Entradas e Bandeiras do Brasil Colonial

Entradas e Bandeiras do Brasil Colonial

Entradas e Bandeiras do Brasil ColonialExpedições de desbravamento e exploração no interior do Brasil na época da colônia. Organizadas com maior frequência no século XVII, seus principais objetivos são o reconhecimento territorial, a captação de mão-de-obra indígena, a submissão ou eliminação de tribos hostis e a procura de metais preciosos.

As entradas saem do litoral para o interior, em missão geralmente oficial de mapeamento do território. Também combatem os grupos indígenas que ameaçam ou impedem o avanço da colonização, como os caetés, os potiguares, os cariris, os aimorés e os tupinambás. A atuação das entradas deu-se principalmente no sentido do Nordeste para a Amazônia e do Sudeste para o Centro-Oeste; algumas limitaram-se a percorrer áreas próximas ao litoral, entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

As bandeiras, em sua maioria, saem de São Vicente e de São Paulo para o Sul, Centro-Oeste e região mineira. São quase sempre expedições organizadas por paulistas e formadas por familiares, agregados, brancos pobres e muitos mamelucos que têm como meta atacar as missões jesuíticas e trazer índios cativos ou ir em busca de minas de ouro e pedras preciosas. Entre as principais bandeiras destacam-se as de Antônio Raposo Tavares, Fernão Dias Pais Leme, Bartolomeu Bueno da Silva e Domingos Jorge Velho.

Expansão territorial – Oficiais ou particulares, as entradas e bandeiras têm importância fundamental para a expansão territorial e o desenvolvimento da economia colonial. São essas expedições que devassam a Amazônia e ali dão início ao extrativismo das "drogas do sertão" (ervas, resinas, condimentos e madeiras nobres). Entram pelo rio São Francisco, abrindo caminho para o gado, chegam às serras mineiras e descobrem ouro e diamante. Os sertanistas e suas tropas de mamelucos também são usados pelos donatários e governadores no combate a escravos negros aquilombados e índios que se opõem à colonização branca. É o caso da bandeira de Domingos Jorge Velho, contratada no final do século XVII para destruir o Quilombo dos Palmares e depois liquidar a resistência dos cariris no Nordeste, na chamada Guerra dos Bárbaros, que se estende de 1685 a 1713.
Na época do auge da produção açucareira no Nordeste do Brasil, os paulistas, os quais se encontravam fora do centro econômico  da colônia, passaram a procurar formas de se enriquecerem. Nesse sentido, no século XVI, começaram a surgir as bandeiras, que nada mais eram do que expedições com fins lucrativos em direção ao interior do Brasil .

Entradas e Bandeiras do Brasil Colonial
Os bandeirantes eram homens ambiciosos que se aventuravam pelo interior da colônia em busca de algo que fosse lucrativo, mesmo que este fosse um negócio altamente arriscado. No início do século XVII, a Holanda invadiu Angola, uma colônia portuguesa que fornecia grande número de escravos. Por isso, o preço para poder contar com a mão-de-obra escrava cresceu significativamente. Desta forma, as primeiras bandeiras tiveram o objetivo de prender os índios e os venderem como escravos, o que era um negócio altamente lucrativo naquelas condições.

A realização das bandeiras foi possível principalmente devido ao domínio da Espanha sobre Portugal, resultando na formação da União Ibérica. Desta forma, não havia mais as limitações territoriais definidas pelo Tratado de Tordesilhas e os bandeirantes puderam explorar regiões que eram de posse da Espanha.

Após o açúcar perder significativamente sua lucratividade, ainda no século XVII, Portugal procurou incentivar a busca por ouro e pedras preciosas. Assim, importantes expedições foram realizadas nas regiões dos estados de Goiás (Bartolomeu da Silva Bueno), Minas Gerais (Borba Gato) e Mato Grosso (Miguel Sutil).

As principais consequências do bandeirismo foram a ampliação das fronteiras da colônia e o desenvolvimento e povoamento do interior do Brasil.

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