Samoa, Aspectos Gerais de Samoa

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Samoa, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Samoa

SAMOA - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DE SAMOAGeografia – Área: 2.831 km². Hora local: -8h. Clima: tropical. Capital: Ápia. Cidade: Ápia (35.100) (2016).

População – 190 mil (2016); nacionalidade: samoana; composição: samoanos 93%, descendentes de polinésios e europeus 7%. Idiomas: inglês, samoano (oficiais). Religião: cristianismo 96,6% (protestantes 71,1%, católicos 21,9%, outros 13,5% -dupla filiação 9,9%), bahaísmo 2,3%, sem religião 1,1%. Moeda: tala.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, ONU. Embaixada: Missão Permanente de Samoa junto às Nações Unidas. 800, Second Avenue, suite 400J, New York, NY 10017, EUA.

Governo – Monarquia parlamentarista. Div. administrativa: 11 distritos. Chefe de Estado: Malietoa Tanumafili II (vitalício; a Constituição estabelece que após sua morte o chefe de Estado será eleito pelo Parlamento) (desde 1962). Partidos: da Proteção dos Direitos Humanos (HRPP), do Desenvolvimento Nacional de Samoa (SNDP). Legislativo: unicameral – Assembléia Legislativa, com 49 membros. Constituição: 1962.

Localizado na Oceania, o arquipélago de Samoa (ex-Samoa Ocidental) é composto de nove ilhas. As duas maiores – Upolu e Savai’i – abrigam a maioria da população. A ameaça de destruição das florestas tropicais leva ao desenvolvimento de programas de proteção ambiental nos últimos anos. O país tem como fontes de renda o turismo, os serviços financeiros e a remessa de dinheiro por parte dos samoanos emigrados. A sociedade organiza-se em clãs, cujos chefes compõem a maior parte do Legislativo, e é grande a influência da religião cristã. As ilhas Samoa foram o último refúgio do romancista Robert Louis Stevenson, autor de A Ilha do Tesouro.

Bandeira de SamoaHistória de Samoa

O arquipélago de Samoa, habitado por povos polinésios desde 1000 a.C, é alcançado pelos holandeses em 1722. A colonização só começa no século XIX. Um tratado de 1899 entrega Samoa Ocidental à Alemanha e Samoa Oriental aos Estados Unidos (EUA). Em 1914, no início da I Guerra Mundial, Samoa Ocidental é ocupada pela Nova Zelândia. Após a guerra, o governo neozelandês transforma as ilhas em protetorado, por decisão da Liga das Nações. A grande epidemia de gripe (1918-1919) aumenta a insatisfação com o domínio estrangeiro. A doença mata 22% da população de Samoa, e a Nova Zelândia é acusada de falta de cuidados. Em 1962, Samoa Ocidental torna-se a primeira nação polinésia independente e tem dois reis. Em 1963, com a morte de Tapua Tamasese Meaole, Malietoa Tanumafili II vira chefe de Estado vitalício.

Ápia, Capital de Samoa
Ápia, Capital de Samoa
Mudança de nome – Em 1997 é aprovada a mudança de nome para Samoa. A decisão desagrada a Samoa Americana – território dos EUA –, cujo Parlamento decide seguir chamando o vizinho de Samoa Ocidental. O primeiro-ministro, Tofilau Eti Alesana, renuncia em 1998, por problemas de saúde, e é substituído pelo vice, Tuila’epa Sailele Malielegaoi. Em 1999 é assassinado o ministro de Serviços Públicos, Luagalau Levaula Kamu. Dois outros ministros e o filho de um deles são condenados à morte pelo crime, mas têm a pena comutada para prisão perpétua. O motivo do assassinato, segundo a investigação, foi a tentativa de evitar a denúncia de casos de corrupção. Relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2000, inclui Samoa entre os países suspeitos de favorecer a lavagem de dinheiro.

Nas eleições de 2001, o HRPP conquista 22 das 49 cadeiras do Parlamento, contra 13 do Partido do Desenvolvimento Nacional de Samoa (SNDP). Posteriormente, o HRPP aumenta sua bancada para 28 parlamentares. Tuila’epa Sailele Malielegaoi é reeleito primeiro-ministro. Em 2002, a Nova Zelândia apresenta pedido formal de desculpa a Samoa por maus-tratos infligidos no período colonial. No mesmo ano, a OCDE retira o país da lista de paraísos fiscais. Em março de 2003 são realizadas manifestações, em Samoa e na Nova Zelândia, reivindicando que samoanos retomem o direito a obter cidadania neozelandesa. O Parlamento abole a pena de morte em janeiro de 2004.

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