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Biografia de Camões


Biografia de Camões


Biografia de CamõesLuís de Camões nasceu por 1524 ou 25, provavelmente em Lisboa. Seus pais eram Simão Vaz de Camões e Ana de Sá.

Tudo parece indicar, embora a questão se mantenha controversa, que Camões pertencia à pequena nobreza. Um dos documentos oficiais que se lhe refere, a carta de perdão datada de 1553, dá-o como «cavaleiro fidalgo» da Casa Real. A situação de nobre não constituía qualquer garantia econômica. O fidalgo pobre é, aliás, um tipo bem comum na literatura da época. São especialmente certeiras, e baseadas num estudo argutíssimo e bem fundamentado, as palavras de Jorge de Sena, segundo as quais Camões seria e se sentia «nobre» «mas perdido numa massa enorme de aristocratas socialmente sem estado, e para sustentar os quais não havia Índias que chegassem, nem comendas, tenças, capitanias, etc.».

É difícil explicar a vastíssima e profunda cultura do poeta sem partir do princípio de que frequentou estudos de nível superior. O fato de se referir, na lírica, a «longo tempo» passado nas margens do Mondego, ligado à circunstância de , pela época que seria a dos estudos, um parente de Camões, D. Bento, ter ocupado os cargos de prior do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e de cancelário da Universidade, levou à construção da hipótese de ter Camões estudado em Coimbra, freqüentando o mosteiro de Santa Cruz.

Mas nenhum documento atesta a veracidade desta hipótese; e é fora de dúvida que não passou pela Universidade.

Antes de 1550 estava a viver em Lisboa, onde permaneceu até 1553. Essa estadia foi interrompida por uma expedição a Ceuta onde foi ferido e perdeu um dos olhos.

Em Lisboa, participou com diversas poesias nos divertimentos poéticos a que se entregavam os cortesãos; relacionou-se através desta atividade literária com damas de elevada situação social, entre as quais D. Francisca de Aragão (a quem dedica um poema antecedido de uma carta requintada e subtil galanteria); e com fidalgos de alta nobreza, com alguns dos quais manteve relações de amizade. Representa-se por esta época um auto seu, El-rei Seleuco, em casa de uma importante figura da corte.

Estes contactos palacianos não devem contudo representar mais do que aspectos episódicos da sua vida, pois a faceta principal desta época parece ser aquela de que dão testemunho as cartas (escritas de Lisboa e da Índia).

Através do calão conceituoso, retorcido e sarcástico, descobre-se-nos um homem que escreve ao sabor de uma irônica despreocupação, vivendo ao deus-dará, boêmio e desregrado. Divide-se entre uma incansável atividade amatória (sem pruridos sobre a qualidade das mulheres com quem priva) e a estroinice de bandos de rufiões, ansiosos por rixas de taberna ou brigas de rua onde possam dar largas ao espírito valentão, sem preocupações com a nobreza das causas por que se batem.

Não parece, por esta época, ter modo de vida; e esta leviandade a descambar para a dissolução está de acordo com os documentos através dos quais podemos reconstruir as circunstâncias da sua partida para a Índia.

Na seqüência de uma desordem ocorrida no Rossio, em dia do Corpo de Deus, na qual feriu um tal Gonçalvo Borges, foi preso por largos meses na cadeia do Tronco e só saiu - apesar de perdoado pelo ofendido - com a promessa de embarcar para a Índia. Além de provável condição de libertação, é bem possível que Camões tenha visto nesta aventura - a mais comum entre os portugueses de então - uma forma de ganhar a vida ou mesmo de enriquecer. Aliás, uma das poucas compatíveis com a sua condição social de fidalgo, a quem os preconceitos vedavam o exercício de outras profissões.

Foi soldado durante três anos e participou em expedições militares que ficaram recordadas na elegia O poeta Simónides, falando (expedição ao Malabar, em Novembro de 1553, para auxiliar os reis de Porcá) e na canção Junto de um seco, fero, estéril monte (expedição ao estreito de Meca, em 1555).

Esteve também em Macau, ou noutros pontos dos confins do Império. Desempenhando as funções de provedor dos bens dos ausentes e defuntos, como informa Mariz?

Não é ponto assente. Mas o que se sabe é que a nau em que regressava naufragou e o poeta perdeu o que tinha amealhado, salvando a nado Os Lusíadas na foz do rio Mecon, episódio a que alude na estância 128 do Canto X.
Para cúmulo da desgraça foi preso à chegada a Goa pelo governador Francisco Barreto.



... Que modo tão sutil da natureza
(1616).
Que modo tão sutil da natureza,
para fugir ao mundo, e seus enganos,
permite que se esconda em tenros anos,
debaixo de um burel tanta beleza!
Mas esconder se não pode aquela alteza
e gravidade de olhos soberanos,
a cujo resplandor entre os humanos
resistência não sinto, ou fortaleza.
Quem quer livre ficar de dor e pena,
vendo a ou trazendo a na memória,
da mesma razão sua se condena.
Porque quem mereceu ver tanta glória,
cativo há de ficar; que Amor ordena
que de juro tenha ela esta vitória.


Denis Diderot

Denis Diderot

Denis Diderot
Relatório do oficial de polícia D'Hémery sobre o enciclopedista Denis Diderot.

"DENIS DIDEROT
Nome: Diderot, escritor, 1.º de janeiro de 1748.
Idade: 36 anos.
Local de nascimento: Langres.
Descrição: Altura mediana, fisionomia razoavelmente agradável.
Endereço: Place de l’Estrapade, em casa de um estofador.

História:
Ele é filho de um cuteleiro de Langres.

Rapaz muito inteligente, mas extremamente perigoso. Escreveu Les Pensées philosophiques, Les Bijoux e outros livros desse gênero. Também fez L’Allée des idées, que tem, manuscrito, em sua casa e prometeu não publicar. Está trabalhando num Dictionnaire encyclopédique, com Toussaint e Eidous. 9 de junho de 1749. Fez um livro intitulado Lettre sur les aveugles à l’usage de ceux qui voient. 24 de julho. Foi preso e levado para Vincennes por causa disto. É casado, mas teve como amante Mme. de Puysieux, durante algum tempo. Ano de 1749.

Autor de livros contra a religião e a boa moral. Denis Diderot, nativo de Langres, escritor vivendo em Paris. Entrou no calabouço de Vincennes em 24 de julho de 1749; liberado do calabouço, foi preso no castelo, por ordem emitida em 21 de agosto. Saiu em 3 de novembro do mesmo ano. Por ter escrito um trabalho intitulado: Lettre sur les aveugles à l’usage de ceux qui voient clair (e também) Les bijoux indiscrets, Pensées philosophiques, Les Moeurs, Le Sceptique ou l’allée des edées, L’Oiseau blanc, conte bleu etc. É um rapaz que brinca com a inteligência e se orgulha de sua irreligiosidade; muito perigoso; fala dos sagrados mistérios comdesdém. Diz que, quando chegar ao fim de sua vida, vai confessar-se e receber (em Comunhão) o que eles chamam de Deus, mas não por qualquer obrigação; simplesmente, por respeito para com sua família, para não ser criticada pelo fato de ele ter morrido sem religião."

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Beato Dom André Jacinto Longhin

Beato Dom André Jacinto Longhin

Beato Dom André Jacinto Longhin
(22/11/1863–26/06/1936=72 anos 07 meses 04 dias)
  • Ordenação Sacerdotal = 19/06/1886 = 22anos06meses27dias
  • Ordenação Episcopal = 17/04/1904 = 40anos04meses26dias
ANDRÉ JACINTO LONGHIN nasceu no dia 22 de Novembro de 1863, na localidade de Fiumicello di Campodarsego, Pádua (Itália) e foi batizado com o nome de Jacinto Boaventura. Entrou no Convento dos Capuchinhos em Veneza e vestiu o hábito religioso recebendo o nome de André (1879); depois dos estudos propedêuticos, emitiu os votos da profissão perpétua em 1883, completou os estudos teológicos e foi ordenado Sacerdote em 19 de Junho de 1886.

Em seguida, foi diretor espiritual e professor no seminário dos Capuchinhos em Údine, em Pádua e em Veneza; examinador sinodal do Patriarcado de Veneza; e Superior da Província Veneta. Depois, no dia 17 de Abril de 1904, foi ordenado Bispo residencial de Treviso, dando imediatamente início à visita pastoral da Diocese. Em seguida, entre outras coisas, presidiu a uma peregrinação a Lourdes, assistiu os operários na formação do seu sindicato, promulgou o Sínodo diocesano (o que veio a constituir a sua obra-prima pastoral), celebrou o V Congresso Eucarístico diocesano e presidiu ao I Congresso catequético diocesano.

Tendo sido nomeado Arcebispo Titular de Patrasso a 4 de Outubro de 1928, começou a sentir as primeiras manifestações de arteriosclerose e, em 1935, perdeu totalmente a vista, pondo termo à sua dinâmica atividade pastoral. D. André Jacinto Longhin faleceu serenamente, no dia 26 de Junho de 1936 e, nesse mesmo ano, os seus restos mortais foram transferidos do cemitério da cidade, para a Catedral de Treviso onde, em 1964, foi introduzida a sua causa de beatificação. Depois da declaração das suas virtudes "heróicas", ocorrida em 1998, publicou-se também o Decreto com que se reconhecia o milagre alcançado pela sua intercessão (2000), abrindo definitivamente as portas para a proclamação da sua bem-aventurança celestial.

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Beato Inácio Maloyan

Beato Inácio Maloyan

Beato Inácio MaloyanInácio Maloyan

19/04/1869 – 13/06/1915=46 anos 01 mes 25 dias.

Choukrallah Maloyan nasceu em Mardin, atualmente, Turquia, no dia 19 de abril de 1869, filho de pais cristãos piedosos. Desde criança, dedicava-se a oração, a caridade e a penitência. Recebeu boa formação acadêmica e religiosa, sendo fluente nas línguas: árabe e turca. Descobrindo a sua inegável vocação para o sacerdócio, em 1883 o Arcebispo da Comunidade armênio-católica enviou-o para estudar a religião no Líbano.

Estudos estes interrompidos por cinco anos, quando voltou para cuidar da saúde na sua cidade natal. No ano de 1901 já curado retomou os estudos de filosofia e teologia no Líbano. Tornou-se membro do Instituto do Clero Patriarcal de Bzommar e, em 1896, recebeu a ordenação sacerdotal, tomando o nome de Inácio, a exemplo do seu Santo de devoção.

Logo foi nomeado pregador dos sacerdotes e seminaristas do convento de Bzommar e depois foi enviado para o apostolado no Egito. Em seguida, em Istambul, Turquia foi eleito secretário-geral do Patriarca, e agraciado com o título de arciprete. Depois de alguns anos no Egito, regressou a Mardin, onde continuou o seu abnegado trabalho e, por isso, foi nomeado administrador dos assuntos temporais e espirituais dessa Eparquia, uma vez que o Bispo tinha renunciado ao posto.
Em 1911 viajou para Roma como secretário-geral do Sínodo dos Bispos armênio-católicos. No mesmo ano, foi nomeado Bispo de Mardin, uma das Eparquias armênio-católicas mais importantes.

Nesta Sede desempenhou um ministério exemplar, melhorando o nível educativo, cultural e religioso das escolas da comunidade armênia e difundiu um espírito de grande piedade. Propagou em todas as paróquias de sua diocese o amor e devoção ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado Coração e à Santíssima Virgem Maria.

O seu patriotismo não passou despercebido ao sultão do Império otomano, que o condecorou com a Legião de Honra. Durante a guerra, os soldados turcos invadiram as igrejas, semearam o terror, aprisionaram e torturam pessoas inocentes, provocando o vigoroso protesto do bispo Maloyan, que exortava os seus sacerdotes à rezar pedindo a proteção de Deus.

Preso de maneira arbitrária quando o governo decidiu acabar com os cristãos na Turquia, foi induzido a professar a fé no Islã, mas respondeu energicamente: "Nunca renegarei Cristo, nem os ensinamentos da Igreja católica, à sombra da qual cresci e da qual, sem ser digno, fui um dos seus ardorosos discípulos", provocando a fúria dos presentes.

Torturado cruelmente na prisão, foi morto no dia 13 de junho de 1915. Porém, antes de partir para a casa do Pai, tomou algumas migalhas de pão, consagrou-as e deu-as aos seus companheiros como Corpo de Cristo. O Papa João Paulo II beatificou Inácio Maloyan em 2001, e indicou o dia de sua morte para a sua veneração litúrgica.

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Antonio (Anton) Maria Schwartz

Antonio (Anton) Maria Schwartz

28/02/1852 – 15/09/1929=77 anos 06 meses 17 dias.
Anton, para nós Antonio nasceu na humilde e cristã família Schwartz, no dia 28 de fevereiro de 1852, em Baden, Áustria Era o quarto dos treze filhos, seu pai era um simples operário, sem profissão definida, enquanto sua mãe cuidava da casa e dos filhos, que estudavam na escola paroquial dessa cidade.

Aos quinze anos ficou órfão de pai, vivendo uma grave crise pessoal, que durou dois anos. Em 1869, recuperado, foi estudar na escola popular gratuita dos padres piaristas. Alí conheceu a obra do fundador São José Calasanz, tornando-se um seu devoto extremado.

Mas três anos depois, as atividades das escolas pias e da própria Ordem, foi suspensa na Áustria. Para completar sua formação, ingressou no seminário diocesano, pois queria seguir a vida religiosa. Nessa época passou por duas graves enfermidades, ambas curadas, segundo ele, por intercessão de Nossa Senhora.

Em 1875 ordenou-se sacerdote e assumiu o segundo nome. O Padre Antonio Maria Schwartz foi capelão por quatro anos, depois viajou à Viena, para promover assistência espiritual aos doentes nos hospitais das Irmãs da Misericórdia de Schshaus. Além disso, começou a orientar na religião, os operários e os jovens aprendizes em formação profissional. Tomando como base suas raízes humildes, percebeu as necessidades desses operários. Para lhes proporcionar apoio e orientação, fundou a "União dos aprendizes católicos sob a proteção de São José Calasanz", empreendendo uma intensa atividade pastoral. Sem, contudo, ter abandonado a assistência que prestava aos doentes nos hospitais.

Após quatro anos pediu ao Cardeal de Viena que apoiasse essa Obra, mas este mostrou que não tinha com que financia-la. Por isso Padre Antonio Maria adoeceu literalmente, tanto que precisou dos cuidados as Irmãs da Misericórdia. Dois anos. Esse foi o tempo necessário para o Cardeal dar seu apoio e ajuda, permitindo que ele ficasse apenas com o apostolado junto aos operários e aprendizes.

Padre Antonio Maria recuperou o entusiasmo e com total dedicação, em 1888 criou o "Artesanato cristão", um jornal para os artesãos e operários, que escreveu durante um longo tempo sozinho. Também buscou e conseguiu os meios para construir a primeira "igreja para os operários de Viena", um templo humilde e escondido pelas casas populares. Foi nessa igreja que, para melhor assisti-los fundou, a "Congregação dos Pios Operários", adotando a regra de São José de Calasanz, ainda hoje florescente.

Ele vivificou sua Obra com valentia cristã durante quarenta anos. O "Apóstolo Operário de Viena" que dividia opiniões permaneceu sempre fiel a si mesmo e à Igreja de Cristo. Seus passos foram corajosos e chegou ao Parlamento, para conseguir lugares de formação profissional para os jovens e para o justo repouso dominical dos operários.

Morreu em 15 de setembro de 1929, em Viena, Áustria. O Papa João Paulo II o proclamou Beato Antonio Maria Schwartz, em 1998, designando a data da morte para a homenagem litúrgica.

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São Tomé | Apóstolo de Jesus Nascido em Israel

São Tomé | Apóstolo de Jesus Nascido em Israel

São Tomé | Apóstolo de Jesus Nascido em Israel São Tomé

Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus. Nascido em Israel, esse santo é conhecido injustamente como incrédulo em consequência da sua necessidade de "ver para crer". Sua incredulidade é considerada uma fraqueza humana diante da misericórdia de Deus.

Apesar de não ser quase lembrado na Bíblia, suas participações e indagações são sempre exaltadas pelas boas respostas que recebeu de Jesus. Jesus reuniu os discípulos e os preparava para os grandes acontecimentos que estavam por vir, quando disse em tom de despedida: "Para onde eu vou vocês sabem e sabem também o caminho".

Enquanto todos estavam calados de emoção, São Tomé disse: "Senhor, nós não sabemos para onde vais e como poderemos conhecer o caminho ?" Jesus lhe respondeu: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vocês me conhecem, conhecerão, também, meu Pai. Desde este momento vocês o conhecem".

Outro episódio retrata ainda mais a descrença de Tomé e é considerado o mais importante deles, porque é durante este período que Tomé tem a resposta definitiva para as suas interrogações. Na Páscoa, quando Jesus aparece pela primeira vez aos apóstolos, Tomé, que não estava presente, disse que só acreditaria na ressurreição do Senhor quando visse com os próprios olhos e colocasse a mão em suas chagas.

Uma semana após a primeira aparição, Jesus surge de novo entre os apóstolos, desta vez na presença de Tomé, e pede que ele constaste por si próprio as margens de sua Paixão. Tomé exclama: "Meu Senhor e meus Deus" e Jesus lhe responde: "Acreditaste porque viste; felizes os que hão de acreditar sem ter visto".

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Carmen Miranda e as Frutas na Cabeça


Carmen Miranda e as Frutas na Cabeça


Carmen Miranda
Carmen Miranda

O que seria da Carmen Miranda sem aquela penca de frutas na cabeça! É bom estar com as coisas certas no momento certo, mas nada tem efeito sem a prévia preparação para demonstrar sua competência. Existe um “Nescau” característico para que cada tipo de pessoa crie paciência e disposição de aguardar momentos oportunos, mesmo sem a certeza do quando.

Não sei se você lembra, daqueles dias perfeitos, que desde o inicio da manhã até o recolher para o sono da noite, tudo deu certo e foi resumido com aquela sensação do dever cumprido e muita satisfação. Estes dias existem e raramente dependem dos outros, mas da sua vontade de querer e estar preparado para buscá-los.

Carmen Miranda e as Frutas na CabeçaPenso que existe um “fator up” disponível dentro de nós, possível de se tornar aparente através de um equilíbrio físico e mental a ser conquistado diante de um espelho, com a pratica repetida de se olhar até gostar do que está vendo. Fazendo com que um dia passe a beijar a sua própria imagem, criando a certeza de que tudo realmente vale a pena. Esse é o ponto de partida, pois somos exatamente o reflexo do que queremos ser e conquistas dependem da preparação constante do que propomos e acreditamos, para que a forma seja a mágica surpresa que defina um meio ideal de estabelecimento entre as relações e aceitação, para que outros enxerguem a sua parte espelho dentro deles.

Foi assim que o mundo começou e assim que a humanidade procura selecionar o sucesso do fracasso, distinguindo os bons dos maus atores, procurando identificar não só aqueles que sabem, mas que falam com a alma, de dentro para fora, com mais emoção, não deixando duvidas pelos argumentos, simplesmente convencendo.

Não é incomum que pessoas determinadas consigam seus objetivos, mas nessa caminhada normalmente existem tantos “não” pelos trajetos, que muitas vezes acabamos por perder os rumos, encontrando trilhas que não levam a lugar nenhum.

Nosso equilíbrio, mental e físico, deve estar adequado para enfrentar dificuldades, esperando pouca receptividade dos outros, poucos sorrisos, pois geralmente o que buscamos sempre está acima, e em locais aonde as pessoas, pela própria posição, serão mais tocadas quando conseguirem perceber as suas ações.

Carmen Miranda

Oportunidades não aparecem, são criadas, e assim como Carmen Miranda, sua mão tem que estar sempre levantada, e sua mente disposta e alimentada pelo treinamento da persistência para agüentar esperas e resultados. Quase nunca ganhamos nas primeiras tentativas, mas nos raros encontros aonde quebramos os formalismos através da introdução de afinidades que permitam que o outro lado pense decisóriamente ao seu favor.

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Papa Sisto IV (Francesco Della Rovere)


Papa Sisto IV (Francesco Della Rovere)

Papa Sisto IV (Francesco Della Rovere)
Francesco della Rovere, papa Sisto IV (1414 - 1484)

Papa católico (1471-1484) nascido em Cella Ligure, perto de Savona, república de Gênova, cujo papado caracterizou-se pelo patrocínio às letras e às artes e também por intrigas, conspirações e atos de nepotismo. Membro de uma família aristocrática, ingressou na ordem franciscana, onde se doutorou em teologia e ocupou a função de ministro-geral. Cardeal (1467), sucedeu ao papa Paulo II (1471), numa época em que perdia força o ideal das cruzadas contra os turcos e as relações entre o papado e a França eram tensas, pois o rei Luís XI sustentava a independência da igreja francesa, e fracassaram as tentativas de unir as igrejas russa e romana. Entre concessões de privilégios e envolvimento em escândalos e conspirações, como um fracassado atentado contra Lourenço o Magnífico e a excomunhão, até a incitação de conflitos entre províncias como Veneza, Nápoles e Milão, que mantiveram a Itália em situação caótica. Neste complexo contexto da Itália renascentista, o papado foi marcado pela transformação em principado italiano. No catolicismo instituiu a festa da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro, e anulou formalmente os decretos do Concílio de Constança (1478). Condenou os abusos da Inquisição espanhola (1482) e garantiu inúmeros privilégios às ordens mendicantes, sobretudo à dos franciscanos, à qual pertencia. Fundou a primeira casa para menores abandonados e edificou numerosas igrejas, como a Santa Maria del Popolo e a Santa Maria della Pace. Promoveu importantes obras públicas e comissionou grandes artistas, como Botticelli e Pollaiuolo. Protegeu os humanistas e enriqueceu a Biblioteca Vaticana, que franqueou aos pesquisadores. Sua principal obra arquitetônica foi a célebre capela Sistina.

Papa Sisto IV
(1414 - 1484) Francesco della Rovere. Papa genovês da igreja católica apostólica romana (1471-1484) nascido em Cella Ligure, perto de Savona, república de Gênova, cujo papado caracterizou-se pelo patrocínio às letras e às artes e também por intrigas, conspirações e atos de nepotismo. Membro de uma família aristocrática, ingressou na ordem franciscana, onde se doutorou em teologia e ocupou a função de ministro-geral. Cardeal (1467), sucedeu ao papa Paulo II (1471), numa época em que perdia força o ideal das cruzadas contra os turcos e as relações entre o papado e a França eram tensas, pois o rei Luís XI sustentava a independência da igreja francesa, além de fracassarem as tentativas de unir as igrejas russa e romana. Entre concessões de privilégios e envolvimento em escândalos e conspirações, como um fracassado atentado contra Lourenço o Magnífico e a sua excomunhão, até a incitação de conflitos entre províncias como Veneza, Nápoles e Milão, que mantiveram a Itália em situação caótica. Neste complexo contexto da Itália renascentista, o papado foi marcado pela transformação em principado italiano. No catolicismo instituiu a festa da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro, e anulou formalmente os decretos do Concílio de Constança (1478). Condenou os abusos da Inquisição espanhola (1482) e garantiu inúmeros privilégios às ordens mendicantes, sobretudo a dos franciscanos, à qual pertencia. Criou a primeira casa para menores abandonados e edificou numerosas igrejas, como a Santa Maria del Popolo e a Santa Maria della Pace. Promoveu a construção de importantes obras públicas e comissionou grandes artistas, como Botticelli e Pollaiuolo. Protegeu os humanistas e enriqueceu a Biblioteca Vaticana, que franqueou aos pesquisadores. Sua principal obra arquitetônica foi à construção da célebre Capela Sistina.

21/07/1414 Nascimento de Francesco della Rovere (Papa Sisto IV)

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Isaac, Isaque ou Yitzhak

Isaac, Isaque ou Yitzhak

Isaac, Isaque ou YitzhakIsaac, Isaque ou Yitzhak (יצחק significando literalmente "Ele vai rir") é um patriarca bíblico, o filho e herdeiro de Abraão e pai de Jacob e Esau. A sua história é contada no livro do Gênesis. Isaac recebeu este nome porque quando a sua mãe Sarah ouviu por acaso que ela iria ter um filho apesar da sua idade avançada, ela riu (Genesis 18:10-15, 21:6-7).

Quando ainda pequeno, Isaac foi instrumento da maior prova de fé de Abraão, quando Deus ordenou que ele levasse Isaac ao alto de uma colina para sacrificá-lo. Ao ver que Abraão, resignado e com uma faca pronta para cortar o pescoço de seu filho, Deus mandou um anjo a segurar sua mão.

A história de Isaac na Bíblia contém muitos eventos similares a outros ocorridos durante a vida de Abraão. Alguns estudiosos debatem se estas coincidências seriam fruto de um recurso estilístico com a finalidade de fortalecer o laço entre ele e seu pai, ou se seriam resultado do longo período de tradição oral desde o tempo em que Isaac foi vivo até o momento em que o livro de Gênesis teria sido compilado.

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Tarsila do Amaral


Tarsila do Amaral


Tarsila do Amaral

À margem da Semana de Arte Moderna, despontaram algumas personalidades importantes, sem as quais não seria possível apresentar um quadro completo da criação modernista, pois sua obra é fundamental tanto pelo nível expressivo quanto pela originalidade da solução. E não é exagerado afirmar que entre esses criadores isolados se encontram alguns dos maiores artistas brasileiros deste século, como Tarsila do Amaral, Antônio Gomide, Celso Antônio de Meneses e Osvaldo Goeldi. Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, no interior do Estado de São Paulo. Estava perto dos trinta anos quando, em 1916, -deu início à sua carreira de artista, tornando-se aluna dos escultores Zadig e Mantovani. Em 1917 era aluna de Pedro Alexandrino, nada tendo feito que deixasse pressupor o altonível que atingiria sua pintu ra, anos mais tarde. Depois dc curto estágio no ateliê do pin tor alemão Georg Fischer Elpons, em 1920 Tarsila seguiu para a Europa, cursando por algum tempo a Academia Julian, de Paris, e o ateliê de Émile Renard, retratista da moda. Certas figuras femininas de Tarsila, executadas por volta de 1922, em pálidas cores com predomínio de azuis, evocam diretamente o estilo desse mestre, o qual teve o mérito de encorajá-la em direção à modernidade. Em 1922, Tarsila expunha em Paris, no pacato Salão dos Artistas Franceses, uma pintura que evocava o passado, sem remeter ao futuro. Nesse mesmo ano, contudo, retornando ao Brasil, decidiu modificar sua orientação estética; ao mesmo tempo, ligou-se aos intelectuais que formavam o Grupo Klaxon: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti dei Picchia e Sérgio Buarque de Holanda, entre outros. 

Logo depois formou, com os três primeiros e Anita Malfatti, o Grupo dos Cinco, de vida efêmera; em 1923 encontrava-se de novo em Paris para estudar seriamente. Em janeiro de 1923, ainda sob a influência do Impressionismo, pintou Paquita, a Espanhola. Na obra seguinte — A Negra — já se acham algumas das características que marcam sua grande obra. Por essa época, a artista começou a freqüentar os ateliês dos principais mestres cubistas. Como escreveu Sérgio Milliet, em 1924, na Revista do Brasil, "André Lhote foi o seu primeiro mestre. Com ele conheceu a necessidade de uma reação contra o boichevismo impressionista. Lhote, pintor secundário, é excelente professor. Traço de união entre o cubismo e o academismo. Seu segundo mestre foi Fernand Léger. Mais um passo para a frente: mecanismo da vida moderna, assunto novo, síntese, ritmo, movimento. Quis, porém, conhecer os requintes da nova tendência e dirigiu-se a Albert Gleizes. Geometria, abstração do objeto, criação. Passou pelas três fases do cubismo. Convinham-lhe todas parcialmente. E continuou a ser Tarsila do Amaral". Ao mesmo tempo que seu espírito se abria e amadurecia, Tarsila conhecia Picasso e De Chirico, Brancusi, Manuel de Falia, Stravinsky, André Breton, Cendrars, John dos Passos e outros plasmadores da arte do século XX. Em 1924, durante uma viagem às cidades históricas de Minas Gerais, em companhia de Oswald de Andrade e do poeta Blaise Cendrars, Tarsila descobriu o Bra-sil: as obras que compôs nos anos seguintes constituem a fase "pau-brasil", da qual E. E. C. B. é altamente significativa. Tal fase resume-se, segundo Sérgio Milliet, em alguns poucos ingredientes: "As cores ditas caipiras, rosas e azuis, as flores de baú, a estilização geométrica das frutas e plantas tropicais, dos caboclos e negros, da melancolia das cidadezinhas, tudo isso enquadrado na solidez da construção cubista". 

Em 1926 Tarsila casou-se com Oswald de Andrade. Um dia, em 1928, surgiu-lhe, sem premeditação, um quadro diferente, início da chamada fase "antropofágica", na qual se situam seus quadros mais importantes. A própria Tarsila assim descreve o início dessa fase: "Eu quis fazer um quadro que assustasse o Oswald, uma coisa que ele não esperava. Aí é que vamos chegar no Abaporu. O Abaporu era figura monstruosa, a cabecinha, o bracinho fino, aquelas pernas compridas, enormes, e junto tinha um cacto, que dava a impressão de um sol, como se fosse também uma flor. Oswald ficou assustadíssimo e perguntou: ‘Mas o que é isso? Que coisa extraordinária!’ Ele telefonou para o Raul Bopp: ‘Venha imediatamente aqui, que é para você ver uma coisa!’ Raul Bopp foi lá no meu ateliê, na rua Barão de Piracicaba, assustou-se também. Oswald disse: ‘Isso é como se fosse selvagem, uma coisa do mato’, e o Bopp concordou. Eu quis dar um nome selvagem também ao quadro e dei Abaporu, palavra que encontrei no dicionário de Montoya, da língua dos índios. Quer dizer ‘antropófago’ ". Baseando-se nessa obra, Oswald de Andrade elaborou toda uma teoria, da qual a Revista de Antropofagia seria o órgão oficial. Em 1931 Tarsila viajou para a União Soviética, chegando a realizar, em Moscou, uma exposição individual; ao regressar, impressionada com o que lá observara, pintou alguns quadros de tema social, entre eles duas obras-primas: Operários e 2•a Classe. Essa fase social pouco duraria, pois logo em seguida a artista retornou à sua temática caipira, agora resolvida num espírito talvez mais lírico. Tais retornos de Tarsila a fases anteriores tornaram-se habituais: em 1946, pintL ras como Primavera ou Praias retomavam "o gigantismo onírico da fase antropofágica, agora imersa num lirismo novo, pontilhista quase, em meios tons"; Fazenda outras obras feitas após 1950 de novo apresentam "as tônicas da fase pau-brasil no colorido de baú, porém sensivelmente suavizado". Na verdade, concluída sua fase social dos anos 30, Tarsila repetia-se Sua última grande obra — o mural Procissão do Santíssimo em São Paulo no Século XVIII — foi-lhe encomendada em l95~ pelo Governo do Estado de São Paulo. Tarsila do Amaral faleceu a 17 de janeiro de 1973, deixando obra relativamente pequena: cerca de 250 óleos, meia dúzia de esculturas, três gravuras e umas poucas centenas de desenhos, conforme o recenseamento levado a cabo por sua biógrafa Aracy Amaral. Uma das precursoras do que se poderia chamar de pintura nacional brasileira, Tarsila soube emprestar a seus temas um lirismo intenso, adaptando formas e cores brasileiras à severa disciplina cubista.

Milton da Costa


Milton da Costa

Milton da CostaNascido em1915 em Niterói, foi um artista precoce. Sua primeira participação no Salão Nacional de Belas-Artes se deu em 1933, e sua primeira mostra individual realizou-se em 1936, na Galeria Santo Antônio, no Rio. Dacosta estudou na Escola Nacional de Belas-Artes, onde foi aluno de Marques Júnior. Suas primeiras produções, paisagens de cunho naturalista, são exercícios de um rapaz de pouco mais de 15 anos, nos quais já se evidenciavam certas qualidades como um agudo senso de construção formal, uma tendência inata a captar o essencial das coisas, o horror ao regional, ao folclórico e ao anedótico. Por volta de 1940, Dacosta abandonou sua primeira maneira e, sob influência da Escola de Paris, iniciou uma nova fase, marcada pela influência de Cézanne, Modigliani, De Chirico e, entre os brasileiros, Portinari. 

Essa influência se mostra presente em sua tendência construtiva, sua atmosfera rarefeita em certos quadros, e nos pescoços longos e nas cabeças ovaladas de seus ciclistas e banhistas além do despojamento e severidade de certas naturezas mortas. A influência maior, contudo, proveio do Cubismo, mas de um cubismo adaptado à circunstância brasileira e às peculiaridades do temperamento do pintor. Foi essa paixão pelo cubismo que fez Dacosta substituir gradualmete o Impressionistmo de suas primeiras obras por uma arte mais extruturada, mais construída. Em 1955, recebeu o prêmio de melhor pintor brasileiro na Bienal de São Paulo e de viagem ao estrangeiro no Salão de Belas-Artes de 1944. Várias vezes expôs individualmente e participou de mostras coletivas. Teve salas especiais na VI Bienal de São Paulo, em 1961, e nas I Bienal da Bahia, em 1966.

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Lasar Segall

Lasar Segall

Lasar Segall

Pintor, escultor, desenhista e gravador, Lasar Segall nasceu em 1891 em Vilna, na Lituânia, e nessa cidade (então parte integrante do território russo) deu início ao seu aprendizado, com o escultor e gravador Markus Antokolski. Em 1906 emigrou para a Alemanha, estudando na Academia de Belas-Artes de Berlim entre 1907 e 1909, quando foi desligado por ter participado da Freie Sezession — uma exposição de artistas descompromissados com a estética oficial — na qual conquistou o Prémio Max Liebermanu. Em 1910 transferiu-se para Dresden, freqíientando a Academia de Belas-Artes local na qualidade de Meisterschúller (aluno instrutor), dispondo de atéliê próprio e de plena liberdade de expressão. Em Dresden, no mesmo ano, realizou sua primeira mostra individual, com pinturas ainda fortemente marcadas pelo Impressionismo de Liebermann. Tinha Segall cerca de vinte anos quando começou a se afastar gradativamente da influência de Liebermann e a se aproximar do Expressionismo. Sempre em busca de novos caminhos, estava em 1912 nos Países Baixos, e em 1913 aventurou-se até o Brasil, onde realizou a primeira exposição de arte moderna. No mesmo ano retornou à Alemanha; em 1914, cidadão russo que era, foi internado num campo de concentração. Essa amarga experiência lhe serviria, anos mais tarde, na abordagem de alguns de seus quadros mais trágicos, inspirados pela guerra de 1939. Até 1923 Segall permaneceu na Alemanha, onde publicou quatro álbuns de litografias e águas-fortes e realizou exposiç6es individuais em Hagen (1920), Frankfurt (1921) e Leipzig (1923). A Alemanha vencida proporcionava-lhe campo propicio ao trágico e rude Expressionismo dc sua mocidade. Aos 32 anos, já senhor de sua técnica, praticava urna temática pessoal: velhos leitores do Talmude, camponeses e mendigos, indigentes e crianças, evocações da terra natal e retratos de parentes e intelectuais, auto-retratos. Seu desenho é incisivo e anguloso; o colorido, forte e cru, O corpo humano é deformado de modo a melhor evocar paixões e sofrimento. Em 1923, decidiu voltar ao Brasil, radicando-se definitivamente em São Paulo, onde, no ano seguinte, efetuou nova mostra individual, e realizou a decoração do Pavilhão de Arte Moderna de Dona Olivia Guedes Penteado. Casando-se em 1925 com uma discípula, Jenny Klabín, adotou como sua a nova terra, naturalizando-se mais tarde cidadão brasileiro. Ao mesmo tempo, deu inicio às pinturas de temática brasileira — mulatas com filhos ao colo, marinheiros e prostitutas, favelas e bananeiras — expostas em 1926 em Berlim, Dresden e Stuttgart, em 1927cm São Paulo em 1928 no Rio de Janeiro. Em 1929 Segall passou a esculpir, criando, em madeira, pedra e gesso, as mesmas figuras sofridas e solitárias que já eternizara em pinturas, desenhos e gravuras. Cabe recordar que seu primeiro mestre, Antokolski, foi. um dos mais importantes escultores russos do século XIX: sua obra, influenciada por Rodin, oscila entre os temas judaicos e as grandes personagens da história russa, sem falar nos mártires e santos do cristianismo, que muito o seduziram. Pode-se aventar a hipótese de uma influência, leve mas duradoura, de Antokolskí sobre Segall escultor. Após ter realizado uma exposição em Paris, em 1932, Segall fundou, com outros artistas, a Sociedade Pró-Arte Moderna SPAM — da qual foi, por assim dizer, a alma. Duas de suas series mais importantes de pinturas tiveram Inicio em 1935: as interpretações da natureza de Campos do Jordão e os Retratos de Lucy (sua jovem aluna Lucy Citti Ferreira). Foram intervalos de calma, nos quais vibram tonalidades líricas. Em 1936, porém, o artista estava de volta à antiga ambiência de tragédia e solidão: é a época de suas primeiras pinturas de temática social, que lhe garantiram um lugar de destaque entre os principais expressionistas do século. Essas pinturas preludiam a iminente conflagração mundial, os massacres, o genocídio. Pogrom. Na pio de Emigrantes, Guerra, Campo de Concentraçdo. Os Condenados e as gravuras do álbum Visões de Guerra (1940-1943) compõem uma dramática sequência de sofrimento, raras vezes expresso, em obras pictóricas, de modo tão intenso e profundo. Uma grande exposição realizada em 1943 no Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro (não sem incidentes criados pelos pintores tradicionalistas ou acadêmicos), colocou definitivamente Sega11 entre nossos maiores artistas. Em 1944 a temática das prostitutas, que vinha desde os tempos da mocidade em Berlim, de novo irrompe nas gravuras do álbum Mangue. A mesma temática ressurge numa de suas últimas séries de pinturas, ,4s Erradias, de 1949. Neste mesmo ano, tem inicio uma nova fase, interrompida pela morte em 1957: As Florestas. Lasar Segall é tipicamente expressionista. Enquadrando-se como artista de técnica e temperamento europeus, pode também ser considerado brasileiro, não só porque viveu entre nós vários anos, chegando mesmo a se naturalizar, mas porque se inspirou em nossa gente e em nossas coisas, chegando, em certos momentos, a ser tocado pela luminosidade tropical. Foi excepcional como pintor, como desenhista, como gravador — nas três técnicas — e como escultor, Além do mais, contribuiu poderosamente para a implantação da arte moderna em São Paulo e no Brasil, cujos limites culturais alargou. Sua temática é, no dizer de Geraldo Ferraz, a do sofrimento humano- O drama de sua raça judaica e, mais do que isso, o drama da raça humana, ameaçada de extermínio pela violência e pela intolerância, motivaram-lhe os quadros mais sofridos. Segall nunca foi maior nem mais sincero do que quando retratou os desamparados e os oprimidos-+, e em suas grandes obras de cunho social chega a evocar o Goya dos Desastres de Ia Guerra e o Picasso de Guernica. No fim da vida tornou-se mais lírico, adotando por vezes tom bucólico ante a paisagem de Campos do Jordão; sentiu também o apelo do não-figurativismo, na sérieAsFlorestas, que presenciou experiências formais e cromáticas; mas tinha necessidade da figura humana para externar seus sentimentos. E é como grande pintor figurativo, um dos maiores que viveram no Brasil, que será sempre evocado.

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Tancredo Neves

Tancredo Neves

Tancredo NevesEleito presidente pelo Congresso Nacional, em pleito indireto, Tancredo Neves fala à nação sobre o que pretende fazer à frente do governo

Brasileiros,
Neste momento alto na história, orgulhamo-nos de pertencer a um povo que não se abate, que sabe afastar o medo e não aceita acolher o ódio. A Nação inteira comunga deste ato de esperança. Reencontramos, depois de ilusões perdidas e pesados sacrifícios, o bom e velho caminho democrático. Não há Pátria onde falta democracia. A Pátria não é a mera organização dos homens em estados, mas sentimento e consciência, em cada um deles, de que lhe pertencem o corpo e o espírito da Nação. Sentimento e consciência da intransferível responsabilidade por sua coesão e seu destino. (...) Esta memorável campanha confirmou a ilimitada fé que tenho em nosso povo. Nunca, em nossa História, tivemos tanta gente nas ruas, para reclamar a recuperação dos direitos da cidadania e manifestar seu apoio a um candidato. Em todo o País foi o mesmo entusiasmo. De Rio Branco a Natal, de Belém a Porto Alegre, as multidões se reuniram, em paz, cantando, para dizer que era preciso mudar, que a Nação, cansada do arbítrio, não admitia mais as manobras que protelassem o retorno das liberdades democráticas. Não vamos nos dispersar. Continuemos reunidos, como nas praças públicas, com a mesma emoção, a mesma dignidade e a mesma decisão. Se todos quisermos dizia-nos, há quase duzentos anos, Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança, podemos fazer deste País uma grande Nação.Vamos fazê-la.


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Tomé de Sousa

Tomé de Sousa

Tomé de SousaO primeiro governador-geral do Brasil, que chegou à Bahia em 29 de março de 1549, trazia consigo um regimento que recebera do rei dom João III nomeando-o para o cargo e definindo suas tarefas

Eu, el-rei, faço saber a vós Tomé de Sousa fidalgo de minha casa que vendo eu quanto serviço de Deus e meu é conservar e nobrecer as capitanias e povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e mais seguramente se possam ir povoando para exaltamento da nossa santa fé e proveito de meus reinos e senhorios e dos naturais deles ordenei ora de mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte em um lugar conveniente para daí se dar favor e ajuda às outras povoações e se ministrar justiça e prover nas coisas que cumprirem a meus serviços e aos negócios de minha fazenda e a bem das partes; e por ser informado que a baía de Todos os Santos é o lugar mais conveniente da costa do Brasil para se poder fazer a dita povoação e assento, assim pela disposição do porto e rios que nela entram como pela bondade, abastança e saúde da terra e por outros respeitos, hei por meu serviço que na dita baía se faça a dita povoação e assento e para isso vá uma armada com gente, artilharia, armas e munições e tudo mais que for necessário. E pela muita confiança que tenho em vós que em caso de tal qualidade e de tanta importância me sabereis servir com aquela fieldade e diligência que se para isso requer, hei por bem de vos enviar por governador às ditas terras do Brasil no qual cargo e assim no fazer da dita fortaleza tereis a maneira seguinte da qual fortaleza e terra da baía vos haveis de ser capitão.Quando souberdes algumas coisas que não forem providas por este regimento vos parecer que cumpre a meu serviço porem-se em obra vós a praticareis com meus oficiais e com quaisquer outras pessoas que virdes que nelas vos poderão dar informação ou conselho e com seu parecer as fareis e sendo caso que vos sejais indiferente parecer do seu hei por bem que se faça o que vós ordenardes e das tais causas se farão assento em que se declarará as pessoas com as práticas e o parecer delas e o vosso para me escreverdes com as primeiras cartas que após isso me enviardes.


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Anita Catarina Malfatti

Anita Catarina Malfatti

Anita Catarina MalfattiNasceu em São Paulo, em 1896, e seus primeiros estudos artísticos foram orientados pela mãe, pintora amadora. Em 1912 foi enviada para a Alemanha, a fim de cursar a Academia de Belas-Artes de Berlim, após curto estágio em Dresden. A própria artista, em depoimento de 1939, assim descreveu esses primeiros tempos na Europa: "Em Berlim continuei a busca e comecei a desenhar. Desenhei seis meses dia e noite. Um belo dia fui com um colega ver uma grande exposição de pintura moderna. Eram quadros grandes. Havia emprego de quilos de tintas, e de todas as cores. Um jogo formidável. Uma confusão, um arrebatamento, cada acidente de forma pintado com todas as cores. O artista não havia tomado tempo para misturar as cores, o que para mim foi uma revelação e minha primeira descoberta. Pensei: o artista está certo. A luz do sol é composta de três cores primárias e quatro derivadas. Os objetos se acusam só quando saem da sombra, isto é, quando envolvidos na luz. Tudo é resultado da luz que os acusa, participando de todas as cores. Comecei a ver tudo acusado por todas as cores. Nada neste mundo é incolor ou sem luz. Procurei o homem de todas as cores, Louis Corinth, e dentro de uma semana comecei a trabalhar na aula desse professor." Após uma curta passagem pela Alemanha se dirigiu a Paris e retornou ao Brasil em 1914 quando realizou sua primeira exposição individual. Em 1917 após estudos feitos nos Estados Unidos realizou outra exposição. Criticas feitas ao seu trabalho por reacionário como Monteiro Lobato a desestabilizaram e sua obra declinou logo após. Seus trabalhos foram expostos na Semana de Arte Moderna de 1922 e em outras exposição onde foi premiada e consagrada.

Para Mário de Andrade, outro expoente do modernismo brasileiro: "foi ela, foram os seus quadros, que nos deram uma primeira consciência de revolta e de coletividade em luta pela modernização das artes brasileiras."

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Di Cavalcanti | Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo


Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo - Di Cavalcanti

Di Cavalcanti | Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo Possível autor da iniciativa de 1922, Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo, artisticamente conhecido como Di Cavalcanti, nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Teve seu trabalho publicado pela primeira vez em uma revista, em 1914. Realizou sua primeira mostra individual em 1917, como desenhista; era então na opinião de Mário de Andrade, "o menestrel dos tons velados", e utilizava como meio de expressão predileto o pastel, evocando figuras femininas "de angelitude então em voga". Em 1921 realizou sua primeira exposição de pinturas e em seguida presenciou a Semana de Arte Moderna, ao que parece originada de uma sugestão de Di Cavalcanti e Paulo Prado. Compareceu com 12 obras nas quais se observa certa persistência de tendências passadas, como o Impressionismo e o Simbolismo, temperadas com algumas pitadas de Expressionismo. As críticas, como de costume a qualquer forma de mudança na arte da época, foram intensas e arrasadoras. Após a Semana, Di Cavalcanti embarcou para a Europa onde se dedicou exclusivamente à pintura e onde sofreu muitas influências no trabalho. Retornando ao Brasil realizou nova mostra e uma exposição individual. Mário de Andrade não poupou elogios aos seus trabalhos e à maneira esplendida como mostrou o Brasil como ele é. Suas coisas, sua gente, sua alegria. A década de 40 foi o apogeu do talento de Di Cavalcanti, que se tornou um dos mais notáveis pintores brasileiros gerados pelo modernismo.

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Ismael Nery

Ismael Nery

Ismael Nery

Descendente de índios, negros e holandeses, Ismael Nery, tinha dois anos de idade quando sua família se fixou no Rio de Janeiro; aos 15, matriculou-se na Escola Nacional de Belas-Artes, da qual foi aluno rebelde e displicente. Ao contrário de Di Cavalcanti, Tarsila e Vicente do Rego Monteiro, Ismael Nery buscava o universal: nunca o preocupou a eventualidade de uma pintura brasileira. Por outro lado, em toda a sua obra assoma um só tema: a figura humana. Foi, na verdade, um clássico, cevado na profunda admiração que devotava a Ticiano, Tintorreto, Veronese e Rafael - admiração que estendeu a Chagall, Max Ernst e Picasso. Em sua produção, pouco extensa - cerca de cem óleos, apenas, e de um milheiro de aquarelas, guaches e desenhos, distinuem-se três fases: a expressionista, de 1922 a 1923; a cubista, de 1924 a 1927 e a surrealista, de 1927 ao fim da vida. Se artisticamente o período expressionista-cubista é o mais importante e fecundo (influência de Picasso), o último, marcado por Chagall, é historicamente o de maior relevo, tendo sido Ismael o introdutor do surrealismo entre nós.

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Alberto da Veiga Guignard

Alberto da Veiga Guignard

Alberto da Veiga Guignard

Ainda adolecente, Alberto da Veiga Guignard, seguiu com sua família para a Europa onde cursou as academias de Arte de Florença e Munique, e expôs por duas vezes no Salão de Outono, em Paris. Referindo-se a si mesmo na terceira pessoa, Guignard disse, em 1960, que " de acadêmico passou a moderno , após ter visto uma exposição de arte moderna alemã: o modernsmo o fascinou." Em 1929, retornou ao Rio de Janeiro e lecionou na Fundação Osório e na Antiga Universidade do Distrito Federal, além de montar seu ateliê. De meados da década de 30 até o final da vida, Guignard evoluiu gradativamente, sempre concedendo primordial importância ao desenho. Em 1944, mudou-se para Minas Gerais a convite de Juscelino e foi como paisagista que atingui seu apogeu sobretudo das séries Jardim Botânico, Itatiaia, Parque Municipal de Belo Horizonte, Lagoa Santa, Sabará e Ouro Preto. Guignard era dotado de excelente técnica, pintando em camadas finas, que se sucediam umas sobre as outras, à maneira dos antigos. Sua pintura é, preferentemente, lisa, ignorando o empaste.

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Flávio de Resende Carvalho


Flávio de Resende Carvalho

Pioneiro da arquitetura moderna brasileira, pintor desenhista, escritor, Flávio de Resende Carvalho estudou na Inglaterra e sempre se distinguiu pelo arrojo e pelo ineditismo de sua atuação. Foi um inovador, acostumado, desde o princípio, a nunca pisar caminhos já sulcados. Sua originalidade revelou-se, por exemplo, no Bailado do Deus Morto, quando realizou cenários luminosos para uma sinfonia coreográfica de seu amigo Camargo Guarniere. Ou ainda em sua ridicularizada tentativa de impor, aos brasileiros, um traje mais adequado ao clima do país, desfilando com um saiote pelas ruas de São Paulo. 

Grande pintor e desenhista ligado ao Expressionismo, teve na figura humana seu tema favorito, sendo famosos os retratos que fez de personalidades da vida cultural brasileira, como Mário de Andrade e José Lins do Rego. Mas foi nos desenhos da Série Trágica, realizados junto ao leito de morte de sua mãe, em 1947, que Flávio de Carvalho atingiu o auge de sua arte. Sobre esses trabalhos, escreveu Almeida Sales: "Não sabendo expressar-se mais profundamente do que por intermédio de sua gagueira de traços acumulados sobre a folha alva, ousou transformar o quarto da mãe morrendo em ateliê de registro do estranho fato. Saiu da alcova trágica como um deus que tivesse detido o processo inexorável da morte. Debaixo do braço, folhas riscadas com carvão guardavam, indelevelmente, a mais extraordinária fotografia de todos os tempos: os últimos estertores da vida de uma anciã entrando na morte, fixado pelo homem nascido de suas entranhas".

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Gagliano Neto | Narrador da Copa do Mundo de 1938 Para o Brasil

Gagliano Neto | Narrador da Copa do Mundo de 1938 Para o Brasil

Gagliano Neto | Narrador da Copa do Mundo de 1938 Para o Brasil Gagliano Neto foi o narrador brasileiro na Copa do Mundo de 1938.



A Copa da França, em 1938, marcou a primeira vez que o torcedor brasileiro se mobilizou para acompanhar a disputa de um mundial. Não havia televisão e as partidas eram ouvidas pelos torcedores por meio de rádio, com narração do locutor Gagliano Neto.


O cinema passava, dias depois, lances dos jogos da seleção brasileira em campos da Europa. As sessões tinham grande publicidade nos jornais, deixando de lado os grandes sucessos de Hollywood. Com o terceiro lugar conquistado pelo Brasil, a paixão pelas Copas se concretizou, mas só voltou a ser disputada doze anos depois, em 1950, no Brasil.

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