decorridos seis meses, quando as obras já se encontravam em acabamento, aparece, inopinadamente, o gerente do seringal Carmem, João Gomes Teixeira, à frente da marinhagem do navio "Braga Sobrinho", e ataca a indefesa vila, destruindo totalmente o prédio. Em consequência, instalou-se rigoroso inquérito, ficando a firma insurgente obrigada a doar a área em questão.

Em 30 de maio de 1911, foi realizada a doação, por escritura pública, em Rio Branco. Nesse mesmo ano, por determinação do Prefeito do Departamento do Alto Acre, Deocleciano Coelho de Souza, verificou-se o levantamento da planta-projeto da novel vila e, no ano seguinte, foram nomeadas as primeiras autoridades.

Pela Resolução Departamental n.° 28, de 20 de setembro de 1911, Vila Brasília foi considerada termo judiciário.

Nas divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 21 de dezembro de 1937, figurava com a categoria de distrito, pertencente ao Município de Xapuri.

Pelo Decreto-lei federal n.° 968, de 21 de dezembro de 1938, foi criado o Município de Brasília compreendendo um só distrito, com sede na vila de igual nome e áreas desmembradas dos municípios de Xapuri e Sena Madureira.

Sua instalação verificou-se a 1.° de janeiro de 1939. Este mesmo Decreto concedeu à sede municipal foros de cidade.

A Comarca, instalada a 1.° de janeiro de 1939. foi extinta a 8 de junho de 1940 e restaurada a 28 de dezembro de 1950. Pelo Decreto-lei Federal n.° 6 163. de 31 de dezembro de 1943, que deu nova organização judiciária ao então Território do Acre, o topônimo Brasília foi alterado para Brasiléia.

Pela Constituição do Estado de 1° de março de 1963, o Município perdeu parte de seu território desanexado para constituir os novos municípios de Assis Brasil e Epitaciolândia. O Município é constituído de um só distrito.

Acre | Geografia e História do Acre

Acre | Geografia e História do Acre

Acre | Geografia e História do Acre

O Acre é um Estado brasileiro situado a sudoeste da região Norte. Tem como limites: Amazonas (N); Rondônia (L); Bolívia (SE); e Peru (S e O). Ocupa uma área de 153.149 Km².

Sua capital é Rio Branco e as cidades mais populosas são: Rio Branco, Cruzeiro do Sul , Tarauacá, Sena Madureira e Brasiléia.

O estado tem um planalto com altitude média de 200 metros, que domina grande parte do Acre.

Os rios mais importantes são Juruá, rio Purus, rio Acre, Tarauacá, Muru, Embirá e Xapuri.

A economia do Estado baseia-se na extração da borracha e da castanha, na pecuária e na agricultura. O extrativismo deu grande impulso na vida econômica e na colonização do Acre, devido a exploração do látex, através do ciclo da borracha.

História do Acre

Até o início do século XX o Acre pertencia à Bolívia. Porém, desde o princípio do século XIX, grande parte de sua população era de brasileiros que exploravam seringais e que, na prática, acabaram criando um território independente.

Em 1899, os bolivianos tentaram assegurar o controle da área, mas os brasileiros se revoltaram e houve confrontos fronteiriços, gerando o episódio que ficou conhecido como a Questão do Acre.

Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, o Brasil recebeu a posse definitiva da região em troca de terras de Mato Grosso, do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e do compromisso de construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré.

O Acre foi então integrado ao Brasil como território, dividido em três departamentos. Em 1920, foi unificado e em 15 de junho de 1962 elevado à categoria de Estado, sendo o primeiro a ser governado por uma brasileira, a professora Yolanda Fleming.

História do Acre

História do AcreA população primitiva do Acre era formada principalmente pelos índios arawaks, que habitavam as margens dos rios Purus e Juruá (o nome do Estado deriva do Rio que banha a capital Rio Branco).

Na partilha de Tordesilhas, em 1494, a região (ainda não descoberta) pertencia à Espanha. O Tratado de Santo Ildefonso, de 1777, reafirmou a posse da região para os espanhóis.

Nos anos 1860, têm-se notícias da emigração de brasileiros para a região do Acre, para exploração do látex da seringueira, que produz a borracha.

O Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição, assinado em La Paz de Ayacucho, por Brasil e Bolívia, em 27 de março de 1867, estabeleceu que a região do atual Estado do Acre pertencia à Bolívia. Foi usado o princípio uti possidetis, de tradição secular no direito internacional, que reconhece como legítimo o poder daquele estado que mantém o controle político e militar sobre a região em litígio. Esse mesmo princípio foi a base dos tratados anteriores, para a região, feitos entre Portugal e Espanha. O Tratado de Ayacucho também garantia certa liberdade de navegação nos rios da região, para os dois países, e permitia aos bolivianos o transporte, por terra, entre os rios Mamoré e Madeira (área do atual Estado de Rondônia).

É importante o contexto histórico desse Tratado, que envolvia muito mais do que os limites entre os dois países. A Bolívia é vizinha do Paraguay, que travava uma guerra com o Brasil, desde 1864, e tropas paraguayas haviam invadido o Brasil.

O Tratado de Ayacucho foi negociado pelo pernambucano Felippe Lopes Netto, Ministro Plenipotenciário enviado à La Paz. Foi promulgado pelo Decreto nº 4.280, de 28 de novembro de 1868, assinado por D. Pedro II e pelo baiano José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco e pai do Barão do Rio Branco, que mais tarde negociaria novas fronteiras com a Bolívia. O Visconde era, então, Ministro e Secretario de Estado dos Negócios Estrangeiros.

Em 1895, criou-se uma comissão mista, Brasil e Bolívia, para demarcar a fronteira entre os dois países, chefiada por Gregório Thaumaturgo de Azevedo. Outras duas comissões foram organizadas em 1897 (chefiada por Augusto Cunha Gomes) e 1901 (chefiada por Louis Cruls).

Por volta de 1880, já existiam cerca de 60 mil imigrantes brasileiros no Acre, vindos de muitas partes do Brasil, especialmente do Nordeste.

Em agosto de 1896, Severo Fernández Alonso Caballero assumiu a Presidência da Bolívia. Alguns colonos bolivianos foram enviados às terras do Acre e, em 3 de janeiro de 1899, estabeleceu-se em Puerto Alonso (atual Porto Acre), na divisa com o Estado do Amazonas, uma sede administrativa para a cobrança de impostos. A Bolívia impôs uma tarifa de 30% sobre a exportação da borracha.

Nos anos seguintes, até 1903, as terras do Acre foram palco de conflitos políticos e militares.

Em 1899, houve o incidente da canhoneira estadunidense Wilmington, que veio em missão no Rio Amazonas, navegando de Belém até Iquitos, no Peru. Os estadunidenses avaliavam oportunidades comerciais na região e encontraram-se com representantes bolivianos para a realização de acordos relativos às terras do Acre.

Em 30 de abril de 1899, seringueiros e seringalistas brasileiros, insatisfeitos com os impostos, assumiram o controle de Puerto Alonso. Estabeleceram uma Junta Revolucionária presidida por Joaquim Domingos Carneiro.

Em 14 de julho de 1899, o jornalista espanhol Luis Gálvez Rodríguez de Arias foi aclamado Presidente do Estado Independente do Acre, com apoio do Governo do Estado do Amazonas. A capital era a Puerto Alonso, rebatizada como Cidade do Acre.

Gálvez propôs a anexação do Acre ao Brasil, mas o movimento foi logo condenado pelo governo brasileiro. Para levar adiante sua ideia de república, Gálvez estabeleceu um imposto de 20% sobre a borracha. O resultado é que ele perdeu o apoio do Amazonas e dos seringueiros, sendo substituído por Souza Braga.

Em 25 de outubro de 1899, José Manuel Pando Solares assumiu a presidência da Bolívia.

Em 28 de dezembro de 1899, o seringalista Antônio de Souza Braga assumiu a Presidência do Estado Independente do Acre, mas Gálvez retornou ao posto em 30 de janeiro de 1900.

Em março de 1900, o Governo brasileiro enviou uma força militar à região para garantir o direito dos bolivianos. A Bolívia reassumiu parcialmente o controle da região e os conflitos continuaram.

O The New York Times, de 25 de novembro de 1900, relatou que Henry W. Phillips, Ministro da República do Acre, com capital em "Arieopolis", estava a caminho de Washington em busca de reconhecimento para o novo País. Quatro dias depois, o NYT citou que a República do Acre havia sido extinta três meses antes. O mal informado jornal estadunidense observou que só recentemente tivera conhecimento dos conflitos na área. Em verdade, o Presidente William McKinley, em sua mensagem anual publicada no mesmo jornal, em 6 de dezembro de 1899, citou "Early in the year the peace of Bolivia was disturbed by a successful insurection."

Em 1901, o governo boliviano entregou a exploração econômica e administração das terras do Alto Acre ao Bolivian Syndicate, uma empresa criada em Londres, com capital majoritário estadunidense. O Bolivian Syndicate possuía envolvimento indireto do Governo dos EUA, o que irritou o Governo brasileiro. Em resposta, o Brasil fechou vias fluviais e enviou tropas do Exército para a fronteira.

Em 1902, seringueiros brasileiros, liderados pelo gaúcho José Plácido de Castro, ocuparam Xapuri (Mariscal Sucre) e Puerto Alonso e novamente proclamaram a independência do Acre.

Nos meses seguintes, Brasil e Bolívia começaram a discutir a Questão do Acre, para uma nova definição de limites entre os dois países. O Barão do Rio Branco era o Ministro das Relações Exteriores e convidou o jurista baiano Ruy Barbosa para participar da comissão que estudava a Questão do Acre.

Além da exploração da borracha, existia uma questão estratégica para os bolivianos: uma saída para o mar. Essa seria feita através dos rios Madeira e Amazonas. A Bolívia queria o domínio sobre a margem esquerda do Rio Madeira o que contrariava a soberania brasileira.

Ruy acreditava que o Acre já seria nosso por critérios do direito internacional. Em todos os tratados anteriores, para aquela área, foi usado o princípio uti possidetis. Por esse princípio, o Acre já era claramente brasileiro. Ruy também acreditava que, em uma consulta internacional, o resultado seria favorável ao Brasil, mas o Barão não concordou. Ruy também não concordava com a postura vacilante, de certa forma omissa, do Governo Federal, com relação aos brasileiros no Acre. Ruy deixou a comissão e publicou sua Exposição de Motivos do Plenipotenciário Vencido.

A negociação com a Bolívia, resultou no Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903. Esse Tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo Presidente, pelo Decreto nº 1.179, de 18 de fevereiro de 1904.

Por esse Tratado, terras do Mato Grosso foram cedidas à Bolívia, o Brasil pagou uma indenização de dois milhões de libras esterlinas e assumiu o compromisso de construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré (concluída em 1912), no atual Estado de Rondônia, buscando o escoamento de produtos bolivianos pelo Rio Amazonas. O Brasil também concordou em indenizar o Bolivian Syndicate, pagando 110 mil libras esterlinas. Em troca, o Brasil ficou com o Acre, mas não saiu barato.

O Decreto nº 1.181, de 25 de fevereiro de 1904, do Presidente Rodrigues Alves, autorizou o próprio Presidente a administrar provisoriamente o Território "reconhecido brazileiro, em virtude do tratado de 17 de novembro de 1903 entre o Brazil e a Bolivia" (Aqui, o Acre ainda não tinha nome oficial).

A região foi incorporada ao Brasil como o Território do Acre, de acordo com o Decreto Federal nº 5.188, de 7 de Abril de 1904. O Território foi organizado em três departamentos administrativos (autônomos): Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá, cujos prefeitos eram nomeados pelo Presidente da República.

O Departamento do Alto Acre tinha sede administrativa em Porto Acre, que passou a ser também sede da Mesa de Rendas do Território, pelo Decreto nº 4.786, de 7 de Março de 1903, subordinada à Delegacia Fiscal no Estado do Amazonas.

O Departamento do Alto Purus foi estabelecido pelo General Siqueira de Menezes, o primeiro prefeito, em 25 de setembro de 1904. Nas terras do Seringal Santa Fé, o General fundou a Vila de Sena Madureira, como sede do Departamento.

Em fevereiro de 1912, foi criado o quarto departamento do Acre (Decreto nº 9831): o Departamento de Tarauacá, instalado em 13 abril de 1913. O Atlas F. Briguiet & Cia, de 1923, apresenta a divisão política do Acre, na época.

Nos anos 1920, o Território do Acre foi unificado, o Governador sendo indicado pelo Presidente da República.

Em 1929, Rio Branco tornou-se capital do antigo Território do Acre.

Em 15 de junho de 1962, o Presidente João Goulart sancionou a Lei no 4.070, decretada pelo Congresso Nacional, que elevou o Acre à categoria de Estado da Federação. Em outubro do mesmo anos, José Augusto de Araújo foi eleito o primeiro Governador do Estado do Acre.

Em 1988, o ambientalista acreano Chico Mendes foi assassinado.

A história do Acre começa a se definir em 1895 quando uma comissão demarcatória foi encarregada de definir limites entre Brasil e Bolívia, com base no Tratado de Ayacucho, de 1867.

No processo demarcatório foi constatado, no ponto inicial da linha divisória entre os dois países (nascente do Javari), que a Bolívia ficaria com uma região rica em látex, na época ocupada por brasileiros.

Reconhecida legalmente a fronteira Brasil-Bolívia, em 12 de setembro de 1898 a Bolívia quis tomar posse da região então ocupada por seringueiros brasileiros, na vila de Xapuri. Os brasileiros não aceitaram e obrigaram os bolivianos a se retirar da região.

No início de 1899, desembarcou em Puerto Alonso o ministro boliviano, Dom José Paravicini, com apoio do governo brasileiro, impôs decretos, inclusive o de abertura dos rios amazônicos ao comércio internacional, cobrou altos impostos sobre a borracha, demarcou seringais e oprimiu os nativos da região.

O período dessa atuação ficou na história como os "Cem dias de Paravicini". A Insurreição Acreana ganha seu primeiro ensaio em 1º de maio de 1899, quando seringalistas se reúnem no seringal Bom Destino, de Joaquim Vitor, liderados pelo jornalista José Carvalho, e decidem lutar contra o domínio boliviano.

O momento coincidia com a viagem de Paravivini para Belém. O Delegado que o substituía, Moisés Santivanez, foi expulso. Começava a Revolução Acreana. Sem armas ou tiros, os revolucionários brasileiros restabeleceram o domínio e criaram a Junta Central Revolucionária.

Luiz Galvez e o Estado Independente do Acre

Em 03 de junho de 1899, entra no cenário da Revolução do Acre o jornalista espanhol Luis Galvez, que denuncia nos jornais paraenses uma aliança entre Bolívia e Estados Unidos.

Os EUA apoiariam militarmente os bolivianos em caso de guerra contra o Brasil. Enquanto o governo brasileiro continuava reconhecendo os direitos da Bolívia sobre a região, revolucionários decidem pela fundação do Estado Independente do Acre.

Os revolucionários, em 14 de julho de 1899 - escolhida por ser a data de aniversário da Queda da Bastilha durante a Revolução Francesa - concretizam a criação do Estado Independente do Acre, com capital na Cidade do Acre, antes chamado Puerto Alonso.

Palácio Rio Branco
Luis Galvez foi aclamado presidente do novo país. Galvez buscou o reconhecimento internacional e elaborou a legislação.

Porém, ele desagradou seringalistas, aviadores e exportadores e acabou sendo deposto em 28 de dezembro de 1899 pelo seringalista Antônio de Souza Braga, que não se garantiu no comando e devolveu o posto a Galvez, em 30 de janeiro de 1900.

Em 15 de março de 1900, o governo federal enviou força da marinha brasileira para o Acre. Galvez foi destituído e o Acre voltou ao domínio Boliviano.

O governo do Amazonas também tinha pretensões de anexar o Acre ao estado e decidiu financiar a expedição Floriano Peixoto ou Expedição dos Poetas, que levou para a área boêmios e profissionais liberais de Manaus.

Em 29 de dezembro de 1900, em Puerto Alonso, os poetas foram derrotados. Em 11 de julho de 1901, a Bolívia assina contrato de arrendamento do Acre com capitalistas norte-americanos e ingleses, que chegaram para instalar o Bolivian Syndicate, o que, para a opinião pública, era uma ameaça à soberania nacional.

O governo federal finalmente percebe os riscos e possíveis perdas e interfere, salvando a Amazônia do domínio imperialista.

Revolução Acreana

Com novo apoio do governo do Amazonas seringueiros e seringalistas revolucionários partiram mais uma vez para a luta em 6 de agosto de 1902, em Xapuri.

A luta armada se estendeu até 24 de janeiro de 1903, data de retomada do poder aos brasileiros e reinstalação do Estado Independente do Acre. Com a substituição, na República brasileira, de Campos Sales (1898/1902) por Rodrigues Alves (1902/1906) muda a postura do governo federal sobre o assunto.

A partir das negociações do ministro das Relações Exteriores, Rio Branco, foi estabelecido o Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, que anexava o Acre ao Brasil. Em 8 de setembro de 1909, mediante o Tratado do Rio de Janeiro, foi resolvida também a questão de fronteiras com o Peru.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

Fonte: Secretaria de Turismo do Estado do Acre

Acre | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado do Acre

Acre | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado do Acre

Acre - Aspectos Geográficos e Sociais do Estado do AcreGeografia – Área: 152.581,4 km². Relevo: depressão na maior parte do território e planície estreita a norte. Ponto mais elevado: serra do Divisor ou de Conta (609 m). Rios principais: Acre, Envira, Juruá, Purus, Tarauacá. Vegetação: floresta Amazônica. Clima: equatorial. Municípios mais populosos: Rio Branco (363.500), Cruzeiro do Sul (86.600), Sena Madureira (35.700), Feijó (32.700), Tarauacá (28.200), Senador Guiomard (22.800), Brasiléia (19.300), Plácido de Castro (17.601), Epitaciolândia (13.650), Mâncio Lima (13.420) (2019). Hora local: -2h. Habitante: acreano.

População – 686.600 (2019)

Capital – Rio Branco. Habitante: rio-branquense. População: 420.500 (est. 2019).

O Acre (AC) é o estado da Região Norte situado mais a oeste. Com duas horas a menos em relação ao fuso horário de Brasília (DF), nele se localiza o último povoamento do Brasil a ver o sol nascer, na serra da Moa, na divisa com o Peru. A intensa atividade extrativista, que atinge o auge no século passado, atrai brasileiros de várias regiões para o estado. Da mistura de tradições de sulistas, paulistas, nordestinos e índios surgiu uma culinária diversificada, que junta a carne-de-sol com o pirarucu, peixe típico da região, e pratos regados com molho tucupi, feito de mandioca. O transporte fluvial, concentrado nos rios Juruá, Tarauacá, Envira e Moa, é o principal meio de circulação, sobretudo entre novembro e junho, quando as chuvas deixam intransitável a BR-364, rodovia que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul.

Rio Branco - Acre

Meio ambiente – O Acre é o estado-símbolo da luta pela preservação da floresta Amazônica e pelo desenvolvimento sustentável, sobretudo após a morte de Chico Mendes, ambientalista e líder sindical dos seringueiros, assassinado em 22 de dezembro de 1988.Os seringueiros de Xapuri, terra de Chico Mendes, obtêm em março de 2002 o selo verde, concedido pelo Conselho de Manejo Florestal – FSC (sigla em inglês), atestando que a exploração da madeira da floresta é feita segundo padrões ambientalmente corretos. O selo do FSC, organização não-governamental com sede no México, é considerado a certificação florestal mais importante do mundo. A madeira com o selo triplica de valor e pode ser comercializada no nascente pólo moveleiro de Xapuri. Outros produtos da floresta são também comercializados, como o açaí – fruto de uma palmeira –, o óleo da copaíba e a folha da pimenta-longa, matéria-prima para a indústria de cosméticos. Os índios iauanauás, da região de Tarauacá, vendem urucum para indústrias de cosméticos dos Estados Unidos. No entanto, o modelo econômico sustentado na biodiversidade ainda corre risco, porque o desmatamento das regiões de floresta chega a atingir 60% em algumas áreas.

Mapa do Acre

Economia do Acre

O Produto Interno Bruto (PIB) do Acre provém, sobretudo, do setor de serviços, que contribui com 69,8% da riqueza do estado. A indústria responde por 24,6% e a agropecuária, por 5,7% do PIB. O estado é o segundo maior produtor de borracha do país, atrás apenas do Amazonas. O Acre pode ser dividido em dois grandes pólos: o vale do rio Juruá, cujo centro se localiza na cidade de Cruzeiro do Sul, no noroeste do estado, e o vale do rio Acre, com sede na capital, Rio Branco, no sudeste.No vale do Juruá reside cerca de 30% da população, a maioria na zona rural. A região é bem preservada e abriga a Reserva Extrativista do Alto Juruá – a área mais rica em biodiversidade do planeta – e o Parque Nacional da Serra do Divisor. Mais industrializado e com agricultura mais produtiva, o vale do rio Acre responde pela maior parte da borracha e dos alimentos produzidos no estado, com destaque para as culturas de mandioca, arroz, milho e frutas.

Índices sociais do Acre
Os indicadores de saúde do Acre são preocupantes. A mortalidade infantil é a mais elevada da Região Norte: 33,2 crianças em cada mil nascidas vivas morrem antes de completar 1 ano. Em torno 64% das casas não têm abastecimento de água nem fossa séptica; quase metade não possui coleta de lixo.

História do Acre
Único estado compreendido no quinto fuso horário em relação a Greenwich, o Acre é a última grande área a ser incorporada ao Brasil. Pelos acordos de limites do período colonial, confirmados no Império, esse território pertencia à Bolívia, sendo uma pequena parte dele reivindicada pelo Peru. As entradas constantes de sertanistas brasileiros na região forçam a assinatura de novo acordo entre o Brasil e a Bolívia. Em 1867 é firmado o Tratado de Ayacucho, que fixa a fronteira entre os dois países na confluência dos rios Beni e Mamoré. Mas ainda era uma linha demarcatória imprecisa. Dez anos depois, em 1877, há uma grande seca no Nordeste. Fugindo dela, milhares de nordestinos, especialmente cearenses, emigram para a região Amazônica. Atraídos pela borracha, fixam-se na área mais ou menos correspondente ao atual estado do Acre. As autoridades bolivianas reagem ao que consideram invasão de seu território e, como medida para reconquistá-lo, fundam, em 1899, uma sede administrativa para o recolhimento de impostos: Puerto Alonso, mais tarde chamada Porto Acre. Como a medida não traz os resultados esperados, a Bolívia entrega o Acre a um poderoso grupo norte-americano para formar o que se chamou Bolivian Syndicate, em 1901, com o objetivo de desenvolver economicamente a região e em seguida reintegrá-la politicamente. Os brasileiros organizam rebeliões armadas e garantem sua permanência. A mais conhecida revolta é liderada pelo agrimensor gaúcho José Plácido de Castro, que reúne, em 1902, algumas dezenas de seringueiros e ocupa a vila de Xapuri. Suas tropas, alguns meses depois apoiadas pelo governo brasileiro, apoderam-se de Puerto Alonso, e Plácido de Castro proclama a independência da região. A disputa só termina em 1903, com o Tratado de Petrópolis, assinado entre Brasil e Bolívia. O Brasil compra a região dos bolivianos por 2 milhões de libras esterlinas e compromete-se a construir a ferrovia Madeira-Mamoré, que liga Guajará-Mirim a Porto Velho, em Rondônia, para dar saída aos produtos bolivianos pelo Atlântico. Houve resistência na Bolívia contra o tratado, além de conflitos com o Peru, que reivindicava direitos sobre o território.

Transformação em estado
No ano de 1904, o Acre torna-se território federal dividido em três departamentos: Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruás, cujos prefeitos são nomeados pelo governo federal. O declínio da exportação da borracha, causado pelo surgimento de grandes plantações de seringueira na Ásia, e a estagnação econômica que se segue levam à intensificação da exploração madeireira, com a devastação de consideráveis áreas de floresta Amazônica.O território retoma o crescimento econômico somente nos anos 1940 e 1950, sustentado principalmente pelos recursos da União. No governo do presidente João Goulart, em 1962, com pouco mais de 200 mil habitantes, o Acre é elevado à condição de estado, ao atingir o nível de arrecadação fiscal exigido para essa transformação, conforme a Constituição de 1946.A borracha, pivô da crise com a Bolívia no fim do século XIX e princípio do XX, continua como principal produto na pauta de exportação do estado, embora em decadência. No período do milagre econômico, entre os anos 1960 e 1970, o Acre investe principalmente em extrativismo e agropecuária, o que atrai novas correntes de migrantes.

Rio Branco
Em 1903, o barão do Rio Branco negociou com a Bolívia a assinatura do Tratado de Petrópolis, que incorporou o Acre ao Brasil. Para homenageá-lo, foi dado o seu nome à atual capital do estado.
Rio Branco é uma cidade portuária fluvial, situada às margens do rio Acre, 136m acima do nível do mar. Dista 3.123km de Brasília. De traçado quadricular, Rio Branco tem topografia suavemente ondulada e, na região, predomina a floresta equatorial.

A cidade teve origem no seringal Empresa, fundado em 1882 por Newtel Maia e em torno do qual surgiu o povoado de Volta da Empresa, em território boliviano. Durante o ciclo da borracha, entre 1827 e 1915, a população passou a ser predominantemente brasileira e se revoltou em 1899 quando os bolivianos começaram a recolher impostos. Os conflitos terminaram com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1904. Em 1909, já como cidade, Empresa teve seu nome mudado para Penápolis, em homenagem ao presidente Afonso Pena e, em 1912, para Rio Branco. Em 1920, com a criação do território do Acre, foi escolhida como capital. Em 1962, uma lei federal criou o estado do Acre, e a capital foi mantida em Rio Branco.

Rio Branco, Capital do Acre

Além de capital do Acre, Rio Branco é o maior centro econômico e cultural do estado. As atividades comerciais e industriais são pouco desenvolvidas e cerca de setenta por cento da população economicamente ativa trabalha no setor de serviços, ou terciário. A agricultura e a pecuária são incipientes e os principais produtos, para consumo local, são mandioca, milho, arroz e feijão. Da floresta, extrai-se borracha, castanha-do-pará e madeiras. A cidade, servida pela rodovia Brasília --Acre e por companhias aéreas, é sede da Universidade Federal do Acre.

www.geografiatotal.com.br
www.klimanaturali.org