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História do Boi-Bumbá Garantido | Amazonas

História do Boi-Bumbá Garantido | Amazonas

Boi-Bumbá Garantido

O Boi vermelho e branco, o Garantido, boi-bumbá que disputa todos os anos contra o boi Caprichoso a consagração no Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, tem uma história muito curiosa. Entenda:

Lindolfo Monteverde ouvia muitas estórias do seu avô, ex-escravo de origem maranhense. Uma delas era a de um boi que dançava para divertir adultos e crianças. O boi era feito da carcaça (caveira) de uma rês morta, coberta com tecido.

O corpo do boi terminava numa barra de tecido e a pessoa que fazia o boi dançar era chamada ?tripa?.

Além disso, havia toda uma história sobre o roubo da língua do boi que incluía o Pai Francisco, Mãe Catirina, o amo do boi e outras figuras. Era o ritual do boi.

Lindolfo fundou o boi-bumbá Garantido com a vontade de seguir a brincadeira que seu avô lhe ensinara, em 12 de junho de 1913, véspera do dia de Santo Antônio.O que começou como brincadeira junina, ficou mais séria quando, ao servir no Exército, Lindolfo ficou muito doente e fez uma promessa a São João Batista. Se ficasse bom, seu boizinho não deixaria de sair na rua enquanto ele vivesse.

Ele ficou bom e o Boi-bumbá Garantido é conhecido entre os brincantes mais antigos como o ?Boi da Promessa?.

Todos os anos, no Curral do Garantido, acontece a ladainha, que é uma reza oferecida a São João Batista, padroeiro do Boi-bumbá, no dia 24 de junho. Até hoje o Garantido sai pelas ruas de Parintins nos dias 12 de junho (véspera de Santo Antônio) e 24 de junho (São João) e dança na frente das casas que têm uma fogueira acesa.

Antigamente, brincava também nos dias 29 (São Pedro) e 30 (São Marçal), hoje nestes dias se apresenta no Bumbódromo.Os brincantes do Garantido adotam as cores vermelha (do coração) e branca (a cor do boi).O Garantido já foi criado com o coração na testa, enquanto o Caprichoso adotou uma estrela na testa no ano de 1996.

A fundação do Garantido deu-se na antiga estrada Terra Santa, hoje avenida Lindolfo Monteverde, onde se localiza o seu curral. Dizem que a voz de Lindolfo, primeiro levantador de toadas e tirador de versos era tão possante e metálica que alcançava longa distância, isto sem utilizar qualquer aparelho sonoro. Suas toadas até hoje são conhecidas, aplaudidas e cantadas. Elas transmitem as saudades, os sonhos, as alegrias e os lamentos dos velhos tempos.

Lindolfo Monteverde chamou o Bumbá de Garantido porque nos confrontos das ruas com os contrários (Campineiro, Galante, Caprichoso, etc.) a cabeça de seu boi nunca quebrava ou ficava pendente. Ele dizia que o Garantido ?sempre saía inteiro, isso era garantido?. E acabou sendo esse o nome do boi de Lindolfo.

Boi Garanhão | Amazonas

Boi Garanhão | Amazonas

Boi Garanhão | Amazonas

Boi Garanhão, agremiação folclórica de Manaus, fundado em 16 de junho de 1991, é o boi do bairro de Educandos, local conhecido como celeiro de arte palco de muitas manifestações folclóricas e culturais no Amazonas. Entre tantas destacam-se as escolas de samba Em Cima da Hora e Uirapuru, as danças regionais "Caninha Verde"  "Amazonense" e as quadrilhas cômicas como "Quadrilha na Roça" e "Victor e Vitória".

O projeto de criação do Boi Garanhão, inspirado no Boi Garantido, de Parintins, partiu dos moradores do bairro, tendo à frente, Ivo Moraes, Isaac Freitas, Wanderlam Marques, Edna Moraes, Amoldo Maia e Adalberto Seixas. No primeiro momento, o projeto tinha como objetivo criar um grupo folclórico que pudesse, ao mesmo tempo, envolver a juventude e a comunidade da Cidade Alta, despertanodo o interesse pelo folclore.

Para ajudar nessa tarefa foram convidados os senhores José Maria Guedes de Souza, Paulo Fernandes, José Luiz Pena das Neves e Antonio Ricardo Moraes. E, na noite do dia 16 de junho de 1991, na residência de Raimunda Freitas, na rua São Vicente de Paula, 99, criou-se o Garanhão.

Nome do Boi
O nome Garanhão foi proposto pelo Ivo Morais para homenagear o Bumbá Garantido, já a cor preta do boi homenageia o Bumbá Caprichoso. Para formalizar a criação fundou-se a Associação Cultural Folclórica Educandense Boi Bumbá Garanhão, escolhido como nome oficial. No mesmo ano, juntaram-se ao grupo os amigos Wilson Alves da Costa, Mário Alberto de Carvalho, Sidney Borba Menezes, Alcimar Pinto Nascimento, José Aroldo Maia, Luiz Paixão Rodrigues e Raimundo Nonato Negrão Torres, que formam, junto com os demais, o grupo de sócios fundadores.

Após a criação do Bumbá Garanhão, os senhores Paulo Fernandes e José Maria seguiram para Parintins onde coletaram farto material que serviu de base para a estruturação da brincadeira. O primeiro boi foi confeccionado pelo artista plástico parintinense Jair Mendes.

Estreia
No ano de 1992, o Bumbá Garanhão fez sua estréia no Festival Folclórico de Manaus, apresentando-se como categoria extra no Centro Social Urbano do Parque 10, onde conseguiu nota máxima de todos os jurados e foi convidado para uma apresentação especial no Centro de Convenções, onde fez sucesso imediato. Em 1993 consolidou seu sucesso ao levar para o Centro de Convenções milhares de moradores de Educandos e de diversos bairros da Zona Sul de Manaus. Nesse mesmo ano, mais uma vez conseguiu nota máxima. Nos anos seguintes não foi diferente.

Maior pontuação
Em 1996 o Boi Bumbá Garanhão alcançou o maior número de pontos entre todos os grupos folclóricos que disputaram o Festival Folclórico da Liga Independente dos Grupos Folclóricos de Manaus (LIGFM) e arrebatou para Educandos o troféu "Destaque do Festival" sendo o primeiro grupo folclórico a ter a guarda do troféu, já que este é colocado em disputa todos os anos. Só fica de posse definitiva, aquele grupo que conseguir alcançar o maior número de pontos em três anos consecutivos ou em cinco anos alternados.

Boi Corre Campo | Amazonas

Boi Corre Campo | Amazonas

Boi Corre Campo | Amazonas

A Associação Folclórica Cultural Boi Bumbá Boi Corre Campo surgiu em 01 de maio de 1942, no bairro da Cachoeirinha. Os responsáveis foram os jovens Astrogildo Pereira dos Santos, Miro Santos, Antônio Altino da Silva, Dionízio Gomes, Mauro Cruz e outros, que àquela altura brincavam de boi.

Apesar das dificuldades, a garotada não desistiu e começou a ensaiar no bairro Ajuricaba a Borba. Dançavam no curral e nas casas onde eram solicitados.

Com o desaparecimento dos bumbás "Caprichoso" e "Vencedor", o Corre Campos passou a dividir com o "Mina de Ouro" a admiração e os aplausos do público.

Prêmios
Em 1952, o Fast Club promoveu um festival no antigo campo do Ipiranga e o Corre Campo tirou o 1° lugar. O mesmo aconteceu em 1957, quando foi promovido o 1° Festival Folclórico no Estádio General Osório. A última grande vitória do corre Campo foi no ano 2005.

O primeiro boi era armado de pernamanca, cipó e coberto de flanela. Em 1945, Lauro Chibé criou um boi que durou até 1970, quando então Miro desmanchou e fez outro. Foram introduzidas modificações, como por exemplo, mexer a orelha, o rabo e mostrar a língua.

Atualmente foi confeccionado um boi mais moderno pelo artista plástico Jair Mendes. Os figurinistas Custódio, João e José Luiz, são responsáveis pela beleza policrômica das fantasias.

Boi Corre Campo | Amazonas

Boi Caprichoso | Amazonas

Boi Caprichoso | Amazonas

Boi Caprichoso

O Boi Caprichoso, associação folclórica  pertencente ao Festival Folclórico de Parintins, Amazonas, representado pela cor azul, é uma das duas agremiações que competem anualmente no Festival.

O Boi-Bumbá Caprichoso tem sua história atrelada a uma família. A professora e folclorista parintinense Odinéia Andrade afirma que o bumbá foi fundado em 1913 pelos irmãos Raimundo Cid, Pedro Cid e Félix Cid.

Os três teriam migrado do município de Crato, no Ceará, passando pelos estados do Maranhão e Pará, até chegarem à ilha, onde fizeram uma promessa a São João Batista para obterem prosperidade na novo município.

Isso foi motivado pelas influências recebidas pelos Cid durante a trajetória até a ilha, quando puderam conhecer vários folguedos juninos por onde passaram. Duas manifestações folclóricas chamaram a atenção: o Bumba-Meu-Boi, maranhense, e a Marujada paraense.

Andrade (2006) afirma que o Boi Caprichoso assimilou elementos desses dois folguedos, uma vez que o bumbá adotou como cores oficiais o azul e o branco, usadas nos trajes dos marujos, e denominou seu grupo de batuqueiros, responsáveis pelo ritmo na apresentação do boi de Marujada de Guerra.

Vitórias do Boi Caprichoso: 1969, 1972, 1974, 1976, 1977, 1979, 1985, 1987, 1990, 1992, 1994, 1995, 1996, 1998, 2000 (empate), 2003, 2007 e 2008.

O Boi de Parintins
O slogan do Boi Caprichoso, desde 1997 é O Boi de Parintins. 

As Toadas
Até o final dos anos 80 as toadas eram músicas cujas letras exaltavam o boi e demais personagens como Pai Francisco, a Sinhazinha, dentre outros, além de exaltarem a cultura cabocla parintinense.

No início dos anos 90, a temática indígena, já introduzida com sucesso no Boi Bumbá pelo Boi Caprichoso, ganhou mais força, principalmente com o advento dos rituais indígenas, que se tornaram o ponto alto do Festival. O Boi Caprichoso foi o que melhor utilizou a temática, alcançando grande destaque graças ao sucesso que crítica e público concederam a toadas indígenas como Fibras de Arumã, Unankiê, e Kananciuê.

Com o sucesso de tais toadas, O público da capital, Manaus, que gostava timidamente do ritmo, passou a abraçar a toada e a adotou como símbolo da cultura amazonense.

No ano seguinte, o grupo Canto da Mata, composto por Maílzon Mendes, Alceo Ancelmo e Neil Armstrong, iniciou um outro estilo de toada que também tomaria conta do grande público de Manaus e de Parintins, a Toada Comercial.

Em 1995, com o uso dos teclados - que tinham sido usados pela primeira vez de maneira tímida em 1994 - o grupo compôs a toada Canto da Mata, que foi um grande sucesso nas rádios e ajudou o Boi Caprichoso a vencer o Festival.

Em 1997, compuseram uma toada que se tornou fenômeno no Amazonas: Ritmo Quente, grande sucesso nos ensaios do boi e também em eventos turísticos da Capital Manaus, como o Boi Manaus e o Carnaboi, até os dias de hoje.

A Galera
Em 1989, o jovem Arlindo Júnior assumiu o posto de Levantador de Toadas, iniciando um trabalho de evolução da galera. Até então, as galeras se limitavam a balançar bandeiras, mas durante os primeiros anos da década Arlindo fez a galera executar diversas coreografias novas com as mãos. A partir de 1996, iniciaram os chamados Medleys, mistura de vários arranjos durante os quais a galera executava coreografias com os braços que causavam grande impacto na arena. De 94 a 2000, foram 7 vitórias seguidas no item galera. Arlindo costumava dizer: "Nossas bandeiras são os nossos braços".

Os rituais
Em 1994 o Boi Bumbá Caprichoso, deu um espetáculo inesquecível com belíssimas alegorias, tudo culminando num momento mágico: o ritual indígena. Naquele ano foram encenados os rituais Unankiê, Fibras de Arumã e Urequeí.

Em 1995 foram outros três grandes rituais: Lagarta de Fogo, Templo de Monan e o inesquecível ritual Kananciuê, que mostrava um Urubú-Rei lutando com o pajé, Valdir Santana. Durante esse ritual, a Marujada parou e pela primeira vez houve texto em uma apresentação de ritual: o pajé perguntava "onde está a luz" e o urubu-rei respondia "eu não sei". No momento em que o urubu foi derrotado, um espetáculo pirotécnico saiu de dentro da alegoria representando a libertação da luz, para delírio e êxtase da galera.

Boi Brilhante | Amazonas

Boi Brilhante | Amazonas

Boi Brilhante | Amazonas

Criado em 1982 no bairro da Praça 14 de Janeiro, o nome "Brilhante" foi decidido por sorteio. A agremiação foi legalizada perante as autoridades competentes e órgãos culturais e turísticos. A inscrição foi feita na Associação de Grupos Folclóricos do Amazonas, no dia 23 de março do mesmo ano.

A partir daí, começaram os preparativos para a apresentação do boi no Festival de Manaus. O boi de pano foi confeccionado com a colaboração de toda a comunidade. A estréia do Brilhante no Boi Manaus foi em 1999.

Em 2006, o boi passou de touro branco malhado para touro marrom, na tentativa de diferenciar o boi do rival Corre Campo, que é branco. Segundo os dirigentes do Boi, a mudança foi um sucesso e muito bem aceita pela comunidade.

O fundador do Brilhante ainda é hoje o presidente da agremiação, Sr. Vilson Santos Costa (Coca). A atual sede do boi está localizada na zona leste, no bairro São José.

Amazonas | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado do Amazonas

Amazonas | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado do Amazonas

AMAZONAS, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO ESTADO DO AMAZONAS

Geografia – Área: 1.570.745,7 km². Relevo: depressão na maior parte e faixa de planície perto do Rio Amazonas e planaltos a leste. Ponto mais elevado: pico da Neblina, na serra Imeri (2993,8 m). Rios principais: Amazonas, Icá, Japurá, Javari, Juruá, Madeira, Negro, Nhamundá, Purus, Solimões. Vegetação: floresta Amazônica. Clima: equatorial. Municípios mais populosos: Manaus (1.980.500), Parintins (125.000), Manacapuru (88.510), Coari (84.550), Itacoatiara (81.400), Tefé (73.700), Maués (46.500), Tabatinga (44.900), Iranduba (40.660), Manicoré (41.100) (2016). Hora local: -1h a leste da linha Tabatinga-Porto Acre e -2h a oeste. Habitante: amazonense.

População – 3.610.000.

Capital – Manaus. Habitante: manauara ou manauense. População: 1.980.500.

O Amazonas (AM) é o maior estado brasileiro em área e detém a maior biodiversidade do mundo. A bacia do Rio Amazonas concentra um quinto de toda a água doce do planeta. No estado estão os pontos mais elevados do Brasil: o pico da Neblina, com 3.014 metros de altitude, e o 31 de Março, com 2.994 metros, ambos na fronteira com a Venezuela. O território amazonense abriga ainda o maior número de índios do país: 101,8 mil, quase um quarto do total. Raízes indígenas e nordestinas estão presentes na culinária e na cultura da região, que tem no peixe a base de seus principais pratos, como a moqueca com postas de tucunaré ou de surubim. A maior festa do estado, o festival folclórico de Parintins, no mês de junho, atrai turistas de todo o Brasil.

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Economia do Amazonas

O Amazonas é o único estado da Região Norte em que a indústria é o principal setor da economia. O Polo Industrial de Manaus, que responde por 66,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, fabrica eletroeletrônicos, bens de informática, motos, bicicletas, químicos e concentrados de refrigerante. Entre 1994 e 2011, a economia amazonense tem o maior crescimento acumulado do país: 186%. De janeiro a setembro de 2004, a indústria do estado, com a de São Paulo, é a que apresenta o melhor desempenho no país, impulsionada principalmente pela produção de material eletrônico, equipamentos de comunicações, plástico e borracha.

O ecoturismo é o segmento econômico que mais se expande no Amazonas. Com isso, cresce também o número de hotéis de selva no estado, a maioria nos arredores de Manaus, Manacapuru e Itacoatiara. O estado é o maior produtor de borracha do Brasil. Destaca-se também a exploração da madeira, mas o corte predatório ainda é um problema. Desde os anos 1970, pelo menos 600 mil quilômetros quadrados de mata foram derrubados, uma área superior à da França. Experiências de uso racional da floresta vêm sendo feitas na região de Tefé, em Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), que preservam a fauna e a flora sem expulsar os ribeirinhos. As reservas de Mamirauá e Amanã e o Parque Nacional do Jaú somam 57,4 mil quilômetros quadrados – quase duas vezes a área da Bélgica. Entretanto, o avanço da soja começa a ameaçar a floresta no sul do estado. A maior parte do movimento de passageiros e carga está concentrada nos rios Madeira, Negro e Amazonas. O transporte aéreo é caro e o rodoviário, precário. Com baixo potencial hidrelétrico, o estado produz petróleo e gás natural. Em 2002, a Petrobras descobre uma reserva de gás natural de 6 bilhões de metros cúbicos em Itapiranga, a 200 quilômetros de Manaus. O rebanho bovino do Amazonas é o que mais cresce no país entre 2002 e 2003. A produção de carne no estado destina-se apenas ao consumo local. Mesmo assim, em setembro de 2004, a Federação Russa proíbe a importação de carne brasileira, após a descoberta de um foco de febre aftosa no município amazonense de Careiro da Várzea. Em junho, o governo russo já vetara a importação de Mato Grosso, em virtude da aparição da doença em região vizinha, no Pará. O embargo russo é suspenso em novembro apenas para a carne de Santa Catarina.

Zona Franca e Polo Industrial

Zona Franca e Polo Industrial

Instalada em Manaus, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) incentiva o setor industrial. Cerca de 450 indústrias se fixam em Manaus, formando o Polo Industrial. Após período de retração, provocado pelas crises econômica e energética nos últimos anos, o polo retoma o crescimento e impulsiona a economia do estado. O faturamento de 2011 é estimado em 35 bilhões de dólares, 18% maior que o de 2011. Apesar do crescimento de mais de 500% no volume de exportações nos últimos seis anos, apenas um décimo da produção do polo é vendido para o exterior. Pelo texto anterior da Constituição, os incentivos da Zona Franca de Manaus encerravam em 2023. Em março de 2015 o Executivo de prorroga até 207.

Índices sociais – O Amazonas tem baixa densidade demográfica. A maior parte dos municípios fica à beira dos rios, e nas áreas periodicamente alagadas é comum a construção de casas sobre palafitas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 a mortalidade infantil registrada no estado é de 16,8 por mil crianças nascidas vivas.

Capital – Em Manaus, há marcos arquitetônicos do período áureo da borracha, como o Teatro Amazonas, construído com materiais nobres importados de várias partes do mundo, no fim do século XIX. Com a criação da Zona Franca de Manaus, a cidade se transforma em grande polo de atração, abrigando metade dos habitantes do estado. Essa concentração traz vários problemas sociais, como altos índices de violência e prostituição infantil, déficit de moradia e precariedade nos serviços de saúde.
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História do Amazonas

Até meados do século XVIII, quase toda a atual Amazônia brasileira pertencia à América hispânica. Nessa época, é praticamente desconhecida, sendo visitada apenas por missionários e aventureiros, alguns enviados em expedições oficiais. Portugueses e espanhóis exploram apenas as "drogas do sertão" – madeiras, resinas, ervas e condimentos –, nenhuma delas de importância econômica significativa. Isso explica, em parte, por que a Espanha cede com relativa facilidade a imensa área a Portugal no Tratado de Madri, de 1750. Desde essa época até meados do século XX, o Amazonas tem dificuldade para romper o modelo extrativista que está na base de sua ocupação. Em 1669, o capitão português Francisco da Mota Falcão funda o pequeno forte de São José do Rio Negro, núcleo inicial do que é hoje a cidade de Manaus. Ele se torna o foco de expansão para o povoamento da Amazônia, com a possibilidade de subida do rio Negro. Em 1757, a região é transformada em capitania de São José do Rio Negro, e nas décadas seguintes constroem-se fortalezas para sua defesa. Com a independência, a capitania integra-se à província do Pará e se envolve nas lutas da Cabanagem, entre 1835 e 1840. Em 1850, o governo imperial cria a província do Amazonas, com capital em Manaus.

Ciclo da borracha

Ciclo da borracha 

Em 1866, quando cresce a importância da borracha para a economia local, o rio Amazonas é aberto à navegação internacional. Os seringais amazônicos atraem dezenas de milhares de migrantes, sobretudo nordestinos, para a coleta do látex. Tornam-se também objeto de interesse de grandes companhias estrangeiras. Entre 1890 e 1910, a produção de borracha do Amazonas corresponde a mais de 40% do total mundial. A população multiplica-se, a exportação da borracha chega a se igualar à do café e a economia cresce rapidamente. Em cerca de 50 anos, a população salta de 57.610 (Censo de 1872) para 1.439.052 habitantes (Censo de 1920). Chamada de Paris dos Trópicos, Manaus transforma-se em uma metrópole de estilo europeu – é a segunda cidade do país a instalar iluminação elétrica. Esse desenvolvimento não dura muito. Na década de 1910 e na de 1920, em razão da concorrência asiática, a borracha amazônica perde mercado, e a economia regional entra em rápido declínio. Depois do ciclo da borracha, a construção da rodovia Belém-Brasília, no fim dos anos 1950, é o primeiro passo para romper o isolamento e a estagnação econômica do estado. Em 1967 é instituída a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), com o objetivo de estabelecer um polo industrial integrado ao mercado nacional, incentivado pela redução dos impostos de importação e exportação. Na esteira do Polo Industrial da Zona Franca, desenvolvem-se o comércio, o turismo e a hotelaria, com a criação de aproximadamente 100 mil empregos.

Integração – No início da década de 1970 começa a ser estabelecido, por meio do Plano de Integração Nacional, um programa que prevê a construção de estradas, a ocupação planejada e o incentivo fiscal à instalação de empresas no estado. É dessa fase a criação de agrovilas ao longo das novas estradas, que atraem milhares de migrantes, especialmente das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul. A maioria dos projetos, porém, não dá certo. O solo da região, depois da retirada das árvores, raramente se mostra adequado à agricultura. Grande parte das estradas fica completamente abandonada e é engolida de novo pela floresta. É o caso da Transamazônica (BR-230), planejada para cruzar o estado de leste a oeste e conectá-lo à Região Nordeste. Atualmente, a rodovia fica transitável em apenas um pequeno trecho, durante a época da seca. A partir de meados dos anos 1980, a Zona Franca de Manaus começa a declinar, em decorrência do corte de incentivos, da queda de produção e da baixa demanda de mão-de-obra. Esse cenário se mantém nos anos 1990.

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Zona Franca de Manaus

Zona Franca de Manaus

Zona Franca de Manaus
Zona Industrial localizada na cidade de Manaus, estado brasileiro do Amazonas. Para incentivar o desenvolvimento da região, essa zona industrial tem uma série de incentivos fiscais. A Zona Franca de Manaus – ZFM, é uma área de livre comércio, com incentivos fiscais especiais, criada em 1967, com o objetivo de formar um parque industrial e comercial para permitir o desenvolvimento da Amazônia, que, por seu afastamento dos grandes centros de consumo do país, não conseguia desenvolver atividades industriais. A renúncia fiscal do governo seria por contrapartida a criação de empregos e o aumento das receitas em divisas. Ao longo dos anos,a política que se praticou na ZFM deturpou muito a função que lhe havia sido atribuída. Na origem, era uma plataforma para exportação; hoje está transformada em centro de distribuição de produtos importados para o mercado interno, apoiado num sistema de incentivos fiscais e de contrabando. Em 1998, a Zona Franca deixou de recolher cerca de 2,5 bilhões de reais em Imposto de Importação e Imposto de Sobre Produtos Industrializados. Esse valor representa aproximadamente 14,5% de toda a renúncia fiscal do país. Com a implantação da Zona Franca de Manaus, a Amazônia Ocidental deixou de ser apenas sinônimo de contemplação, como maior floresta tropical do planeta, para ser, também, conhecida mundialmente pelo padrão de qualidade dos produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM), base de sustentação do modelo Zona Franca de Manaus, que abriga também um distrito agropecuário e um polo comercial. Pelo texto atual da Constituição, os incentivos da Zona Franca de Manaus encerram em 2023. A sugestão do Executivo de prorrogá-los até 2073.

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