África, Aspectos Geográficos da África

África, Aspectos Geográficos da África

África, Aspectos Geográficos da África

A África é Continente que abriga as mais antigas evidências da presença do homem moderno no planeta, a África é seguidamente pilhada, dividida e ocupada pelas potências da Europa a partir do século XV. Milhões de africanos são escravizados por essas potências, que mantêm a exploração dos recursos naturais da região, mesmo após o fim da escravidão. As lutas anticoloniais se desenvolvem na segunda metade do século XX e se misturam aos conflitos da Guerra Fria. Persistem rivalidades étnicas entre populações de países cujas fronteiras foram criadas artificialmente pelas nações europeias no século XIX. Esse legado histórico explica por que a África responde por menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, tem quase metade da população vivendo abaixo da linha de pobreza (com renda inferior a 1 dólar por dia) e está sendo devastada por uma epidemia de Aids. A despeito do fim de algumas guerras civis sangrentas (como em Moçambique e Angola), disputas por recursos minerais e rivalidades étnicas, regionais e religiosas continuam a fomentar conflitos armados, que matam milhões de pessoas e causam migrações maciças.

Inspirados na União Europeia (UE), os países do continente criam, em 2002, a União Africana, prevendo a implementação de programas de desenvolvimento e uma possível eliminação das fronteiras. Nos últimos anos, a África tem atraído cada vez mais o interesse dos Estados Unidos (EUA), que aumentam sua presença militar no continente e procuram garantir acesso aos recursos naturais, principalmente petróleo. Além disso, os EUA buscam aliados para reforçar suas posições nos organismos multilaterais, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Geografia Física
Geografia Física da África
Geografia Física – O relevo africano caracteriza-se pelo predomínio de imensos tabuleiros (planaltos pouco elevados). No sudeste tornam-se mais altos, formando grandes picos, como o monte Kilimanjaro (5.895 metros), na Tanzânia. O deserto do Saara ocupa um terço do território africano. Ali são registradas temperaturas superiores a 40 ºC. Curiosamente, uma das faixas de terra mais férteis do globo fica nessa área, ao longo das margens do rio Nilo. A África tem quatro quintos do território entre o trópico de Câncer e o de Capricórnio, o que faz com que o clima seja predominantemente equatorial ou tropical, exceto nas extremidades norte e sul, onde é temperado. A vegetação obedece aos fatores climáticos: na porção equatorial úmida, há florestas tropicais, que vão perdendo densidade e se transformando em savanas à medida que avançam para as regiões mais secas, ao norte e ao sul. Segundo o World Resources Institute, cerca de dois terços das florestas originais do continente foram desmatados.

População da África
População da África 
População da África – Enquanto os desertos são praticamente despovoados, o vale do rio Nilo, por exemplo, apresenta densidade média superior a 800 habitantes por quilômetro quadrado. Há centros urbanos intensamente povoados, como Cairo, Argel e Cidade do Cabo. Verifica-se o predomínio das religiões nativas (aparentadas com o candomblé do Brasil) nos países ao sul do Saara e do islamismo nas nações do norte. Existem também importantes centros cristãos, como a Etiópia (uma das nações de cristianização mais antiga no mundo) e outros decorrentes da colonização europeia. Há enorme diversidade linguística: as línguas e os dialetos locais, do tronco africano, convivem com os idiomas introduzidos pelos europeus, em especial o inglês, o francês e o africâner, derivado do holandês falado no século XVII.

Economia da África
Economia da África
Economia da África – A África é o continente menos desenvolvido do mundo. Os poucos polos de desenvolvimento se devem à exploração mineral (África do Sul, Líbia, Nigéria e Argélia) e, em menor escala, à industrialização (África do Sul). A mineração responde por 90% da receita total de exportação. Nessa atividade, destaca-se a África do Sul, país que detém, sozinho, mais de um quinto do PIB africano. O continente continua a ser essencialmente agrícola. Monoculturas de exportação (café, cacau, algodão, amendoim etc.) alternam-se com lavouras de subsistência. Na extração de petróleo e gás natural, os principais produtores são a Líbia, a Nigéria e a Argélia. É o único continente onde diminuiu a renda per capita (de -0,8% a -1,2%) entre 1970 e 1995, de acordo com dados do Banco Mundial.


As duas Áfricas - O continente africano tem duas sub-regiões claramente delimitadas: a África Setentrional e a Subsaariana. O limite natural entre ambas é o deserto do Saara.Os seis países da África Setentrional têm características físicas e humanas semelhantes às do Oriente Médio. Seu clima é desértico, e a região é majoritariamente ocupada, desde o século VII, por povos árabes, que difundiram o islamismo, a língua e a cultura árabes. A porção mais ocidental, conhecida como Magreb ("poente", em árabe), compreende o Marrocos, a Argélia e a Tunísia. Os outros três países são Líbia, Egito e Djibuti. A África Subsaariana, bem mais extensa, reúne a maioria da população, predominantemente negra. Essa região concentra alguns dos principais problemas econômicos e sociais do planeta, somados a guerras civis que opõem diferentes grupos étnicos e ciclos de golpes e contragolpes de Estado. Índices altíssimos de desnutrição são registrados na República Democrática do Congo (73%), na Somália (71%) e no Burundi (69%). Lá também vivem cerca de 70% dos portadores do vírus HIV no mundo em 2014. No ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), nações subsaarianas ocupam 32 das 35 piores posições.