Libéria | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Libéria

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Libéria | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Libéria


Geografia: Área: 111.369 km². Hora local: +3h. Clima: equatorial chuvoso. Capital: Monróvia. Cidades: Monróvia (620.200), Zwedru (38.300), Buchanan (28.300), Yekepa (23.500), Harper (21.000).

População: 4,1 milhões; nacionalidade: liberiana; composição: grupos étnicos autóctones 95% (principais: capeles 19%, bassas 15%), américo-liberianos 3%, outros 2%. Idiomas: inglês (oficial), línguas regionais. Religião: crenças tradicionais 42,9%, cristianismo 39,3% (independentes 17,1%, protestantes 13,6%, outros 15,9% - dupla filiação 7,3%), islamismo 16%, sem religião 1,5%, bahaísmo 0,3%. Moeda: dólar liberiano

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU, UA. Embaixada: 5201, 16th Street NW, Washington D.C. 20011, EUA; site na internet: www.liberiaemb.org.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 13 condados. Partidos: Patriótico Nacional (NPP) (ex-Frente Patriótica Nacional, NPFL), da Unidade (UP), de Ação Liberiano (LAP). Legislativo: bicameral – Senado, com 26 membros; Casa dos Representantes, com 64 membros. Constituição: 1986.

Fundada por ex-escravos norte-americanos – seu nome significa "país dos libertos" –, a Libéria é uma das duas nações da África não colonizadas por europeus (a outra é a Etiópia). Os descendentes de escravos (3% da população) formam a elite do país – a mais antiga república africana. A maior parte dos habitantes vive na pobreza, e são altas as taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil. A situação é agravada pela instabilidade e pelas guerras civis desde 1989 e pelo embargo que atinge a Libéria, acusada de contrabandear diamantes retirados da vizinha Serra Leoa. Boa parte dos recursos do país vem do registro de navios de todo o mundo com a bandeira liberiana, graças a um regime fiscal vantajoso aos proprietários.

LIBÉRIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA LIBÉRIA

História da Libéria

Bandeira da LibériaOs portugueses, no século XV, são os primeiros europeus a chegar à região da atual Libéria, que batizam de Costa da Pimenta (ou dos Grãos). Em 1821, a Sociedade Americana de Colonização compra o território, que pertencia a Serra Leoa, a fim de enviar para lá escravos libertos norte-americanos. O primeiro grupo chega em 1822 e funda Monróvia. Em 1847, Joseph Jenkins Robert, governador da comunidade de negros norte-americanos na Libéria, proclama a independência e torna-se o primeiro presidente. No século XX, empresas dos Estados Unidos (EUA) exploram borracha, ferro e diamante. No fim dos anos 1970, cresce a oposição ao governo. Em 1980, o sargento Samuel Doe executa o presidente William Tolbert Jr. e suspende a Constituição. Doe é eleito presidente em 1985, depois de proibir a participação de opositores no pleito. Em 1989, guerrilheiros da Frente Patriótica Nacional (NPFL), liderada por um ex-integrante do governo, Charles Taylor, iniciam a luta contra o regime.

Monróvia, Capital da Libéria
Monróvia, Capital da Libéria

Guerra civil
- O presidente Doe é preso e executado em 1990 por uma dissidência da NPFL, a Frente Patriótica Nacional Independente (INPFL). Novos grupos armados também passam a disputar o governo. Amos Sawyer é eleito presidente provisório, em conferência realizada em 1991, e aceita o envio de uma tropa de paz da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) ao país, a fim de desarmar os rebeldes. Um acordo de paz, em 1993, leva à criação do Conselho de Estado da Libéria, órgão executivo de transição formado por representantes das facções em luta e do governo. O conselho assume o poder em 1994, mas não consegue estabelecer um acordo entre as partes.

Redemocratização - Em 1996, Ruth Perry assume a presidência do Conselho de Estado, com apoio o da Ecowas. A desmobilização e o desarmamento da guerrilha são feitos com sucesso. Taylor dissolve a NPFL, que passa a se chamar Partido Patriótico Nacional (NPP). Em 1997, Taylor vence por larga margem a eleição presidencial, considerada legítima por observadores internacionais. O número de mortos na guerra civil é estimado em 150 mil. A normalização da situação permite a volta de 200 mil refugiados. Em 2000 pioram as relações com Guiné e Serra Leoa, acusados pela Libéria de abrigar grupos rebeldes. Ao mesmo tempo, EUA e Reino Unido afirmam que a Libéria apóia a Frente Revolucionária Unida (RUF), grupo armado de oposição ao governo de Serra Leoa, em troca de diamantes. Em outubro, Libéria, Guiné e Serra Leoa iniciam conversações sobre os conflitos, com a mediação de outros países da região.

Em 2001, a Organização das Nações Unidas (ONU) acusa o governo liberiano de dar apoio à RUF em troca de diamantes e impõe sanções econômicas ao país. Em 2002, a guerrilha da organização Liberianos Unidos pela Reconciliação e a Democracia (Lurd) avança contra o regime.

Novo governo - Em março de 2003 surge um novo grupo armado, o Movimento pela Democracia na Libéria (Model). Taylor é indiciado em junho pela Corte Especial da ONU para Serra Leoa por crimes de guerra no país vizinho. Em meados do ano, os rebeldes chegam à capital, Monróvia, obrigando Taylor a entregar a Presidência ao vice, Moses Blah, em agosto, e se exilar na Nigéria. Ecowas e EUA enviam tropas, que assumem o controle da capital. Blah, os dois grupos rebeldes e a oposição acertam a formação de um governo provisório, chefiado por Gyude Bryant, empresário e líder da Igreja Episcopal. A ONU decide enviar em setembro uma força de paz de até 15 mil homens (a maior no mundo). Em dezembro, as tropas da ONU começam o desarmamento dos antigos combatentes, estimados em 40 mil.

Coalizão ampla - Em março de 2004, Bryant anuncia uma formação ampla para o governo, com representantes dos grupos Model e Lurd, do antigo governo, dos 18 partidos legais e da sociedade civil. No mesmo mês, o Conselho de Segurança (CS) da ONU decide congelar os bens do ex-presidente Taylor. Mas em outubro de 2004 Monróvia é palco de distúrbios de massa por vários dias, nos quais prédios são incendiados e 16 pessoas morrem. O governo acusa ex-combatentes pela violência. No fim do ano, a ONU afirma que 50 mil refugiados da guerra civil já voltaram ao país, mas ainda faltam 340 mil.

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